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30 de abril de 2026

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Sicredi expande crédito rural e vê avanço de consórcios no agro

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Foto: Sicredi

O Sicredi apresentou, durante a Agrishow 2026, os resultados do Plano Safra 2025/2026 e detalhou a ampliação de seu portfólio de soluções financeiras voltadas ao agronegócio.

Nos primeiros nove meses do ciclo atual, a instituição liberou R$ 52,8 bilhões em crédito rural no país. O valor representa crescimento de 16,5% em relação ao mesmo período da safra anterior.

O crédito tradicional segue como base para custeio e investimento. Ao mesmo tempo, o Sicredi ampliou a oferta de instrumentos financeiros complementares. Entre eles estão operações com Cédula de Produto Rural (CPR), linhas em moeda estrangeira, derivativos e consórcios.

Essas modalidades permitem ao produtor diversificar o acesso a recursos e adotar estratégias de proteção diante das oscilações de preços e do câmbio. A instituição também aponta mudança no perfil do produtor, que busca alternativas alinhadas ao fluxo de receita, principalmente em casos de exportação.

Consórcios avançam no agro

O consórcio tem ganhado espaço como alternativa de financiamento. A carteira total da administradora do Sicredi supera R$ 61,8 bilhões, posicionando a instituição entre as maiores do segmento no país.

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No agro, a modalidade registrou mais de R$ 3 bilhões em novas vendas no último ano, com crescimento de 23% em relação ao período anterior. O modelo é utilizado para aquisição de máquinas, implementos e serviços, com foco no planejamento de médio e longo prazo.

Presença nacional

O Sicredi reúne mais de 10 milhões de associados e conta com mais de 3 mil agências no Brasil. A instituição está presente em mais de 200 cidades como única opção financeira.

No estado de São Paulo, são mais de 450 agências. A atuação combina atendimento digital e presencial, com foco no relacionamento com o produtor rural.

Segundo o gerente de desenvolvimento de negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Gilson Farias, a participação na Agrishow amplia o contato com o produtor e contribui para a oferta de soluções financeiras alinhadas às demandas do setor.

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Acordo Mercosul–UE deve ampliar exportações brasileiras em US$ 1 bi no primeiro ano, estima ApexBrasil

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Laudemir Muller, presidente da ApexBrasil. Foto: Aarão Prado/ApexBrasil

A entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia passa a alterar o fluxo de comércio entre os blocos a partir desta semana. Com a medida, cerca de 5 mil produtos do Mercosul passam a acessar o mercado europeu com tarifa zero ou reduzida.

A estimativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) é que o Brasil amplie suas exportações para a Europa em até US$ 1 bilhão no primeiro ano de vigência. O cálculo considera um grupo de 543 produtos com maior potencial de ganho imediato.

Segundo o presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, a redução de tarifas deve ter efeito direto sobre a competitividade dos produtos brasileiros. A partir da entrada em vigor, itens que antes pagavam impostos passam a acessar o mercado europeu em condições mais favoráveis.

Acesso a mercado estratégico

A União Europeia reúne um Produto Interno Bruto estimado em US$ 20 trilhões e é o segundo maior importador global. Os países do bloco compram cerca de US$ 7,4 trilhões por ano, sendo mais de US$ 3 trilhões provenientes de fora da região.

O mercado europeu é cerca de nove vezes maior que o do Mercosul. O acordo também prevê uma abertura mais rápida para os países sul-americanos. Cerca de 54% das exportações do Mercosul passam a ter tarifa zero de forma imediata, enquanto aproximadamente 10% dos produtos europeus terão o mesmo benefício no acesso ao mercado do bloco.

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Entre os setores com maior potencial de crescimento estão aeronaves, motores e geradores elétricos, couro, uvas e mel. De acordo com a ApexBrasil, mesmo reduções tarifárias menores podem influenciar a concretização de negócios em mercados competitivos.

Promoção comercial

Para ampliar os resultados, a ApexBrasil prevê intensificar ações de promoção comercial. Entre as medidas estão a realização de rodadas de negócios no Brasil, com a participação de compradores europeus, e o reforço da presença de empresas brasileiras em feiras e eventos na Europa.

A estratégia também inclui ações voltadas à promoção da imagem dos produtos brasileiros e apoio à inserção de pequenos produtores, cooperativas e empresas da bioeconomia no mercado europeu.

Impactos ao longo do tempo

Os efeitos imediatos devem ser percebidos principalmente pelas empresas exportadoras. Já os impactos para consumidores tendem a ocorrer de forma gradual, conforme os fluxos comerciais se ajustam.

A expectativa é de que os ganhos se ampliem ao longo dos próximos anos, à medida que novas reduções tarifárias entrem em vigor e o acordo avance em sua implementação.

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Brasil amplia exportações ao Chile com abertura para DDG e DDGS

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O governo brasileiro concluiu as negociações para exportar grãos secos de destilaria (DDG/DDGS), ao Chile. A informação foi divulgada nesta terça-feira (29) em nota conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Com a medida, o agronegócio brasileiro soma 601 aberturas de mercado desde 2023.

Os DDG e DDGS são coprodutos gerados a partir da produção de etanol de milho. No setor agropecuário, esses materiais são usados como insumo na formulação de ração para aves, bovinos e suínos, por seu aproveitamento nutricional nas dietas animais.

A abertura amplia o portfólio de produtos brasileiros com acesso ao mercado chileno e acrescenta uma nova possibilidade comercial para a cadeia do milho e do etanol. Na prática, a negociação envolve um insumo ligado à indústria de bioenergia e também à pecuária, com potencial de integração entre produção agrícola, processamento industrial e alimentação animal.

Segundo a nota conjunta, em 2025 o Brasil exportou mais de US$ 2,2 bilhões em produtos agropecuários para o Chile. Entre os principais itens embarcados ao país vizinho estiveram carnes, produtos florestais e o complexo soja. Nesse contexto, a inclusão de DDG e DDGS amplia a pauta exportadora brasileira em um mercado já relevante para o agronegócio nacional.

O governo federal não detalhou, até a publicação da nota, estimativas de volume, prazo para início efetivo dos embarques ou exigências sanitárias e operacionais específicas para os novos envios. Também não foram informadas projeções oficiais de receita com essa abertura.

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A nova autorização tende a criar alternativa comercial para coprodutos do etanol de milho, mas os efeitos sobre fluxo de exportação e preços dependerão das condições de habilitação, da demanda chilena e da operacionalização dos embarques, dados que ainda não foram divulgados oficialmente.

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Monitoramento da ferrugem asiática da soja 25/26 é concluído no RS

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Foto: Ferrugem Asiática/Canal Rural

O programa Monitora Ferrugem RS encerrou as atividades de monitoramento da safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul, voltadas à detecção do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática da soja. Nesta edição, o trabalho foi ampliado para 95 municípios gaúchos, com a aquisição de mais 20 coletores de esporos, fortalecendo a rede de acompanhamento da doença no estado. Os dados são da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

O monitoramento teve início em outubro de 2025, em sincronia com o calendário de semeadura da cultura, e se estendeu por 23 semanas. Durante esse período, foram disponibilizados semanalmente, no site do programa, mapas de distribuição de uredósporos do fungo nos municípios monitorados, além de mapas de risco climático para a ocorrência da doença.

Segundo a pesquisadora Andréia Mara Rotta de Oliveira, do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi), a ocorrência da ferrugem asiática é fortemente influenciada pelas condições ambientais. O fungo depende da presença de água livre na superfície das folhas e de temperaturas entre 15°C e 25°C para se desenvolver.

Na safra 2025/2026, o cenário climático no Rio Grande do Sul apresentou variações importantes. Houve registro de chuvas acima da média em grande parte do estado durante setembro, além de temperaturas elevadas na primavera. Já no verão, com exceção de dezembro, que foi extremamente chuvoso, janeiro e fevereiro tiveram redução das precipitações, acompanhada de temperaturas elevadas, características da estação.

De acordo com a pesquisadora, esse comportamento climático contribuiu diretamente para a contenção da doença. “A baixa disponibilidade de água e a sequência de dias sem chuva nesses meses contribuíram para a contenção dos focos de ferrugem asiática no estado”, avalia.

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Atualmente, a equipe do programa realiza a sistematização e análise dos dados coletados, que irão subsidiar a publicação de uma circular técnica com os resultados consolidados da safra.

Vazio sanitário da soja

O Rio Grande do Sul entra no período de vazio sanitário da soja a partir de 3 de julho, com término em 30 de setembro, em todas as regiões. Nesse intervalo, é proibida a presença de plantas de soja no campo, sejam voluntárias ou cultivadas, em qualquer fase de desenvolvimento.

Durante o vazio sanitário, o programa seguirá com o planejamento das ações para a próxima safra, 2026/2027, com previsão de retomada do monitoramento em outubro.

Sobre o Monitora Ferrugem RS

Criado em 2019 e conduzido pela Seapi em parceria com a Emater/RS-Ascar, o Monitora Ferrugem RS realiza o acompanhamento da presença de esporos da ferrugem asiática da soja associado às condições climáticas, oferecendo um diagnóstico regionalizado sobre o risco da doença e contribuindo para a tomada de decisão no campo.

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