Connect with us
4 de novembro de 2026

Sustentabilidade

Conflito no Oriente Médio pressiona custos e competitividade do agro – MAIS SOJA

Published

on


O comércio internacional e as cadeias globais de suprimentos atravessam, no primeiro semestre de 2026, um momento de forte instabilidade provocado pela intensificação do conflito no Oriente Médio. A passagem de navios interrompida no Estreito de Ormuz e a insegurança no Mar Vermelho comprometem o fornecimento global de petróleo e fertilizantes. Isso impacta diretamente os custos de transporte, o que faz o preço de itens básicos, como alimentos e combustíveis, subir. Para o consumidor e para o setor agrícola, o cenário atual é de incerteza e de pressão nos preços.

Porto de São Francisco do Sul se consolidou como um ponto estratégico para o abastecimento de fertilizantes em Santa Catarina (Foto: Eduardo Valente/GovSC)

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) informa que, embora os preços globais de alimentos sigam abaixo do pico registrado em 2022, após o início da guerra na Ucrânia, há tendência de alta no fim de março, reflexo da renovada incerteza geopolítica. Para Santa Catarina, que tem uma economia fortemente ancorada no agronegócio exportador e dependente de insumos importados, o cenário representa um risco direto à competitividade.

Segundo o analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, Roberth Andres Villazon Montalvan, o agronegócio de Santa Catarina sente rapidamente as crises no comércio mundial. “A estrutura produtiva do estado combina importação intensiva de fertilizantes, transformação de grãos em proteína animal de alto padrão e uma logística complexa para acessar mercados exigentes. Nesse contexto, dois vetores concentram os impactos: a alta dos custos energéticos, com reflexos diretos no diesel, e o encarecimento dos fertilizantes nitrogenados e fosfatados.”

Advertisement
Alta do petróleo

Com o petróleo Brent próximo de US$100 por barril, analistas projetam reajustes em torno de 20% no preço do diesel no Brasil. O efeito imediato tende a ser uma elevação média de 10% no frete rodoviário. Em Santa Catarina, onde o transporte terrestre entre as regiões produtoras do Oeste e Meio-Oeste e os portos do litoral responde por até 70% do custo logístico das exportações de grãos e carnes, o impacto recai diretamente sobre a rentabilidade do setor.

No campo, a alta do diesel já pressiona o Custo Operacional Efetivo (COE). Entre o fim de 2025 e março de 2026, o preço médio do litro em Santa Catarina subiu de cerca de R$6,14 para R$7,33. Dados da Epagri/Cepa mostram aumento da participação do combustível no COE de todas as culturas analisadas. Por exemplo, na soja e no milho de alta tecnologia, mesmo com uma elevação percentual menor, o impacto financeiro é relevante por conta da extensão da área cultivada. Já em culturas intensivas em mecanização, como maçã, arroz e cebola, observa-se uma maior sensibilidade, com o diesel respondendo por fatias crescentes do custo produtivo.

Fertilizantes sob pressão

Paralelamente ao choque energético, o mercado global de fertilizantes entrou em forte trajetória de alta. A região em conflito concentra parcela relevante da oferta de Gás Natural Liquefeito (GNL), insumo-chave para a produção de fertilizantes nitrogenados. Com a navegação restrita, houve interrupções no fornecimento e rápida elevação dos preços.

A FAO alerta que o mercado de fertilizantes não dispõe de reservas estratégicas coordenadas, o que dificulta a gestão de choques de oferta. Estimativas indicam que os preços globais podem operar, em média, de 15% a 20% mais altos no primeiro semestre de 2026. O Banco Mundial reforça o diagnóstico ao indicar que o índice global de preços de fertilizantes subiu 26,2% em um único mês, com a ureia registrando alta de até 46% no mercado internacional.

O cenário foi agravado por medidas protecionistas da China que restringiu exportações de fertilizantes nitrogenados, fosfatados e potássicos, enquanto a Rússia suspendeu temporariamente as vendas externas de nitrato de amônio. As tentativas diplomáticas de garantir o fornecimento, como no caso do Irã, esbarram no elevado risco da navegação na região, marcado por prêmios de seguro elevados e baixa disponibilidade de navios.

De acordo com o analista da Epagri/Cepa, o Porto de São Francisco do Sul se consolidou como um ponto estratégico para o abastecimento de fertilizantes em Santa Catarina. Em 2025, o terminal respondeu pela importação de 2,75 milhões de toneladas do insumo, cerca de 6% do volume internalizado no país, segundo a Conab, mantendo ritmo elevado também em 2026 e contribuindo para reduzir riscos de desabastecimento regional.

Advertisement

“O aumento dos custos, aliado a preços internacionais ainda pressionados, comprime as margens dos produtores e da agroindústria. A dificuldade de absorver novos reajustes pode reduzir o uso de fertilizantes, com impactos na produtividade, o que exige mais planejamento, eficiência logística e adoção de tecnologias para preservar a competitividade”, afirma Villazon Montalvan.

Fonte: Epagri


undefined


FONTE

Autor:Cristiele Deckert, Jornalista Bolsista Epagri/Cepa Fapesc

Site: Epagri

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Sustentabilidade

Milho/BR: Plantio chega a 44,2% com contraste climático entre os estados – MAIS SOJA

Published

on


Milho/BR: 44,2% semeado. No RS, a semeadura segue lenta, limitada às áreas fora das principais regiões produtoras. Nas regiões consolidadas, encerram-se o manejo de plantas invasoras e as aplicações de nitrogênio. A pressão de cigarrinha é baixa, mas já há sintomas de bacteriose em algumas lavouras. As primeiras áreas semeadas aproximam-se do florescimento, favorecidas pela maior radiação solar.

No PR, a maior parte das lavouras apresenta bom desenvolvimento, embora o excesso de umidade, a baixa luminosidade e os ventos fortes tenha retardado o crescimento inicial, em algumas regiões.

Em SC, a implantação foi concluída no Extremo Oeste e no Oeste e bem adiantada nos Planaltos e na Serra. O desenvolvimento é satisfatório nas áreas drenadas, mas o excesso de umidade e a baixa luminosidade reduziram o crescimento e exigiram replantio em áreas atingidas por chuvas intensas.

Em SP, a semeadura avança de forma gradual e em ritmo limitado. O excesso de umidade e as chuvas frequentes dificultam a entrada de máquinas. Em MG, o plantio avançou com a melhora da umidade. Em GO, a semeadura segue lenta, pois há a priorização da semeadura de soja. Na BA, o plantio foi iniciado na região Oeste e CentroNorte, nas áreas com maiores registros de precipitação.

Advertisement

No MA, a semeadura terá início a partir desse mês. No PA, as chuvas ainda são insuficientes para o início da semeadura.

Fonte: Conab



 

FONTE

Autor:Conab

Advertisement

Site: Conab

Continue Reading

Sustentabilidade

Soja/BR: Semeadura atinge 54,3% do país com avanços no Centro-Oeste e progresso no Sul – MAIS SOJA

Published

on


Soja/BR: 54,3% semeado. Em MT, a implantação avança para os talhões marginais, com as lavouras exibindo bom desenvolvimento vegetativo e quadro fitossanitário normal, embora haja heterogeneidade pontual no estabelecimento das lavouras.

Em MS, as chuvas dificultaram a semeadura e os manejos preventivos. Em GO, o plantio avança impulsionado pela antecipação do calendário e pela regularidade das chuvas. As lavouras estão em emergência e desenvolvimento inicial. Em MG, o plantio progrediu devido às chuvas moderadas e a boa umidade do solo.

Em SP, a semeadura ganhou ritmo com a redução das chuvas. Os solos com boa umidade favorecem a germinação e a emergência. No PR, a maioria das lavouras apresenta bom desenvolvimento e o plantio avança nas janelas de tempo seco.

Em SC, a semeadura evoluiu de forma lenta e desigual, limitada pela saturação do solo e pelo atraso na colheita do trigo. Está mais adiantada no Oeste e no Extremo Oeste e ainda inicial nos Planaltos e na Serra. No RS, a umidade do solo favoreceu o bom andamento da semeadura, sobretudo nas áreas bem drenadas, com boa emergência das primeiras lavouras.

Advertisement

No PA, as chuvas, embora irregulares, incentivaram o plantio. Na BA, a semeadura foi finalizada no manejo irrigado e iniciada no sequeiro, nas áreas com chuvas mais significativas. No TO, a semeadura avançou com a ocorrência das chuvas, mas segue em atraso no Sul e no Norte do estado.

No MA, prossegue a semeadura na região Sul, nos Gerais de Balsas. No PI, a semeadura segue em ritmo descompassado pela irregularidade das chuvas no Sudoeste do estado.

Previsão Agrometeorológica (03/11/2026 a 09/11/2026)

N-NE: Os maiores acumulados de chuva devem se concentrar no Oeste AM. Acumulados entre 20 e 40 mm são previstos em áreas do AC, de RR, de RO, do Sul PA e do TO. Na maior parte das localidades no Oeste do AP e no Norte e Nordeste do PA, não são esperados acumulados significativos. No Nordeste, não há previsão de chuvas para a maior parte do Norte da Região. São previstos acumulados abaixo de 10 mm no Centro-Sul do MA e do PI. No Oeste e Sul da BA, são previstos acumulados mais expressivos somente a partir do começo da próxima semana. No geral, as condições ainda serão desfavoráveis para um maior avanço na semeadura dos cultivos de primeira safra no PA e na maior parte do Matopiba.

CO: A condição varia entre tempo estável a pancadas de chuva isoladas. Acumulados entre 10 e 30 mm deverão ocorrer especialmente no Centro-Sul e Oeste de MT, além de MS, GO e DF. A partir do fim de semana, há previsão de temporais principalmente em MS e Sul de MT, com acumulados que também devem aumentar em GO e DF. Apesar das chuvas intensas, as condições serão, no geral, favoráveis ao manejo e ao desenvolvimento das lavouras.

SE: Na primeira metade da semana, há previsão de instabilidades na porção mais central da região, desde o Oeste de MG até a divisa do RJ com o ES. Volumes de chuva mais expressivos deverão ocorrer em SP, especialmente, no Centro-Leste, na maior MG, no Norte do RJ e no Sul do ES, com maiores acumulados a partir da quinta-feira. No Norte de MG, os maiores acumulados devem ocorrer somente a partir do domingo. No Oeste de SP e no Oeste de MG, são previstos volumes baixos a moderados. No geral, as condições serão favoráveis ao manejo e ao desenvolvimento das lavouras.

Advertisement

S: A semana será de tempo instável, com pancadas de chuvas e possibilidade de queda de granizo nos três estados. No RS, são previstos acumulados expressivos, especialmente, no Centro e Oeste, com impactos principalmente aos cultivos de inverno. Em SC e no PR, os acumulados também serão significativos, com danos pontuais às lavouras. No Norte do PR e no Sul do RS, os volumes serão menores. Apesar dos temporais e das chuvas intensas, a
umidade no solo e os intervalos de tempo firme deverão favorecer o manejo e o desenvolvimento da maioria das lavouras.

Fonte: Conab



FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

Advertisement
Continue Reading

Sustentabilidade

Trigo/BR: Colheita avança no Sul, mas clima reduz produtividade e qualidade dos grãos – MAIS SOJA

Published

on


Trigo/BR: 66,9% colhido. No RS, os produtores seguem intensificando o ritmo da colheita em razão da sequência de dias sem chuva. A produtividade e a qualidade dos grãos permanecem mais baixos em relação ao projetado no início da safra, influenciadas pelas condições climáticas e pelo nível de manejo adotado nas lavouras.

No PR, a colheita avançou e a qualidade das lavouras remanescentes reduziu. O produto colhido apresenta PH e falling number abaixo dos padrões de qualidade exigidos. Em SC, a colheita avança com perdas de produtividade e qualidade em razão da elevada precipitação. No Extremo Oeste e no Oeste, a colheita está em andamento. Nos Planaltos e na Serra Catarinense, de calendário mais tardio, a cultura está entre as fases de enchimento de grãos e maturação.

Na BA, GO, MG, MS e SP a colheita está encerrada

Fonte: Conab

Advertisement


 

FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT