Sustentabilidade
Ciclone extratropical avança no Brasil e chuvas podem ultrapassar 100 mm em cinco dias; veja onde

A colheita de soja no Brasil caminha para a reta final, com cerca de 85% da área já colhida, embora o ritmo ainda esteja aproximadamente 3% atrás do registrado no mesmo período do ano passado. Estados como Mato Grosso e São Paulo já encerraram os trabalhos em campo, enquanto outros importantes produtores, como Paraná e Minas Gerais, superam os 90% de área colhida.
Apesar do avanço, ainda há diferenças relevantes entre as regiões. Os maiores atrasos são observados no Maranhão, com diferença de 15%, na Bahia, com 20%, e em Santa Catarina, que lidera o atraso nacional, com cerca de 23,4%. Em contrapartida, o Rio Grande do Sul apresenta recuperação e já opera 1% à frente da última safra.
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As condições climáticas têm sido determinantes para esse cenário. No geral, o tempo mais seco no Brasil central tem favorecido o andamento da colheita, especialmente em Minas Gerais. Por outro lado, a elevada umidade do solo e a persistência das chuvas em Santa Catarina e no Maranhão seguem dificultando o avanço das máquinas no campo.
A situação tende a se complicar ainda mais no Sul do país com a formação de um ciclone extratropical, que deve provocar novos episódios de chuva intensa, especialmente em Santa Catarina, atrasando novamente as operações.
Na região do Matopiba, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém volumes expressivos de precipitação no Maranhão, com acumulados que podem ultrapassar 100 mm em cinco dias.
Na Bahia, a previsão indica chuvas pontuais no fim de semana em áreas como Barreiras, sem grandes impactos no campo. Os volumes mais significativos devem retornar apenas na virada do mês, com tendência de corte das chuvas ao longo de maio.
Entre os dias 21 e 25 de abril, o cenário será de tempo mais firme no Brasil central, abrindo uma janela importante para o avanço da colheita. Já no Sul, a chuva continua presente, principalmente entre Santa Catarina e Paraná. Em regiões do Matopiba, como o sul do Piauí e Tocantins, a tendência é de alívio nas precipitações.
No Centro-Oeste, áreas como Rio Verde devem ter condições favoráveis, com tempo firme até o fim de abril, garantindo cerca de dez dias seguidos para o produtor acelerar os trabalhos. As chuvas retornam no início de maio, com acumulados entre 20 e 30 mm até o período do Dia das Mães, favorecendo também o desenvolvimento do milho safrinha.
Já no Sul, a preocupação segue elevada. Em Campos Novos, importante polo produtivo de Santa Catarina, os acumulados podem ultrapassar 150 mm na semana do dia 21 ao dia 26, mantendo o risco de atrasos significativos na colheita.
Além da chuva, o produtor deve ficar atento à chegada do primeiro frio mais intenso do outono na primeira semana de maio. As temperaturas mínimas podem cair para perto de 5°C, com possibilidade de geadas em áreas de baixada, o que acende um alerta para as lavouras.
No curto prazo, a formação do ciclone extratropical também traz risco de temporais no Centro-Sul do país, incluindo o interior da região Sul, o sul de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Há previsão de rajadas de vento que podem ultrapassar os 100 km/h, além de possibilidade de granizo.
Enquanto isso, o tempo segue mais aberto em estados como Minas Gerais, Bahia e Goiás, com predomínio de sol e temperaturas elevadas, variando entre 30°C e 32°C. Já no Norte, áreas como Vilhena, em Rondônia, devem registrar dias consecutivos de chuva até o fim de semana, com temperaturas mais amenas.
O cenário, portanto, exige atenção redobrada do produtor, que terá janelas curtas, porém importantes, para avançar com a colheita diante de um clima ainda bastante instável em diversas regiões do país.
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Sustentabilidade
Como o mercado de soja fechou em maio? Pouca movimentação no Brasil e estabilidade marcam o mês

O mercado físico da soja no Brasil encerra o mês de maio marcado por baixa movimentação e poucas oscilações nos preços. Apesar de momentos de recuperação ao longo do período, o câmbio e os contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago apresentaram comportamento praticamente estável, com leve alta do dólar e pequena retração nas cotações internacionais.
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No mercado interno, a saca de 60 quilos é negociada em torno de R$ 126,00 em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), o preço gira próximo de R$ 121,00. Já em Rondonópolis (MT), a cotação está em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá, a soja oscila na faixa de R$ 132,00 por saca.
Soja em Chicago
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), o contrato julho de encerrou a quinta-feira (28) cotado a US$ 11,94 1/2 por bushel. Nos melhores momentos do mês, o contrato chegou a superar o patamar de US$ 12,00. O mercado internacional segue dividido entre fatores negativos, como o bom desenvolvimento da safra norte-americana e a grande oferta da América do Sul, e elementos de sustentação, como a volatilidade causada pelo conflito no Oriente Médio e a expectativa de retomada da demanda chinesa.
Projeção para a produção brasileira
As projeções para a produção brasileira seguem elevadas. Segundo levantamento de Safras & Mercado, a safra de soja 2025/26 deverá atingir 178,11 milhões de toneladas, crescimento de 3,7% em relação à temporada anterior, estimada em 171,84 milhões de toneladas. Na projeção divulgada em fevereiro, a estimativa era de 177,72 milhões de toneladas.
Argentina
Na Argentina, o Ministério da Economia, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca, revisou novamente os números da safra 2025/26. A produção foi ajustada para 49,9 milhões de toneladas, enquanto a área plantada foi estimada em 16,4 milhões de hectares.
EUA
Já nos Estados Unidos, o relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que a produção de soja na temporada 2026/27 deverá alcançar 4,435 bilhões de bushels, equivalentes a 120,7 milhões de toneladas. A produtividade média foi projetada em 53 bushels por acre. O número ficou levemente abaixo da expectativa do mercado, que trabalhava com produção de 4,450 bilhões de bushels, ou 121,1 milhões de toneladas.
Os estoques finais norte-americanos foram estimados em 310 milhões de bushels, o equivalente a 8,44 milhões de toneladas, abaixo da expectativa do mercado, que apontava para 353 milhões de bushels. O USDA também projeta esmagamento de 2,75 bilhões de bushels e exportações de 1,63 bilhão. Para a temporada 2025/26, os estoques de passagem foram indicados em 340 milhões de bushels, também abaixo das previsões do mercado.
As informações são da Safras & Mercado.
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Sustentabilidade
Maio tem comercialização limitada da soja; fundamentos baixistas e conflito no Oriente Médio dominam atenções – MAIS SOJA

Porto Alegre, 29 de maio de 2026 – O mês de maio foi marcado por poucas oscilações e negócios reduzidos no mercado físico de soja do Brasil. Apesar dos momentos de repique, câmbio e contratos futuros em Chicago vão encerrando o período praticamente estabilizados, com pequena variação positiva para o dólar e negativa para Chicago.
A saca de 60 quilos está cotada na casa de R$ 126,00 em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), preço em torno de 121,00. Em Rondonópolis (MT), a cotação está em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá, a saca oscila na casa de R$ 132,00.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), o contrato julho encerrou a quinta, 28, a US$ 11,94 1/2 por bushel. Nos melhores momentos chegou a superar a casa de US$ 12,00. O mercado oscila entre um cenário fundamental negativo – com boa evolução da safra americana e safras cheias colhidas no Brasil e na Argentina -, a volatilidade gerada pelo conflito no Oriente Médio e a expectativa de retomada da demanda chinesa.
A produção brasileira de soja em 2025/26 deverá totalizar 178,11 milhões de toneladas, com elevação de 3,7% sobre a safra da temporada anterior, que ficou em 171,84 milhões de toneladas. A estimativa é de Safras & Mercado. Em 27 de fevereiro, data da estimativa anterior, a projeção era de 177,72 milhões de toneladas.
De acordo com o levantamento do Ministério da Economia da Argentina, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca, a produção de soja 2025/26 foi novamente ajustada para 49,9 milhões de toneladas. A área também revisada, ficando em 16,4 milhões de hectares.
O relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,435 bilhões de bushels em 2026/27, o equivalente a 120,7 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 53 bushels por acre. Esta foi a primeira estimativa do USDA para a atual temporada. O mercado apostava em número de 4,450 bilhões de bushels, ou 121,1 milhões de toneladas.
Os estoques finais estão projetados em 310 milhões de bushels ou 8,44 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 353 milhões de bushels ou 9,6 milhões de toneladas. O USDA está trabalhando com esmagamento de 2,75 bilhões de bushels e exportações de 1,63 bilhão. Para a temporada 2025/26, o Departamento indicou estoques de passagem de 340 milhões de bushels, enquanto o mercado previa estoques de 347 milhões. .
Autor/Fonte: Dylan Della Pasqua / Safras News
Sustentabilidade
Saiba como as cotações de soja encerraram a semana; estabilidade nos preços definem o dia

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem grandes movimentações, com preços praticamente estáveis na maior parte das regiões produtoras e dos portos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, algumas oportunidades surgiram ao longo do dia, mas sem volumes expressivos de negócios.
A sessão foi marcada por pouca variação nos principais formadores de preços. Enquanto os contratos futuros da soja recuaram na Bolsa de Chicago, o dólar registrou leve valorização frente ao real. Apesar disso, os movimentos não foram suficientes para provocar alterações relevantes nas referências do mercado físico brasileiro.
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De acordo com Silveira, não houve fatores capazes de impactar de forma significativa a formação dos preços. O analista também destacou que, apesar do ritmo mais lento observado nesta sexta-feira, os produtores apresentaram movimentações mais firmes ao longo da semana, com bons volumes de comercialização.
Preços da soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 126,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 127,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 121,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 110,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 113,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,00
- Rio Grande (RS): manteve em R$ 132,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja encerraram a sexta-feira em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ampliando as perdas acumuladas tanto na semana quanto no mês de maio. O movimento foi atribuído principalmente à realização de lucros pelos investidores e ao reposicionamento das carteiras.
No acumulado de maio, a soja registrou queda de 0,73%, enquanto na semana a retração foi de 0,77%. A desvalorização do petróleo, diante das perspectivas de um acordo entre Irã e Estados Unidos para reduzir as tensões no Oriente Médio, e as condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas contribuíram para o movimento de correção dos preços.
O mercado também segue atento à demanda chinesa. Os agentes aguardam sinais de retomada das compras por parte da China, que poderiam ocorrer dentro dos entendimentos firmados entre Washington e Pequim durante visita do presidente Donald Trump ao país asiático.
USDA
As vendas externas dos Estados Unidos também estiveram no radar. Exportadores privados reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a comercialização de 192 mil toneladas de soja para destinos não revelados. Desse total, 60 mil toneladas serão entregues na safra 2025/26 e 132 mil toneladas na temporada 2026/27.
Além disso, as exportações líquidas norte-americanas de soja somaram 299,9 mil toneladas para a safra 2025/26 na semana encerrada em 21 de maio. Para a temporada 2026/27, foram registradas mais 137,7 mil toneladas. O resultado ficou dentro das expectativas do mercado, que projetava embarques entre 150 mil e 400 mil toneladas considerando as duas safras.
Contratos futuros de soja
Entre os contratos futuros, a posição julho fechou a US$ 11,86 3/4 por bushel, com queda de 7,75 centavos de dólar ou 0,64%. Já o vencimento agosto encerrou a US$ 11,90 1/4 por bushel, recuando 5,75 centavos de dólar ou 0,48%.
Nos subprodutos, o farelo de soja para julho caiu US$ 4,30, ou 1,28%, para US$ 329,80 por tonelada. O óleo de soja, por sua vez, avançou 1,02 centavo de dólar, ou 1,32%, encerrando a sessão em 77,72 centavos de dólar por libra-peso.
Dólar
O dólar comercial encerrou o dia com valorização de 0,26%, cotado a R$ 5,0450 para venda e R$ 5,0431 para compra. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0351 e a máxima de R$ 5,0711.
No acumulado da semana, a moeda avançou 0,33%. Em maio, a valorização chegou a 1,87%.
Com informações da Safras & Mercado.
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