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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Cenário cambial e safra recorde pressionam soja – MAIS SOJA

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Os preços da soja recuaram no Brasil na semana passada, pressionados pela desvalorização do dólar frente ao Real, e pela perspectiva de ampla oferta interna. De acordo com o Cepea, esse cenário cambial, aliado à expectativa de safra recorde, limita a liquidez e mantém os agentes cautelosos à espera de melhores oportunidades de negociação.

De fato, projeções indicam aumento na disponibilidade doméstica. Segundo a Conab, a safra 2025/26 deve ocupar 48.472,7 mil hectares, alta de 2,4% em relação à anterior, com produtividade média estimada em 3.696 kg/ha (+2%). Com isso, a produção nacional pode atingir 179,15 milhões de toneladas, crescimento de 4,5% e um novo recorde no País.

No campo, a colheita já alcança 85,7% da área, com trabalhos concluídos em estados como Mato Grosso e Paraná. Por outro lado, persistem preocupações no Rio Grande do Sul, onde a irregularidade das chuvas comprometeu a produtividade.

Fonte: Cepea



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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Uso de drones na agricultura cresce mais de 10 vezes no Brasil, com desempenho equivalente à pulverização tradicional – MAIS SOJA

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Foto de capa: Assessoria

O uso de drones tem transformado a agricultura brasileira, impulsionado por ganhos operacionais e avanços na eficiência das aplicações no campo. Dados do Ministério da Agricultura (MAPA) mostram que o número de equipamentos em operação no país saltou de cerca de 3 mil, em 2021, para 35 mil em 2025. Entre os fatores que explicam essa expansão estão os ganhos proporcionados pela tecnologia, que apresenta desempenho equivalente aos métodos tradicionais de pulverização, além da redução no volume de insumos e no consumo de água, maior segurança ambiental e para o operador, capacidade de atuação em áreas de difícil acesso e ampliação da janela operacional em comparação com equipamentos terrestres.

Um levantamento técnico da Embrapa, divulgado no documento “Uso de drones agrícolas no Brasil: da pesquisa à prática”, reúne outros benefícios dos drones na agricultura, observados a partir de diferentes estudos conduzidos no Brasil. Entre os destaques, estão a maior penetração das gotas no dossel, favorecida pelo fluxo de ar dos rotores, e a maior deposição no terço inferior das plantas, uma região de difícil acesso para pulverizadores convencionais, com índices até 1,9 vez superiores em comparação aos métodos terrestres.

A análise também aponta que a pulverização com drones mantém a eficiência mesmo com volumes significativamente menores de calda, ampliando a autonomia operacional e a capacidade de cobertura das áreas, além de eliminar perdas por amassamento de plantas, comuns em operações mecanizadas, que podem chegar a até 7% na soja e 4,8% no arroz.

A expansão dessas tecnologias acompanha o avanço de players globais como a DJI Agriculture, divisão da fabricante chinesa líder no segmento, reconhecida pelo desenvolvimento de soluções avançadas para a agricultura de precisão, com integração entre hardware, softwares embarcados, sensores RTK e um ecossistema voltado à eficiência operacional no campo. Dados da própria companhia indicam que cerca de 400 mil drones agrícolas da marca estavam em operação no mundo ao final de 2024, um crescimento de 33% em relação ao ano anterior e de 90% na comparação com 2020, com aplicações em mais de 300 culturas distribuídas em 100 países.

No Brasil, a atuação da DJI Agriculture ocorre por meio de importadores e parceiros oficiais, responsáveis por garantir o padrão de qualidade da marca, suporte técnico especializado e acesso às tecnologias mais recentes. É nesse contexto que se insere a DronePro, fundada em 2016, a partir da identificação precoce do potencial da tecnologia no mercado asiático, o que permitiu antecipar sua introdução no país ainda em um estágio inicial de adoção.

Como uma das primeiras parceiras oficiais da marca no Brasil, a empresa conta com um centro de distribuição e suporte técnico em Marabá (PA) e atuação focada na região Norte, onde se consolidou como uma das principais distribuidoras da tecnologia. Sua operação vai além da comercialização dos equipamentos, englobando o desenvolvimento do mercado local por meio da formação de operadores, suporte técnico, consultoria e expansão da rede de revendas. Esse modelo, que integra tecnologia, capacitação e suporte, posiciona a DronePro não apenas como fornecedora de equipamentos, mas como agente de estruturação do mercado de drones agrícolas no país.

“Hoje, o drone já vem sendo utilizado em diferentes culturas no país, acompanhando a diversidade produtiva do país, deixando de ser uma tecnologia experimental para se tornar uma ferramenta consolidada dentro da operação agrícola, especialmente em regiões onde a mecanização tradicional enfrenta limitações. O que vemos é uma evolução não só dos equipamentos, mas de todo o ecossistema de uso, com ganhos reais em eficiência, segurança e produtividade no campo”, afirma Marcus Lawder, diretor comercial da DronePro.

No Norte, Lawder explica que a empresa tem ampliado o uso dos equipamentos em culturas como pastagens, grãos, açaí, cacau, abacaxi, banana, citros e arroz sequeiro, com destaque para áreas de pastagem, onde o relevo irregular representa um desafio recorrente para operações mecanizadas. “Essa região conta com áreas extensas e de difícil acesso, alta pluviosidade e limitações à mecanização tradicional. Isso favorece o uso de tecnologias de pulverização aérea de precisão, que permitem realizar aplicações eficientes em áreas quebradas ou de difícil acesso, solucionando um problema operacional recorrente para os produtores rurais”, continua.

Atualmente, os equipamentos comercializados atendem diferentes modalidades de aplicação, como pulverização, distribuição de sólidos e operações especiais – como içamento de cargas -, com modelos que variam conforme a capacidade de carga e o volume do tanque, permitindo adaptação às diferentes realidades produtivas, incluindo linhas como DJI Agras T25P, DJI Agras T70P e DJI Agras T100.

Nos últimos anos, a DronePro também se destacou pela liderança nacional na importação de drones agrícolas, com uma trajetória de crescimento expressiva: em 2024, já ocupava a segunda posição em volume de compras junto à DJI; em 2025, alcançou o primeiro lugar, elevando sua participação de 16,3% para 21,1%, aproximadamente um quarto de todo o mercado brasileiro.

Esse protagonismo, no entanto, não se limita ao volume comercializado, já que a empresa também atua no desenvolvimento técnico do mercado em que opera, ao acompanhar operações de campo e testes práticos junto a clientes e parceiros e incentivar a geração de conhecimento aplicado sobre o uso da tecnologia, especialmente em culturas como pastagens, além de manter relacionamento com instituições de ensino e pesquisa, como a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade do Estado do Pará, a Universidade do Estado do Tocantins e a Universidade Estadual do Sul e Sudeste do Pará.

“Por se tratar de uma tecnologia relativamente recente, acreditamos que a consolidação desse mercado e a evolução contínua das práticas de aplicação passam pelo fortalecimento da base técnica e científica, especialmente por meio de estudos e validações em campo. Esse movimento acompanha o avanço dos equipamentos e a ampliação das aplicações em diferentes culturas, contribuindo para um entendimento cada vez mais consistente dos ganhos operacionais e agronômicos proporcionados pelos drones”, conclui o porta-voz da DronePro.

Sobre a DronePro:

Fundada em 2016, quando os drones agrícolas ainda davam seus primeiros passos no Brasil, a DronePro foi uma das primeiras parceiras oficiais da DJI Agriculture no país, divisão agrícola da maior fabricante de drones do mundo, identificando o potencial da tecnologia como ferramenta para uma agricultura de precisão mais eficiente e com maior alcance operacional no campo.

Com operações  voltadas para a região Norte, a empresa conta com um centro de distribuição e suporte técnico em Marabá (PA) e uma rede de 63 revendas espalhadas pela região. Com base nessa estrutura, a empresa construiu uma trajetória de crescimento expressiva, que a levou à liderança nacional na importação de drones agrícolas: em 2024, já ocupava a segunda posição em volume de compras junto à DJI; em 2025, alcançou o primeiro lugar, elevando sua participação de 16,3% para 21,1%, aproximadamente um quarto de todo o mercado brasileiro.

Os drones comercializados atendem diferentes operações agrícolas, como pulverização, distribuição de insumos sólidos e transporte de carga, com uso consolidado em diversas culturas. Além do seu papel como revendedora oficial, a DronePro também é referência na formação de operadores, suporte técnico especializado e consultoria.

A empresa mantém ainda relacionamento com instituições de ensino e pesquisa, como a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade do Estado do Pará (UEPA), a Universidade do Estado do Tocantins (Unitins) e a Universidade Estadual do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), contribuindo para a geração de conhecimento aplicado e a disseminação do uso dos drones no campo.

Saiba mais no site oficial e Instagram.

Fonte: Assessoria de imprensa DJI Agriculture



 



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Sustentabilidade

MILHO/CEPEA: Oferta aumenta, e Indicador recua quase 5% em abril – MAIS SOJA

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No mercado brasileiro, os valores do milho tiveram quedas intensas na semana passada, influenciados pelo aumento da oferta e pela pressão exercida por compradores. Segundo o Cepea, a desvalorização do dólar frente ao Real também reforçou o movimento de baixa de preço do cereal no mercado spot. Assim, no acumulado da parcial de abril (até o dia 16), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) recuou fortes 4,8% e voltou a operar nos patamares de janeiro deste ano.

Neste contexto, consumidores seguem atentos ao avanço da colheita da safra verão, à melhora do clima para o desenvolvimento da segunda safra e à forte queda do dólar – que reduz a paridade de exportação –, e, assim, negociam apenas de forma pontual, quando existe a necessidade de recomposição dos estoques ou quando vendedores aceitam patamares menores. Do lado da venda, parte dos agentes se mostra mais flexível nas negociações, mas ainda encontra dificuldades em comercializar grandes lotes.

Fonte: Cepea



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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Conflito no Oriente Médio pressiona custos e competitividade do agro – MAIS SOJA

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O comércio internacional e as cadeias globais de suprimentos atravessam, no primeiro semestre de 2026, um momento de forte instabilidade provocado pela intensificação do conflito no Oriente Médio. A passagem de navios interrompida no Estreito de Ormuz e a insegurança no Mar Vermelho comprometem o fornecimento global de petróleo e fertilizantes. Isso impacta diretamente os custos de transporte, o que faz o preço de itens básicos, como alimentos e combustíveis, subir. Para o consumidor e para o setor agrícola, o cenário atual é de incerteza e de pressão nos preços.

Porto de São Francisco do Sul se consolidou como um ponto estratégico para o abastecimento de fertilizantes em Santa Catarina (Foto: Eduardo Valente/GovSC)

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) informa que, embora os preços globais de alimentos sigam abaixo do pico registrado em 2022, após o início da guerra na Ucrânia, há tendência de alta no fim de março, reflexo da renovada incerteza geopolítica. Para Santa Catarina, que tem uma economia fortemente ancorada no agronegócio exportador e dependente de insumos importados, o cenário representa um risco direto à competitividade.

Segundo o analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, Roberth Andres Villazon Montalvan, o agronegócio de Santa Catarina sente rapidamente as crises no comércio mundial. “A estrutura produtiva do estado combina importação intensiva de fertilizantes, transformação de grãos em proteína animal de alto padrão e uma logística complexa para acessar mercados exigentes. Nesse contexto, dois vetores concentram os impactos: a alta dos custos energéticos, com reflexos diretos no diesel, e o encarecimento dos fertilizantes nitrogenados e fosfatados.”

Alta do petróleo

Com o petróleo Brent próximo de US$100 por barril, analistas projetam reajustes em torno de 20% no preço do diesel no Brasil. O efeito imediato tende a ser uma elevação média de 10% no frete rodoviário. Em Santa Catarina, onde o transporte terrestre entre as regiões produtoras do Oeste e Meio-Oeste e os portos do litoral responde por até 70% do custo logístico das exportações de grãos e carnes, o impacto recai diretamente sobre a rentabilidade do setor.

No campo, a alta do diesel já pressiona o Custo Operacional Efetivo (COE). Entre o fim de 2025 e março de 2026, o preço médio do litro em Santa Catarina subiu de cerca de R$6,14 para R$7,33. Dados da Epagri/Cepa mostram aumento da participação do combustível no COE de todas as culturas analisadas. Por exemplo, na soja e no milho de alta tecnologia, mesmo com uma elevação percentual menor, o impacto financeiro é relevante por conta da extensão da área cultivada. Já em culturas intensivas em mecanização, como maçã, arroz e cebola, observa-se uma maior sensibilidade, com o diesel respondendo por fatias crescentes do custo produtivo.

Fertilizantes sob pressão

Paralelamente ao choque energético, o mercado global de fertilizantes entrou em forte trajetória de alta. A região em conflito concentra parcela relevante da oferta de Gás Natural Liquefeito (GNL), insumo-chave para a produção de fertilizantes nitrogenados. Com a navegação restrita, houve interrupções no fornecimento e rápida elevação dos preços.

A FAO alerta que o mercado de fertilizantes não dispõe de reservas estratégicas coordenadas, o que dificulta a gestão de choques de oferta. Estimativas indicam que os preços globais podem operar, em média, de 15% a 20% mais altos no primeiro semestre de 2026. O Banco Mundial reforça o diagnóstico ao indicar que o índice global de preços de fertilizantes subiu 26,2% em um único mês, com a ureia registrando alta de até 46% no mercado internacional.

O cenário foi agravado por medidas protecionistas da China que restringiu exportações de fertilizantes nitrogenados, fosfatados e potássicos, enquanto a Rússia suspendeu temporariamente as vendas externas de nitrato de amônio. As tentativas diplomáticas de garantir o fornecimento, como no caso do Irã, esbarram no elevado risco da navegação na região, marcado por prêmios de seguro elevados e baixa disponibilidade de navios.

De acordo com o analista da Epagri/Cepa, o Porto de São Francisco do Sul se consolidou como um ponto estratégico para o abastecimento de fertilizantes em Santa Catarina. Em 2025, o terminal respondeu pela importação de 2,75 milhões de toneladas do insumo, cerca de 6% do volume internalizado no país, segundo a Conab, mantendo ritmo elevado também em 2026 e contribuindo para reduzir riscos de desabastecimento regional.

“O aumento dos custos, aliado a preços internacionais ainda pressionados, comprime as margens dos produtores e da agroindústria. A dificuldade de absorver novos reajustes pode reduzir o uso de fertilizantes, com impactos na produtividade, o que exige mais planejamento, eficiência logística e adoção de tecnologias para preservar a competitividade”, afirma Villazon Montalvan.

Fonte: Epagri


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Autor:Cristiele Deckert, Jornalista Bolsista Epagri/Cepa Fapesc

Site: Epagri

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