Sustentabilidade
CEEMA/Unijuí: Milho se recupera em Chicago, enquanto oferta e clima pressionam cotações – MAIS SOJA

A cotação do milho, em Chicago, para o primeiro mês cotado, após recuar durante a semana, ensaiou uma pequena recuperação, fechando a quinta-feira (16) em US$4,48/bushel, contra US$ 4,44 uma semana antes.
Enquanto isso, até o dia 12/04 o plantio do milho nos EUA atingia a 5% da área esperada, ficando no limite mínimo das expectativas do mercado e contra 4% na média. Já os embarques estadunidenses de milho, na semana encerrada em 9 de abril, atingiram a 1,8 milhão de toneladas, elevando o total no ano comercial para 50,2 milhões de toneladas, ou seja, 34% acima do exportado no mesmo período do ano anterior.
De forma geral, com o clima transcorrendo bem nos EUA, existe pressão baixista sobre os preços, mesmo com a possibilidade de uma redução na área semeada, porém, a continuidade da guerra no Oriente Médio mantém a volatilidade deste mercado. Além disso, o mercado começa a considerar que a área semeada nos EUA possa ser maior do que o anunciado na intenção de plantio do dia 31/03.
E no Brasil, os preços do cereal apresentaram um leve viés de baixa, em R$ 57,00/saco para as principais praças gaúchas e entre R$ 50,00 e R$ 64,00/saco nas demais praças brasileiras. Já na B3, no fechamento da quarta-feira, a posição maio ficou em R$ 68,27 por saco; o julho foi a R$ 68,60 e o setembro fechou em R$69,40/saco. A firmeza do Real forçou este recuo nos preços do milho na Bolsa paulista.
E no Mato Grosso, segundo o Imea, as ofertas seguem entre R$ 50,00 e R$52,00/saco, enquanto os lances ficam entre R$ 41,00 e R$ 44,00, com negócios travados. A paridade indica níveis próximos a R$ 37,00 no leste do estado, com margens negativas para exportadores entre 70 e 100 centavos por bushel. Na prática, no interior de Mato Grosso, os preços no físico chegam a apenas R$ 35,00/saco em algumas regiões (cf. Granel Corretora).
Por enquanto, no atual preço, muito baixo, o milho não oferece condições para a formação de estoques. Especialmente com os atuais juros praticados no país. Para tanto, seria necessário que o preço do mesmo subisse cerca de R$ 10,00/saco para viabilizar estoques (cf. Brandalizze Consulting). Enquanto isso os negócios acontecem apenas para consumo imediato, ou seja, “compras da mão para a boca”. Ainda em relação ao Mato Grosso, 40,8% da produção estimada do atual ano comercial já havia sido comercializada até o início da presente semana.
Mesmo com os atuais preços, os produtores locais preferem travar os preços por considerarem que os mesmos tendem a recuar mais no momento da colheita da safrinha. O preço médio da atual safra fechou em R$ 44,65/saco, enquanto o relativo à safra anterior ficou em R$ 45,25/saco na virada de março para abril. Quanto à safra 2026/27, na ocasião a comercialização atingia a 1,6%.
Enfim, a Conab, em seu relatório de abril, apontou que a safra nacional de verão estaria fechando em 28 milhões de toneladas, contra 24,9 milhões no ano anterior. Deste total, 5,8 milhões seriam oriundos do Rio Grande do Sul. Já a safrinha deverá atingir a 109,1 milhões de toneladas no país, e a terceira safra 2,48 milhões de toneladas. No ano anterior, a produção final foi de 113,2 milhões e 2,99 milhões de toneladas respectivamente. Com isso, a produção total de milho, no Brasil, para 2025/26, está estimada em 139,6 milhões de toneladas, contra 141,2 milhões no ano anterior. Esta produção atual se dará sobre uma área total semeada de 22,5 milhões de hectares e uma produtividade média de 6.208 quilos/hectare, ou seja, 103,5 sacos/ha.
Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: Ceema/Unijuí
Sustentabilidade
Chicago fecha milho em baixa pressionado por tombo do petróleo e realização de lucros – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho encerrou o pregão em queda. O mercado acompanhou a forte desvalorização do petróleo em Nova York e um movimento de realização de lucros.
Os contratos do petróleo recuaram mais de 5% após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando que o conflito com o Irã poderia ser resolvido rapidamente. Apesar do discurso mais otimista, o mercado segue cauteloso diante das incertezas envolvendo as negociações e dos riscos de interrupções no abastecimento de petróleo no Oriente Médio.
Além da pressão externa, os investidores também ajustaram posições antes da divulgação das exportações semanais norte-americanas de milho. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal projetam vendas entre 1 milhão e 1,8 milhão de toneladas na semana, acima das 685,2 mil toneladas reportadas anteriormente pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O mercado avaliava que o ritmo das exportações segue compatível com a projeção do USDA para a safra 2025/26. No relatório de oferta e demanda de maio, o órgão estimou as exportações de milho dos Estados Unidos em 3,3 bilhões de bushels no ciclo comercial.
Os contratos de milho com entrega em julho fecharam a US$ 4,65 3/4 com perda de 9,50 centavos, ou 1,99%, em relação ao fechamento anterior. A posição setembro fechou a sessão a US$ 4,72 1/2 por bushel, queda de 9,00 centavos de dólar, ou 1,86%, em relação ao fechamento anterior.
Autor/Fonte: Ritiele Rodrigues (ritiele.rodrigues@safras.com.br) / Safras News
Sustentabilidade
B25: ‘Biodiesel é alavanca para produção de proteínas’, diz presidente da Ubrabio

A União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) comemorou a autorização do governo federal para o início dos testes que podem ampliar a mistura de biodiesel no diesel brasileiro até o B25. A medida integra a política de transição energética e deve trazer impactos positivos para o agronegócio, a indústria e a geração de empregos.
Em entrevista ao Mercado & Companhia, o presidente da entidade, Donizete Tokarski, afirmou que a ampliação da mistura representa um avanço importante para o desenvolvimento econômico do país. “O biodiesel faz parte do desenvolvimento econômico do Brasil. Ele não é só a produção de energia líquida, ele é muito mais do que isso. É um mercado muito grande para o agro brasileiro”, disse.
Impacto para o agro
Segundo Tokarski, atualmente cerca de 40 milhões de toneladas de soja são processadas para produção de óleo destinado ao biodiesel. O processo também gera aproximadamente 30 milhões de toneladas de farelo, utilizado na cadeia de proteínas animais.
De acordo com ele, o avanço da mistura fortalece a industrialização nacional e amplia oportunidades no interior do país. “Além da produção de combustível, isso gera emprego, desenvolvimento regional e fortalece a produção de proteínas e alimentos”, afirmou.
O presidente da Ubrabio também ressaltou que o avanço até o B25 já está previsto na Lei dos Combustíveis do Futuro e destacou o apoio político à proposta no Congresso Nacional.
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Testes para o B20 e B25
Os testes serão realizados em etapas, inicialmente para o B20 e posteriormente até o B25. Segundo Tokarski, o objetivo é comprovar a segurança e a viabilidade técnica do uso em veículos novos e antigos.
“Esses testes vão simplesmente comprovar que a viabilidade técnica está devidamente assegurada”, afirmou. A entidade defende ainda que o cronograma avance rapidamente para permitir a adoção gradual de misturas maiores nos próximos anos.
“Nossa preocupação é que os testes sejam feitos com velocidade para operacionalizar o B16, o B17 e chegarmos ao B20 em 2030 com tranquilidade”, disse.
Valor além do preço
Tokarski também afirmou que o biodiesel deve ser analisado não apenas pelo preço, mas pelos efeitos econômicos, sociais e ambientais que gera.
“Hoje o biodiesel está mais barato do que o diesel no mercado internacional. Mas não temos que analisar apenas o preço, e sim o valor desse combustível”, destacou.
Segundo ele, o aumento da mistura também pode contribuir para reduzir emissões e melhorar a segurança energética do país.
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Sustentabilidade
China compra 84% da soja de MS e tensão com Taiwan pode afetar custos no campo – MAIS SOJA

A dependência de Mato Grosso do Sul do mercado chinês voltou ao centro das discussões econômicas após o aumento das tensões entre China, Taiwan e Estados Unidos. O tema é destaque do Informativo Econômico 02/2026, divulgado pela Aprosoja/MS.
O documento mostra que aproximadamente 84,3% da soja exportada pelo estado tem a China como principal destino. Isso significa que qualquer instabilidade envolvendo o país asiático pode refletir diretamente no agro sul-mato-grossense, principalmente nos custos de produção e na comercialização da safra.
Além da exportação de grãos, o levantamento destaca que o Brasil também depende da importação de fertilizantes e insumos agrícolas ligados ao comércio internacional asiático. Entre os principais fornecedores estão Canadá (14%), Rússia (14%) e China (12%).
Segundo a análise da Aprosoja/MS, mesmo sem um conflito direto, um aumento das tensões na região pode provocar alta no frete marítimo, valorização do dólar e aumento no preço de fertilizantes, defensivos e combustíveis utilizados no campo.
O estudo aponta ainda possíveis reflexos como:
- aumento dos custos de produção;
- maior volatilidade nos preços da soja e do milho;
- pressão sobre o planejamento financeiro do produtor;
- encarecimento de insumos agrícolas dolarizados.
Por outro lado, o material também destaca que o Brasil pode ampliar sua posição como fornecedor estratégico da China, especialmente em um cenário de redução da dependência chinesa dos produtos norte-americanos.
De acordo com os analistas econômicos da Aprosoja/MS, o principal desafio do produtor rural será acompanhar a relação de troca, o custo operacional e a capacidade financeira em um cenário de maior volatilidade internacional.
O informativo foi elaborado pelos analistas Raphael Flores Gimenes e Linneu Borges Filho.
Confira o estudo completo clicando aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
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