Sustentabilidade
MILHO/CEPEA: Oferta aumenta, e Indicador recua quase 5% em abril – MAIS SOJA

No mercado brasileiro, os valores do milho tiveram quedas intensas na semana passada, influenciados pelo aumento da oferta e pela pressão exercida por compradores. Segundo o Cepea, a desvalorização do dólar frente ao Real também reforçou o movimento de baixa de preço do cereal no mercado spot. Assim, no acumulado da parcial de abril (até o dia 16), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) recuou fortes 4,8% e voltou a operar nos patamares de janeiro deste ano.
Neste contexto, consumidores seguem atentos ao avanço da colheita da safra verão, à melhora do clima para o desenvolvimento da segunda safra e à forte queda do dólar – que reduz a paridade de exportação –, e, assim, negociam apenas de forma pontual, quando existe a necessidade de recomposição dos estoques ou quando vendedores aceitam patamares menores. Do lado da venda, parte dos agentes se mostra mais flexível nas negociações, mas ainda encontra dificuldades em comercializar grandes lotes.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
Carreta carregada com soja pega fogo na BR-392, em Rio Grande (RS)

Uma carreta carregada com soja foi atingida por um incêndio na manhã deste domingo (7) na BR-392, em Rio Grande (RS). O fogo mobilizou equipes do 3º Batalhão de Bombeiros Militar (3º BBM) de Rio Grande, que trabalharam para controlar as chamas e evitar que o incêndio se espalhasse.
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O incêndio atingiu a parte traseira do veículo de carga. Apesar da gravidade da ocorrência, ninguém ficou ferido.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram uma coluna de fumaça e a atuação das equipes de emergência no combate às chamas. As causas do incêndio ainda são desconhecidas e deverão ser investigadas nos próximos dias.
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Sustentabilidade
Emater/RS: Com 97% da área colhida, milho no RS apresenta grãos úmidos e preço em alta – MAIS SOJA

A colheita de milho avançou lentamente e alcançou 97% da área cultivada. As lavouras remanescentes correspondem principalmente a pequenas propriedades em cultivos implantados em sucessão a milho ou feijão, nos períodos mais tardios do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC).
As áreas estão predominantemente em maturação, favorecidas pelas condições de tempo estável, observadas no período. As temperaturas mais baixas e a redução da radiação solar têm prolongado o ciclo final da cultura, retardando a perda de umidade dos grãos e a conclusão da colheita em algumas regiões.
De modo geral, as lavouras tardias apresentam desempenho produtivo satisfatório, embora a elevada umidade dos grãos colhidos exija secagem para a manutenção da qualidade durante o armazenamento. Em áreas ainda em enchimento de grãos, os impactos das geadas foram limitados e localizados, sem comprometer significativamente o potencial produtivo estadual.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a colheita avançou, na Região da Campanha, em função da liberação de máquinas após o encerramento da safra de soja. Em Aceguá, foram colhidos 20% dos 1.000 hectares cultivados, e a produtividade deverá ficar cerca de 30% abaixo da estimativa inicial de 4.800 kg/ha. Em Hulha Negra, 10% dos 1.600
hectares foram colhidos. Em Candiota, a colheita alcançou 50% dos 900 hectares cultivados.
Em Dom Pedrito, onde predominam lavouras de maior investimento tecnológico e áreas irrigadas, restam em fase de maturação 2% dos 2.500 hectares, com previsão de conclusão da colheita nos próximos dias.
Na de Ijuí, a colheita de milho está tecnicamente encerrada, e restam apenas áreas pontuais para a finalização dos trabalhos. O rendimento médio obtido nas áreas colhidas é de 9.240 kg/ha.
Na de Santa Rosa, a colheita atinge 98%, e 2% estão em maturação. As lavouras que completaram recentemente a formação de grãos apresentaram boa evolução. Contudo, as temperaturas mais baixas associadas à frequente formação de nevoeiros nas primeiras horas do dia têm favorecido o avanço de doenças foliares nas áreas mais tardias.
Na de Soledade, as lavouras semeadas nos períodos intermediário e tardio do ZARC apresentam desenvolvimento satisfatório. Ainda há 5% das áreas em enchimento de grãos, 5% em maturação fisiológica e 2% em maturação de colheita; 88% foram colhidos. A redução da radiação solar e das temperaturas tem prolongado a fase de maturação. A qualidade dos grãos colhidos está boa, mas há elevada umidade, demandando secagem antes do armazenamento.
Comercialização (saca de 60 quilos)
Conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar, o preço do milho aumentou 0,87%, de R$ 58,76 para R$ 59,27, em média, no Estado.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
Quais os principais desafios para a soja brasileira? Congresso reúne lideranças e debate o futuro do setor

O futuro da produção de soja no Brasil, os desafios econômicos enfrentados pelos produtores e as perspectivas para as próximas safras estiveram no centro dos debates da 2ª edição do Congresso Brasileiro dos Produtores de Soja, evento realizado em Brasília.
Entre os principais temas abordados estiveram o endividamento rural, a renegociação de dívidas, o seguro agrícola, os custos de produção, a comercialização da safra e as condições de acesso ao crédito. As discussões ocorreram em um momento de preocupação crescente com a rentabilidade do produtor e o cenário econômico para a próxima temporada.
O presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, destacou a necessidade de união entre as entidades do setor diante do atual contexto econômico e regulatório. “Quando a gente olha todo esse cenário interno do Brasil, vemos um problema muito grande, onde as leis brasileiras hoje trabalham praticamente para inviabilizar a produção”, afirmou.
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A geopolítica também ganhou espaço nos debates. Especialistas avaliaram como as mudanças nas relações comerciais internacionais, as disputas entre grandes potências e as incertezas políticas podem influenciar a tomada de decisão dentro das propriedades rurais e impactar a competitividade da soja brasileira no mercado global.
Outro tema que mobilizou os participantes foi o Plano Safra 2026/27. Representantes do setor defenderam condições mais favoráveis para o financiamento da produção, especialmente diante do atual cenário de juros elevados e do aumento dos custos operacionais.
A eficiência produtiva e o uso de tecnologia foram apontados como fatores essenciais para sustentar a competitividade da agricultura brasileira. ”A nossa eficiência dentro da lavoura tem mostrado a capacidade do produtor brasileiro de proteger sua produção. Com tecnologia, inovação e novas técnicas de manejo, conseguimos defender a produtividade mesmo diante de cenários desafiadores”, afirmou Mauro Osaki, pesquisador da Esalq-USP.
Além das palestras e painéis, o congresso marcou o lançamento de uma cartilha sobre pragas quarentenárias, consideradas uma das principais ameaças fitossanitárias à agricultura nacional. A iniciativa busca orientar produtores sobre medidas preventivas e ferramentas de monitoramento para evitar a entrada e disseminação dessas pragas nas lavouras brasileiras.
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