Sustentabilidade
CEEMA/Unijuí: Cotação do trigo sobe em Chicago em meio a ajustes na oferta global – MAIS SOJA

A cotação do trigo, para o primeiro mês, assistiu a uma recuperação nesta semana em Chicago. O bushel do cereal, que havia fechado em US$ 5,74 no dia 09/04, acabou encerrando o pregão desta quinta-feira (16) em US$ 5,98.
As condições das lavouras do trigo de inverno, nos EUA, no dia 12/04, se apresentavam com 32% entre ruins a muito ruins, 34% regulares e 34% entre boas a excelentes. Já o plantio do trigo de primavera, na mesma data, chegava a 6% da área plantada, contra 7% na média histórica.
Por outro lado, os embarques de trigo estadunidense, na semana encerrada em 09/04, atingiram a 320.797 toneladas, somando até aqui um total de 21 milhões de toneladas em todo o atual ano comercial. Isso representa um aumento de 15% sobre o mesmo período do ano anterior.
Já a previsão da safra de trigo na Ucrânia, para o corrente ano, foi reduzida para 23,5 milhões de toneladas, um pouco abaixo da projeção feita. Houve revisão para baixo da área colhida, com a mesma ficando em 5,1 milhões de hectares.
E aqui no Brasil, os preços se mantiveram em R$ 61,00/saco no Rio Grande do Sul e a R$ 66,00 no Paraná. A principal notícia nacional veio do relatório da Conab, em abril, pelo qual a área a ser semeada com trigo no país, nesta próxima safra, será ainda menor do que o já
projetado. Segundo o órgão público a mesma deverá ser de 2,22 milhões de hectares, em 2026, contra 2,44 milhões no ano anterior. Isso representa um recuo de 9%.
Já no Rio Grande do Sul, o recuo na área semeada será maior, devendo atingir a 20%, com a área final ficando em apenas 925.500 hectares. Se confirmada, será a menor área semeada desde 2019. E no Paraná, a área permaneceria em 819.000 hectares, repetindo o ano anterior. Tal área, afora estes dois anos, é a menor desde 2012. Em tal contexto, a produção total brasileira está estimada, agora, em 6,6 milhões de toneladas, contra 7,9 milhões um ano antes.
A produção projetada para 2026, se confirmada, será a menor desde 2020. O Rio Grande do Sul produziria 2,7 milhões de toneladas, representando um recuo de 25% sobre o ano anterior. Já o Paraná ficaria com 2,43 milhões de toneladas, ou seja, menos 12,3% sobre o ano anterior. Enfim, a produtividade média nacional, na nova safra, ficaria em 49,6 sacos/hectare, contra 53,6 sacos no ano anterior.
Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: Ceema/Unijuí
Sustentabilidade
Chicago fecha milho em baixa pressionado por tombo do petróleo e realização de lucros – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho encerrou o pregão em queda. O mercado acompanhou a forte desvalorização do petróleo em Nova York e um movimento de realização de lucros.
Os contratos do petróleo recuaram mais de 5% após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando que o conflito com o Irã poderia ser resolvido rapidamente. Apesar do discurso mais otimista, o mercado segue cauteloso diante das incertezas envolvendo as negociações e dos riscos de interrupções no abastecimento de petróleo no Oriente Médio.
Além da pressão externa, os investidores também ajustaram posições antes da divulgação das exportações semanais norte-americanas de milho. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal projetam vendas entre 1 milhão e 1,8 milhão de toneladas na semana, acima das 685,2 mil toneladas reportadas anteriormente pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O mercado avaliava que o ritmo das exportações segue compatível com a projeção do USDA para a safra 2025/26. No relatório de oferta e demanda de maio, o órgão estimou as exportações de milho dos Estados Unidos em 3,3 bilhões de bushels no ciclo comercial.
Os contratos de milho com entrega em julho fecharam a US$ 4,65 3/4 com perda de 9,50 centavos, ou 1,99%, em relação ao fechamento anterior. A posição setembro fechou a sessão a US$ 4,72 1/2 por bushel, queda de 9,00 centavos de dólar, ou 1,86%, em relação ao fechamento anterior.
Autor/Fonte: Ritiele Rodrigues (ritiele.rodrigues@safras.com.br) / Safras News
Sustentabilidade
B25: ‘Biodiesel é alavanca para produção de proteínas’, diz presidente da Ubrabio

A União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) comemorou a autorização do governo federal para o início dos testes que podem ampliar a mistura de biodiesel no diesel brasileiro até o B25. A medida integra a política de transição energética e deve trazer impactos positivos para o agronegócio, a indústria e a geração de empregos.
Em entrevista ao Mercado & Companhia, o presidente da entidade, Donizete Tokarski, afirmou que a ampliação da mistura representa um avanço importante para o desenvolvimento econômico do país. “O biodiesel faz parte do desenvolvimento econômico do Brasil. Ele não é só a produção de energia líquida, ele é muito mais do que isso. É um mercado muito grande para o agro brasileiro”, disse.
Impacto para o agro
Segundo Tokarski, atualmente cerca de 40 milhões de toneladas de soja são processadas para produção de óleo destinado ao biodiesel. O processo também gera aproximadamente 30 milhões de toneladas de farelo, utilizado na cadeia de proteínas animais.
De acordo com ele, o avanço da mistura fortalece a industrialização nacional e amplia oportunidades no interior do país. “Além da produção de combustível, isso gera emprego, desenvolvimento regional e fortalece a produção de proteínas e alimentos”, afirmou.
O presidente da Ubrabio também ressaltou que o avanço até o B25 já está previsto na Lei dos Combustíveis do Futuro e destacou o apoio político à proposta no Congresso Nacional.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Testes para o B20 e B25
Os testes serão realizados em etapas, inicialmente para o B20 e posteriormente até o B25. Segundo Tokarski, o objetivo é comprovar a segurança e a viabilidade técnica do uso em veículos novos e antigos.
“Esses testes vão simplesmente comprovar que a viabilidade técnica está devidamente assegurada”, afirmou. A entidade defende ainda que o cronograma avance rapidamente para permitir a adoção gradual de misturas maiores nos próximos anos.
“Nossa preocupação é que os testes sejam feitos com velocidade para operacionalizar o B16, o B17 e chegarmos ao B20 em 2030 com tranquilidade”, disse.
Valor além do preço
Tokarski também afirmou que o biodiesel deve ser analisado não apenas pelo preço, mas pelos efeitos econômicos, sociais e ambientais que gera.
“Hoje o biodiesel está mais barato do que o diesel no mercado internacional. Mas não temos que analisar apenas o preço, e sim o valor desse combustível”, destacou.
Segundo ele, o aumento da mistura também pode contribuir para reduzir emissões e melhorar a segurança energética do país.
O post B25: ‘Biodiesel é alavanca para produção de proteínas’, diz presidente da Ubrabio apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade
China compra 84% da soja de MS e tensão com Taiwan pode afetar custos no campo – MAIS SOJA

A dependência de Mato Grosso do Sul do mercado chinês voltou ao centro das discussões econômicas após o aumento das tensões entre China, Taiwan e Estados Unidos. O tema é destaque do Informativo Econômico 02/2026, divulgado pela Aprosoja/MS.
O documento mostra que aproximadamente 84,3% da soja exportada pelo estado tem a China como principal destino. Isso significa que qualquer instabilidade envolvendo o país asiático pode refletir diretamente no agro sul-mato-grossense, principalmente nos custos de produção e na comercialização da safra.
Além da exportação de grãos, o levantamento destaca que o Brasil também depende da importação de fertilizantes e insumos agrícolas ligados ao comércio internacional asiático. Entre os principais fornecedores estão Canadá (14%), Rússia (14%) e China (12%).
Segundo a análise da Aprosoja/MS, mesmo sem um conflito direto, um aumento das tensões na região pode provocar alta no frete marítimo, valorização do dólar e aumento no preço de fertilizantes, defensivos e combustíveis utilizados no campo.
O estudo aponta ainda possíveis reflexos como:
- aumento dos custos de produção;
- maior volatilidade nos preços da soja e do milho;
- pressão sobre o planejamento financeiro do produtor;
- encarecimento de insumos agrícolas dolarizados.
Por outro lado, o material também destaca que o Brasil pode ampliar sua posição como fornecedor estratégico da China, especialmente em um cenário de redução da dependência chinesa dos produtos norte-americanos.
De acordo com os analistas econômicos da Aprosoja/MS, o principal desafio do produtor rural será acompanhar a relação de troca, o custo operacional e a capacidade financeira em um cenário de maior volatilidade internacional.
O informativo foi elaborado pelos analistas Raphael Flores Gimenes e Linneu Borges Filho.
Confira o estudo completo clicando aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
Agro Mato Grosso15 horas agoCuiabá lidera ranking de qualidade de vida em MT e fica entre as 10 melhores capitais
Agro Mato Grosso9 horas agoMenor cidade de MT é a 2ª melhor em ranking de qualidade de vida no estado, diz pesquisa
Agro Mato Grosso15 horas agoLíder do agro, MT tem cidades entre as piores do país em qualidade de vida
Featured9 horas agoIncêndio destrói carretas carregadas de soja em Campo Novo do Parecis nesta quarta
Sustentabilidade18 horas agoAlgodão/CEPEA: Preços perdem sustentação com pressão externa – MAIS SOJA
Agro Mato Grosso15 horas agoEntenda disputa judicial sobre fazenda bilionária arrematada por R$ 130 milhões em MT
Featured12 horas agoRiver Bar chega em Cuiabá e cidade ganha novo restaurante cinco estrelas
Business14 horas ago3tentos recebe aval da ANP e inicia produção de etanol de milho no Vale do Araguaia


















