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21 de maio de 2026

Sustentabilidade

Posicionamento de herbicidas pré-emergentes em soja – MAIS SOJA

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Em função dos benefícios proporcionados ao sistema de produção agrícola, os herbicidas pré-emergentes têm sido cada vez mais adotados nas culturas, especialmente em áreas com histórico de ocorrência de plantas daninhas de difícil controle em pós-emergência, como o caruru (Amaranthus spp.), a buva (Conyza spp.), o azevém (Lolium multiflorum) e o capim-pé-de-galinha (Eleusine indica).

Além da resistência já consolidada a diferentes mecanismos de ação de herbicidas pós-emergentes, essas e outras espécies infestantes típicas dos sistemas de produção de grãos apresentam elevada capacidade reprodutiva, produzindo grandes quantidades de sementes. Falhas no manejo ao longo do ciclo das culturas e/ou o controle inadequado na entressafra favorecem a produção e a dispersão dessas sementes, contribuindo diretamente para a reposição e o aumento do banco de sementes no solo.

Figura 1. Plantas de caruru no final do ciclo da soja. Possível dispersão de sementes do caruru durante o processo de colheita.

Considerando que as sementes dispersas passam a compor o banco de sementes do solo e podem germinar sempre que encontram condições favoráveis de temperatura, luminosidade e umidade, a redução dos fluxos de emergência torna-se estratégica para diminuir a pressão de controle no período pós-emergente e favorecer o estabelecimento inicial da cultura no limpo.

Além da manutenção de uma boa cobertura do solo com palhada, o uso de herbicidas pré-emergentes se destaca como uma ferramenta eficiente nesse processo, uma vez que esses produtos atuam diretamente sobre o banco de sementes, interferindo na germinação e no desenvolvimento inicial das plântulas, inibindo ou até mesmo impedindo sua emergência.

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Entretanto, a eficácia dos herbicidas pré-emergentes está condicionada a diversos fatores, como condições climáticas e ambientais, características do solo, seletividade à cultura, espectro de controle, residualidade e o correto posicionamento da aplicação. Nesse cenário, a escolha do produto mais adequado para cada situação pode ser complexa, exigindo conhecimento técnico, experiência prática e entendimento das particularidades de cada sistema de produção.

Auxiliando em um melhor posicionamento dos herbicidas pré-emergentes, um estudo desenvolvido por Silva e colaboradores (2025) reuniu os avanços recentes sobre a eficiência, seletividade e sustentabilidade dos herbicidas pré-emergentes, destacando os principais mecanismos de ação (HRAC), classes químicas e fatores edafoclimáticos que influenciam seu desempenho (tabela 1).

Tabela 1. Principais herbicidas pré-emergentes utilizados no manejo de plantas daninhas na cultura da soja, seus mecanismos de ação, grupo HRAC.
1A classificação segue o sistema numérico do HRAC. O grupo 14 compreende inibidores da protoporfirinogênio oxidase (PPO), responsáveis por danos oxidativos e necrose celular; o grupo 15 inclui inibidores da síntese de ácidos graxos de cadeia muito longa (VLCFA), afetando a formação de membranas e a emergência; o grupo 2 reúne inibidores da acetolactato sintase (ALS), que bloqueiam a síntese de aminoácidos essenciais; o grupo 5 corresponde aos inibidores do fotossistema II (PSII), que interrompem o transporte de elétrons na fotossíntese; e o grupo 3 engloba inibidores da polimerização de microtúbulos, interferindo na divisão celular e no estabelecimento das plântulas. Essa padronização facilita a rotação de mecanismos de ação e o manejo da resistência
Adaptado: Silva et al. (2025)

Esses resultados contribuem para um melhor compreensão dos pré-emergentes para um melhor posicionamento na cultura da soja, demonstrando que herbicidas pré-emergentes exercem papéis distintos no manejo químico, variando em espectro de controle, residual, seletividade e resposta às condições edafoclimáticas.

Vale destacar que, resultados experimentais demonstram que herbicidas pré-emergentes com mais de um mecanismo de ação em sua formulação têm possibilitado um melhor controle de plantas daninhas, tanto de folhas largas como de folhas estreitas, fato associado especialmente ao maior espectro de ação (Borsato & Silva, 2024).

Confira o estudo completo desenvolvido por Silva e colaboradores (2025) clicando aqui!



Referências:

BORSATO, E. F.; SILVA, W. K. USO DE PRÉ-EMERGENTES – UM RELATO SOBRE O USO NO GRUPO ABC COM BASE EM DADOS DE 17 SAFRAS. Fundação ABC, 2024. Disponível em: < https://fundacaoabc.org/wp-content/uploads/2024/09/202410revista-pdf.pdf >, acesso em: 17/04/2026.

SILVA, A. N. et al. HERBICIDAS PRÉ-EMERGENTES COMO FERRAMENTA ESTRATÉGICA NO MANEJO INTEGRADO DE PLANTAS DANINHAS. Enciclopédia Biosfera, 2025. Disponível em: < https://www.conhecer.org.br/enciclop/2025D/herbicidas.pdf >, acesso em: 17/04/2026.

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Sustentabilidade

Chicago fecha milho em baixa pressionado por tombo do petróleo e realização de lucros – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho encerrou o pregão em queda. O mercado acompanhou a forte desvalorização do petróleo em Nova York e um movimento de realização de lucros.

Os contratos do petróleo recuaram mais de 5% após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando que o conflito com o Irã poderia ser resolvido rapidamente. Apesar do discurso mais otimista, o mercado segue cauteloso diante das incertezas envolvendo as negociações e dos riscos de interrupções no abastecimento de petróleo no Oriente Médio.

Além da pressão externa, os investidores também ajustaram posições antes da divulgação das exportações semanais norte-americanas de milho. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal projetam vendas entre 1 milhão e 1,8 milhão de toneladas na semana, acima das 685,2 mil toneladas reportadas anteriormente pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O mercado avaliava que o ritmo das exportações segue compatível com a projeção do USDA para a safra 2025/26. No relatório de oferta e demanda de maio, o órgão estimou as exportações de milho dos Estados Unidos em 3,3 bilhões de bushels no ciclo comercial.

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Os contratos de milho com entrega em julho fecharam a US$ 4,65 3/4 com perda de 9,50 centavos, ou 1,99%, em relação ao fechamento anterior. A posição setembro fechou a sessão a US$ 4,72 1/2 por bushel, queda de 9,00 centavos de dólar, ou 1,86%, em relação ao fechamento anterior.

Autor/Fonte: Ritiele Rodrigues (ritiele.rodrigues@safras.com.br) / Safras News

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Sustentabilidade

B25: ‘Biodiesel é alavanca para produção de proteínas’, diz presidente da Ubrabio

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) comemorou a autorização do governo federal para o início dos testes que podem ampliar a mistura de biodiesel no diesel brasileiro até o B25. A medida integra a política de transição energética e deve trazer impactos positivos para o agronegócio, a indústria e a geração de empregos.

Em entrevista ao Mercado & Companhia, o presidente da entidade, Donizete Tokarski, afirmou que a ampliação da mistura representa um avanço importante para o desenvolvimento econômico do país. “O biodiesel faz parte do desenvolvimento econômico do Brasil. Ele não é só a produção de energia líquida, ele é muito mais do que isso. É um mercado muito grande para o agro brasileiro”, disse.

Impacto para o agro

Segundo Tokarski, atualmente cerca de 40 milhões de toneladas de soja são processadas para produção de óleo destinado ao biodiesel. O processo também gera aproximadamente 30 milhões de toneladas de farelo, utilizado na cadeia de proteínas animais.

De acordo com ele, o avanço da mistura fortalece a industrialização nacional e amplia oportunidades no interior do país. “Além da produção de combustível, isso gera emprego, desenvolvimento regional e fortalece a produção de proteínas e alimentos”, afirmou.

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O presidente da Ubrabio também ressaltou que o avanço até o B25 já está previsto na Lei dos Combustíveis do Futuro e destacou o apoio político à proposta no Congresso Nacional.

  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Testes para o B20 e B25

Os testes serão realizados em etapas, inicialmente para o B20 e posteriormente até o B25. Segundo Tokarski, o objetivo é comprovar a segurança e a viabilidade técnica do uso em veículos novos e antigos.

“Esses testes vão simplesmente comprovar que a viabilidade técnica está devidamente assegurada”, afirmou. A entidade defende ainda que o cronograma avance rapidamente para permitir a adoção gradual de misturas maiores nos próximos anos.

“Nossa preocupação é que os testes sejam feitos com velocidade para operacionalizar o B16, o B17 e chegarmos ao B20 em 2030 com tranquilidade”, disse.

Valor além do preço

Tokarski também afirmou que o biodiesel deve ser analisado não apenas pelo preço, mas pelos efeitos econômicos, sociais e ambientais que gera.

“Hoje o biodiesel está mais barato do que o diesel no mercado internacional. Mas não temos que analisar apenas o preço, e sim o valor desse combustível”, destacou.

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Segundo ele, o aumento da mistura também pode contribuir para reduzir emissões e melhorar a segurança energética do país.

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Sustentabilidade

China compra 84% da soja de MS e tensão com Taiwan pode afetar custos no campo – MAIS SOJA

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A dependência de Mato Grosso do Sul do mercado chinês voltou ao centro das discussões econômicas após o aumento das tensões entre China, Taiwan e Estados Unidos. O tema é destaque do Informativo Econômico 02/2026, divulgado pela Aprosoja/MS.

O documento mostra que aproximadamente 84,3% da soja exportada pelo estado tem a China como principal destino. Isso significa que qualquer instabilidade envolvendo o país asiático pode refletir diretamente no agro sul-mato-grossense, principalmente nos custos de produção e na comercialização da safra.

Além da exportação de grãos, o levantamento destaca que o Brasil também depende da importação de fertilizantes e insumos agrícolas ligados ao comércio internacional asiático. Entre os principais fornecedores estão Canadá (14%), Rússia (14%) e China (12%).

Segundo a análise da Aprosoja/MS, mesmo sem um conflito direto, um aumento das tensões na região pode provocar alta no frete marítimo, valorização do dólar e aumento no preço de fertilizantes, defensivos e combustíveis utilizados no campo.

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O estudo aponta ainda possíveis reflexos como:

  • aumento dos custos de produção;
  • maior volatilidade nos preços da soja e do milho;
  • pressão sobre o planejamento financeiro do produtor;
  • encarecimento de insumos agrícolas dolarizados.

Por outro lado, o material também destaca que o Brasil pode ampliar sua posição como fornecedor estratégico da China, especialmente em um cenário de redução da dependência chinesa dos produtos norte-americanos.

De acordo com os analistas econômicos da Aprosoja/MS, o principal desafio do produtor rural será acompanhar a relação de troca, o custo operacional e a capacidade financeira em um cenário de maior volatilidade internacional.

O informativo foi elaborado pelos analistas Raphael Flores Gimenes e Linneu Borges Filho.

Confira o estudo completo clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS

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