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Nova Xavantina sofre com seca, pragas e prejuízos

O cenário no campo em Nova Xavantina é de incerteza e aperto financeiro. A combinação de instabilidade climática, incidência de pragas e o aumento expressivo nos custos de produção reduziu drasticamente a rentabilidade dos agricultores na atual safra. Com perdas que chegam a 25 sacas por graneleiro em algumas áreas, o setor agora teme pela viabilidade do próximo ciclo.
A irregularidade das chuvas no início do plantio forçou muitos produtores a realizarem o replantio, elevando os gastos operacionais. Segundo o delegado da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Bruno Tolotti, embora existam casos isolados de boa produtividade, o município registra uma queda média de 8 a 10 sacas por hectare em comparação ao ano anterior.
O impacto é sentido de forma heterogênea dependendo da altitude e do tipo de solo. No Grupo Dalcin, que cultivou quase 5 mil hectares de soja, a variação entre áreas de serra e áreas baixas evidenciou o desafio técnico desta temporada. Enquanto as áreas mais altas registraram 71 sacas por hectare, as partes baixas, com solo mais arenoso e maior pressão de ervas daninhas como o pé-de-galinha, fecharam em apenas 47 sacas.

Custos corroem rentabilidade
Mesmo onde a produção foi considerada satisfatória em termos de volume, a conta final não tem fechado devido à alta dos insumos, especialmente fertilizantes. A margem de lucro ficou estreita, gerando preocupação sobre a capacidade de reinvestimento.
“A média final do grupo todo foi 57 sacas. Foi uma safra satisfatória, o problema é que os custos estão ficando maiores e a rentabilidade tem ficado muito menor. Tem produtor aqui que, no líquido, sobram R$ 95 ou R$ 97. Isso não paga a conta”, afirma a agricultora Emilly Miranda Castro Dalcin ao Patrulheiro Agro.
Para o produtor José Almiro Muller, que cultivou 2,6 mil hectares, os problemas começaram na janela de plantio e se estenderam até a colheita com o ataque da mosca-branca. Mesmo com múltiplas aplicações de defensivos, a praga não foi controlada, reduzindo o peso do grão e gerando uma perda de 25 sacas por graneleiro de máquina.
Além dos problemas biológicos, o fator financeiro é apontado como o principal gargalo. “Recursos bancários ficaram muito altos, com taxas de 14,5% a 15%. O arrendamento junto com isso inviabiliza. Eu, com a minha família, não tive renda nos últimos três anos”, relata Muller ao Canal Rural Mato Grosso. Ele arrenda 1,7 mil hectares. O agricultor destaca ainda que a escassez de crédito oficial forçou a busca por recursos especiais com juros de até 30%.

Milho safrinha sob risco
A crise se estende agora para a segunda safra. Com a escassez hídrica de quase um mês e temperaturas elevadas, mais da metade das lavouras de milho foi plantada fora da janela ideal. A região de Nova Xavantina, por possuir altitude e índice pluviométrico menores que outras partes do Mato Grosso, sofre mais com o encurtamento do período de chuvas.
De acordo com Bruno Tolotti, da Aprosoja-MT, as perdas visuais no milho já são estimadas entre 30% e 40% em algumas propriedades. “Já faz algumas semanas que não chove no município e isso influencia diretamente quem plantou milho ou gergelim. O cenário é muito preocupante, pois não há perspectivas de chuva no curto prazo”, conclui.
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Conab atualiza portal com painéis gerenciais e dados corporativos

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) disponibilizou nesta sexta-feira (14) uma atualização no Portal de Informações para acesso a dados corporativos e painéis gerenciais. A plataforma foi desenvolvida em conformidade com o padrão gov.br e passou a concentrar informações sobre abastecimento, agricultura familiar, logística, mapeamento de áreas agrícolas, mercado e produção agrícola.
Segundo a Conab, a atualização reúne em um único ambiente os painéis gerenciais e bases de dados corporativas, com foco em localização, organização e visibilidade das informações.
Entre os recursos incorporados à navegação estão a pesquisa por palavras-chave ligadas a programas, temas, processos ou áreas de negócio, a marcação de favoritos para painéis de uso frequente e a classificação das informações por tipo de acesso, entre público e privado.
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No caso dos dados privados, a categorização considera a sensibilidade da informação em dois níveis. O nível 1 é destinado ao uso interno, enquanto o nível 2 está sujeito a mecanismos adicionais de segurança.
Nesta primeira etapa, a Conab informou que o trabalho teve como objetivo consolidar os ambientes de informação já existentes, além de atualizar a interface, a usabilidade e a governança das informações.
Para a segunda etapa, está prevista a disponibilização de Interfaces de Programação de Aplicações (APIs) para acesso aos dados públicos. A proposta é permitir que sistemas e outras soluções tecnológicas utilizem essas informações de forma integrada e padronizada.
O portal atualizado já está disponível no endereço portaldeinformacoes.conab.gov.br/produtos-360.html e centraliza dados e painéis gerenciais da Conab em uma estrutura unificada.
Fonte: gov.br
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Novo regulador de crescimento chega ao mercado para elevar a produtividade do algodão

O manejo hormonal tem conquistado espaço no agronegócio entre as estratégias para elevar a eficiência das lavouras. No algodão, onde cada estrutura reprodutiva preservada pode representar maior produtividade na colheita, ferramentas capazes de otimizar o desenvolvimento da planta ganham cada vez mais importância.
É nesse cenário que a Innovak apresenta o Kresko®, um regulador de crescimento hormonal desenvolvido para promover uma arquitetura vegetal mais equilibrada, estimular a formação de estruturas reprodutivas e contribuir para o aumento do potencial produtivo da cultura.
O produto reúne, em uma mesma formulação, a atuação hormonal da cinetina e o efeito bioestimulante da tecnologia ECCA Carboxy®, combinação que representa um dos principais diferenciais do Kresko® em relação aos reguladores hormonais disponíveis no mercado.
Com registro recente, o Kresko® abre um novo horizonte ao oferecer um produto específico para a cultura do algodão. A proposta é disponibilizar uma tecnologia que atue desde a estruturação da planta até a preservação do seu potencial produtivo, auxiliando agricultores, consultores e empresas de assistência técnica na busca por lavouras mais uniformes e eficientes.
A solução é desenvolvida pela Innovak, empresa que atua há 69 anos no desenvolvimento e comercialização de produtos bioracionais e tecnologias voltadas à agricultura. Com presença em mais de 30 países e filiais nas Américas e na Europa, a companhia também mantém colaboração com instituições de pesquisa para o desenvolvimento de tecnologias destinadas a aumentar a eficiência da produção agrícola.
Como Kresko® atua na planta
A principal diferença na formulação está na combinação da tecnologia exclusiva ECCA Carboxy®, desenvolvida pela Innovak, em conjunto com a cinetina (um hormônio estável e altamente assimilado pela planta).
Dessa forma, o Kresko® associa duas frentes de atuação: o efeito hormonal, responsável por desencadear processos fisiológicos ligados ao crescimento e à divisão celular, e a ação bioestimulante, que contribui para potencializar o metabolismo da planta.
A ação começa quando a citocinina alcança os tecidos-alvo e desencadeia uma série de respostas fisiológicas relacionadas ao crescimento, à divisão e à diferenciação celular. Em seguida, a tecnologia ECCA Carboxy® potencializa esse efeito por meio de sua ação bioestimulante, favorecendo uma resposta hormonal mais equilibrada, gradual e eficiente.
Na prática, essa combinação contribui para o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo da cultura, promovendo uma planta mais estruturada e preparada para expressar seu potencial produtivo.
Entre os principais efeitos observados com o uso do Kresko® está a melhoria da arquitetura das plantas. O produto estimula processos de diferenciação e divisão celular, contribuindo para um desenvolvimento mais homogêneo.
Esse processo favorece características importantes para o manejo da cultura, como:
- Encurtamento dos nós;
- Estímulo à diferenciação celular;
- Melhor desenvolvimento das gemas axilares e laterais;
- Formação de plantas mais equilibradas e produtivas.
Uma arquitetura vegetal mais uniforme também cria condições favoráveis para o melhor aproveitamento dos recursos disponíveis ao longo do ciclo da cultura.

Tecnologia ECCA Carboxy
A ECCA Carboxy® — Ecotecnologia de Compostos Carboxi Aromáticos — é uma das principais tecnologias desenvolvidas pela Innovak. Com efeito bioestimulante, ela atua no metabolismo vegetal, contribuindo para melhorar a captura de resposta da planta.
A tecnologia é obtida por meio de um processo patenteado de extração, concentração, purificação e identificação de ácidos Carboxy® com efeito benéfico sobre as culturas.
Segundo a Innovak, o resultado desse processo é uma tecnologia com elevada efetividade biológica, desenvolvida para favorecer diferentes processos fisiológicos da planta.
No Kresko®, a ECCA Carboxy® também contribui para tornar a ação hormonal mais eficiente, ajudando a cinetina a atingir com maior eficácia os tecidos onde deve atuar.
É justamente essa associação entre bioestimulação e ação hormonal que diferencia o produto. Enquanto reguladores convencionais atuam prioritariamente sobre os processos hormonais da planta, o Kresko® combina esse mecanismo com uma tecnologia bioestimulante voltada à ativação do metabolismo vegetal.
Preservação das estruturas reprodutivas
Outro ponto de destaque da nova tecnologia da Innovak é a atuação sobre as estruturas reprodutivas.
O Kresko® bioestimula a formação e a retenção dessas estruturas, contribuindo para reduzir o índice de aborto floral e favorecer o pegamento. Com isso, a planta pode manter um número maior de estruturas capazes de evoluir ao longo do ciclo e chegar à produção, refletindo diretamente em seu potencial produtivo.
Segundo a Innovak, esse efeito é resultado da atuação conjunta da cinetina e da tecnologia ECCA Carboxy®, que proporciona maior estabilidade à formulação e potencializa a resposta hormonal durante o desenvolvimento da planta.
A tecnologia também favorece uma resposta mais consistente ao longo do ciclo da cultura, ampliando a eficiência da ação bioestimulante e contribuindo para um desenvolvimento vegetal mais equilibrado.
Mais produtividade
Em um cenário em que a eficiência agronômica é cada vez mais determinante para a rentabilidade da produção, ferramentas que auxiliam na construção e preservação do potencial produtivo das plantas ganham relevância.
Ao atuar simultaneamente sobre o metabolismo vegetal, a arquitetura da planta e a preservação das estruturas reprodutivas, o Kresko® chega ao mercado como uma nova alternativa para o manejo do algodão.
O diferencial está justamente na combinação de bioestimulante e hormônio em uma mesma solução, associando a ação da cinetina de alta estabilidade à tecnologia ECCA Carboxy®. A proposta é favorecer plantas mais equilibradas, com maior retenção de estruturas produtivas e melhores condições para expressar seu potencial ao longo do ciclo.
Com a novidade, a Innovak amplia seu portfólio voltado ao manejo fisiológico das culturas e reforça a estratégia de desenvolver soluções que unem inovação, fisiologia vegetal e tecnologias bioracionais para contribuir com uma agricultura mais eficiente e sustentável.
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Agro ainda não saiu da turbulência e 2027 deve exigir prudência

O agronegócio de Mato Grosso e brasileiro ainda não conseguiu deixar para trás o cenário de turbulência e a projeção para as próximas safras é de manutenção do aperto financeiro. Diante da combinação de juros elevados, endividamento e custos pressionados, a estimativa dos setores produtivo e financeiro é de que o ciclo de readequação nas propriedades rurais avance ao menos até 2027.
O prolongamento da crise exige maior cautela nas decisões de investimento e na contratação de novos financiamentos. Mais do que uma dificuldade passageira de caixa, a sequência de safras desafiadoras reduziu a margem de manobra do produtor e aumentou o nível de exigência por parte das instituições financeiras.
Para o diretor executivo do Sicredi Central Centro Norte, Seneri Paludo, o mercado precisa entender que a recuperação do campo não ocorrerá no curto prazo. “Os sinais da economia do agro começaram em 2023 e 2024. Veio 2024 muito complexo, 2025 complexo, 2026 também. Para mim, 2027 está tão complexo quanto os últimos anos, até com um agravante: a questão do clima”, alerta o executivo, reforçando que o momento exige contenção. “Esta próxima safra ainda vai ser de bastante ajuste. O nome do jogo é prudência”, frisa em entrevista ao programa Direto ao Ponto.

Inadimplência atinge marcas históricas
O impacto do cenário adverso transborda para o ambiente de crédito. A inadimplência acima de 90 dias no crédito rural brasileiro bateu recordes e atingiu 7,5%, patamar muito distante da média histórica de 1%. Em Mato Grosso, a taxa de atraso do sistema financeiro supera os 8,5%.
A situação ganha contornos ainda mais graves ao analisar os chamados “ativos problemáticos”, indicador que engloba contratos vencidos, renegociados, repactuados ou prorrogados por medidas governamentais. Em praças com maior estresse financeiro, como o Vale do Araguaia, entre 20% e 25% de toda a carteira de crédito rural encontra-se sob algum tipo de readequação ou atraso.
Esse nível de comprometimento assusta o sistema financeiro e trava a circulação de novos recursos. “É um valor extremamente alto da carteira. E aí assusta todo o sistema”, afirma Paludo ao programa do Canal Rural Mato Grosso.
Outro termômetro do endividamento no campo é a disparada dos processos de recuperação judicial (RJ). Em Mato Grosso, o montante envolvido nas solicitações saltou de R$ 3 bilhões em 2023 para R$ 5 bilhões em 2024, alcançando R$ 7,8 bilhões em 2025.
Mesmo com desaceleração no início deste ano, quando foram registrados R$ 1,7 bilhão, o volume acumulado nas últimas quatro safras chega perto de R$ 20 bilhões dentro do estado. Como resposta a essa escalada, bancos e cooperativas passaram a reter operações e a exigir garantias reais para qualquer concessão, inclusive para linhas de capital de giro.
Crédito passa a focar na gestão
O arrocho na análise de crédito fez com que a concessão de recursos passasse a ser mais criteriosa e rigorosa. Além da avaliação do balanço patrimonial, as instituições do setor reforçaram a análise sobre aspectos comportamentais, o nível de profissionalização da gestão e a capacidade de pagamento das propriedades rurais.
Para responder às exigências do mercado e manter a solidez frente aos riscos do setor, o próprio sistema cooperativo vem promovendo incorporações e fusões de unidades regionais no estado. Na área de atuação do Sicredi Central Centro Norte, o volume de ativos administrados atinge R$ 75 bilhões.
Se antes a escassez de recursos limitava a atuação dos agentes financeiros, hoje o principal gargalo é o patamar da taxa de juros, de acordo com o diretor executivo. Embora haja disponibilidade de funding e de repasses de linhas oficiais como FCO, BNDES e Finame, o custo elevado do dinheiro inviabiliza novos projetos de expansão ou a compra de máquinas.
Com a rentabilidade das aplicações financeiras em alta e as margens da atividade agrícola comprimidas, o financiamento da produção tornou-se uma conta de risco elevado para o produtor rural. “Há 8 ou 10 anos, o que faltava para a gente era funding. Hoje a gente tem lastro suficiente e o que pega na conta mesmo é a taxa de juros”, pontua o executivo.
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