Sustentabilidade
IRGA: Colheita do arroz atinge 79,3% no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

A colheita de arroz no Estado já alcança 79,30% da área semeada, mantendo um bom desempenho geral. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (16/4) pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
As regionais Planície Costeira Externa (PCE), com 88%, e Zona Sul (ZS), com 83,56%, lideram o avanço, evidenciando maior adiantamento dos trabalhos nessas regiões. Com a safra se aproximando da fase final, é esperado que o ritmo de colheita apresente desaceleração, característica desse período em função das áreas remanescentes. As chuvas registradas ao longo da semana também contribuíram para uma evolução menos acelerada das atividades.
Segundo a Diretora Técnica do Irga, Flávia Tomita, “a colheita avança de forma consistente no Estado, com destaque para as regionais PCE e ZS, e, neste momento final da safra, é natural uma redução no ritmo, também influenciada pelas chuvas registradas ao longo da semana.”
Fonte: IRGA
Autor:IRGA
Site: IRGA
Sustentabilidade
CEEMA/Unijuí: Cotação do trigo sobe em Chicago em meio a ajustes na oferta global – MAIS SOJA

A cotação do trigo, para o primeiro mês, assistiu a uma recuperação nesta semana em Chicago. O bushel do cereal, que havia fechado em US$ 5,74 no dia 09/04, acabou encerrando o pregão desta quinta-feira (16) em US$ 5,98.
As condições das lavouras do trigo de inverno, nos EUA, no dia 12/04, se apresentavam com 32% entre ruins a muito ruins, 34% regulares e 34% entre boas a excelentes. Já o plantio do trigo de primavera, na mesma data, chegava a 6% da área plantada, contra 7% na média histórica.
Por outro lado, os embarques de trigo estadunidense, na semana encerrada em 09/04, atingiram a 320.797 toneladas, somando até aqui um total de 21 milhões de toneladas em todo o atual ano comercial. Isso representa um aumento de 15% sobre o mesmo período do ano anterior.
Já a previsão da safra de trigo na Ucrânia, para o corrente ano, foi reduzida para 23,5 milhões de toneladas, um pouco abaixo da projeção feita. Houve revisão para baixo da área colhida, com a mesma ficando em 5,1 milhões de hectares.
E aqui no Brasil, os preços se mantiveram em R$ 61,00/saco no Rio Grande do Sul e a R$ 66,00 no Paraná. A principal notícia nacional veio do relatório da Conab, em abril, pelo qual a área a ser semeada com trigo no país, nesta próxima safra, será ainda menor do que o já
projetado. Segundo o órgão público a mesma deverá ser de 2,22 milhões de hectares, em 2026, contra 2,44 milhões no ano anterior. Isso representa um recuo de 9%.
Já no Rio Grande do Sul, o recuo na área semeada será maior, devendo atingir a 20%, com a área final ficando em apenas 925.500 hectares. Se confirmada, será a menor área semeada desde 2019. E no Paraná, a área permaneceria em 819.000 hectares, repetindo o ano anterior. Tal área, afora estes dois anos, é a menor desde 2012. Em tal contexto, a produção total brasileira está estimada, agora, em 6,6 milhões de toneladas, contra 7,9 milhões um ano antes.
A produção projetada para 2026, se confirmada, será a menor desde 2020. O Rio Grande do Sul produziria 2,7 milhões de toneladas, representando um recuo de 25% sobre o ano anterior. Já o Paraná ficaria com 2,43 milhões de toneladas, ou seja, menos 12,3% sobre o ano anterior. Enfim, a produtividade média nacional, na nova safra, ficaria em 49,6 sacos/hectare, contra 53,6 sacos no ano anterior.
Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: Ceema/Unijuí
Sustentabilidade
Situação da Safra de Milho no RS: Avanço da Colheita e Variabilidade Produtiva – MAIS SOJA

A colheita de milho evoluiu de forma parcial, condicionada principalmente pela recorrência de precipitações no período e pela priorização operacional de outras culturas mais sensíveis às intempéries após a maturação. Ainda assim, na maior parte das regiões, a colheita se encontra em fase final ou finalizada, atingindo a média estadual de 86% da área cultivada.
Restam lavouras implantadas no final ou fora da janela preferencial. Nessas áreas, ascondições climáticas do período, como a reposição hídrica, têm favorecido a manutenção do potencial produtivo, mesmo que parte dos cultivos tenha sido impactada anteriormente por déficit hídrico e temperaturas elevadas durante o período reprodutivo, o que provocou a
redução no número de grãos por espiga e da massa de grãos.
Observa-se variabilidade produtiva, mas, nas áreas colhidas, predominam grãos com boa qualidade. Há registros localizados de perdas associadas ao atraso na colheita e à elevada umidade.
Em lavouras ainda em desenvolvimento, especialmente safrinha, persistem os riscos fitossanitários, como a ocorrência de pragas, e o potencial comprometimento da qualidade dos grãos em função de eventuais danos em espigas e maior suscetibilidade a patógenos em ambientes úmidos.
A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada em 803.019 hectares, e produtividade média estadual em 7.424 kg/ha.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a colheita apresentou avanço pouco significativo no período em função das precipitações volumosas. A elevada umidade dos grãos tem levado produtores a postergar a colheita para evitar perdas qualitativas no armazenamento e descontos relacionados à secagem. A operação também tem sido direcionada prioritariamente para culturas de soja e arroz como forma de evitar perdas de qualidade nos grãos em maturação.
Na de Caxias do Sul, a colheita ultrapassa 60% da área cultivada. Apesar das perdas decorrentes da irregularidade das chuvas durante o ciclo, as produtividades estão satisfatórias e variam entre 7.200 e 9.000 kg/ha. Os grãos colhidos apresentam, de modo geral, boa qualidade.
Na de Frederico Westphalen, o desenvolvimento das lavouras em safrinha (5% da área total) está bastante heterogêneo em função da irregularidade hídrica. Está 1% em fase vegetativa, 1% em florescimento, 2% em enchimento de grãos, e 1% em maturação. Na de Pelotas, 43% foram colhidos, mas a continuidade das chuvas restringiu o tráfego de máquinas e elevou a umidade dos grãos. Entre as áreas remanescentes 30% se encontram
em enchimento de grãos, 10% em florescimento e 17% em maturação.
Na de Santa Rosa, a colheita alcança 94% da área, restando pequenas parcelas em desenvolvimento (1% vegetativo, 2% em florescimento e 3% em enchimento de grãos). As
chuvas do período têm favorecido as lavouras safrinha em fases reprodutivas em relação à
definição dos componentes de rendimento, embora o porte reduzido das plantas limite o potencial produtivo. Há registros de ataque de pássaros, causando danos às espigas, aumento da umidade interna, incidência de fungos e germinação precoce dos grãos. Também há relatos de infestação de cigarrinha em alguns municípios, demandando controle.
Na de Soledade, 62% da área foi colhida. As lavouras implantadas em períodos intermediários e tardios estão 5% em florescimento, 25% em enchimento de grãos e 8% em maturação.
Comercialização (saca de 60 quilos)
Conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar, o preço do milho aumentou 0,35%, de R$ 57,70 para R$ 58,00 em média no Estado.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
‘O desafio desta safra não é apenas colher bem, mas, também, fechar as contas’, aponta vice-presidente da Aprosoja MT

A colheita de soja já chegou a 100% em Mato Grosso, enquanto no Brasil atinge cerca de 85,7% da área, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar do avanço, o cenário da segunda safra acende um alerta, especialmente para o milho, que enfrenta desafios produtivos e financeiros.
O vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, conversou com o time do Soja Brasil e destacou que houve aumento na área destinada ao milho neste ciclo. “O produtor aumentou a área, hoje são 7,39 milhões de hectares, maior do que no ano passado. Porém, a produção total estimada deve ser menor”, afirmou. A estimativa atual é de 52 milhões de toneladas, abaixo das 55,4 milhões da safra anterior.
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Segundo ele, o atraso no plantio da soja teve impacto direto no desempenho do milho. “Temos um milho no estado em vários estágios fenológicos, com áreas prontas para colher e outras ainda em desenvolvimento. Esse atraso teve um impacto significativo”, explicou. A produtividade média esperada é de 116 sacas por hectare, contra 127 sacas por hectare no ano passado.
O cenário também exige cautela por parte do produtor. “O milho sempre foi uma esperança de rentabilidade a mais, mas esse ano a conta deve apertar”, disse Bier. Entre os principais fatores está o aumento no custo do diesel, que impacta tanto a colheita quanto o transporte. “Tivemos uma elevação significativa do óleo diesel, o que impacta na colheita e também na formação de preços, principalmente no frete, que deve estar mais alto”, completou.
Diante desse contexto, o dirigente reforça que o foco da safra mudou. “O objetivo desta safra não é só colher bem, mas também fechar as contas”, afirmou. Segundo ele, a tendência é de margens reduzidas. “A do milho deve ter margem baixa ou até negativa”, concluiu.
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