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8 de junho de 2026

Sustentabilidade

Emater: colheita avança no RS, mas clima irregular afeta produtividade da soja

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Foto: Pixabay

A colheita das principais culturas de verão no Rio Grande do Sul avançou até esta quinta-feira (23), segundo dados da Emater/RS-Ascar. O milho já alcança 90% da área colhida, a soja 68% e o arroz 88%, indicando estágio avançado dos trabalhos no campo, apesar de entraves climáticos recentes.

No milho, a área cultivada na safra 2025/26 soma 803 mil hectares, com 90% já colhidos. O ritmo da operação, no entanto, perdeu força na última semana em razão das chuvas, que dificultaram o avanço das máquinas em algumas regiões, embora o órgão não tenha detalhado os volumes registrados.

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Para a soja, a colheita atinge 68% dos 6,624 milhões de hectares semeados no Estado. A Emater/RS-Ascar destaca uma “elevada variabilidade produtiva” entre as regiões, reflexo da distribuição irregular das chuvas ao longo do ciclo da cultura. Durante a fase de enchimento de grãos, períodos de déficit hídrico combinados com temperaturas elevadas reduziram o potencial produtivo em diversas áreas.

A produtividade média estimada para a soja é de 2.871 quilos por hectare. O levantamento divulgado não traz comparações com a safra anterior nem revisões em relação às estimativas anteriores.

No arroz, a colheita alcança 88% da área cultivada. De acordo com o Irga, a área nesta safra é de 891.908 hectares. A produtividade projetada pela Emater/RS-Ascar é de 8.744 kg/ha, com qualidade considerada adequada e bom rendimento industrial dos grãos.

Com a colheita em fase final nas três culturas, o resultado consolidado da safra no Estado ainda dependerá da conclusão dos trabalhos de campo e da confirmação dos índices de produtividade, especialmente na soja, mais impactada pelas oscilações climáticas ao longo do ciclo.

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Sustentabilidade

Fraqueza da demanda leva a sexta semana consecutiva de queda para cotações da ureia – MAIS SOJA

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Por Tomás Pernías

Os preços da ureia no Brasil recuaram pela sexta semana consecutiva, refletindo um cenário internacional marcado pela fraqueza da demanda e pela perda de suporte das cotações. Nesse período, a queda acumulada nos portos brasileiros atinge cerca de 25%, com negócios na faixa de US$ 600 por tonelada. Esse movimento de retração também é observado em outros mercados relevantes, como Estados Unidos, China, Egito e Rússia.

Diante de preços ainda elevados e relações de troca pouco atrativas, os compradores têm adotado uma postura cautelosa, aguardando condições mais favoráveis de aquisição em meio à continuidade do conflito. Como resultado, a atividade comercial permanece limitada, evidenciando uma demanda enfraquecida.

Apesar da recente trajetória de baixa, os níveis atuais de preços ainda se mantêm acima daqueles observados antes do início da guerra no Oriente Médio. Isso indica que, mesmo com o viés baixista predominante, fatores do lado da oferta continuam exercendo suporte ao mercado global. Desde o início do conflito, a navegação pelo Estreito de Ormuz permanece praticamente paralisada, dificultando o escoamento de nitrogenados por produtores que dependem dessa rota.

Essa restrição logística afeta diretamente produtos como ureia, amônia e enxofre, configurando-se como um dos principais fatores de sustentação dos preços e de geração de incertezas no mercado. É justamente essa limitação na oferta que tem impedido correções mais intensas nas cotações.

Ainda assim, o sentimento global segue predominantemente baixista. Nem mesmo o anúncio de uma nova licitação por parte da Índia, evento amplamente esperado como possível fator de suporte, foi suficiente para reverter a tendência recente, reforçando a percepção de fragilidade do lado da demanda.

Sobre o autor: Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado – StoneX

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Liquidez se aquece neste começo de junho – MAIS SOJA

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Pesquisadores do Cepea apontam que a liquidez no mercado brasileiro de soja está elevada neste início de junho, influenciada pelo forte ritmo das exportações e pela demanda aquecida por parte da indústria doméstica de processamento.

Esse cenário, segundo pesquisadores do Centro de Pesquisas, limitou quedas mais expressivas nos preços da oleaginosa, mesmo diante da safra recorde colhida no Brasil e das perspectivas favoráveis para a oferta global, com o avanço da colheita na Argentina e a semeadura nos Estados Unidos.

Os números das exportações evidenciam a força da demanda pela soja brasileira. Dados da Secex mostram que o Brasil exportou 14,82 milhões de toneladas do grão em maio. Embora o volume tenha recuado 11,5% em relação a abril, houve crescimento de 5,1% em relação ao de maio de 2025. De janeiro a maio, os embarques são recordes para o período.

No campo, produtores brasileiros se preparam para o período de vazio sanitário da soja, medida fitossanitária destinada ao controle da ferrugem asiática. Nos Estados Unidos, o USDA informou que, até o encerramento de maio, a semeadura da safra 2026/27 alcançou 87% da área prevista, acima da média de 80% observada nos últimos cinco anos.

Na Argentina, a Bolsa de Cereales indicou que a colheita da soja atingiu 91,7% da área cultivada. Diante da boa produtividade, a estimativa da safra argentina segue mantida em 50,1 milhões de toneladas.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

MILHO/CEPEA: Movimento de queda prevalece no começo deste mês – MAIS SOJA

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Com compradores afastados do mercado spot, os valores do milho seguem em queda neste começo de junho na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea.

Segundo pesquisadores do Centro de Pesquisas, demandantes nacionais, além de possuírem estoques para o consumo no curto prazo, seguem atentos à colheita de segunda safra e às recentes quedas dos preços internacionais, que reduzem a paridade de exportação e, consequentemente, pressionam as cotações domésticas.

Do lado vendedor, os que não necessitam “fazer caixa” ou liberar espaços nos armazéns ainda limitam as negociações, apontam pesquisadores do Cepea. Neste caso, agentes aguardam sustentações nos valores, fundamentados na menor produção em 2025/26 e nos possíveis impactos na produtividade com a seca, principalmente em Goiás e em partes de Mato Grosso do Sul, além das geadas no Paraná.

No mercado externo, os preços registraram forte baixa no começo de junho, pressionados pela melhora das condições climáticas nas regiões produtoras dos Estados Unidos, pelo aumento da oferta na América do Sul, pela colheita da segunda temporada no Brasil e pela safra em bom volume na Argentina. Além disso, a queda nos preços do trigo também influenciou a desvalorização do milho.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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