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Governo Federal retoma produção da Fafen-BA em Camaçari

O Governo Federal retomou as operações da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), em Camaçari (BA), com foco na ampliação da produção nacional de fertilizantes. A agenda ocorreu nesta quinta-feira (14), com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula. Segundo o governo, a unidade tem capacidade para produzir 1,3 mil toneladas por dia de ureia, volume equivalente a cerca de 5% da demanda nacional.
De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a reativação da planta recebeu investimento de R$ 100 milhões. A estimativa oficial é de geração de 900 empregos diretos e 2,7 mil indiretos. Os fertilizantes nitrogenados são insumos usados para sustentar e elevar a produtividade agrícola, especialmente em sistemas intensivos de produção.
A Fafen-BA havia sido hibernada pela Petrobras em janeiro de 2019, após o anúncio de fechamento em 2018, no contexto do plano de desinvestimentos da companhia. Em 2020, a unidade foi arrendada à Unigel. As operações seguiram até 2023, quando foram paralisadas sob a justificativa de inviabilidade econômica ligada ao preço do gás natural. Em 2025, após acordo com a empresa, a Petrobras reassumiu as fábricas. A retomada da unidade baiana ocorreu em janeiro de 2026.
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Segundo dados apresentados pelo governo, o Brasil importa atualmente cerca de 85% dos fertilizantes que consome. Durante a visita, Lula afirmou que o país “não pode importar 90% do fertilizante de que a nossa agricultura precisa”. Já André de Paula, ministro da Agricultura e Pecuária, disse que a reativação integra uma estratégia para ampliar a autonomia produtiva. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que, com as plantas da Bahia, Sergipe, Paraná e Mato Grosso do Sul, o país poderá produzir 35% do fertilizante nitrogenado necessário.
No mercado de ureia, a Petrobras projeta atingir cerca de 20% de participação com a Fafen-BA, a Fafen-SE e a Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA) em operação comercial. Com a entrada da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS), a expectativa é ampliar esse percentual nos próximos anos.
O Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), lançado pelo Mapa em 2022, estabelece como meta atender entre 45% e 50% da demanda interna até 2050. A estratégia prevê expansão da produção nacional, desenvolvimento tecnológico e uso de soluções adaptadas às condições brasileiras, incluindo alternativas com foco em sustentabilidade e reaproveitamento de resíduos.
Fonte: gov.br
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Plano Safra 2026/27 disponibilizará R$ 525,1 bilhões para o agro

O governo federal lança nesta terça-feira (30) o Plano Safra 2026/27 para a agricultura empresarial, com R$ 525,1 bilhões destinados ao financiamento de médios e grandes produtores rurais. O montante representa um aumento de R$ 9 bilhões em relação aos R$ 516,2 bilhões disponibilizados na temporada anterior.
O anúncio será realizado no Palácio do Planalto, em Brasília, pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, e pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deve participar da cerimônia porque cumpre agenda oficial na Cúpula do Mercosul, em Assunção, no Paraguai.
Do total dos recursos, R$ 384,9 bilhões serão destinados às operações de custeio e comercialização, enquanto R$ 140,2 bilhões financiarão investimentos nas propriedades rurais.
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), os recursos de custeio serão utilizados para despesas como aquisição de insumos, condução das lavouras, manutenção dos rebanhos e comercialização da produção. Já os recursos para investimento terão foco na modernização das propriedades, ampliação da capacidade de armazenagem, irrigação, inovação tecnológica e renovação de máquinas e equipamentos.
Pronamp terá R$ 72,6 bilhões
O Plano Safra prevê R$ 72,6 bilhões para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), destinado aos médios produtores. A taxa máxima de juros será de 9% ao ano, abaixo da praticada no ciclo anterior.
De acordo com o governo, a redução busca ampliar o acesso ao crédito para um segmento considerado estratégico na produção de alimentos e na geração de empregos no campo.
Sustentabilidade garante desconto nos juros
Entre as novidades do Plano Safra 2026/27 está a ampliação dos incentivos para produtores que adotam práticas sustentáveis e mantêm a regularização ambiental das propriedades.
O programa prevê redução de até 1 ponto percentual nas taxas de juros das operações de custeio. O desconto será dividido em duas etapas:
- até 0,5 ponto percentual para produtores com o Cadastro Ambiental Rural (CAR) regular;
- mais 0,5 ponto percentual para aqueles que adotarem práticas agropecuárias sustentáveis ou certificações reconhecidas.
Seguro rural ganha mais importância
O governo também reforçou a gestão de riscos como um dos pilares da política agrícola.
Pelas novas regras, a possibilidade de renegociação das operações de custeio agrícola passa a estar vinculada à contratação de cobertura pelo Proagro ou de seguro rural. Segundo o Mapa, a medida busca ampliar o uso de mecanismos de proteção contra perdas decorrentes de eventos climáticos e reduzir a necessidade de soluções emergenciais.
Na área de investimentos, o Plano Safra amplia os recursos para modernização das propriedades e fortalece programas voltados à geração de energia renovável.
O InvestAgro passa a contemplar sistemas de geração e distribuição de energia solar, biomassa, energia eólica, cogeração e armazenamento de energia elétrica, com o objetivo de reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência das propriedades.
O programa também mantém incentivos para construção, ampliação e modernização de armazéns e câmaras frias, buscando reduzir perdas, melhorar a logística e ampliar a capacidade de estocagem da produção agropecuária.
Distribuição de recursos
Em relação aos recursos, o Plano Safra 2026/27 ampliou o volume total de crédito em R$ 8,9 bilhões, passando de R$ 516,2 bilhões para R$ 525,1 bilhões. Apesar do crescimento, houve uma mudança na distribuição dos recursos: os valores destinados ao custeio e à comercialização caíram de R$ 414,7 bilhões para R$ 384,9 bilhões, enquanto os recursos para investimentos aumentaram de R$ 101,5 bilhões para R$ 140,2 bilhões, reforçando o foco na modernização das propriedades rurais.
No recorte por beneficiários, o Pronamp terá R$ 72,6 bilhões, ante R$ 69,1 bilhões na safra anterior, enquanto os demais produtores e cooperativas contarão com R$ 452,5 bilhões, frente aos R$ 447 bilhões do ciclo passado.
Juros
As taxas de juros das principais linhas de financiamento também foram reduzidas em relação ao ciclo anterior. No Pronamp, a taxa caiu para 9% ao ano. Já o crédito de custeio empresarial passou a operar com juros de 12,5% ao ano, enquanto programas voltados à inovação, irrigação, cooperativismo, renovação de máquinas e agricultura de baixo carbono terão taxas entre 8% e 12,5%.
As menores taxas foram reservadas para operações do PCA (até 12 mil toneladas de capacidade) e do RenovAgro Ambiental e Recuperação/Conversão de Pastagens, ambos com 8% e 8,5% ao ano, respectivamente, reforçando o incentivo a investimentos em armazenagem e sustentabilidade no campo.
Valor ficou abaixo das expectativas do setor
Embora o volume de recursos seja superior ao da safra passada, o montante anunciado ficou abaixo das expectativas apresentadas nas últimas semanas.
No início de junho, o ministro André de Paula afirmou que o governo trabalhava para um Plano Safra de R$ 550 bilhões. Já entidades do agronegócio defendiam um programa entre R$ 623 bilhões e R$ 674 bilhões, alegando aumento dos custos de produção e maior demanda por crédito rural.
O valor final, de R$ 525,1 bilhões, também ficou aquém dessas projeções, refletindo as limitações fiscais e o elevado custo da equalização das taxas de juros pelo Tesouro Nacional.
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Pesquisa da Embrapa mostra que germinação deixa arroz mais nutritivo e reduz tempo de cozimento

O arroz, um dos alimentos mais consumidos pelos brasileiros, pode ganhar importantes benefícios nutricionais quando passa pelo processo de germinação. Uma pesquisa conduzida pela Embrapa, em parceria com a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), revelou que a técnica aumenta a concentração de compostos bioativos, reduz o tempo de cozimento e pode abrir caminho para o desenvolvimento de novos alimentos funcionais.
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Segundo os pesquisadores, a germinação eleva em cerca de 91% o teor de ácido gama-aminobutírico (GABA), um neurotransmissor associado a diversos benefícios fisiológicos. O aumento foi observado após apenas 16 horas de germinação do grão.
De acordo com a pesquisadora Cristina Yoshie Takeiti, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, o processo ativa mecanismos naturais do arroz que ampliam a presença de compostos importantes para a saúde, como flavonoides e ácidos fenólicos.
“Esses compostos possuem propriedades antioxidantes e podem contribuir para a redução do risco de doenças crônicas não transmissíveis”, explica.
Além de tornar o alimento mais nutritivo, a germinação também reduz o tempo de preparo, característica que atende à demanda crescente dos consumidores por praticidade no dia a dia.
Mais benefícios para o organismo
O estudo também identificou mudanças na composição e na estrutura do amido presente no arroz. Os cientistas verificaram que o grão germinado, quando cozido e posteriormente congelado, apresentou aumento expressivo nos níveis de amido resistente, um tipo de carboidrato que atua de forma semelhante às fibras alimentares.
Segundo a pesquisadora Maria Eugênia Oliveira, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, o arroz germinado cozido em panela elétrica e armazenado congelado por 30 dias apresentou aumento de 100% no teor de amido resistente.
Esse composto está associado a benefícios como melhora do funcionamento intestinal, estímulo ao crescimento de bactérias benéficas da microbiota, auxílio no controle da glicemia e aumento da sensação de saciedade.
Potencial para novos alimentos funcionais
Os pesquisadores acreditam que os resultados podem impulsionar o desenvolvimento de novos produtos à base de arroz com maior valor agregado.
A expectativa é que a tecnologia contribua para ampliar o portfólio de alimentos funcionais disponíveis no mercado, atendendo consumidores interessados em saúde, conveniência e sustentabilidade.
Além disso, a adoção de novas aplicações industriais pode fortalecer a competitividade da cadeia produtiva do arroz no Brasil, agregando valor ao cereal.
Diferença entre arroz integral e arroz germinado
Embora ambos sejam considerados opções mais nutritivas que o arroz branco tradicional, o arroz germinado passa por um processo adicional.
Após ser colocado de molho em água morna, o grão inicia a germinação, ativando enzimas responsáveis pelo aumento de compostos bioativos. O resultado é um alimento mais macio, de sabor levemente adocicado, mais fácil de digerir e com níveis de GABA significativamente superiores aos encontrados no arroz integral comum.
Outra vantagem é o cozimento mais rápido, já que o processo de germinação altera a estrutura do grão.
Armazenamento adequado é fundamental
Apesar dos benefícios, os pesquisadores alertam para a necessidade de armazenar corretamente o arroz germinado após o preparo.
Durante os testes, amostras mantidas em temperatura ambiente apresentaram crescimento da bactéria Bacillus cereus, associada a doenças transmitidas por alimentos.
Por outro lado, o resfriamento ou congelamento logo após o preparo impediu a multiplicação do microrganismo. Por isso, os cientistas reforçam a recomendação de não deixar o arroz cozido fora da geladeira por longos períodos e de armazená-lo refrigerado ou congelado quando não for consumido imediatamente.
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Agro Mato Grosso
Abandono escolar entre alunos da educação especial cresce 185% em MT, diz TCE

Estudo também apontou a ausência de profissionais de apoio e a falta de atendimento especializado.
O abandono escolar entre estudantes da educação especial na rede estadual de Mato Grosso aumentou em 185%, segundo um levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O estudo também identificou a ausência de profissionais de apoio para 414 alunos e a falta de Atendimento Educacional Especializado (AEE) em 117 escolas estaduais.
A reportagem procurou a Secretaria Estadual de Educação (Seduc-MT), mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
A pesquisa, divulgada em junho deste ano, avaliou as condições de atendimento de 5.641 estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA), altas habilidades ou superdotação.
Entre os principais problemas apontados, estão:
- Falta de profissionais de apoio escolar: 414 estudantes que necessitam desse acompanhamento estão sem atendimento. Esses profissionais auxiliam os alunos nas atividades diárias, promovendo autonomia, acessibilidade e participação nas atividades pedagógicas.
- Ausência de Atendimento Educacional Especializado (AEE): 117 escolas estaduais não oferecem o serviço, que complementa o ensino regular e busca eliminar barreiras à aprendizagem dos estudantes da educação especial.
- Aumento do abandono escolar: o número de estudantes da educação especial que abandonaram a escola cresceu quase 185%, segundo o levantamento do TCE-MT.
Os dados levaram o TCE a homologar uma nota recomendatória com medidas para aprimorar a política estadual de educação inclusiva. Com isso, a Seduc deve apresentar, em até 90 dias, um relatório à Comissão Permanente de Educação e Cultura (Copec) com as providências adotadas para solucionar os problemas.
O documento deverá conter um cronograma de implementação das medidas, os responsáveis por cada ação e indicadores que permitam acompanhar a execução e os resultados das iniciativas.
Para a Amanda Acerma, mãe de Murilo, de 5 anos, o acompanhamento de um profissional de apoio faz diferença no desenvolvimento e na rotina escolar do filho.
“Ele tem acompanhamento. É fundamental ter uma acompanhante para o desenvolvimento e para o dia a dia dele. Faz toda a diferença. É um momento de aprendizagem, mas ele tem dificuldades, às vezes para escrever ou realizar alguma atividade”, relata.
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