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4 de novembro de 2026

Sustentabilidade

Uso de drones na agricultura cresce mais de 10 vezes no Brasil, com desempenho equivalente à pulverização tradicional – MAIS SOJA

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Foto de capa: Assessoria

O uso de drones tem transformado a agricultura brasileira, impulsionado por ganhos operacionais e avanços na eficiência das aplicações no campo. Dados do Ministério da Agricultura (MAPA) mostram que o número de equipamentos em operação no país saltou de cerca de 3 mil, em 2021, para 35 mil em 2025. Entre os fatores que explicam essa expansão estão os ganhos proporcionados pela tecnologia, que apresenta desempenho equivalente aos métodos tradicionais de pulverização, além da redução no volume de insumos e no consumo de água, maior segurança ambiental e para o operador, capacidade de atuação em áreas de difícil acesso e ampliação da janela operacional em comparação com equipamentos terrestres.

Um levantamento técnico da Embrapa, divulgado no documento “Uso de drones agrícolas no Brasil: da pesquisa à prática”, reúne outros benefícios dos drones na agricultura, observados a partir de diferentes estudos conduzidos no Brasil. Entre os destaques, estão a maior penetração das gotas no dossel, favorecida pelo fluxo de ar dos rotores, e a maior deposição no terço inferior das plantas, uma região de difícil acesso para pulverizadores convencionais, com índices até 1,9 vez superiores em comparação aos métodos terrestres.

A análise também aponta que a pulverização com drones mantém a eficiência mesmo com volumes significativamente menores de calda, ampliando a autonomia operacional e a capacidade de cobertura das áreas, além de eliminar perdas por amassamento de plantas, comuns em operações mecanizadas, que podem chegar a até 7% na soja e 4,8% no arroz.

A expansão dessas tecnologias acompanha o avanço de players globais como a DJI Agriculture, divisão da fabricante chinesa líder no segmento, reconhecida pelo desenvolvimento de soluções avançadas para a agricultura de precisão, com integração entre hardware, softwares embarcados, sensores RTK e um ecossistema voltado à eficiência operacional no campo. Dados da própria companhia indicam que cerca de 400 mil drones agrícolas da marca estavam em operação no mundo ao final de 2024, um crescimento de 33% em relação ao ano anterior e de 90% na comparação com 2020, com aplicações em mais de 300 culturas distribuídas em 100 países.

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No Brasil, a atuação da DJI Agriculture ocorre por meio de importadores e parceiros oficiais, responsáveis por garantir o padrão de qualidade da marca, suporte técnico especializado e acesso às tecnologias mais recentes. É nesse contexto que se insere a DronePro, fundada em 2016, a partir da identificação precoce do potencial da tecnologia no mercado asiático, o que permitiu antecipar sua introdução no país ainda em um estágio inicial de adoção.

Como uma das primeiras parceiras oficiais da marca no Brasil, a empresa conta com um centro de distribuição e suporte técnico em Marabá (PA) e atuação focada na região Norte, onde se consolidou como uma das principais distribuidoras da tecnologia. Sua operação vai além da comercialização dos equipamentos, englobando o desenvolvimento do mercado local por meio da formação de operadores, suporte técnico, consultoria e expansão da rede de revendas. Esse modelo, que integra tecnologia, capacitação e suporte, posiciona a DronePro não apenas como fornecedora de equipamentos, mas como agente de estruturação do mercado de drones agrícolas no país.

“Hoje, o drone já vem sendo utilizado em diferentes culturas no país, acompanhando a diversidade produtiva do país, deixando de ser uma tecnologia experimental para se tornar uma ferramenta consolidada dentro da operação agrícola, especialmente em regiões onde a mecanização tradicional enfrenta limitações. O que vemos é uma evolução não só dos equipamentos, mas de todo o ecossistema de uso, com ganhos reais em eficiência, segurança e produtividade no campo”, afirma Marcus Lawder, diretor comercial da DronePro.

No Norte, Lawder explica que a empresa tem ampliado o uso dos equipamentos em culturas como pastagens, grãos, açaí, cacau, abacaxi, banana, citros e arroz sequeiro, com destaque para áreas de pastagem, onde o relevo irregular representa um desafio recorrente para operações mecanizadas. “Essa região conta com áreas extensas e de difícil acesso, alta pluviosidade e limitações à mecanização tradicional. Isso favorece o uso de tecnologias de pulverização aérea de precisão, que permitem realizar aplicações eficientes em áreas quebradas ou de difícil acesso, solucionando um problema operacional recorrente para os produtores rurais”, continua.

Atualmente, os equipamentos comercializados atendem diferentes modalidades de aplicação, como pulverização, distribuição de sólidos e operações especiais – como içamento de cargas -, com modelos que variam conforme a capacidade de carga e o volume do tanque, permitindo adaptação às diferentes realidades produtivas, incluindo linhas como DJI Agras T25P, DJI Agras T70P e DJI Agras T100.

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Nos últimos anos, a DronePro também se destacou pela liderança nacional na importação de drones agrícolas, com uma trajetória de crescimento expressiva: em 2024, já ocupava a segunda posição em volume de compras junto à DJI; em 2025, alcançou o primeiro lugar, elevando sua participação de 16,3% para 21,1%, aproximadamente um quarto de todo o mercado brasileiro.

Esse protagonismo, no entanto, não se limita ao volume comercializado, já que a empresa também atua no desenvolvimento técnico do mercado em que opera, ao acompanhar operações de campo e testes práticos junto a clientes e parceiros e incentivar a geração de conhecimento aplicado sobre o uso da tecnologia, especialmente em culturas como pastagens, além de manter relacionamento com instituições de ensino e pesquisa, como a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade do Estado do Pará, a Universidade do Estado do Tocantins e a Universidade Estadual do Sul e Sudeste do Pará.

“Por se tratar de uma tecnologia relativamente recente, acreditamos que a consolidação desse mercado e a evolução contínua das práticas de aplicação passam pelo fortalecimento da base técnica e científica, especialmente por meio de estudos e validações em campo. Esse movimento acompanha o avanço dos equipamentos e a ampliação das aplicações em diferentes culturas, contribuindo para um entendimento cada vez mais consistente dos ganhos operacionais e agronômicos proporcionados pelos drones”, conclui o porta-voz da DronePro.

Sobre a DronePro:

Fundada em 2016, quando os drones agrícolas ainda davam seus primeiros passos no Brasil, a DronePro foi uma das primeiras parceiras oficiais da DJI Agriculture no país, divisão agrícola da maior fabricante de drones do mundo, identificando o potencial da tecnologia como ferramenta para uma agricultura de precisão mais eficiente e com maior alcance operacional no campo.

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Com operações  voltadas para a região Norte, a empresa conta com um centro de distribuição e suporte técnico em Marabá (PA) e uma rede de 63 revendas espalhadas pela região. Com base nessa estrutura, a empresa construiu uma trajetória de crescimento expressiva, que a levou à liderança nacional na importação de drones agrícolas: em 2024, já ocupava a segunda posição em volume de compras junto à DJI; em 2025, alcançou o primeiro lugar, elevando sua participação de 16,3% para 21,1%, aproximadamente um quarto de todo o mercado brasileiro.

Os drones comercializados atendem diferentes operações agrícolas, como pulverização, distribuição de insumos sólidos e transporte de carga, com uso consolidado em diversas culturas. Além do seu papel como revendedora oficial, a DronePro também é referência na formação de operadores, suporte técnico especializado e consultoria.

A empresa mantém ainda relacionamento com instituições de ensino e pesquisa, como a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade do Estado do Pará (UEPA), a Universidade do Estado do Tocantins (Unitins) e a Universidade Estadual do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), contribuindo para a geração de conhecimento aplicado e a disseminação do uso dos drones no campo.

Saiba mais no site oficial e Instagram.

Fonte: Assessoria de imprensa DJI Agriculture

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Sustentabilidade

Farsul alerta para o risco de caducidade da MP 1376 – MAIS SOJA

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A Farsul intensificou a mobilização política em Brasília e junto ao Congresso Nacional para alertar sobre a urgência na votação e na ampliação da abrangência da Medida Provisória nº 1.376/2026, cujo prazo final de deliberação encerra-se no próximo dia 11 de novembro. Em pronunciamento divulgado nas redes sociais e ofícios encaminhados às principais lideranças legislativas, incluindo o relator da matéria, deputado federal Paulo Pimenta, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion, além dos senadores Renan Calheiros e Tereza Cristina, a entidade reforçou que o tempo urge para evitar a perda de vigência da norma.

De acordo com dados do Banco Central destacados pela federação, a dimensão do endividamento no campo é alarmante. Entre agosto de 2025 e agosto de 2026, o saldo problemático do crédito rural no Brasil, que engloba operações em atraso, inadimplentes, prorrogadas e renegociadas, disparou 47,7%, saltando de R$ 139,08 bilhões para R$ 205,46 bilhões. No Rio Grande do Sul, o volume cresceu 26,4% no mesmo período, passando de R$ 34,94 bilhões para R$ 44,18 bilhões, o que representa impressionantes 39,2% de toda a carteira de crédito rural do Estado.

Em contrapartida, os registros oficiais do Sistema de Operações de Crédito Rural e do Proagro (SICOR) apontam que, até 30 de setembro de 2026, as operações de composição de dívidas vinculadas à MP alcançaram renegociações de R$ 5,55 bilhões a nível nacional e R$ 4,58 bilhões no território gaúcho. Para a Farsul, embora os recortes estatísticos possuam especificidades e não contemplem, por exemplo, as renegociações de Cédulas de Produto Rural (CPRs), os montantes evidenciam um abismo entre a escala do endividamento problemático real e o volume efetivamente absorvido pelo mecanismo atual.

Diante do relatório apresentado pelo deputado Paulo Pimenta e da perspectiva de apresentação de voto em separado pela FPA, a direção da Farsul defende a construção de um entendimento consensual. O objetivo é assegurar um texto alternativo ou ajustes no relatório que removam entraves burocráticos de acesso, ampliem o alcance do enquadramento e garantam prazo hábil para requerimento, análise e contratação por parte dos produtores.

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A federação alerta que, caso a MP caduque sem as devidas alterações estruturais, cerca de 80% dos produtores rurais poderão ficar alijados da possibilidade de alongamento de suas obrigações financeiras, gerando reflexos severos na liquidez do setor e na estabilidade das próximas safras de culturas altamente mecanizadas.

Fonte: Farsul



 

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Sustentabilidade

Entregas de fertilizantes caem 10,4% no período de janeiro e agosto – MAIS SOJA

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Em maio, junho e julho, redução nas entregas de fertilizantes foi de 15% a 20%, refletindo a persistência das graves adversidades geopolíticas globais e as dificuldades do produtor rural, como escassez de crédito, riscos de recuperações judiciais, altas taxas de juros, aumento de custos e riscos climáticos, em especial o El Niño.

A ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos) informa que as entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro no acumulado dos primeiros oito meses de 2026 foram de 27,31 milhões de toneladas. Isso significou redução de 10,4% ante as 30,47 milhões registradas em igual período de 2025. Em agosto, foram 4,33 milhões de toneladas, ante 5,25 milhões em 2025, com uma redução de 17,6%.

A ANDA relembra que o ano começou favorável, refletindo no primeiro trimestre o impacto positivo da boa safrinha. Mas, logo a seguir, com o início da guerra no Irã, em fevereiro, verificou-se o arrefecimento de novos negócios, que acabou sendo percebido com a queda das entregas a partir de maio, num ciclo que perdurou nos dados de agosto.

O Estado de Mato Grosso, líder nas entregas ao mercado, concentra a maior quantidade no período de janeiro a agosto, com 6,77 milhões de toneladas, ou 24,8% do total. Seguem-se: Paraná (3,07 milhões), Goiás (2,90 milhões), São Paulo (2,79 milhões), Rio Grande do Sul (2,24 milhões), Minas Gerais (2,07 milhões) e Bahia (1,96 milhão).

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A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou agosto de 2026 com 418 mil toneladas. O volume representa queda de 40,2% na comparação interanual. No acumulado dos oito meses, foram 3,75 milhões de toneladas. Houve queda de 22,7% em relação a igual período de 2025, quando se produziram 4,86 milhões de toneladas.

As importações de fertilizantes intermediários continuam chegando ao Brasil com redução, totalizando, em agosto, 3,03 milhões de toneladas, com queda de 34%. No acumulado de janeiro a agosto de 2026, o total foi de 24,27 milhões de toneladas, significando retração de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram importadas 27,58 milhões de toneladas.

No porto de Paranaguá, principal porta de entrada dos adubos, ingressaram, de janeiro a agosto, 5,83 milhões de toneladas, indicando redução de 17,7% em relação a 2025, quando foram descarregadas 7,08 milhões de toneladas. O terminal representou 24% do total importado de todos os portos (Fonte: Siacesp/MDIC).

As informações são da ANDA.

Fonte: Agência Safras

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FONTE

Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Como a planta de soja sabe que deve emitir um novo nó? – MAIS SOJA

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O número de nós na haste principal é uma das variáveis mais usadas para acompanhar o desenvolvimento da soja a campo. O intervalo de tempo térmico (graus dia ou soma térmica) entre a emissão de um nó e o próximo é chamado de plastocrono. Até pouco tempo, esse valor era tratado como constante durante toda a cultura, sem considerar que, a partir do florescimento, a emissão de nós passa a ocorrer junto com o desenvolvimento reprodutivo.

Um estudo conduzido por Dalla Porta et al. (2024), da equipe FieldCrops, reuniu 17 experimentos ao longo de 7 safras e 4 locais do Rio Grande do Sul (RS), com 25 cultivares de soja, sendo 6 de hábito de crescimento determinado e 19 de hábito indeterminado. Em vez de calcular um único plastocrono para o ciclo todo, foi dividido o período de emissão de nós em fases: nas cultivares indeterminadas, fase inicial (V1 a R1), intermediária (R1 a R3) e final (R3 a R5); nas determinadas, que têm menor sobreposição entre os estádios vegetativo e reprodutivo, apenas fase inicial (V1 a R1) e final (R1 a R3). Essa divisão permite acompanhar melhor a sobreposição entre o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo durante a emissão de nós.

Os resultados mostraram que o ritmo de emissão de nós muda conforme o hábito de crescimento e a disponibilidade de água. Em cultivares determinadas irrigadas, a fase inicial do plastocrono (59,7 °C dia nó-1) foi mais rápida que a fase final (65,7 °C dia nó-1), enquanto no sequeiro essa diferença desaparece, com média de 70,1 °C dia nó-1 (Figura 1A e 1B). Já nas cultivares indeterminadas irrigadas, a fase intermediária foi a mais rápida (58,5 °C dia nó-1), mas no sequeiro o destaque foi a fase final, que praticamente dobrou o ritmo de emissão de nós, com plastocrono de 79,4 °C dia nó-1 frente a 60,6 °C dia nó-1 nas fases inicial e intermediária (Figura 1C e 1D), evidenciando o efeito do déficit hídrico justamente no período em que a planta já está formando vagens e grãos.

Figura 1. Plastocrono (°C dia nó-1) por fase de desenvolvimento em cultivares de soja de hábito determinado irrigadas (A) e de sequeiro (B), e de hábito indeterminado irrigadas (C) e de sequeiro (D), em sete safras e 17 experimentos no Rio Grande do Sul. Fonte: adaptado de Dalla Porta et al. (2024).

Os autores também observaram que esse padrão está ligado ao hábito de crescimento da cultivar, e não ao seu grupo de maturidade, o que reforça a importância de considerar essa característica na hora de interpretar a velocidade de desenvolvimento a campo. Dividir o plastocrono em fases, como proposto no estudo, dá uma base mais realista para os modelos de simulação da soja, aproximando a estimativa do número de nós — e, por consequência, do estádio de desenvolvimento da lavoura — do que de fato acontece quando a planta enfrenta déficit hídrico durante o enchimento de vagens e grãos.

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Referências:

DALLA PORTA, F.S. et al. Improving understanding of the plastochron of determinate and indeterminate soybean cultivars. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, v. 28, n. 10, e278299, 2024. Disponível em: < https://doi.org/10.1590/1807-1929/agriambi.v28n10e278299 >, acesso: 01/11/2026.

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