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MT lidera 70% do mercado em etanol de milho e Pivetta destaca “potencial para crescer ainda mais”

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Mato Grosso consolidou sua liderança nacional na produção de etanol de milho ao alcançar 5,6 bilhões de litros na safra 2024/2025, volume que representa cerca de 70% de toda a produção brasileira. O avanço, que vem transformando a dinâmica econômica da cadeia do milho no estado, pautou os debates da 3ª Conferência Internacional UNEM Datagro, realizada nesta quinta-feira (16), no Cenarium Rural, em Cuiabá, reunindo empresários, investidores e autoridades em torno de um setor cada vez mais estratégico para a matriz energética e o desenvolvimento regional.
 
O crescimento do etanol de milho em Mato Grosso ocorre em ritmo acelerado e sustentado por uma estrutura industrial em expansão, com 17 usinas de biocombustíveis  em operação, sendo 9 dedicadas exclusivamente ao milho e 3 no modelo flex (milho e cana de açúcar), e perspectiva de avanço contínuo nos próximos ciclos. Mais do que volume, o movimento representa uma mudança estrutural: o estado deixou de exportar matéria-prima para agregar valor dentro de casa, gerando emprego, renda e arrecadação.
 
Ao abrir o evento, o governador Otaviano Pivetta fez questão de contextualizar essa virada econômica a partir de 2017, com advento da primeira usina de etanol de milho. Ele também destacou que a industrialização trouxe ganhos diretos para a economia mato-grossense.

“Mato Grosso já é o maior produtor de bioenergia do país e, neste ano, deve esmagar cerca de 20 milhões de toneladas. Isso mostra o tamanho do potencial que ainda temos para crescer. O Estado tem feito a sua parte, com incentivos fiscais e um ambiente seguro para atrair indústrias. Isso amplia as opções para o produtor vender o milho aqui dentro, agrega valor à produção e gera emprego e renda. É assim que transformamos produção em desenvolvimento”, afirmou.

A força do setor também foi destacada pela secretária de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, Mayran Beckman, que apontou o etanol de milho como um dos principais vetores de transformação econômica do estado. Para ela, o protagonismo do Estado não é pontual, mas resultado de um ambiente estruturado para crescer.
 
“O etanol de milho deixou de ser apenas uma alternativa energética. Hoje ele é um motor de desenvolvimento regional, que integra produção agrícola, indústria e geração de energia limpa. Temos produtividade, matéria-prima e um setor comprometido com inovação. Isso nos coloca em posição de liderança e com capacidade de expandir ainda mais”, completou.

As projeções apresentadas durante a conferência reforçam esse cenário de expansão. A expectativa é que a moagem de milho alcance 26,8 milhões de toneladas na safra 2026/2027, com crescimento superior a 19% em relação ao ciclo anterior, impulsionado pela entrada de novas usinas e pela ampliação da capacidade industrial.
 
Para o presidente do Conselho da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM),  Eduardo Menezes Mota, o momento é de consolidação e preparação para um novo salto do setor, levando em conta o cenário internacional, que tem elevado o papel estratégico dos biocombustíveis.
 
“Projetamos um crescimento consistente, com aumento da produção e maior integração da cadeia. O etanol de milho já é um caso de sucesso e tende a ganhar ainda mais relevância nos próximos anos. Com a alta do petróleo e as tensões geopolíticas, o etanol passa a ser um escudo para a economia brasileira, garantindo segurança energética e reduzindo a exposição a crises externas”, disse.

O presidente da Datagro, Plínio Nastari, reforçou o impacto econômico da industrialização do milho, destacando a capacidade de multiplicação de valor dentro da cadeia produtiva.

“Quando o grão é industrializado, ele pode aumentar de valor entre 80% e 100%. Isso transforma completamente a economia local e impulsiona outros setores, como a pecuária e a produção de proteína. Não existe competição entre alimento e energia. O que estamos vendo é o contrário: a bioenergia fortalece a produção de alimentos e torna o agro mais eficiente”, afirmou.

Além da produção de biocombustível, o setor também gera subprodutos estratégicos, como DDGS, utilizados na nutrição animal, e contribui para a produção de bioeletricidade, ampliando ainda mais seu impacto na economia brasileira.

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Operação ‘Safe House’ desarticula bando que aterrorizou e agrediu casal de idosos em Sinop

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PJC-MT cumpre 28 ordens judiciais contra grupo especializado em roubos a residências; um dos alvos foi flagrado com estoque de cocaína e maconha no Jardim Califórnia

A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quinta-feira (16.4), a Operação Safe House para cumprimento de ordens judiciais contra integrantes de um grupo criminoso responsável por um roubo a residência, que teve como vítima um casal de idosos na cidade de Sinop.

Foram cumpridas na operação 28 ordens judiciais, dentre elas seis mandados de prisão preventiva, além de mandados de busca e apreensão domiciliar, bloqueio de contas bancárias e afastamento de sigilos, deferidas pela Justiça com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Sinop.

O crime ocorreu no dia 24 de setembro de 2025, quando três homens invadiram a residência das vítimas, no período da manhã, mantendo o casal em cárcere privado por aproximadamente duas horas.

Sob grave ameaça e mediante agressões físicas, os criminosos obrigaram as vítimas a abrir um cofre, subtraíram joias, armas de fogo, dinheiro em espécie e um aparelho celular, além de forçá-las a realizar transferências via PIX. Logo após o crime, dois suspeitos foram presos em flagrante delito durante as diligências policiais.

Com o aprofundamento das investigações e diligências complementares, a Polícia Civil identificou outros seis envolvidos na empreitada criminosa, integrantes de uma organização estruturada com divisão de tarefas, planejamento prévio e atuação coordenada voltada à prática reiterada de roubos a residências.

Com a conclusão do trabalho investigativo, o delegado da Derf Sinop, Thiago Berger, representou pelas ordens judiciais contra os integrantes do grupo criminoso, que foram deferidas pela Justiça e cumpridas nesta quinta feira (16), na operação policial.

Segundo o delegado da Derf, a conclusão do inquérito e a deflagração da operação representam mais um resultado do trabalho contínuo de enfrentamento qualificado aos grupos criminosos atuantes na região,

“As investigações apontaram que os suspeitos atuavam de forma reiterada na prática de crimes patrimoniais, especialmente roubos a residências, utilizando grave ameaça e, em alguns casos, emprego de arma de fogo, o que reforça o caráter organizado e a periculosidade do grupo”, disse o delegado.

Durante o cumprimento de um dos mandados, no bairro Jardim Califórnia, o suspeito um dos alvos foi preso em flagrante por tráfico ilícito de drogas. Com ele foram apreendidos 48 porções de cocaína fracionada em papelotes prontos para comercialização, 37 porções de maconha e três tabletes de maconha, além de materiais utilizados para o acondicionamento e pesagem de entorpecentes, como insufilmes e uma balança de precisão. Um aparelho celular também foi apreendido.

Com Assessoria 

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Conferência UNEM Datagro: Pivetta aponta etanol de milho como motor de MT

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Mato Grosso consolidou sua liderança nacional na produção de etanol de milho, tema central da 3ª Conferência Internacional UNEM Datagro, realizada nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. O estado produziu 5,6 bilhões de litros na safra 2024/2025, cerca de 70% de todo o volume brasileiro.

Durante a abertura, o governador Otaviano Pivetta destacou a virada econômica iniciada em 2017, com a instalação da primeira usina, e o impacto direto da industrialização. Segundo ele, o modelo ampliou o mercado para o produtor e fortaleceu a economia local. “Isso agrega valor à produção e gera emprego e renda”, afirmou.

O avanço do setor é sustentado por uma estrutura industrial em expansão, com 17 usinas em operação, e deve seguir crescendo nos próximos anos. A projeção é que a moagem de milho alcance 26,8 milhões de toneladas até a safra 2026/2027.

Mato Grosso em rota de industrialização

Para o presidente da Datagro, Plínio Nastari, a industrialização é o principal fator de transformação econômica. “Quando o grão é industrializado, ele pode aumentar de valor entre 80% e 100%”, disse, ao destacar o impacto direto na cadeia produtiva e em outros setores do agro.

Além do biocombustível, o etanol de milho também impulsiona a produção de subprodutos, como DDGS, e a geração de bioeletricidade, ampliando o peso do setor na economia e na matriz energética brasileira.

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Conferência UNEM Datagro reúne setor para discutir futuro do etanol de milho no Brasil

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Cuiabá sedia debate sobre crescimento, tecnologia e mercado no Brasil e no mundo

Cuiabá recebeu, nesta quinta-feira (16), a 3ª Conferência Internacional sobre Etanol de Milho, evento que reúne produtores, indústrias, investidores e autoridades para discutir o avanço de uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro. A iniciativa é promovida pela União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), em parceria com a Datagro.

Mato Grosso na liderança

A escolha de Mato Grosso como sede não é por acaso. O estado concentra a maior parte das usinas em operação no país, impulsionado pela grande oferta de grãos e pela estratégia de agregar valor à produção local. Na prática, o milho deixa de ser apenas commodity de exportação e passa a ser também fonte de energia e insumo industrial.

O encontro ocorre em meio a uma fase de forte expansão do setor. A produção brasileira de etanol de milho deve ultrapassar 8 bilhões de litros na safra 2025/26, com projeções ainda mais otimistas da UNEM indicando que o volume pode chegar a quase 10 bilhões de litros. No horizonte mais longo, a expectativa é de crescimento contínuo, com possibilidade de atingir 16,6 bilhões de litros até 2033.

Esse avanço tem sido sustentado, principalmente, pelo modelo de usinas flex, que operam com milho e cana-de-açúcar. A tecnologia permite maior eficiência industrial e uso contínuo da estrutura ao longo do ano, reduzindo períodos de ociosidade e ampliando a competitividade do setor.

(Foto: Brian Henrique Dantas)

O milho como um ativo estratégico

Durante a abertura da conferência, lideranças como Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), e Plínio Nastari, presidente da Datagro, destacaram o papel estratégico do etanol de milho na diversificação da matriz energética brasileira. A avaliação do setor é de que o biocombustível reforça a segurança energética ao mesmo tempo em que amplia a oferta de coprodutos importantes para outras cadeias.

Entre esses coprodutos, o DDG e o DDGS têm ganhado destaque. Utilizados na alimentação animal, eles vêm fortalecendo a pecuária, especialmente em regiões produtoras, ao reduzir custos e aumentar a competitividade.

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Parceria de indústria e agro

Outro ponto central debatido no evento é a integração entre agricultura e indústria. O etanol de milho tem se consolidado como alternativa relevante de demanda para o produtor rural, reduzindo a dependência das exportações e ajudando a equilibrar preços em anos de safra elevada.

Além disso, a industrialização dentro do próprio estado encurta distâncias logísticas, diminui custos e gera novas oportunidades de renda. O movimento também impulsiona investimentos em infraestrutura e fortalece o desenvolvimento regional.

De olho nos desafios, mas também nas soluções

A conferência também abre espaço para discussões sobre desafios estruturais, como logística, financiamento e marcos regulatórios, além de temas ligados à inovação tecnológica e à eficiência ambiental. Entre as novas frentes de demanda, ganham destaque o Combustível Sustentável de Aviação (SAF) e o aumento do interesse internacional por biocombustíveis de menor intensidade de carbono.

Com 27 biorrefinarias em operação e outras 16 em construção no país, o setor vive um momento de consolidação. A avaliação das lideranças é de que o etanol de milho já deixou de ser uma alternativa complementar e passou a ocupar posição estratégica no futuro do agro e da energia no Brasil.

Ao reunir os principais agentes da cadeia, a conferência em Cuiabá reforça esse movimento e busca alinhar estratégias para os próximos anos, com impacto direto sobre demanda, preços e agregação de valor no campo.

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