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Pivetta afirma que limitará gastos com eventos festivos em MT

Otaviano Pivetta disse que seria contrassenso destinar dinheiro para shows tendo pessoas com necessidade de hospitais
O governador Otaviano Pivetta voltou a afirmar que restringirá o gasto com festas e shows enquanto não houve resultados melhores em serviços públicos básicos, como a saúde. Já haveria um acordo entre o governo e os deputados estaduais inclusive para limitar o envio de emendas parlamentares a eventos festivos.
“Nós não podemos gastar dinheiro com festa se nós temos gente na nossa cidade precisando de atendimento hospitalar e nós não estamos atendendo”, disse ele em cerimônia no Palácio Paiaguás, ontem (23).
Com a presença de vários prefeitos na cerimônia, Pivetta cobrou a participação das prefeituras na contenção de gastos com festas e celebrações em contraste com a prestação de serviços em saúde e segurança pública ruins. Ele disse que Estado e municípios devem ser parceiros na promoção do bem-estar.
“Eu já estou convidando os municípios para pensar sobre isso, o município que não estiver cuidando do seu povo de maneira a resolver os problemas de saúde junto com nós, o Estado não vai investir em [eventos festivos]”, comentou.
O governador dissera na semana passada, ao explicar a mudança na lei que desobriga a autorização do Estado com shows e festas, que os Poderes assinarão um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para limitar os gastos.
Segundo ele, os deputados estaduais estariam dispostos a criar uma regra específica para o uso das emendas parlamentares nisso. Eles limitariam a 10% do valor global a que têm direito em emendas para celebrações financiadas com dinheiro público.
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Caruru fora de controle devasta lavouras de soja em MT e acende alerta no campo

A planta daninha caruru tem tirado o sono de produtores de soja em Mato Grosso e se consolidado como uma das mais agressivas das últimas safras. Com alta capacidade de adaptação e resistência a herbicidas amplamente utilizados, a espécie já provoca perdas que podem chegar a 20% na produtividade, além de elevar os custos de controle nas propriedades rurais.
Relatos de campo mostram que o problema não é recente. Produtores apontam que a planta já chegou com resistência, o que dificulta ainda mais o combate. Em muitos casos, o controle químico tradicional não tem sido suficiente, especialmente em estágios mais avançados de desenvolvimento da planta.
Ela apresenta crescimento acelerado, podendo atingir até cinco centímetros por dia. Sua reprodução também chama atenção, já que uma única planta pode gerar grande quantidade de sementes, facilitando a disseminação na área. Em pouco tempo, áreas antes com baixa infestação passam a apresentar domínio quase total da planta daninha.
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Além de competir diretamente por água, luz e nutrientes, o caruru provoca sombreamento intenso, impedindo o desenvolvimento adequado da soja. Em situações mais críticas, a cultura fica completamente encoberta, comprometendo a fotossíntese e resultando em áreas improdutivas.
Outro impacto relevante ocorre na colheita e na qualidade do produto final. Em culturas como algodão, as sementes da planta podem aderir à pluma, dificultando o beneficiamento e reduzindo o valor comercial. No milho e na soja, a presença de impurezas também gera prejuízos.
Especialistas alertam que o enfrentamento do problema exige uma abordagem integrada e contínua. Entre as principais estratégias estão a limpeza de máquinas agrícolas para evitar a disseminação, o uso de herbicidas pré-emergentes, a rotação de culturas e a adoção de diferentes mecanismos de ação para evitar novas resistências.
A manutenção da palhada no solo e o monitoramento constante das áreas também são fundamentais. Em casos iniciais, a remoção manual ainda é indicada para impedir a formação de banco de sementes. A combinação de práticas é considerada essencial para reduzir a pressão da planta daninha ao longo do tempo.
De acordo com o pesquisador Rafael Romero Mendes, da Embrapa Soja, a infestação da espécie cresceu de forma consistente nas últimas quatro safras. Ele destaca que o enfrentamento exige manejo integrado, com ações como limpeza de máquinas, manutenção de palhada, uso de cultivares com novas biotecnologias e adoção de herbicidas pré emergentes, sobretudo em áreas com resistência ao glifosato.
O pesquisador ressalta que o uso desses produtos demanda atenção às condições de solo, clima e à cultivar utilizada, para evitar fitotoxicidade. Esse problema pode comprometer o estande das lavouras e provocar emergência irregular das plantas.
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Seaf e Empaer promovem ciclo de palestras durante a Greenfarm com foco na agricultura familiar

A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) e a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) realizam, no dia 28 de maio, uma série de palestras e painéis voltados à valorização e ao fortalecimento da agricultura familiar, na programação da Greenfarm 2026, uma das principais feiras de agronegócio do país.
A iniciativa é uma parceria da Farmex e reúne servidores públicos, especialistas e convidados em um espaço de troca de conhecimentos, inovação e experiências práticas no campo.
O evento será realizado no Parque Novo Mato Grosso, na Arena Central, das 14h às 20h, com uma programação diversificada que aborda desde políticas públicas até tecnologia, comunicação e novas oportunidades econômicas no meio rural.
A programação foi especialmente pensada para atender produtores da agricultura familiar, além de estudantes das áreas de Agronomia, Zootecnia e outros cursos ligados ao setor, promovendo integração entre conhecimento técnico e prática no campo. Os participantes terão direito a certificado de participação.
A abertura será marcada por um painel sobre políticas públicas e fortalecimento da agricultura familiar, destacando temas como regularização sanitária, acesso a mercados e competitividade. Ao longo da tarde, os participantes terão acesso a conteúdos estratégicos sobre melhoramento genético, uso de energia como fonte de renda, sucessão familiar e comunicação no campo, ferramentas essenciais para o desenvolvimento sustentável das propriedades rurais.
Outro destaque é o painel sobre crédito e fomento, que traz orientações sobre oportunidades de financiamento para produtores, seguido por discussões sobre pesquisa, inovação e qualidade da produção, com foco no café robusta amazônico em Mato Grosso.
Temas como turismo rural, indicação geográfica e ovinocultura também integram a agenda, ampliando o olhar sobre novas economias e valorização dos produtos locais.
Encerrando a programação, um bloco institucional reunirá lideranças da Seaf e da Empaer para apresentar resultados e estratégias que demonstram, na prática, como a integração das políticas públicas tem transformado a realidade da agricultura familiar no estado.
A secretária de Agricultura Familiar do Estado, Andreia Fujioka, destacou a importância da iniciativa como ferramenta de fortalecimento do setor. “A Greenfarm é um espaço estratégico para levar informação de qualidade aos nossos produtores. Esse ciclo de palestras reforça o compromisso da Seaf em apoiar a agricultura familiar com políticas públicas eficientes, inovação e geração de oportunidades no campo”, afirmou.
O presidente da Empaer, Suelme Fernandes, também ressaltou o papel da assistência técnica e da difusão do conhecimento. “Nosso objetivo é aproximar ainda mais os produtores das tecnologias e das boas práticas que já estão disponíveis. A Empaer atua diretamente no campo. Momentos como esse são fundamentais para compartilhar experiências e impulsionar o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar em Mato Grosso”, pontuou.
Confira a programação e inscreva-se nas palestras no link: https://greenfarmbrasil.com.br/programacao-28-de-maio-quinta-feira/
Agro Mato Grosso
Megaoperação contra garimpo na Terra Indígena Sararé destrói maquinários e acampamentos MT

Ação destruiu máquinas avaliadas em R$ 1 milhão, desmontou acampamentos e destruiu explosivos. Território tem o maior número de alertas de garimpo ilegal no Brasil.
Uma megaoperação do governo federal na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, causou prejuízo estimado em mais de R$ 42 milhões ao garimpo ilegal na região, segundo balanço divulgadonesta quinta-feira (23). A ação teve início em 25 de março e segue em andamento.
Segundo o governo, entre os dias 4 e 11 de abril foram realizadas 144 ações de fiscalização e repressão, que resultaram na inutilização de equipamentos e na destruição de estruturas usadas na atividade ilegal. Durante o período, foram destruídas duas escavadeiras hidráulicas, avaliadas em cerca de R$ 1 milhão cada, consideradas essenciais para o funcionamento garimpo.
A operação também resultou na destruição ou apreensão dos seguintes itens:
- 🏕️42 acampamentos
- 💥102 motores
- ⛺36 geradores
- 🪨102 motores
- 🪫36 geradores
- ⛽150 litros de gasolina
- ⛽14 mil litros de diesel
- 🚜17 maquinários leves
- 🚰490 metros de mangueiras de sucção
- 💣40 quilos de explosivos
Terra Indígena Sararé
A Terra Indígena Sararé abriga cerca de 201 indígenas do povo Nambikwara, distribuídos em sete aldeias, e se estende por áreas dos municípios de Conquista D’Oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade. Do total de 67 mil hectares do território, aproximadamente 4,2 mil hectares já foram impactados pelo garimpo ilegal, segundo dados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), órgão vinculado ao Ministério da Defesa.
A Sararé se tornou o território com o maior número de alertas de garimpo ilegal no Brasil, com 1.814 registros, segundo monitoramento do Ibama, segundo dados divulgados pela Operação Amazônia Nativa (Opan). O boletim destaca impactos ambientais significativos, como a contaminação de corpos d’água, entre eles o córrego Água Suja e o rio Sararé, com rejeitos de mineração, mercúrio e cianeto. O documento aponta ainda a degradação dos cursos d’água, incluindo a alteração e remoção do leito original de trechos do córrego.
Além dos danos ambientais, o levantamento registra o aumento da violência na região, com a presença de facções criminosas e relatos de tiros, ameaças de morte e ataques a aldeias. Segundo o boletim, o cenário expõe a comunidade a risco de danos irreparáveis, caracterizando uma violência estrutural e sistemática.
Cenários que podem ser comprovados pelas diversas operações realizadas na região, que por ser próxima da fronteira com a Bolívia, a área se tornou uma das rotas mais usadas para o tráfico de drogas, segundo a Polícia Civil apartir de 2022, grupos criminosos se infiltraram na região e, em 2024, entraram no garimpo.
Um levantamento divulgado pela Operação Amazônia Nativa (Opan), nesta quarta-feira (22), aponta que 93% das terras indígenas mato-grossenses estão sob pressão da mineração.

Facção entra em garimpo ilegal, que não para de avançar sobre terra indígena em Mato Grosso
Histórico de devastação
A Sararé liderou, em 2024, o ranking das terras indígenas mais desmatadas da Amazônia Legal. Entre 2021 e 2024, o desmatamento associado à área cresceu 729%. Os dados constam do relatório Cartografias da Violência na Amazônia 2025, divulgado em novembro de 2025, que analisou nove estados da região.
De acordo com o levantamento, o principal fator associado à devastação é a expansão do garimpo ilegal. O relatório identificou a presença de garimpos ativos dentro da TI Sararé, com o uso de escavadeiras hidráulicas, balsas e bombas de sucção.
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