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17 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Dólar fraco deve manter mercado brasileiro de milho pressionado – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de milho deve voltar a ser pressionado pela fraqueza do dólar frente ao real, que segue abaixo de R$ 5,00, prejudicando a competitividade no cenário exportador. Para piorar, a Bolsa de Mercadorias de Chicago realiza lucros e opera com perdas. Neste cenário, os negócios devem ser escassos no Brasil.

Na sexta-feira, o mercado brasileiro de milho registrou preços mais baixos O dólar fraco pressiona as cotações nos portos e o avanço da colheita em regiões como Minas Gerais e São Paulo pressiona os preços. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, no Centro-Oeste há fraqueza nos valores em função da pressão com o dólar em baixa para as exportações.

No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 64,00/69,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 63,50/69,00 a saca.

No Paraná, a cotação ficou em R$ 61,00/63,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 61,00/64,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 67,00/68,00 a saca.

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No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 66,00/67,50 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 59,00/61,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 57,00/59,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 47,00/49,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

* Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, a posição maio/26 recuo 0,27%, cotada a US$ 4,47 1/2 por bushel.

* O mercado recua levemente, pressionado por um movimento de realização de lucros após a alta de quase 1,8% registrada na semana passada.

* Apesar disso, as perdas são contidas pela desvalorização do dólar frente a outras moedas e pela alta do petróleo em Nova York, após os Estados Unidos anunciarem a apreensão de um navio iraniano que tentava romper o bloqueio, enquanto Teerã prometeu retaliação.

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CÂMBIO

* O dólar comercial opera com alta de 0,04%, a R$ 4,9853. Dollar Index registra baixa de 0,01% a 98,274 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas da Ásia fecharam em alta. Xangai, +0,76%. Tóquio, +0,60%.

* As bolsas na Europa operam com índices mais fracos. Paris, -1,18%. Frankfurt, -1,34%. Londres, -0,65%.

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* O petróleo opera com preços mais altos. Maio do WTI em NY: US$ 88,38 o barril (+5,40%)

AGENDA

—–Segunda-feira (20/04)

12h00 – Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA

15h00 – Resultado parcial da balança comercial de abril

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17h00 – Relatório de condições das lavouras dos EUA – USDA

—-Terça-feira (21/04)

Feriado no Brasil – Dia de Tiradentes

11h – EUA: Comitê do Senado analisa a nomeação de Kevin Warsh para presidente do Federal Reserve

11h30 – Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral

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—–Quarta-feira (22/04)

03h00 – Reino Unido (mar): Índice de preços ao produtor (PPI)

03h00 – Reino Unido (mar): Índice de preços ao consumidor (CPI)

11h30 – EUA: Relatório semanal de petróleo (EIA)

—–Quinta-feira (23/04)

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09h30 – Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA

15h00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura

15h00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires

16h00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde

—–Sexta-feira (24/04)

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16h00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA

 

Autor/Fonte: Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência Safras News

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Sustentabilidade

El Niño deverá intensificar pressão da mosca-branca em soja e outras culturas, alerta equipe técnica da Sipcam Nichino – MAIS SOJA

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Produtores de soja da região do Matopiba devem se preparar para gerir com estratégia os efeitos do El Niño na safra de soja 2026-27. Segundo a equipe técnica da Sipcam Nichino Brasil, a mosca-branca (Bemisia tabaci) tende a voltar ao centro das preocupações da sojicultura em relação ao manejo das lavouras. “Trata-se de uma das principais pragas do país, com alto potencial para ocasionar danos de 20% a 100% em uma área”, salienta Eric Ono, engenheiro agrônomo, gerente de portfólio de produtos e cultivos extensivos da companhia.

Conforme Ono, a prevalência do El Niño eleva riscos de seca e calor extremo, condições favoráveis à proliferação da mosca-branca nas áreas da oleaginosa. A praga incide também sobre outros cultivos, como algodão, tomate e feijão. “O inseto, sugador, é capaz de extrair de maneira agressiva nutrientes das plantas nas quais se hospeda”, ressalta Ono.

Na soja, especificamente, ele explica, a Bemisia tabaci ocasiona a depleção (redução ou esgotamento) dos nutrientes da folha, pela sucção da seiva. Pode causar, assim, a desfolha precoce da planta.

“Além disso, a praga despeja nas folhas uma substância açucarada que permite o desenvolvimento da fumagina, fungo que reveste a folha e inibe a fotossíntese”, relata Ono. “Em situações mais raras, em cultivares suscetíveis, a mosca-branca atua como transmissora de vírus — atrasa ainda mais o crescimento da lavoura e compromete a colheita”.

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Quebra do ciclo da praga

De acordo com a equipe da Sipcam Nichino, o monitoramento das lavouras constitui medida essencial ao produtor ao longo da safra sob efeitos do El Niño.

Uma vez presente, a mosca-branca demanda aplicação de inseticidas específicos. Entre tais soluções, destaca Ono, o portfólio da companhia conta com o inseticida de marca Fiera®, um produto de tecnologia japonesa, lançado recentemente para controle da mosca-branca na soja e da cigarrinha-do-milho.

“O inseticida conta com uma característica única: o controle eficaz da fase ‘ninfa’ da mosca-branca, além de agir sobre adultos, na fecundidade e fertilidade de fêmeas da praga”, diz Ono. Segundo especialistas envolvidos nas pesquisas que antecederam o lançamento de Fiera®, o manejo da ninfa até há pouco não era prioridade; os inseticidas visavam somente o controle dos insetos já na forma adulta, sem focar efetivamente na quebra do ciclo da praga.

Conforme Eric Ono, o controle da mosca-branca deve ocorrer ainda no estágio de ninfa, considerada a mais prejudicial dentro do cultivo da soja.

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“Ninfas da mosca-branca são numerosas e imóveis. Ficam escondidas no lado inferior das folhas, sugam a planta incessantemente e drenam as fontes de nutrientes e fotoassimilados”, observa Ono. Ele enfatiza que o inseticida Fiera funciona como um regulador de crescimento de insetos. “A morte da ninfa, relativamente rápida, ocorre na troca de ‘instar’. O produto quebra o ciclo de desenvolvimento de novas populações da praga.”

Segundo o agrônomo, Fiera® possui ação de vapor e contato e é capaz de afetar todos os estágios do ciclo de vida da mosca-branca (ovo, ninfa, pupa e adulto) de forma direta ou indireta. “Desencadeia um processo de supressão de populações futuras da praga, principalmente associado a inseticida adulticida.”

Conforme a Sipcam Nichino Brasil, o inseticida Fiera® tem como ingrediente ativo a buprofezina 250 em formulação líquida (SC). A solução recebeu registro, também, para controle de insetos sugadores e transmissores de patógenos em soja e outros mais de 30 cultivos: algodão, citros, feijão, milheto, sorgo, tomate e outros.

Criada no Brasil em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, especialista em agroquímicos e bioestimulantes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.

Fonte: Assessoria de imprensa

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Sustentabilidade

Efeitos da compactação do solo vão além da redução do volume de raízes – MAIS SOJA

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A compactação do solo constitui um dos principais fatores limitantes ao crescimento das plantas e, consequentemente, à produtividade das culturas agrícolas. Na soja, além de desempenharem funções essenciais na absorção de água e nutrientes, as raízes estabelecem uma importante relação simbiótica com bactérias do gênero Bradyrhizobium, responsáveis pela fixação biológica de nitrogênio (FBN), que constitui a principal fonte de N para a cultura.

Nesse contexto, a compactação do solo pode provocar uma série de efeitos negativos sobre o desenvolvimento da soja, abrangendo desde a restrição ao crescimento e à distribuição do sistema radicular, limitando o acesso das raízes às camadas mais profundas do solo, até alterações na nodulação e na fixação biológica de nitrogênio. Além disso, condições de compactação podem favorecer ambientes com menor aeração e drenagem, alterando as condições físicas do solo e podendo contribuir para o desenvolvimento de determinados patógenos de solo, de origem fúngica e parasitária.

Esses efeitos podem comprometer a formação dos componentes de produtividade e, consequentemente, o rendimento final da cultura. Entre as principais alterações físicas decorrentes da compactação estão o aumento da densidade e da resistência mecânica do solo e a redução do volume total de poros, especialmente dos macroporos (Debiasi; Santos; Gonçalves, 2021).

Conforme observado por Rosa et al. (2019), o aumento da resistência do solo à penetração decorrente da compactação pode refletir negativamente em diferentes características de crescimento e componentes de produtividade da soja. Os autores observaram alterações em variáveis como altura de plantas, diâmetro do caule, número de legumes e número de folhas, com impactos negativos sobre o desempenho produtivo da cultura.

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Resultados semelhantes foram observados por Savioli et al. (2021). Ao avaliar a influência da compactação do solo sobre os componentes de produtividade da soja, os autores verificaram que o número de legumes (vagens) por planta, o número de grãos por planta e a massa de grãos estiveram entre os componentes mais afetados. Os resultados indicaram influência negativa significativa da compactação sobre esses componentes a partir da densidade do solo de 1,3 g cm⁻³ (Mg m⁻³).

Figura 1. Massa seca de grãos de soja em função de diferentes densidade de solo. (1,1; 1,2; 1,3; 1,4 e 1,5 g cm-3).
Fonte: Savioli et al. (2021)

Esses resultados reforçam a importância das condições físicas do solo para o adequado desenvolvimento da soja e evidenciam os impactos que a compactação pode exercer sobre a formação dos componentes de produtividade e o rendimento final da cultura. Dessa forma, o diagnóstico e o manejo da compactação do solo devem integrar as estratégias de manejo da lavoura, buscando favorecer o crescimento radicular, a exploração do perfil do solo e o aproveitamento de água e nutrientes.

Além dos efeitos diretos sobre o crescimento e a produtividade, a compactação do solo também pode influenciar a capacidade das plantas de tolerar períodos de restrição hídrica. A redução do crescimento radicular e do acesso das raízes às camadas mais profundas pode limitar a exploração de água armazenada no perfil, especialmente durante períodos de déficit hídrico. Assim, o manejo adequado da estrutura do solo constitui uma importante estratégia para melhorar as condições de desenvolvimento da soja e contribuir para maior resiliência da cultura diante de condições de estresse hídrico.



Referências:

DEBIASI, H.; SANTOS, J. C. F.; GONÇALVES, S. L. COMPACTAÇÃO DO SOLO. Embrapa, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/web/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/soja/producao/manejo-do-solo/compactacao-do-solo >, acesso em: 16/09/2026.

ROSA, H. A. et al. INFLUÊNCIA DA COMPACTAÇÃO DO SOLO EM PARÂMETROS PRODUTIVIDOS DA CULTURA DA SOJA. Revista Técnico-Científica do CREA-PR, 2019. Disponível em: < https://revistatecie.crea-pr.org.br/index.php/revista/article/view/548/333 >, acesso em: 16/09/2026.

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SAVIOLI, M. R. et al. Componentes de produção da soja sob níveis de compactação do solo. Acta Iguazu, Cascavel, v.10, n.2, p. 1-12, 2021. Disponível em: < https://e-revista.unioeste.br/index.php/actaiguazu/article/view/26312 >, acesso em: 16/09/2026.

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Exportações e expectativas de compras públicas sustentam preços – MAIS SOJA

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A concorrência entre os mercados interno e externo, somada à expectativa de compras governamentais, mantém os preços do arroz em casca firmes no Rio Grande do Sul.

De acordo com o Cepea, negócios voltados ao fechamento de navios aconteceram a valores próximos de R$ 90/sc de 50 kg, no Porto do Rio Grande (RS), nos últimos dias, levando produtores a ampliar a oferta, especialmente nas regiões próximas ao terminal. Ao mesmo tempo, parte das indústrias domésticas reduziu a atuação diante da dificuldade em acompanhar os valores da exportação.

Segundo o Centro de Pesquisas, a disputa ocorre em um contexto de maior demanda das indústrias por matéria-prima. Em agosto, o beneficiamento de arroz no estado avançou, e os preços ao consumidor também registraram alta.

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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