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3 de junho de 2026

Sustentabilidade

CEEMA/Unijuí: Milho se recupera em Chicago, enquanto oferta e clima pressionam cotações – MAIS SOJA

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A cotação do milho, em Chicago, para o primeiro mês cotado, após recuar durante a semana, ensaiou uma pequena recuperação, fechando a quinta-feira (16) em US$4,48/bushel, contra US$ 4,44 uma semana antes.

Enquanto isso, até o dia 12/04 o plantio do milho nos EUA atingia a 5% da área esperada, ficando no limite mínimo das expectativas do mercado e contra 4% na média. Já os embarques estadunidenses de milho, na semana encerrada em 9 de abril, atingiram a 1,8 milhão de toneladas, elevando o total no ano comercial para 50,2 milhões de toneladas, ou seja, 34% acima do exportado no mesmo período do ano anterior.

De forma geral, com o clima transcorrendo bem nos EUA, existe pressão baixista sobre os preços, mesmo com a possibilidade de uma redução na área semeada, porém, a continuidade da guerra no Oriente Médio mantém a volatilidade deste mercado. Além disso, o mercado começa a considerar que a área semeada nos EUA possa ser maior do que o anunciado na intenção de plantio do dia 31/03.

E no Brasil, os preços do cereal apresentaram um leve viés de baixa, em R$ 57,00/saco para as principais praças gaúchas e entre R$ 50,00 e R$ 64,00/saco nas demais praças brasileiras. Já na B3, no fechamento da quarta-feira, a posição maio ficou em R$ 68,27 por saco; o julho foi a R$ 68,60 e o setembro fechou em R$69,40/saco. A firmeza do Real forçou este recuo nos preços do milho na Bolsa paulista.

E no Mato Grosso, segundo o Imea, as ofertas seguem entre R$ 50,00 e R$52,00/saco, enquanto os lances ficam entre R$ 41,00 e R$ 44,00, com negócios travados. A paridade indica níveis próximos a R$ 37,00 no leste do estado, com margens negativas para exportadores entre 70 e 100 centavos por bushel. Na prática, no interior de Mato Grosso, os preços no físico chegam a apenas R$ 35,00/saco em algumas regiões (cf. Granel Corretora).

Por enquanto, no atual preço, muito baixo, o milho não oferece condições para a formação de estoques. Especialmente com os atuais juros praticados no país. Para tanto, seria necessário que o preço do mesmo subisse cerca de R$ 10,00/saco para viabilizar estoques (cf. Brandalizze Consulting). Enquanto isso os negócios acontecem apenas para consumo imediato, ou seja, “compras da mão para a boca”. Ainda em relação ao Mato Grosso, 40,8% da produção estimada do atual ano comercial já havia sido comercializada até o início da presente semana.

Mesmo com os atuais preços, os produtores locais preferem travar os preços por considerarem que os mesmos tendem a recuar mais no momento da colheita da safrinha. O preço médio da atual safra fechou em R$ 44,65/saco, enquanto o relativo à safra anterior ficou em R$ 45,25/saco na virada de março para abril. Quanto à safra 2026/27, na ocasião a comercialização atingia a 1,6%.

Enfim, a Conab, em seu relatório de abril, apontou que a safra nacional de verão estaria fechando em 28 milhões de toneladas, contra 24,9 milhões no ano anterior. Deste total, 5,8 milhões seriam oriundos do Rio Grande do Sul. Já a safrinha deverá atingir a 109,1 milhões de toneladas no país, e a terceira safra 2,48 milhões de toneladas. No ano anterior, a produção final foi de 113,2 milhões e 2,99 milhões de toneladas respectivamente. Com isso, a produção total de milho, no Brasil, para 2025/26, está estimada em 139,6 milhões de toneladas, contra 141,2 milhões no ano anterior. Esta produção atual se dará sobre uma área total semeada de 22,5 milhões de hectares e uma produtividade média de 6.208 quilos/hectare, ou seja, 103,5 sacos/ha.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Às vésperas de feriado no Brasil, saiba como as cotações de soja fecharam o dia

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Reprodução Aprosoja Brasil

O mercado brasileiro de soja registrou uma sessão de bons negócios nesta quarta-feira (3), impulsionado principalmente por prazos de pagamento mais longos e pela valorização do dólar, que ajudaram a sustentar as operações mesmo diante da queda na Bolsa de Chicago.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o diferencial dos prazos alongados chegou a variar entre R$ 1,50 e R$ 2,00 por saca ao mês, em alguns casos até mais, o que estimulou a comercialização ao longo do dia. No mercado interno, houve momentos de melhora nas cotações, enquanto nos portos também foram registrados negócios para embarques em julho.

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Silveira destacou ainda que a forte queda em Chicago acabou parcialmente compensada pela valorização do dólar e pelos bons níveis dos prêmios na curva de exportação. “Foi uma sessão com bons negócios”, resumiu o analista.

Soja no Brasil (preços):

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 126,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 127,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 110,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 114,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 113,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 132,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após iniciar o dia com bons ganhos, seguindo a alta de mais de 2% do petróleo, o mercado sucumbiu ao cenário fundamental.

As condições favoráveis ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, a ampla oferta mundial e a falta de demanda pelo produto americano compuseram um quadro de pressão. Os fundamentos suplantaram o desempenho do petróleo, em meio à renovada tensão no Oriente Médio.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 11,25 centavos de dólar, ou 0,96%, a US$ 11,54 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,58 1/4 por bushel, com retração de 10,25 centavos de dólar ou 0,91%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 5,40 ou 1,65% a US$ 320,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 78,71 centavos de dólar, com ganho de 0,30 centavo ou 0,38%.

Câmbio

O câmbio, por sua vez, fechou em alta, com o dólar comercial avançando 1,11% e encerrando o dia a R$ 5,0658, fator que contribuiu para sustentar parte dos preços no mercado interno brasileiro.

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Sustentabilidade

Chicago sobe e deve trazer suporte ao mercado brasileiro de soja – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de soja deve ter um dia de preços sustentados, acompanhando o desempenho da commodity na Bolsa de Mercadorias de Chicago. Lá fora, a oleaginosa busca uma recuperação frente às perdas consistentes de ontem. O dólar abriu em alta ante o real, o que também traz suporte as cotações. Neste contexto, a comercialização pode ganhar algum ritmo.

Na terça, o mercado brasileiro de soja teve um dia de pouca movimentação, com cotações entre estáveis e mais altas na maior parte das praças. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a mudança de mês ajudou a sustentar os preços, mesmo com o recuo dos contratos futuros em Chicago ao longo da sessão.

A queda na Bolsa de Chicago limitou um movimento mais consistente de valorização, mas não impediu ajustes positivos em parte do mercado físico. Ainda assim, não houve reporte de movimentações mais expressivas em termos de volume negociado.

“O produtor continua buscando preços melhores”, destaca Silveira. Segundo ele, o spread entre as indicações de compra e venda segue mais aberto, o que dificulta o fechamento de negócios.

O resultado foi uma comercialização mais lenta, com compradores e vendedores encontrando dificuldades para convergir em níveis de preço. No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos avançou de R$ 125,50 para R$ 126,00, enquanto em Santa Rosa (RS) foi de R$ 126,50 para R$ 127,00. Em Cascavel (PR), as cotações passaram de R$ 120,50 para R$ 121,00. Já em Rondonópolis (MT), os preços subiram de R$ 109,00 para R$ 110,00, enquanto em Dourados (MS) permaneceram em R$ 114,00. Em Rio Verde (GO), a saca avançou de R$ 112,00 para R$ 113,00.

Nos portos, Paranaguá (PR) passou de R$ 131,50 para R$ 132,00 por saca. Em Rio Grande (RS), as referências também avançaram de R$ 131,50 para R$ 132,00.

CHICAGO

A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera em alta de 0,57%, com o contrato julho/26 do grão cotado a US$ 11,72.

O mercado é sustentado por um movimento de correção técnica após a oleaginosa atingir os menores níveis em dois meses na sessão anterior. Os preços também acompanham a alta do petróleo em Nova York, impulsionada pela renovação das tensões no Oriente Médio. O aumento dos confrontos entre Estados Unidos e Irã elevou a cautela dos investidores.

CÂMBIO

O dólar comercial registra alta de 0,24%, a R$ 5,0177. O Dollar Index registra avanço de 0,17%, a 99,357 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

As principais bolsas da Ásia fecham em alta. China, +0,22%. Japão, +2,50%.

As principais bolsas na Europa operam em baixa. Paris, -0,25%. Frankfurt, -0,87%. Londres, -0,32%.

O petróleo opera em alta. Julho do WTI em Nova York: US$ 96,26 o barril (+2,66%).

AGENDA
Quarta-feira (03/06)
  • 11:30 – EUA: Relatório Semanal de Petróleo da EIA.
  • 15:00 – Resultado da balança comercial de maio.
  • 15:00 – EUA: Livro Bege do Federal Reserve.
Quinta-feira (04/06)
  • Brasil: Feriado Corpus Christi – mercados fechados.
  • Alemanha: Feriado Corpus Christi.
Sexta-feira (05/06).
  • 06:00 – Zona do Euro: PIB final (1º trimestre).
  • 09:30 – EUA: Relatório de Emprego/payroll (maio)

Fonte: Agência Safras



 

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Sustentabilidade

Perda de cotilédones impacta o crescimento e produtividade da soja? – MAIS SOJA

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Embora a soja apresente certa capacidade de compensação frente à redução da área foliar, danos ocorridos nas fases iniciais de desenvolvimento podem comprometer significativamente o crescimento, o estabelecimento da lavoura e o potencial produtivo da cultura. Pragas, doenças e outros agentes bióticos podem atacar as plantas logo após a emergência, causando lesões severas nos cotilédones, comprometendo o desenvolvimento inicial ou até mesmo levando à morte das plântulas.

Figura 1.  Lagarta do gênero Helicoverpa atacando planta de soja.

Durante os primeiros dias após a emergência, as plântulas de soja dependem das reservas armazenadas nos cotilédones para sustentar seu crescimento inicial (Tagliapietra et al., 2022). Dessa forma, danos que resultem na redução parcial ou total dessas estruturas podem comprometer o desenvolvimento da cultura, especialmente nas fases iniciais de estabelecimento.

Ao avaliarem o impacto da integridade dos cotilédones sobre o desenvolvimento inicial da soja, Amaral et al. (2026) verificaram que a remoção parcial ou total dessas estruturas compromete significativamente o crescimento vegetativo das plantas. No estudo, foram avaliados cinco níveis de dano: remoção total dos cotilédones (T1), remoção de 75% (T2), remoção de 50% (T3), remoção de 25% (T4) e preservação completa dos cotilédones (T5).

Os resultados obtidos pelos autores demonstram que o aumento da intensidade dos danos reduziu significativamente variáveis importantes do crescimento, como altura de plantas, diâmetro do caule e número de nós. De acordo com Amaral et al. (2026), houve relação linear entre o nível de dano e a redução dessas características, sendo observada diminuição média de 0,0727 cm na altura das plantas e de 0,013 nó por planta para cada 1% de aumento nos danos aos cotilédones. Esses resultados evidenciam a importância da preservação dos cotilédones para o adequado estabelecimento da lavoura e para a expressão do potencial produtivo da soja.

Figura 2. À esquerda: altura das plantas de soja em função da porcentagem de dano nos cotilédones. À direita: Número de nós das plantas de soja em função da porcentagem de dano nos cotilédones.
Adaptado: Amaral et al. (2026)

Considerando que características como altura de plantas e número de nós estão relacionadas à capacidade produtiva da soja, a redução da área dos cotilédones pode impactar indiretamente a produtividade da cultura. Essa hipótese é reforçada pelos resultados obtidos por Barbosa et al. (2012), que, ao avaliarem os efeitos de diferentes tipos de injúrias em cultivares de soja de hábito de crescimento determinado e indeterminado, observaram redução próxima de 10% na produtividade (≈ 401,22 kg ha⁻¹) em plantas submetidas à perda de um cotilédone, em comparação com a testemunha sem injúrias.

Esses resultados evidenciam a importância dos cotilédones para o adequado estabelecimento inicial da cultura, uma vez que danos a essas estruturas podem comprometer o crescimento vegetativo e refletir negativamente sobre a produtividade final. Nesse contexto, a adoção de estratégias de manejo que preservem a sanidade da lavoura e assegurem a integridade dos cotilédones durante os estádios iniciais de desenvolvimento torna-se fundamental para a manutenção do potencial produtivo da soja. Dessa forma, o controle eficiente de pragas, doenças e demais agentes causadores de injúrias aos cotilédones deve ser considerado uma prática essencial para maximizar o desempenho agronômico da cultura.

Confira o estudo completo realizado por Amaral e colaboradores (2026) clicando aqui!



Referências:

AMARAL, M. E. C. et al. IMPACTO DA INTEGRIDADE DOS COTILÉDONES NO DESENVOLVIMENTO INICIAL DA SOJA. Revista Agri-Environmental Sciences, 2026. Disponível em: < https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11445/6722 >, acesso em: 03/06/2026.

BARBOSA, G. C. et al. IMPACTO DE DIFERENTES NÍVEIS DE INJÚRIAS SOBRE A PRODUTIVIDADE DE CULTIVARES DE SOJA DE HÁBITO DE CRESCIMENTO DETERMINADO E INDETERMINADO. VII Jornada Acadêmica da Embrapa Soja, 2012. Disponível em:  <https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/67783/1/ID-33358.pdf> acesso em: 03/06/2026.

TAGLIAPIETRA, E. L. et al. ECOFISIOLOGIA DA SOJA: VISANDO ALTAS PRODUTIVIDADES. Santa Maria, ed. 2, 2022.

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