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31 de maio de 2026

Sustentabilidade

O mercado de trabalho da soja e do biodiesel está mudando – MAIS SOJA

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Por Rodrigo Peixoto da Silva

O mercado de trabalho da cadeia da soja e do biodiesel no Brasil segue em expansão, mas não da forma tradicional que muitos ainda imaginam. Os dados mais recentes mostram um crescimento consistente, com mais de 2,3 milhões de pessoas ocupadas em 2025. À primeira vista, isso reforça a importância dessa cadeia produtiva para o País. No entanto, ao olhar mais de perto, fica claro que estamos diante de uma transformação estrutural relevante.

O crescimento do emprego está cada vez menos concentrado “dentro da porteira”. Pelo contrário: o segmento primário, responsável pela produção de soja, apresentou redução no número de trabalhadores nos últimos anos. Esse movimento não é um sinal de crise; é, na verdade, um reflexo direto da modernização do campo brasileiro. A mecanização, o uso intensivo de tecnologia e os ganhos de produtividade estão permitindo produzir mais com menos mão de obra. Esse fenômeno não é novo, mas vem se intensificando. E ele traz uma consequência importante: a demanda por trabalho está migrando para outras partes da cadeia.

Hoje, quem mais gera empregos são os chamados agrosserviços – atividades como transporte, armazenagem, comercialização, financiamento e apoio técnico. Esse segmento já concentra mais de 70% dos trabalhadores da cadeia da soja e do biodiesel e foi o principal responsável pela expansão recente do contingente de pessoas ocupadas. Em outras palavras, o dinamismo do setor não desapareceu, ele apenas mudou de lugar.

Essa mudança também altera o perfil do trabalhador demandado. Os dados indicam um aumento consistente do nível de escolaridade e da formalização do emprego. Cresce o número de trabalhadores com ensino médio e superior, enquanto diminui a participação daqueles com menor nível de instrução. Ao mesmo tempo, há avanço dos empregos com carteira assinada, especialmente nos segmentos mais organizados da cadeia. Isso sugere um processo claro: a cadeia produtiva está se tornando mais intensiva em conhecimento e menos dependente de trabalho pouco qualificado.

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Outro aspecto relevante é a evolução dos rendimentos. Mesmo com mudanças na composição do emprego, houve aumento real da renda média do trabalho na cadeia produtiva. Esse resultado, combinado com a redução do emprego no segmento primário, reforça a hipótese de ganhos de produtividade.

Mas nem tudo são boas notícias. A agroindústria, que poderia agregar mais valor à produção nacional, ainda tem participação relativamente pequena no emprego total e apresentou retração recente em alguns segmentos. Isso revela uma limitação estrutural: o Brasil ainda exporta grande parte da soja in natura, deixando de capturar plenamente os benefícios da industrialização. Por outro lado, o crescimento do biodiesel aponta uma oportunidade. A ampliação do uso de biocombustíveis, tanto no Brasil quanto no mundo, pode impulsionar a indústria e gerar empregos mais qualificados, desde que haja um ambiente favorável ao investimento.

No agregado, o que os dados mostram é um setor em transformação: mais produtivo, mais tecnológico e mais integrado a serviços. Essa transição representa avanços importantes, mas também desafios.

O principal deles é a qualificação da mão de obra. À medida que as atividades mais intensivas em trabalho manual perdem espaço, cresce a necessidade de profissionais capacitados para atuar em logística, gestão, tecnologia e indústria. Sem investimentos bem direcionados em educação e formação profissional, há o risco de parte da força de trabalho ficar para trás. Além disso, há um desafio regional e social: como garantir que os ganhos de produtividade se traduzam em oportunidades mais amplas e inclusivas?

A cadeia da soja e do biodiesel continuará sendo um dos pilares da economia brasileira. Entretanto, seu futuro não será definido apenas pelo volume produzido ou exportado, mas também pela capacidade de gerar empregos de qualidade, promover inclusão, agregar valor e incorporar inovação. Entender essas mudanças é fundamental para orientar políticas públicas e estratégias empresariais. Afinal, o que está em jogo não é apenas o desempenho de um setor, mas o papel que ele desempenhará no desenvolvimento econômico do País nos próximos anos.

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Fonte: Cepea

Sobre o autor: Rodrigo Peixoto da Silva é Pesquisador do Cepea – cepea@usp.br



 

FONTE

Autor:Cepea

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Site: Cepea

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Sustentabilidade

Como o mercado de soja fechou em maio? Pouca movimentação no Brasil e estabilidade marcam o mês

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Foto: Pixabay

O mercado físico da soja no Brasil encerra o mês de maio marcado por baixa movimentação e poucas oscilações nos preços. Apesar de momentos de recuperação ao longo do período, o câmbio e os contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago apresentaram comportamento praticamente estável, com leve alta do dólar e pequena retração nas cotações internacionais.

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No mercado interno, a saca de 60 quilos é negociada em torno de R$ 126,00 em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), o preço gira próximo de R$ 121,00. Já em Rondonópolis (MT), a cotação está em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá, a soja oscila na faixa de R$ 132,00 por saca.

Soja em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), o contrato julho de encerrou a quinta-feira (28) cotado a US$ 11,94 1/2 por bushel. Nos melhores momentos do mês, o contrato chegou a superar o patamar de US$ 12,00. O mercado internacional segue dividido entre fatores negativos, como o bom desenvolvimento da safra norte-americana e a grande oferta da América do Sul, e elementos de sustentação, como a volatilidade causada pelo conflito no Oriente Médio e a expectativa de retomada da demanda chinesa.

Projeção para a produção brasileira

As projeções para a produção brasileira seguem elevadas. Segundo levantamento de Safras & Mercado, a safra de soja 2025/26 deverá atingir 178,11 milhões de toneladas, crescimento de 3,7% em relação à temporada anterior, estimada em 171,84 milhões de toneladas. Na projeção divulgada em fevereiro, a estimativa era de 177,72 milhões de toneladas.

Argentina

Na Argentina, o Ministério da Economia, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca, revisou novamente os números da safra 2025/26. A produção foi ajustada para 49,9 milhões de toneladas, enquanto a área plantada foi estimada em 16,4 milhões de hectares.

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EUA

Já nos Estados Unidos, o relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que a produção de soja na temporada 2026/27 deverá alcançar 4,435 bilhões de bushels, equivalentes a 120,7 milhões de toneladas. A produtividade média foi projetada em 53 bushels por acre. O número ficou levemente abaixo da expectativa do mercado, que trabalhava com produção de 4,450 bilhões de bushels, ou 121,1 milhões de toneladas.

Os estoques finais norte-americanos foram estimados em 310 milhões de bushels, o equivalente a 8,44 milhões de toneladas, abaixo da expectativa do mercado, que apontava para 353 milhões de bushels. O USDA também projeta esmagamento de 2,75 bilhões de bushels e exportações de 1,63 bilhão. Para a temporada 2025/26, os estoques de passagem foram indicados em 340 milhões de bushels, também abaixo das previsões do mercado.

As informações são da Safras & Mercado.

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Sustentabilidade

Maio tem comercialização limitada da soja; fundamentos baixistas e conflito no Oriente Médio dominam atenções – MAIS SOJA

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Porto Alegre, 29 de maio de 2026 – O mês de maio foi marcado por poucas oscilações e negócios reduzidos no mercado físico de soja do Brasil. Apesar dos momentos de repique, câmbio e contratos futuros em Chicago vão encerrando o período praticamente estabilizados, com pequena variação positiva para o dólar e negativa para Chicago.

A saca de 60 quilos está cotada na casa de R$ 126,00 em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), preço em torno de 121,00. Em Rondonópolis (MT), a cotação está em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá, a saca oscila na casa de R$ 132,00.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), o contrato julho encerrou a quinta, 28, a US$ 11,94 1/2 por bushel. Nos melhores momentos chegou a superar a casa de US$ 12,00. O mercado oscila entre um cenário fundamental negativo – com boa evolução da safra americana e safras cheias colhidas no Brasil e na Argentina -, a volatilidade gerada pelo conflito no Oriente Médio e a expectativa de retomada da demanda chinesa.

A produção brasileira de soja em 2025/26 deverá totalizar 178,11 milhões de toneladas, com elevação de 3,7% sobre a safra da temporada anterior, que ficou em 171,84 milhões de toneladas. A estimativa é de Safras & Mercado. Em 27 de fevereiro, data da estimativa anterior, a projeção era de 177,72 milhões de toneladas.

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De acordo com o levantamento do Ministério da Economia da Argentina, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca, a produção de soja 2025/26 foi novamente ajustada para 49,9 milhões de toneladas. A área também revisada, ficando em 16,4 milhões de hectares.

O relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,435 bilhões de bushels em 2026/27, o equivalente a 120,7 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 53 bushels por acre. Esta foi a primeira estimativa do USDA para a atual temporada. O mercado apostava em número de 4,450 bilhões de bushels, ou 121,1 milhões de toneladas.

Os estoques finais estão projetados em 310 milhões de bushels ou 8,44 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 353 milhões de bushels ou 9,6 milhões de toneladas. O USDA está trabalhando com esmagamento de 2,75 bilhões de bushels e exportações de 1,63 bilhão. Para a temporada 2025/26, o Departamento indicou estoques de passagem de 340 milhões de bushels, enquanto o mercado previa estoques de 347 milhões. .

Autor/Fonte: Dylan Della Pasqua / Safras News

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Sustentabilidade

Saiba como as cotações de soja encerraram a semana; estabilidade nos preços definem o dia

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Foto: Wenderson Araujo-Trilux/CNA

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem grandes movimentações, com preços praticamente estáveis na maior parte das regiões produtoras e dos portos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, algumas oportunidades surgiram ao longo do dia, mas sem volumes expressivos de negócios.

A sessão foi marcada por pouca variação nos principais formadores de preços. Enquanto os contratos futuros da soja recuaram na Bolsa de Chicago, o dólar registrou leve valorização frente ao real. Apesar disso, os movimentos não foram suficientes para provocar alterações relevantes nas referências do mercado físico brasileiro.

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De acordo com Silveira, não houve fatores capazes de impactar de forma significativa a formação dos preços. O analista também destacou que, apesar do ritmo mais lento observado nesta sexta-feira, os produtores apresentaram movimentações mais firmes ao longo da semana, com bons volumes de comercialização.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 126,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 127,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 110,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 113,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 132,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram a sexta-feira em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ampliando as perdas acumuladas tanto na semana quanto no mês de maio. O movimento foi atribuído principalmente à realização de lucros pelos investidores e ao reposicionamento das carteiras.

No acumulado de maio, a soja registrou queda de 0,73%, enquanto na semana a retração foi de 0,77%. A desvalorização do petróleo, diante das perspectivas de um acordo entre Irã e Estados Unidos para reduzir as tensões no Oriente Médio, e as condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas contribuíram para o movimento de correção dos preços.

O mercado também segue atento à demanda chinesa. Os agentes aguardam sinais de retomada das compras por parte da China, que poderiam ocorrer dentro dos entendimentos firmados entre Washington e Pequim durante visita do presidente Donald Trump ao país asiático.

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USDA

As vendas externas dos Estados Unidos também estiveram no radar. Exportadores privados reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a comercialização de 192 mil toneladas de soja para destinos não revelados. Desse total, 60 mil toneladas serão entregues na safra 2025/26 e 132 mil toneladas na temporada 2026/27.

Além disso, as exportações líquidas norte-americanas de soja somaram 299,9 mil toneladas para a safra 2025/26 na semana encerrada em 21 de maio. Para a temporada 2026/27, foram registradas mais 137,7 mil toneladas. O resultado ficou dentro das expectativas do mercado, que projetava embarques entre 150 mil e 400 mil toneladas considerando as duas safras.

Contratos futuros de soja

Entre os contratos futuros, a posição julho fechou a US$ 11,86 3/4 por bushel, com queda de 7,75 centavos de dólar ou 0,64%. Já o vencimento agosto encerrou a US$ 11,90 1/4 por bushel, recuando 5,75 centavos de dólar ou 0,48%.

Nos subprodutos, o farelo de soja para julho caiu US$ 4,30, ou 1,28%, para US$ 329,80 por tonelada. O óleo de soja, por sua vez, avançou 1,02 centavo de dólar, ou 1,32%, encerrando a sessão em 77,72 centavos de dólar por libra-peso.

Dólar

O dólar comercial encerrou o dia com valorização de 0,26%, cotado a R$ 5,0450 para venda e R$ 5,0431 para compra. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0351 e a máxima de R$ 5,0711.

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No acumulado da semana, a moeda avançou 0,33%. Em maio, a valorização chegou a 1,87%.

Com informações da Safras & Mercado.

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