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Massey aposta em trator de alta potência para ampliar vendas a grandes produtores rurais

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Foto: Divulgação/ Massey Fergusson

De olho nos grandes produtores de soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, a Massey Ferguson aposta em uma nova linha de máquinas agrícolas de alta potência para ampliar participação no mercado voltado a grandes propriedades rurais.

O trator MF 9S e a plantadeira Momentum foram apresentados a jornalistas durante o Massey Ferguson Experience 2026, realizado em Bebedouro (SP), no início do mês. Os equipamentos fazem parte dos lançamentos que serão levados à Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), entre os dias 27 e 1º maio.

Segundo Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson, o MF 9S, comercializado na Europa desde 2023, passou por adaptações para atender às condições brasileiras.

“É um trator que tem uma potência grande, principalmente em preparo de solo. Assim como já temos o 8S, ele é destinado não só para grandes produtores de grãos, mas também para a cana. Ele já foi lançado em 2023 na Europa, porém a gente viu bastante itens que precisavam ser personalizados aqui para o Brasil, muito em função do clima, das condições de solo, principalmente do Centro-Oeste, que exige bastante da máquina”, afirma.

Menor consumo de combustível

Além da potência, a nova linha aposta em ganhos operacionais e redução de custos.
“Alta eficiência operacional para preparo de solo, com força, robustez e menor consumo de combustível da categoria. Isso acontece porque ele tem duas características principais: um motor agrícola de seis cilindros potente e a transmissão Dana VT, que é uma transmissão CVT, sem marcha”, explica Zanetti.

Segundo ele, o conjunto permite operar em rotações mais baixas.

“Com isso, a gente consegue trabalhar na menor rotação possível, em torno de 1.500 a 1.600 rpm, que é a mais baixa da categoria para alta potência, levando o consumo de combustível para baixo”, diz.

De acordo com a empresa, a economia pode chegar a até 30%, dependendo das condições de uso.

“A gente já tem dados de que a economia pode chegar a 30%. Em preparo de solo pesado, por exemplo, trabalhamos em torno de 40 a 50 litros por hora, enquanto outras marcas podem ultrapassar 65. Mas tudo depende do implemento, do solo e da velocidade”, afirma.

Máquina de maior valor no portfólio

Com o lançamento, o MF 9S passa a ser o trator de maior potência da marca e também o de maior valor. De acordo com Zanetti, o equipamento pode custar de de R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões. Mas o executivo da Massey diz que o investimento é compensado pela economia operacional gerada pelo equipamento.

“A gente já tem dados de que o produtor consegue economizar mais de R$ 400 por hectare, somando combustível e qualidade de plantio”, diz.

Plataforma digital amplia controle da operação

Além das máquinas, a empresa também apresentou a plataforma de telemetria e gestão de frota PX Farming Gage, que permite planejamento e monitoramento das operações em tempo real.

“É uma plataforma que permite planejar o trabalho antes mesmo da operação. Você define área, linha de plantio, quantidade de sementes e adubo, e tudo isso já vai direto para a máquina. O operador entra, liga e a máquina executa o que foi planejado”, explica.

O sistema também permite acompanhamento da operação.

“O gerente [da propriedade rural] consegue ver se o operador está tirando o máximo proveito da máquina, se está na velocidade ideal, se o consumo está dentro do esperado. E no pós, dá para extrair relatórios tanto agronômicos quanto de diagnóstico da máquina”, completa.

Investimento em tecnologia

Mesmo com a projeção de queda de 8% nas vendas de máquinas agrícolas neste ano, feita pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a empresa avalia que o produtor segue interessado em investir em tecnologia.

“A gente gosta de falar em projeções depois das feiras, que são o nosso termômetro. A Agrishow ainda é a principal. Mas o que temos visto é que o produtor está buscando tecnologia”, afirma Zanetti.

Segundo ele, há diferentes comportamentos no mercado.

“No Sul, por exemplo, a pecuária está aquecida, sustentando vendas de tratores de menor potência. Já no segmento de grãos, o produtor está mais cauteloso. Por outro lado, setores como cana seguem aquecidos e demandando tecnologia”, diz.

A estratégia da empresa também inclui soluções para quem não pretende investir em máquinas novas.

“A gente tem alternativas para o produtor que não quer comprar uma máquina nova. É possível fazer retrofit e incorporar tecnologia na máquina que ele já tem, aumentando a eficiência sem precisar de um investimento maior”, afirma.

Agrishow será termômetro do mercado

Para a Massey Ferguson, a Agrishow deve ser o principal indicador do comportamento do mercado em 2026.

“O grande termômetro é a Agrishow, porque ela reúne produtores de todo o Brasil e também de outros países, como Argentina e Paraguai. É ali que a gente vai ter uma visão mais clara do mercado”, afirma Zanetti.

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Guerra no Oriente Médio faz ureia disparar e segue pressionando preços dos fertilizantes

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O mercado global de fertilizantes segue pressionado entre março e início de abril, impulsionado pela escalada do conflito no Oriente Médio, segundo análise do Itaú BBA. A combinação de oferta restrita, custos mais altos de energia e incertezas logísticas tem sustentado a alta dos preços, com destaque para os nitrogenados.

De acordo com consultoria, os fertilizantes nitrogenados lideram o movimento de valorização. No Brasil, a ureia registrou forte alta no período, chegando a cerca de US$ 760 por tonelada CFR em 10 de abril.

A elevação reflete o impacto direto do aumento nos preços do petróleo e do gás natural, além da maior aversão ao risco no cenário internacional. Países do Golfo Pérsico, importantes produtores, enfrentam restrições que afetam a oferta global.

No curto prazo, a tendência é de um mercado ainda ajustado e volátil, diante das incertezas sobre a duração do conflito e a normalização das rotas logísticas.

Os fertilizantes fosfatados também registraram pressão recente. A alta do enxofre, insumo essencial na produção, elevou os custos e impactou o mercado. No Brasil, os preços do produto acumulam forte valorização desde fevereiro.

Com isso, os fosfatados avançaram cerca de 7% no mercado doméstico. O MAP atingiu aproximadamente US$ 890 por tonelada CFR. Apesar da demanda agrícola ainda gradual, o cenário de oferta mais restrita e custos elevados tende a sustentar os preços.

Já o mercado de potássicos apresenta maior estabilidade em relação aos demais nutrientes. Ainda assim, o segmento também é afetado pelas incertezas globais e pelos custos logísticos. A oferta segue mais equilibrada, com Rússia e Belarus mantendo papel relevante no comércio internacional.

Para os próximos meses, a expectativa é de aumento gradual da demanda, com preços sustentados, embora com menor volatilidade em comparação aos nitrogenados e fosfatados.

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Agro Mato Grosso

Custo de produção altera para soja, milho e algodão em MT

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O custo de produção das principais culturas em Mato Grosso subiu para a safra 2026/27. Dados do Imea apontam alta mensal no custeio de soja, milho e algodão. O avanço reflete encarecimento de insumos, com destaque para fertilizantes e diesel.

Na soja, o custeio chegou a R$ 4.435,40/ha em março de 2026. Alta de 6,98% no mês. Fertilizantes responderam por 46,71% do total. O grupo subiu 10,77% e alcançou R$ 2.071,87/ha. O diesel avançou de R$ 6,35/l para R$ 7,21/l entre fevereiro e março. O aumento elevou despesas com operações mecanizadas.

No milho, o custeio atingiu R$ 3.686,80/ha. Crescimento mensal de 3,38%. Fertilizantes e corretivos subiram 5,67%. Defensivos avançaram 3,12%. A relação de troca piorou. O produtor precisa de 99,06 sc/ha para ureia, 125,37 sc/ha para MAP e 81,85 sc/ha para KCl, conforme gráfico na página 2.

No algodão, o custeio ficou em R$ 10.531,50/ha. Alta de 2,64% no mês. O custo total alcançou R$ 18.630,38/ha. Fertilizantes e corretivos subiram 6,27%. O avanço reverteu cenário frente à safra anterior e reduziu margem do produtor.

As três cadeias registraram impacto de tensões geopolíticas no Oriente Médio. O cenário elevou preços de petróleo e insumos. O movimento restringiu oferta de fertilizantes e pressionou custos logísticos.

O Imea alerta para relação de troca pressionada. O ambiente exige planejamento de compras.

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Braquiária eleva produtividade da soja em até 15% e melhora saúde do solo, aponta estudo da Embrapa

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Foto: Agrodefesa

Uma análise inédita em escala nacional confirmou o impacto positivo da braquiária na produtividade da soja e na qualidade do solo. O estudo, liderado pela Embrapa e publicado na revista Agronomy, reuniu dados de 55 pesquisas realizadas em 33 localidades do país.

Segundo os pesquisadores, o uso de gramíneas tropicais de raízes profundas, especialmente do gênero braquiária, como cultura antecessora pode elevar a produtividade da soja em média 15%, o que representa um ganho de cerca de 515 kg por hectare.

A pesquisa utilizou a metodologia de meta-análise, que compila resultados de diferentes estudos para gerar conclusões mais robustas. Os trabalhos avaliados foram conduzidos em condições de campo no Brasil e compararam sistemas com e sem o uso dessas gramíneas antes do cultivo da soja.

Ganhos consistentes na lavoura

De acordo com o levantamento, 154 das 173 comparações analisadas indicaram aumento de produtividade, com ganhos que variaram de 30 a 2.200 kg por hectare. Apenas 11% dos casos registraram queda, geralmente associada a falhas no manejo.

Além do impacto direto na produção, o estudo também identificou avanços significativos nos indicadores biológicos do solo. Houve aumento de 35% na atividade da enzima arilsulfatase e de 31% na β-glicosidase, além de ganhos no carbono da biomassa microbiana (+24%) e no carbono orgânico (+11%).

Esses resultados indicam melhora na atividade microbiana, na ciclagem de nutrientes e na estrutura do solo, fatores essenciais para a sustentabilidade dos sistemas agrícolas.

Baixo custo e alto retorno

Outro ponto destacado pelos pesquisadores é o custo relativamente baixo para adoção da braquiária. A semeadura varia entre 3 e 10 kg por hectare, com investimento estimado entre US$ 9 e US$ 30 por hectare.

Em contrapartida, o aumento de produtividade pode gerar uma receita adicional média de US$ 198 por hectare, reforçando a viabilidade econômica da prática.

Agricultura regenerativa

O estudo também aponta que gramíneas tropicais de raízes profundas devem ser vistas não apenas como plantas de cobertura, mas como “insumos biológicos” em sistemas agrícolas regenerativos e conservacionistas.

Isso porque essas espécies contribuem para múltiplos serviços ecossistêmicos, como maior infiltração de água, melhoria da agregação do solo e aumento dos estoques de carbono.

Para os pesquisadores, a adoção dessas gramíneas em larga escala representa um avanço estratégico para a intensificação sustentável da agricultura brasileira, ao combinar aumento de produtividade com conservação dos recursos naturais.

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