Sustentabilidade
Emater/RS: Chuvas impactam ritmo, mas safra de arroz apresenta bons resultados no RS – MAIS SOJA

A colheita das lavouras de arroz irrigado no Estado alcançou 88%, embora o avanço das operações tenha sido condicionado pelas precipitações recorrentes no período. As chuvas, mesmo em volumes moderados, associadas a períodos de elevada umidade relativa e de garoa, mantiveram o teor de umidade dos grãos elevado, restringindo o ritmo de colheita e exigindo maior seletividade nas janelas operacionais.
As áreas remanescentes estão, predominantemente, em estádios finais do ciclo (maduras e prontas para colheita). De modo geral, o desempenho produtivo está satisfatório, sustentado por condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo, apesar das variações localizadas decorrentes de fatores operacionais e de problemas pontuais de manejo. A qualidade dos grãos está adequada, com bom rendimento industrial.
A área cultivada é de 891.908 hectares (IRGA). A produtividade está projetada em 8.744 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a colheita foi impactada pelas chuvas e por garoas frequentes, que mantiveram altos os teores de umidade nos grãos. Na
Fronteira Oeste, em São Gabriel, a colheita atinge 92% dos 25.800 hectares cultivados, com produtividades superiores a 8.000 kg/ha, apesar dos descontos frequentes por impurezas. O rendimento de grãos inteiros está acima de 58% na maior parte das cargas. Em Manoel Viana, na região do assentamento Santa Maria, houve redução de produtividade em função de falhas no fornecimento de energia elétrica, que comprometeram a irrigação. Na Campanha, em Dom Pedrito, 70% dos 36.000 hectares foram colhidos, e a produtividade está dentro das expectativas iniciais.
Na de Pelotas, a colheita atingiu 86% da área, e evoluiu de forma intensa até a ocorrência de chuvas no dia 16/04, que interromperam temporariamente as operações. As lavouras remanescentes, cerca de 14%, encontram-se maduras e prontas para colheita. A expectativa é de continuidade dos trabalhos ao longo do mês.
Na de Santa Maria, a colheita alcança cerca de 75% da área. Em Cacequi, as operações estão em fase final, com produtividades consideradas adequadas. De modo geral, a região apresenta bom desempenho produtivo, mas com variações pontuais entre municípios e propriedades Na de Soledade, 75% da área foi colhida, mas houve desaceleração no período devido ao tempo úmido. As lavouras apresentam adequado padrão produtivo, com produtividades elevadas e qualidade de grão favorável, que reflete em ótimo rendimento de engenho. As áreas remanescentes se distribuem entre enchimento de grãos (5%), maturação (10%) e maduras prontas para colheita (10%), indicando estágio final do ciclo produtivo.
Comercialização (saca de 50 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 1,20 %, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 60,05 para R$ 60,77.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
Vazio sanitário da soja começa em Mato Grosso nesta segunda-feira (8) – MAIS SOJA

O Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato) alerta os produtores rurais que o vazio sanitário da soja começa nesta segunda-feira (08) e segue até o dia 07 de setembro. Durante esse período, é proibida a existência de plantas vivas em lavouras, margens de rodovias, áreas de armazenamento e demais locais onde possa haver germinação espontânea.
A medida é considerada uma das principais estratégias para reduzir a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática entre uma safra e outra. Entre as obrigações dos produtores está a eliminação das chamadas plantas “tigueras”, “guaxas” ou voluntárias, que são aquelas que germinam espontaneamente após a colheita.
O controle deve ser feito dentro deste período para evitar que essas plantas sirvam de ponte verde para a manutenção da doença no campo. Em caso de detecção da doença, o produtor deve executar o controle imediato. As regras também alcançam o transporte de grãos e sementes de soja, que devem ser acondicionados de forma adequada para evitar derramamentos em rodovias e vias públicas.
Os produtores rurais precisam manter o acompanhamento constante das lavouras para detectar precocemente a presença da ferrugem asiática. De acordo com o analista técnico de Agricultura da Famato, Alex Rosa, durante as ações de fiscalização poderão ser emitidas notificações caso sejam encontradas plantas voluntárias (guaxas) em desacordo com as normas vigentes.
As regras também abrangem o transporte de grãos e sementes de soja, determinando que as cargas sejam acondicionadas adequadamente para evitar derramamentos em rodovias e vias públicas.
“O não cumprimento das exigências estabelecidas pode acarretar medidas administrativas, como notificações, eliminação das áreas irregulares, aplicação de multas e outras sanções previstas pela legislação estadual de defesa sanitária vegetal”, explica.
A ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é considerada uma das doenças mais severas da cultura da soja. O vazio sanitário e o cumprimento das medidas fitossanitárias ajudam a reduzir a sobrevivência do fungo, diminuir a pressão da doença nas lavouras e preservar a sustentabilidade da produção agrícola em Mato Grosso.
O calendário fitossanitário da soja em Mato Grosso para a safra 2026/2027 foi publicado em Instrução Normativa Conjunta da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), que também define o plantio da soja, que estará autorizado entre 7 de setembro de 2026 e 7 de janeiro de 2027.
Fonte: Famato
Autor:FAMATO
Site: FAMATO
Sustentabilidade
Fraqueza da demanda leva a sexta semana consecutiva de queda para cotações da ureia – MAIS SOJA

Por Tomás Pernías
Os preços da ureia no Brasil recuaram pela sexta semana consecutiva, refletindo um cenário internacional marcado pela fraqueza da demanda e pela perda de suporte das cotações. Nesse período, a queda acumulada nos portos brasileiros atinge cerca de 25%, com negócios na faixa de US$ 600 por tonelada. Esse movimento de retração também é observado em outros mercados relevantes, como Estados Unidos, China, Egito e Rússia.
Diante de preços ainda elevados e relações de troca pouco atrativas, os compradores têm adotado uma postura cautelosa, aguardando condições mais favoráveis de aquisição em meio à continuidade do conflito. Como resultado, a atividade comercial permanece limitada, evidenciando uma demanda enfraquecida.
Apesar da recente trajetória de baixa, os níveis atuais de preços ainda se mantêm acima daqueles observados antes do início da guerra no Oriente Médio. Isso indica que, mesmo com o viés baixista predominante, fatores do lado da oferta continuam exercendo suporte ao mercado global. Desde o início do conflito, a navegação pelo Estreito de Ormuz permanece praticamente paralisada, dificultando o escoamento de nitrogenados por produtores que dependem dessa rota.
Essa restrição logística afeta diretamente produtos como ureia, amônia e enxofre, configurando-se como um dos principais fatores de sustentação dos preços e de geração de incertezas no mercado. É justamente essa limitação na oferta que tem impedido correções mais intensas nas cotações.
Ainda assim, o sentimento global segue predominantemente baixista. Nem mesmo o anúncio de uma nova licitação por parte da Índia, evento amplamente esperado como possível fator de suporte, foi suficiente para reverter a tendência recente, reforçando a percepção de fragilidade do lado da demanda.
Sobre o autor: Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado – StoneX
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
SOJA/CEPEA: Liquidez se aquece neste começo de junho – MAIS SOJA

Pesquisadores do Cepea apontam que a liquidez no mercado brasileiro de soja está elevada neste início de junho, influenciada pelo forte ritmo das exportações e pela demanda aquecida por parte da indústria doméstica de processamento.
Esse cenário, segundo pesquisadores do Centro de Pesquisas, limitou quedas mais expressivas nos preços da oleaginosa, mesmo diante da safra recorde colhida no Brasil e das perspectivas favoráveis para a oferta global, com o avanço da colheita na Argentina e a semeadura nos Estados Unidos.
Os números das exportações evidenciam a força da demanda pela soja brasileira. Dados da Secex mostram que o Brasil exportou 14,82 milhões de toneladas do grão em maio. Embora o volume tenha recuado 11,5% em relação a abril, houve crescimento de 5,1% em relação ao de maio de 2025. De janeiro a maio, os embarques são recordes para o período.
No campo, produtores brasileiros se preparam para o período de vazio sanitário da soja, medida fitossanitária destinada ao controle da ferrugem asiática. Nos Estados Unidos, o USDA informou que, até o encerramento de maio, a semeadura da safra 2026/27 alcançou 87% da área prevista, acima da média de 80% observada nos últimos cinco anos.
Na Argentina, a Bolsa de Cereales indicou que a colheita da soja atingiu 91,7% da área cultivada. Diante da boa produtividade, a estimativa da safra argentina segue mantida em 50,1 milhões de toneladas.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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