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Primeira mulher indígena assume vaga na ALMT, mas ficará apenas 30 dias no cargo

A suplente Eliane Xunakalo (PT) tomou posse nesta quarta-feira (15) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e entrou para a história como a primeira indígena a ocupar uma cadeira no Parlamento estadual. Ela integra o povo Kurâ-Bakairi e atualmente preside a Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt).
A parlamentar ficará no cargo por 30 dias, substituindo o deputado Lúdio Cabral, que se afastou temporariamente dentro do acordo de rodízio entre suplentes da federação formada por PT, PV e PCdoB.
Durante a posse, Eliane destacou o caráter inédito da sua chegada ao Legislativo. Segundo ela, não há registro anterior de representantes indígenas em assembleias estaduais no país, o que torna Mato Grosso o primeiro estado a ter um parlamentar indígena — no caso, uma mulher.
Em conversa com a imprensa, afirmou que pretende levar ao Parlamento as demandas dos povos indígenas e de comunidades tradicionais. A nova deputada ressaltou que quer representar quem vive nos territórios e também nas periferias, defendendo soluções para problemas enfrentados por essas populações.
Suplente em ano eleitoral
A passagem pelo cargo também ocorre dentro de uma estratégia política que permite maior visibilidade aos suplentes. Antes dela, já participaram do rodízio nomes como Henrique Lopes, Edna Sampaio e Professora Graciele. Após o período de Xunakalo, a vaga será ocupada por Altir Peruzzo, ex-prefeito de Juína.
Eliane também comentou sobre a responsabilidade de representar os povos indígenas, destacando a expectativa das lideranças em relação à sua atuação durante o período no cargo.
Na semana dos povos originários
A posse acontece na mesma semana em que é celebrado o Dia Nacional dos Povos Indígenas, o que reforça o simbolismo do momento. Para ela, a presença no Legislativo pode abrir espaço para que outras mulheres indígenas também alcancem posições de poder.
Quem é Eliane Xunakalo
Formada em Direito, com especializações em Direito Administrativo e Administração Pública, Eliane tem atuação ligada à defesa dos direitos indígenas. Ela foi a primeira mulher a presidir a Fepoimt e segue envolvida em articulações nacionais voltadas à pauta das mulheres indígenas.
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Novos casos de doenças crônicas devem crescer 31% até 2050

Documento publicado nesta quarta-feira (15.04) aponta que população vive mais tempo, porém com múltiplas enfermidades; gastos per capita com saúde podem subir mais de 50% nas próximas décadas
Doenças não transmissíveis (DNTs) estão remodelando sociedades. Doenças cardíacas, câncer, diabetes e doenças pulmonares crônicas afetam atualmente milhões de pessoas a mais do que na geração anterior e a tendência é que esse cenário continue a piorar.![]()
As informações integram relatório publicado nesta quarta-feira (15) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O documento alerta que, na atual geração, mais pessoas vivem mais tempo, mas frequentemente o fazem com múltiplas doenças crônicas.
“As DNTs encurtam vidas, afetam a qualidade de vida das pessoas e reduzem sua capacidade de trabalho. Isso aumenta os gastos com saúde e reduz a produtividade dos trabalhadores e o retorno econômico”, destacou o documento.
“No entanto, muitos desses impactos são evitáveis, por meio de ações sobre os fatores de risco à saúde, diagnóstico precoce de doenças e tratamento aprimorado”, completou a OCDE.
A análise mostra que a prevenção de doenças traz benefícios sociais e econômicos muito maiores do que o tratamento tardio e que países que conseguem reduzir as taxas de condições que figuram como principais riscos à saúde, como obesidade e tabagismo, podem não apenas salvar vidas, mas aliviar a pressão sobre os orçamentos da saúde.
Números
O relatório ressalta que, apesar de décadas de esforços, as DNTs continuam a aumentar. Entre 1990 e 2023, a prevalência de câncer e de doença pulmonar obstrutiva crônica aumentou 36% e 49%, respectivamente, enquanto a prevalência de doenças cardiovasculares aumentou mais de 27%.
Os dados mostram ainda que, em 2023, uma em cada dez pessoas que viviam em países-membros da OCDE tinha diabetes e uma em cada oito vivia com doença cardiovascular.
Para a OCDE, existem três razões principais para o aumento contínuo da prevalência de DCNTs no mundo:
– Embora tenha havido progresso na redução de certos fatores de risco, como poluição do ar, tabagismo, consumo nocivo de álcool e inatividade física, esse progresso foi prejudicado pelo aumento acentuado da obesidade.
– A melhoria nas taxas de sobrevivência, um inegável sucesso em saúde pública, significa que mais pessoas vivem por períodos mais longos com doenças crônicas, aumentando a demanda por cuidados e a complexidade dos serviços.
– O envelhecimento populacional significa que mais pessoas estão atingindo as faixas etárias em que as DCNTs são mais comuns.
“Mesmo que a prevalência dos fatores de risco, as taxas de sobrevivência e o tamanho da população permaneçam constantes, o número de novos casos de DCNT deverá crescer 31% na OCDE entre 2026 e 2050, apenas devido ao envelhecimento populacional”, alertou relatório.
“Prevê-se que a prevalência de multimorbidade [combinação de doenças crônicas ou agudas] aumente 75% na OCDE (70% na União Europeia) e que a despesa anual per capita com saúde relacionada com doenças não transmissíveis cresça mais de 50% na OCDE”, concluiu a organização.
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Um respiro para Cuiabá: capital vai ganhar 350 mil árvores para enfrentar o calor extremo

Cuiabá pode dar um passo importante para enfrentar o calor extremo e melhorar a qualidade de vida da população. O novo Plano Diretor apresentado pelo prefeito Abilio Brunini (PL) prevê o plantio de cerca de 350 mil árvores ao longo dos próximos anos.
A proposta surge após a capital bater recordes de temperatura, chegando a 40,9°C em 2025. A ideia é usar a arborização como ferramenta para reduzir as ilhas de calor e melhorar o microclima urbano, resgatando o antigo título de “cidade verde”.
Arquiteto de formação, Abilio aposta em um modelo de planejamento que prioriza o bem-estar das pessoas. No curto prazo, a meta é plantar 20 mil árvores entre 2026 e 2029, com ampliação gradual das áreas verdes em até 5% ao ano.
O plano também inclui ações mais amplas, como a valorização do Centro Histórico, incentivo à mobilidade ativa e criação de corredores verdes ao longo de rios e córregos, integrando natureza e espaço urbano.
A longo prazo, a expectativa é transformar Cuiabá em uma cidade mais sombreada, resiliente e sustentável, com impacto direto na qualidade de vida da população e na recuperação dos ecossistemas urbanos.
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Câmeras do Vigia Mais MT flagram comércio de drogas e levam à prisão de suspeito no Cidade Alta

Operadores do Ciosp identificaram cinco indivíduos em atividade suspeita; ação coordenada com o 10º BPM resultou na apreensão de entorpecentes na capital
Após ser identificado por câmeras de monitoramento do programa Vigia Mais MT, um homem foi preso suspeito de tráfico de drogas na noite desta terça-feira (14.4), no bairro Cidade Alta de Cuiabá.
Conforme informações do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), durante monitoramento pelas câmeras, os operadores identificaram cinco indivíduos, aparentemente fazendo uso e comércio de entorpecentes.
Diante da suspeita, os operadores imediatamente acionaram policiais do 10º BPM que se deslocaram até o local e confirmaram a suspeita. Os indivíduos foram abordados e após a busca pessoal e no entorno foram encontrados ilícitos em posse dos suspeitos.
Por suspeita de tráfico de drogas, um deles foi encaminhado para à Delegacia de Polícia juntamente com os entorpecentes apreendidos para as devidas providências cabíveis.
Com Assessoria
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