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17 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Uso de drones na agricultura cresce mais de 10 vezes no Brasil, com desempenho equivalente à pulverização tradicional – MAIS SOJA

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Foto de capa: Assessoria

O uso de drones tem transformado a agricultura brasileira, impulsionado por ganhos operacionais e avanços na eficiência das aplicações no campo. Dados do Ministério da Agricultura (MAPA) mostram que o número de equipamentos em operação no país saltou de cerca de 3 mil, em 2021, para 35 mil em 2025. Entre os fatores que explicam essa expansão estão os ganhos proporcionados pela tecnologia, que apresenta desempenho equivalente aos métodos tradicionais de pulverização, além da redução no volume de insumos e no consumo de água, maior segurança ambiental e para o operador, capacidade de atuação em áreas de difícil acesso e ampliação da janela operacional em comparação com equipamentos terrestres.

Um levantamento técnico da Embrapa, divulgado no documento “Uso de drones agrícolas no Brasil: da pesquisa à prática”, reúne outros benefícios dos drones na agricultura, observados a partir de diferentes estudos conduzidos no Brasil. Entre os destaques, estão a maior penetração das gotas no dossel, favorecida pelo fluxo de ar dos rotores, e a maior deposição no terço inferior das plantas, uma região de difícil acesso para pulverizadores convencionais, com índices até 1,9 vez superiores em comparação aos métodos terrestres.

A análise também aponta que a pulverização com drones mantém a eficiência mesmo com volumes significativamente menores de calda, ampliando a autonomia operacional e a capacidade de cobertura das áreas, além de eliminar perdas por amassamento de plantas, comuns em operações mecanizadas, que podem chegar a até 7% na soja e 4,8% no arroz.

A expansão dessas tecnologias acompanha o avanço de players globais como a DJI Agriculture, divisão da fabricante chinesa líder no segmento, reconhecida pelo desenvolvimento de soluções avançadas para a agricultura de precisão, com integração entre hardware, softwares embarcados, sensores RTK e um ecossistema voltado à eficiência operacional no campo. Dados da própria companhia indicam que cerca de 400 mil drones agrícolas da marca estavam em operação no mundo ao final de 2024, um crescimento de 33% em relação ao ano anterior e de 90% na comparação com 2020, com aplicações em mais de 300 culturas distribuídas em 100 países.

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No Brasil, a atuação da DJI Agriculture ocorre por meio de importadores e parceiros oficiais, responsáveis por garantir o padrão de qualidade da marca, suporte técnico especializado e acesso às tecnologias mais recentes. É nesse contexto que se insere a DronePro, fundada em 2016, a partir da identificação precoce do potencial da tecnologia no mercado asiático, o que permitiu antecipar sua introdução no país ainda em um estágio inicial de adoção.

Como uma das primeiras parceiras oficiais da marca no Brasil, a empresa conta com um centro de distribuição e suporte técnico em Marabá (PA) e atuação focada na região Norte, onde se consolidou como uma das principais distribuidoras da tecnologia. Sua operação vai além da comercialização dos equipamentos, englobando o desenvolvimento do mercado local por meio da formação de operadores, suporte técnico, consultoria e expansão da rede de revendas. Esse modelo, que integra tecnologia, capacitação e suporte, posiciona a DronePro não apenas como fornecedora de equipamentos, mas como agente de estruturação do mercado de drones agrícolas no país.

“Hoje, o drone já vem sendo utilizado em diferentes culturas no país, acompanhando a diversidade produtiva do país, deixando de ser uma tecnologia experimental para se tornar uma ferramenta consolidada dentro da operação agrícola, especialmente em regiões onde a mecanização tradicional enfrenta limitações. O que vemos é uma evolução não só dos equipamentos, mas de todo o ecossistema de uso, com ganhos reais em eficiência, segurança e produtividade no campo”, afirma Marcus Lawder, diretor comercial da DronePro.

No Norte, Lawder explica que a empresa tem ampliado o uso dos equipamentos em culturas como pastagens, grãos, açaí, cacau, abacaxi, banana, citros e arroz sequeiro, com destaque para áreas de pastagem, onde o relevo irregular representa um desafio recorrente para operações mecanizadas. “Essa região conta com áreas extensas e de difícil acesso, alta pluviosidade e limitações à mecanização tradicional. Isso favorece o uso de tecnologias de pulverização aérea de precisão, que permitem realizar aplicações eficientes em áreas quebradas ou de difícil acesso, solucionando um problema operacional recorrente para os produtores rurais”, continua.

Atualmente, os equipamentos comercializados atendem diferentes modalidades de aplicação, como pulverização, distribuição de sólidos e operações especiais – como içamento de cargas -, com modelos que variam conforme a capacidade de carga e o volume do tanque, permitindo adaptação às diferentes realidades produtivas, incluindo linhas como DJI Agras T25P, DJI Agras T70P e DJI Agras T100.

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Nos últimos anos, a DronePro também se destacou pela liderança nacional na importação de drones agrícolas, com uma trajetória de crescimento expressiva: em 2024, já ocupava a segunda posição em volume de compras junto à DJI; em 2025, alcançou o primeiro lugar, elevando sua participação de 16,3% para 21,1%, aproximadamente um quarto de todo o mercado brasileiro.

Esse protagonismo, no entanto, não se limita ao volume comercializado, já que a empresa também atua no desenvolvimento técnico do mercado em que opera, ao acompanhar operações de campo e testes práticos junto a clientes e parceiros e incentivar a geração de conhecimento aplicado sobre o uso da tecnologia, especialmente em culturas como pastagens, além de manter relacionamento com instituições de ensino e pesquisa, como a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade do Estado do Pará, a Universidade do Estado do Tocantins e a Universidade Estadual do Sul e Sudeste do Pará.

“Por se tratar de uma tecnologia relativamente recente, acreditamos que a consolidação desse mercado e a evolução contínua das práticas de aplicação passam pelo fortalecimento da base técnica e científica, especialmente por meio de estudos e validações em campo. Esse movimento acompanha o avanço dos equipamentos e a ampliação das aplicações em diferentes culturas, contribuindo para um entendimento cada vez mais consistente dos ganhos operacionais e agronômicos proporcionados pelos drones”, conclui o porta-voz da DronePro.

Sobre a DronePro:

Fundada em 2016, quando os drones agrícolas ainda davam seus primeiros passos no Brasil, a DronePro foi uma das primeiras parceiras oficiais da DJI Agriculture no país, divisão agrícola da maior fabricante de drones do mundo, identificando o potencial da tecnologia como ferramenta para uma agricultura de precisão mais eficiente e com maior alcance operacional no campo.

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Com operações  voltadas para a região Norte, a empresa conta com um centro de distribuição e suporte técnico em Marabá (PA) e uma rede de 63 revendas espalhadas pela região. Com base nessa estrutura, a empresa construiu uma trajetória de crescimento expressiva, que a levou à liderança nacional na importação de drones agrícolas: em 2024, já ocupava a segunda posição em volume de compras junto à DJI; em 2025, alcançou o primeiro lugar, elevando sua participação de 16,3% para 21,1%, aproximadamente um quarto de todo o mercado brasileiro.

Os drones comercializados atendem diferentes operações agrícolas, como pulverização, distribuição de insumos sólidos e transporte de carga, com uso consolidado em diversas culturas. Além do seu papel como revendedora oficial, a DronePro também é referência na formação de operadores, suporte técnico especializado e consultoria.

A empresa mantém ainda relacionamento com instituições de ensino e pesquisa, como a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade do Estado do Pará (UEPA), a Universidade do Estado do Tocantins (Unitins) e a Universidade Estadual do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), contribuindo para a geração de conhecimento aplicado e a disseminação do uso dos drones no campo.

Saiba mais no site oficial e Instagram.

Fonte: Assessoria de imprensa DJI Agriculture

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Sustentabilidade

Yamato, uma ferramenta inigualável no manejo de plantas daninhas do algodão – MAIS SOJA

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Em um cenário cada vez mais desafiador, o manejo e o controle eficientes das plantas daninhas na cultura do algodão tornam-se tarefas complexas e estratégicas. A elevada diversidade de espécies infestantes, associada a características fisiológicas que conferem alta capacidade competitiva, intensifica a matocompetição e compromete significativamente a produtividade da cultura. Além disso, muitas plantas daninhas atuam como hospedeiras de pragas e patógenos, favorecendo a sobrevivência e disseminação desses organismos na área de cultivo, o que agrava os problemas fitossanitários e reduz a sanidade da lavoura.

Entre as principais espécies infestantes do algodoeiro, destacam-se plantas de difícil controle, como as do gênero Amaranthus spp., popularmente conhecidas como caruru, além de gramíneas como capim-colchão (Digitaria horizontalis) e capim-pé-de-galinha (Eleusine indica), entre outras. Grande parte dessas espécies apresenta casos confirmados de resistência a herbicidas, incluindo resistência múltipla a diferentes mecanismos de ação (Heap, 2026).

Em conjunto a esses fatores, há uma limitada disponibilidade de herbicidas seletivos ao algodão que possam ser utilizados para o controle de espécies daninhas na pós-emergência da cultura, principalmente se tratando de espécies de folha larga. Essa condição restringe as opções de manejo, dificultando ainda mais o controle efetivo das planta daninhas após o estabelecimento do algodão, tornando ainda mais importante o uso de ferramentas pré-emergentes.

O lento estabelecimento inicial do algodão associado ao espaçamento de entre linhas (76 cm e 90 cm) em que a cultura é cultivada, reduz sua capacidade competitiva nas fases iniciais de desenvolvimento (IMA, 2025). Essa característica reforça a necessidade do uso dos herbicidas pré-emergentes de forma integrada no manejo das plantas daninhas para reduzir a matocompetição inicial e estabelecer a cultura “no limpo” (livre de plantas daninhas).

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O uso dos herbicidas pré-emergentes contribui para a supressão dos fluxos iniciais de emergência das plantas daninhas (Joaquim Júnior et al., 2021). No entanto, principalmente se tratando da cultura do algodão cujas opções de pós-emergência são limitadas, o adequado posicionamento dos herbicidas pré-emergentes é determinante para o sucesso no manejo das plantas daninhas. Considerando as característica da cultura e a diversidade de espécies daninhas de difícil controle presentes no sistema de cultivo do algodoeiro, é essencial que o pré-emergente utilizado apresente amplo espectro de ação, alta seletividade à cultura e elevado efeito residual, proporcionando um controle eficaz dos fluxos de emergência durante o período inicial do desenvolvimento do algodão.

Estudos demonstram que o período crítico de prevenção à interferência pode se estender por até 98 dias após a emergência da cultura, portanto, é indiscutível a necessidade de herbicidas pré-emergentes que proporcionem um maior período de controle das plantas daninhas, sem causar danos a cultura do algodão (Joaquim Júnior et al., 2021). Além disso, algumas espécies daninhas, são extremamente complexas de se manejar, seja pela elevada habilidade competitiva, ou pela resistência a herbicidas.

A exemplo, caruru-gigante (Amaranthus palmeri), pode crescer até 3 cm por dia, e causar perdas de produtividade de até 77% no algodoeiro (Andrade Junior et al., 2015), além de reduzir a qualidade da pluma e fibra produzida, e dificultar o processo de colheita do algodão. Características como essas, em plantas daninhas resistentes, dificultam o posicionamento das aplicações de herbicida, limitando a eficácia do controle.

De maneira geral, espécies daninhas são melhor controladas em pós-emergência, durante as fases iniciais do desenvolvimento da planta, preferencialmente entre 2 e 4 folhas (Ikeda et al., 2025). No entanto, a desuniformidade dos fluxos de emergência tende a dificultar o posicionamento de herbicidas pós-emergentes, limitando a eficácia desses herbicidas.

Figura 1. Estádio limite para o controle em pós-emergência do caruru. Fonte: Mais Soja.

Associado a essas dificuldades, determinadas espécies de plantas daninhas apresentam elevada produção e dispersão de sementes, característica que favorece a manutenção e o aumento do banco de sementes no solo, intensificando os fluxos de emergência ao longo das safras. O capim-pé-de-galinha (Eleusine indica), por exemplo, pode produzir de 40 mil até 120 mil sementes por ciclo (HRAC-BR, 2022; Takano et al. 2016). Já espécies de caruru, como Amaranthus palmeri, apresentam potencial reprodutivo ainda mais elevado, com relatos de produção superior a 1 milhão de sementes por planta. Essa grande capacidade de multiplicação contribui para a rápida disseminação dessas espécies nas áreas de algodão e dificulta significativamente seu manejo e controle ao longo da safra (Gazziero & Silva, 2017).

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Além das boas práticas agronômicas como a rotação de culturas, o controle de plantas daninhas na entressafra e a boa cobertura do solo, como alternativa para reduzir as infestações e mitigar os efeitos da matocompetição com a cultura do algodão, pode-se fazer uso dos herbicidas pré-emergentes. Esse grupo de herbicidas, atua diretamente no banco de sementes do solo, reduzindo os fluxos de emergência das plantas daninhas, contribuindo para um melhor estabelecimento da cultura “no limpo”.

De acordo com Santos et al. (2018), além de reduzir os fluxos de emergência das planta daninhas, o emprego dos herbicidas pré-emergentes pode atuar positivamente na produtividade de algodão em caroço e pluma, possibilitando produtividades superiores ao observado em lavouras sem o uso desses herbicidas e uma maior qualidade da produção obtida.

Mesmo em cultivares transgênicas resistentes a herbicidas, os pré-emergentes seguem sendo ferramentas fundamentais no manejo de plantas daninhas, contribuindo para o controle de espécies tolerantes e para a prevenção da seleção de biótipos resistentes. Em cultivares resistentes ao glifosato, auxiliam no manejo de espécies como trapoeraba, corda-de-viola, capim-amargoso (Digitaria insularis), capim-pé-de-galinha (Eleusine indica), buva (Conyza spp.) e caruru (Amaranthus spp.). Já em variedades resistentes ao glufosinato, favorecem o controle de gramíneas e de latifoliadas, como o apaga-fogo (Alternanthera tenella) (Andrade Junior; Cavenaghi; Guimarães, 2025).

Na prática, os herbicidas pré-emergentes, quando empregados de forma estratégia, contribuem para o melhor estabelecimento da lavoura (figura 2) além de reduzir a densidade das plantas daninhas dos fluxos de emergência remanescentes e aumentar a uniformidade das populações infestantes, possibilitando um melhor posicionamento dos herbicidas pós-emergentes.

Figura 2. Á esquerda, parcela de algodão sem o uso de herbicidas pré-emergente. Á direita, parcela de algodão com o uso de herbicida pré-emergente. Fonte: Andrade Junior; Cavenaghi; Guimarães (2025).

No entanto, para que benefícios significativos sejam obtidos em função da utilização dos herbicidas pré-emergentes, alguns critérios devem ser levados em consideração na hora de posicionar esses produtos. É essencial conhecer as populações infestantes a serem controladas, a seletividade do herbicida e sua eficácia, dando preferência por moléculas de maior performance.

Um herbicida que supre essas demandas para uso no algodão é o YAMATO SC, herbicida pré-emergente que apresenta elevada seletividade à cultura, associada a um amplo espectro de ação e uma boa residualidade, favorecendo o desenvolvimento inicial e estabelecimento do algodão livre das daninhas. Com controle das principais espécies infestantes superior a 90% (IHARA, 2026), o YAMATO SC assume um papel estratégico no manejo das espécies daninhas do algodão, contribuindo não só para a manutenção do potencial produtivo da cultura, como também para a manutenção da qualidade da pluma produzida, reduzindo os impactos da matocompetição, minimizando o banco de sementes no solo e favorecendo o manejo de plantas infestantes em todo o sistema produtivo.

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Considerando os aspectos observados, o uso dos herbicidas pré-emergentes em conjunto com boas práticas agronômicas torna-se indispensável para o manejo de plantas daninhas no algodão, especialmente tendo em vista o complexo cenário que inclui plantas de elevada habilidade competitiva e resistência aos principais herbicidas pós-emergentes. Nesse contexto, o YAMATO SC posiciona-se como uma ferramenta de manejo inigualável, concentrando performance, seletividade e residualidade em um único produto.



Referências:

ANDRADE JUNIOR, E. R. PRIMEIRO RELATO DE Amaranthus palmeri NO BRASIL EM ÁREAS AGRÍCOLAS NO ESTADO DE MATO GROSSO. IMA-MT, Circular Técnica, n. 19, 2015. Disponível em: < https://imamt.org.br/wp-content/uploads/2019/03/circular_tecnica_edicao19_bx_ok.pdf >, acesso em: 15/05/2026.

ANDRADE JUNIOR, E. R.; CAVENAGHI, A. L.; GUIMARÃES, S. B. MANEJO DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DO ALGODÃO. IMA-MT; AMPA, MANEUAL DE BOAS PRÁTICAS DE MANEJO DO ALGODOEIRO EM MATO GROSSO, AP. 5.5, 2025. Disponível em: < https://imamt.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Manual-de-Boas-Praticas_2025.pdf >, acesso em: 15/05/2026.

GAZZIERO, D. L. P.; SILVA, A. F. CARACTERIZAÇÃO E MANEJO DE Amaranthus palmeri. Embrapa Soja, Documentos, n. 384, 2017. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1069527/1/Doc384OL.pdf >, acesso em: 15/05/2026.

HEAP. I. The International Herbicide-Resistant Weed Database, 2026. Disponível em: < https://weedscience.org/Pages/crop.aspx >, acesso em: 28/04/2026.

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HRAC-BR. CAPIM-PÉ-DE-GALINHA: SAIBA MAIS SOBRE ESSA PLANTA DANINHA. Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas, 2022. Disponível em: < https://www.hrac-br.org/post/capim-p%C3%A9-de-galinha-saiba-mais-sobre-essa-planta-daninha >, acesso em: 15/05/2026.

IHARA. Em busca de eficiência aliada a seletividade, IHARA lança herbicida para a cultura do algodão. IHARA, 2026. Disponível em: < https://ihara.com.br/em-busca-de-eficiencia-aliada-a-seletividade-ihara-lanca-herbicida-para-a-cultura-do-algodao/?utm_source=&utm_medium=&utm_campaign=&utm_content=&gad_source=1&gad_campaignid=21273745355&gbraid=0AAAAACqHsuCSpJARDy2oMLEGyc8rxaaCr&gclid=CjwKCAjwn4vQBhBsEiwAq3hhN8lSCJbRmkCwBXcT0XPU8Nt9-Es_4sHDadmC_tgX7gh-O2vbBCprjBoCNjsQAvD_BwE >, acesso em: 15/05/2026.

IKEDA, F. S. et al. MANEJO DE VARROURINHA-DE-BOTÃO (Borreria spinosa) NA SUCESSÃO SOJA-MILHO. Embrapa Agrossilvipastoril, Documentos, n. 11, 2025. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/doc/1174732/1/2025-cpamt-doc-11-fsi-manejo-vassourinha-de-botao-sucessao-soja-milho.pdf >, acesso em: 15/05/2026.

JOAQUIM JÚNIOR, C. Z. et al. MANEJO DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DO ALGODOEIRO: BREVE REVISÃO. Revista Agronômica Brasileira, 2021. Disponível em: < https://www.researchgate.net/publication/359677214_Manejo_de_plantas_daninhas_na_cultura_do_algodoeiro_breve_revisao >, acesso em: 28/04/2026.

SANTOS, S; M; S. et al. CONTROLE DO COMPLEXO DE PLANTAS DANINHAS COM HERBICIDAS PRÉ-EMERGENTES NA CULTURA DO ALGODÃO. Rev. Cultivando o Saber, 2018. Disponível em: < https://cultivandosaber.fag.edu.br/index.php/cultivando/article/view/876/799 >, acesso em: 15/05/2026.

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TAKANO, H.K. et al. GROWTH, DEVELOPMENT AND SEED PRODUCTION OF GOOSEGRASS. Planta Daninha, Viçosa-MG, v. 34, n. 2, p. 249-257, 2016. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/pd/a/ghDFZ8G4XGG5wF8rjWYvcsm/?format=pdf&lang=en >, acesso em: 15/05/2026.

Redação: Equipe Mais Soja.

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Sustentabilidade

El Niño deverá intensificar pressão da mosca-branca em soja e outras culturas, alerta equipe técnica da Sipcam Nichino – MAIS SOJA

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Produtores de soja da região do Matopiba devem se preparar para gerir com estratégia os efeitos do El Niño na safra de soja 2026-27. Segundo a equipe técnica da Sipcam Nichino Brasil, a mosca-branca (Bemisia tabaci) tende a voltar ao centro das preocupações da sojicultura em relação ao manejo das lavouras. “Trata-se de uma das principais pragas do país, com alto potencial para ocasionar danos de 20% a 100% em uma área”, salienta Eric Ono, engenheiro agrônomo, gerente de portfólio de produtos e cultivos extensivos da companhia.

Conforme Ono, a prevalência do El Niño eleva riscos de seca e calor extremo, condições favoráveis à proliferação da mosca-branca nas áreas da oleaginosa. A praga incide também sobre outros cultivos, como algodão, tomate e feijão. “O inseto, sugador, é capaz de extrair de maneira agressiva nutrientes das plantas nas quais se hospeda”, ressalta Ono.

Na soja, especificamente, ele explica, a Bemisia tabaci ocasiona a depleção (redução ou esgotamento) dos nutrientes da folha, pela sucção da seiva. Pode causar, assim, a desfolha precoce da planta.

“Além disso, a praga despeja nas folhas uma substância açucarada que permite o desenvolvimento da fumagina, fungo que reveste a folha e inibe a fotossíntese”, relata Ono. “Em situações mais raras, em cultivares suscetíveis, a mosca-branca atua como transmissora de vírus — atrasa ainda mais o crescimento da lavoura e compromete a colheita”.

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Quebra do ciclo da praga

De acordo com a equipe da Sipcam Nichino, o monitoramento das lavouras constitui medida essencial ao produtor ao longo da safra sob efeitos do El Niño.

Uma vez presente, a mosca-branca demanda aplicação de inseticidas específicos. Entre tais soluções, destaca Ono, o portfólio da companhia conta com o inseticida de marca Fiera®, um produto de tecnologia japonesa, lançado recentemente para controle da mosca-branca na soja e da cigarrinha-do-milho.

“O inseticida conta com uma característica única: o controle eficaz da fase ‘ninfa’ da mosca-branca, além de agir sobre adultos, na fecundidade e fertilidade de fêmeas da praga”, diz Ono. Segundo especialistas envolvidos nas pesquisas que antecederam o lançamento de Fiera®, o manejo da ninfa até há pouco não era prioridade; os inseticidas visavam somente o controle dos insetos já na forma adulta, sem focar efetivamente na quebra do ciclo da praga.

Conforme Eric Ono, o controle da mosca-branca deve ocorrer ainda no estágio de ninfa, considerada a mais prejudicial dentro do cultivo da soja.

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“Ninfas da mosca-branca são numerosas e imóveis. Ficam escondidas no lado inferior das folhas, sugam a planta incessantemente e drenam as fontes de nutrientes e fotoassimilados”, observa Ono. Ele enfatiza que o inseticida Fiera funciona como um regulador de crescimento de insetos. “A morte da ninfa, relativamente rápida, ocorre na troca de ‘instar’. O produto quebra o ciclo de desenvolvimento de novas populações da praga.”

Segundo o agrônomo, Fiera® possui ação de vapor e contato e é capaz de afetar todos os estágios do ciclo de vida da mosca-branca (ovo, ninfa, pupa e adulto) de forma direta ou indireta. “Desencadeia um processo de supressão de populações futuras da praga, principalmente associado a inseticida adulticida.”

Conforme a Sipcam Nichino Brasil, o inseticida Fiera® tem como ingrediente ativo a buprofezina 250 em formulação líquida (SC). A solução recebeu registro, também, para controle de insetos sugadores e transmissores de patógenos em soja e outros mais de 30 cultivos: algodão, citros, feijão, milheto, sorgo, tomate e outros.

Criada no Brasil em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, especialista em agroquímicos e bioestimulantes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.

Fonte: Assessoria de imprensa

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Sustentabilidade

Efeitos da compactação do solo vão além da redução do volume de raízes – MAIS SOJA

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A compactação do solo constitui um dos principais fatores limitantes ao crescimento das plantas e, consequentemente, à produtividade das culturas agrícolas. Na soja, além de desempenharem funções essenciais na absorção de água e nutrientes, as raízes estabelecem uma importante relação simbiótica com bactérias do gênero Bradyrhizobium, responsáveis pela fixação biológica de nitrogênio (FBN), que constitui a principal fonte de N para a cultura.

Nesse contexto, a compactação do solo pode provocar uma série de efeitos negativos sobre o desenvolvimento da soja, abrangendo desde a restrição ao crescimento e à distribuição do sistema radicular, limitando o acesso das raízes às camadas mais profundas do solo, até alterações na nodulação e na fixação biológica de nitrogênio. Além disso, condições de compactação podem favorecer ambientes com menor aeração e drenagem, alterando as condições físicas do solo e podendo contribuir para o desenvolvimento de determinados patógenos de solo, de origem fúngica e parasitária.

Esses efeitos podem comprometer a formação dos componentes de produtividade e, consequentemente, o rendimento final da cultura. Entre as principais alterações físicas decorrentes da compactação estão o aumento da densidade e da resistência mecânica do solo e a redução do volume total de poros, especialmente dos macroporos (Debiasi; Santos; Gonçalves, 2021).

Conforme observado por Rosa et al. (2019), o aumento da resistência do solo à penetração decorrente da compactação pode refletir negativamente em diferentes características de crescimento e componentes de produtividade da soja. Os autores observaram alterações em variáveis como altura de plantas, diâmetro do caule, número de legumes e número de folhas, com impactos negativos sobre o desempenho produtivo da cultura.

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Resultados semelhantes foram observados por Savioli et al. (2021). Ao avaliar a influência da compactação do solo sobre os componentes de produtividade da soja, os autores verificaram que o número de legumes (vagens) por planta, o número de grãos por planta e a massa de grãos estiveram entre os componentes mais afetados. Os resultados indicaram influência negativa significativa da compactação sobre esses componentes a partir da densidade do solo de 1,3 g cm⁻³ (Mg m⁻³).

Figura 1. Massa seca de grãos de soja em função de diferentes densidade de solo. (1,1; 1,2; 1,3; 1,4 e 1,5 g cm-3).
Fonte: Savioli et al. (2021)

Esses resultados reforçam a importância das condições físicas do solo para o adequado desenvolvimento da soja e evidenciam os impactos que a compactação pode exercer sobre a formação dos componentes de produtividade e o rendimento final da cultura. Dessa forma, o diagnóstico e o manejo da compactação do solo devem integrar as estratégias de manejo da lavoura, buscando favorecer o crescimento radicular, a exploração do perfil do solo e o aproveitamento de água e nutrientes.

Além dos efeitos diretos sobre o crescimento e a produtividade, a compactação do solo também pode influenciar a capacidade das plantas de tolerar períodos de restrição hídrica. A redução do crescimento radicular e do acesso das raízes às camadas mais profundas pode limitar a exploração de água armazenada no perfil, especialmente durante períodos de déficit hídrico. Assim, o manejo adequado da estrutura do solo constitui uma importante estratégia para melhorar as condições de desenvolvimento da soja e contribuir para maior resiliência da cultura diante de condições de estresse hídrico.



Referências:

DEBIASI, H.; SANTOS, J. C. F.; GONÇALVES, S. L. COMPACTAÇÃO DO SOLO. Embrapa, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/web/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/soja/producao/manejo-do-solo/compactacao-do-solo >, acesso em: 16/09/2026.

ROSA, H. A. et al. INFLUÊNCIA DA COMPACTAÇÃO DO SOLO EM PARÂMETROS PRODUTIVIDOS DA CULTURA DA SOJA. Revista Técnico-Científica do CREA-PR, 2019. Disponível em: < https://revistatecie.crea-pr.org.br/index.php/revista/article/view/548/333 >, acesso em: 16/09/2026.

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SAVIOLI, M. R. et al. Componentes de produção da soja sob níveis de compactação do solo. Acta Iguazu, Cascavel, v.10, n.2, p. 1-12, 2021. Disponível em: < https://e-revista.unioeste.br/index.php/actaiguazu/article/view/26312 >, acesso em: 16/09/2026.

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