Agro Mato Grosso
Concurso em Sorriso mobiliza estudantes para produção agricultura regenerativa MT

Em um dos maiores polos agrícolas do Brasil, concurso transforma alunos em protagonistas ao pesquisar práticas que regeneram o solo e preservam a água
Estudantes do 5º e 6º anos do ensino fundamental das escolas municipais de Sorriso (MT) estão sendo convidados a refletir sobre a agricultura regenerativa, um sistema de produção que busca restaurar a saúde do solo, melhorar o ciclo da água, sequestrar carbono e aumentar a biodiversidade. Para isso, foi lançado o concurso de produção de videocast com o tema “Solo Vivo e Água Limpa – Agricultura Regenerativa”, realizado pela Associação Clube Amigos da Terra (CAT Sorriso), em parceria com a Secretaria Municipal de Educação.
As inscrições seguem até o dia 30 de abril. “Estamos convidando os alunos, nessa faixa etária entre 10 e 12 anos, a criarem um videocast sobre como cuidar da saúde do solo e da água na produção de alimentos”, explicou a coordenadora do CAT Sorriso, Cristina Delicato. “O objetivo é mostrar que é possível produzir e, ao mesmo tempo, cuidar da natureza”, afirmou.
Os estudantes vivem em uma região de forte produção agrícola no estado, tanto em larga escala, com culturas como soja, milho e algodão, quanto na produção de frutas, verduras, ovos e leite em pequenas propriedades rurais. De acordo com a professora Ivali Furts Rodrigues dos Santos, mesmo estando próximos de fazendas e sítios, muitos alunos ainda não conhecem como ocorre a produção agrícola, e o concurso surge como mais uma oportunidade de trabalhar o tema em sala de aula.
“Eu gosto muito desse tema, agricultura regenerativa, porque ele é amplo e abre diversas possibilidades de aprendizado”, ressaltou a professora Ivali, que atua na Escola Municipal Professora Ivete Lourdes Arenardt. “Trabalho muito com práticas nas aulas de Ciências, e isso agrega muito ao conteúdo. As crianças adoram as aulas práticas”, contou.
Conceitos e práticas da agricultura regenerativa
Durante as pesquisas, os alunos terão contato com conceitos como o sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), o plantio direto na palha, a rotação de culturas e a proteção de nascentes de rios. Mas, afinal, o que é agricultura regenerativa? O pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril de Sinop, Cornélio Zolin, explica: “Regenerativo significa refazer, recuperar. E tudo começa com o solo. A questão é: quais ações, práticas e sistemas podem ser adotados para melhorar a saúde do solo, nos aspectos químico, físico e biológico?”.
A adoção de práticas conservacionistas, como o plantio direto, a diversificação de culturas e a ILPF, contribui diretamente para a melhoria da qualidade do solo. “Essas práticas promovem melhor infiltração da água da chuva, aumentam a ciclagem de nutrientes e a matéria orgânica. Assim, o sistema se torna mais equilibrado, flexível e resiliente”, explicou o pesquisador.
“O estudo destes temas ajudam os alunos a desenvolver uma consciência ambiental na prática. Eles deixam de ver esses temas como algo abstrato e passam a compreender como suas escolhas impactam o solo, a água e o clima”, avaliou a coordenadora de projetos da Secretaria Municipal de Educação, Adaiane Banfi Braga.
Duas décadas de educação agroambiental
Há 20 anos, o CAT Sorriso desenvolve ações com estudantes da rede municipal. Por meio de parcerias, a associação proporciona visitas a propriedades rurais de diferentes portes, além de experiências em vitrines tecnológicas de reposição florestal e áreas de recuperação de nascentes de rios.
Nesse período, cerca de 160 mil crianças já participaram de atividades educativas voltadas à preservação ambiental e foram produzidas nove edições de cartilhas para educação ambiental, distribuídas nas escolas.
Como funciona o concurso
Cada professor deverá desenvolver o tema: “Solo Vivo e Água Limpa – Agricultura Regenerativa”, em sala de aula e orientar a produção de um videocast por turma, com grupos de até cinco alunos. Os trabalhos devem ser enviados à Secretaria Municipal de Educação (SEMED) até o dia 31 de agosto.
Os vencedores receberão premiação em dinheiro: o 1º lugar ganhará R$ 1.000 por participante; o 2º lugar, R$ 500; e o 3º lugar, R$ 300, contemplando professores e alunos. Mais informações sobre o concurso, só entrar em contato com a equipe do CAT Sorriso, pelo whatsapp (66) 3544-3379.
Agro Mato Grosso
Semente Forte orienta produtores sobre cuidados para garantir boa implantação da soja

Aprosoja MT reforça a importância de planejar cada etapa do plantio, desde o armazenamento das sementes até a regulagem dos equipamentos e as condições do solo
Com a liberação do plantio em Mato Grosso, o produtor rural intensifica os preparativos para garantir uma boa implantação da lavoura. Antes mesmo de colocar a semente no solo, uma série de cuidados precisa ser observada, desde a escolha e o armazenamento do material até as condições de umidade e a operação de semeadura. Pequenas falhas nessas etapas podem comprometer o estande de plantas e impactar o desenvolvimento da lavoura ao longo da safra.
Por isso, a qualidade da semente é um dos primeiros pontos que devem ser observados pelo produtor. Por meio do programa Semente Forte, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) acompanha a qualidade das sementes adquiridas pelos produtores. A amostragem das sementes adquiridas comercialmente é realizada por técnicos habilitados pelo Registro Nacional de Sementes e Mudas (RENASEM), e as amostras são encaminhadas a laboratórios credenciados junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), onde passam por análises para verificar sua qualidade.
Para o vice-presidente Oeste da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, o primeiro cuidado deve começar ainda na aquisição da semente. Ele orienta que o produtor procure empresas com experiência e procedência no mercado e confira os índices de germinação e vigor antes de realizar o plantio.
“O ideal é que o produtor compre uma semente de boa qualidade, de empresas idôneas que estão a tempo no mercado, né, que se certifique que essa sementa que ele adquiriu esteja com germinação boa e com vigor excelente para que ela possa já chegar com nível alto de qualidade e germinar bem na lavoura”, disse.
Depois de receber o material na propriedade, os cuidados precisam continuar. Gilson explica que a avaliação da qualidade antes do plantio, aliada ao tratamento adequado das sementes e à observação da umidade do solo, ajuda o produtor a reduzir os riscos de falhas na germinação e garantir uma melhor formação do estande.
“Na hora que a semente chega na fazenda, o ideal é que chame o supervisor da Aprosoja MT da região para que colete essa semente. Se tiver dúvidas, mande para o laboratório antes de realizar o plantio. Com o resultado de qualidade em mãos, o produtor pode tomar decisão em relação ao tratamento do material, e também, decidir qual o melhor momento para plantar levando em consideração a umidade do solo, fator que contribui para uma boa germinação”, completou.
Em Jaciara, o produtor rural Alberto Chiapinotto também destaca que os cuidados realizados antes da semeadura são fundamentais para evitar problemas durante a implantação da lavoura. Segundo ele, testar a qualidade das sementes e armazená-las adequadamente são medidas que ajudam o produtor a identificar possíveis problemas antes de iniciar o plantio.
“Receber a semente e armazenar em câmara fria, realizar os testes em laboratório e também em canteiros antes do plantio para confirmar a qualidade são cuidados essenciais. Ao cuidar da qualidade da semente, o produtor está evitando que ocorra um erro no plantio. A qualidade da semente é essencial, pois é o início de toda sua safra, não apenas da soja, mas da segunda safra também. Pois se houver a necessidade do replantio, afetará todo o ciclo da produção da safra agrícola, comprometendo a rentabilidade do produtor”, salienta.
Além da qualidade da semente, Alberto chama atenção para as condições no momento da semeadura. A recomendação é que o produtor observe as condições do solo e ajuste a operação de acordo com a capacidade do equipamento, evitando comprometer a distribuição e a emergência das plantas.
“Tenha o máximo de capricho, faça o plantio nas condições ideais, velocidade adequada de acordo com a capacidade do equipamento e do solo para garantir um bom estande de plantas e ter uma colheita farta”, recomenda.
Os cuidados com a semente e com a operação de plantio são importantes para garantir que a lavoura comece o ciclo produtivo com boas condições de desenvolvimento. Além de reduzir o risco de falhas e da necessidade de replantio, uma boa implantação contribui para o aproveitamento do potencial produtivo da cultura e para a rentabilidade do produtor.
Com a nova safra se aproximando, a Aprosoja MT reforça a importância de que o produtor planeje cada etapa do plantio, desde a escolha e o armazenamento das sementes até a regulagem dos equipamentos e as condições do solo. A atenção aos detalhes antes e durante a semeadura pode fazer a diferença para alcançar um bom estande e iniciar a safra com mais segurança e produtividade.
Agro Mato Grosso
Javalis avançam em áreas rurais e preocupam produtores em MT

A presença de javalis e porcos selvagens em áreas rurais em todo o país, principalmente em Mato Grosso, foi tema de um fórum realizado nesta terça-feira (15). O evento focou a preocupação de produtores pelos danos que os animais podem provocar nas lavouras. Lucas do Rio Verde e Sorriso estão entre as cidades prejudicadas pela presença dos animais. Além dos prejuízos diretos à produção, a presença da espécie também representa um desafio para o manejo e a segurança sanitária das propriedades.
A preocupação com os impactos provocados pelos javalis foi tema do Fórum Javali – Impactos, Estratégias e Ação Coordenada de Sanidade, Produção, Meio Ambiente e Manejo em uma Estratégia Integrada, realizado nesta semana com a participação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), especialistas, pesquisadores e entidades do setor.
O avanço dos animais sobre áreas agrícolas pode resultar em perdas de plantas, danos ao solo e destruição de áreas cultivadas, especialmente quando os grupos invadem lavouras em busca de alimento. Em regiões de forte produção agrícola, como o médio-norte de Mato Grosso, o problema ganha dimensão ainda maior devido à extensão das áreas cultivadas e à dificuldade de monitoramento.
Um levantamento realizado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), com 76 Sindicatos Rurais, mostra a dimensão do problema em outras regiões produtoras do país. Entre as entidades que participaram da pesquisa, 85,5% das regiões representadas registraram a presença de javalis nas lavouras.
Durante o fórum, o presidente da Faesp, Tirso Meirelles, destacou que o controle da espécie precisa envolver diferentes setores e ser realizado de maneira contínua. Entre as medidas apontadas estão a simplificação de normas, capacitação para o manejo, treinamento em biossegurança e saúde animal, rastreabilidade, monitoramento e utilização de novas tecnologias.
“O javali é uma ameaça à segurança do produtor rural e à produção. Precisamos investir nesse processo de manejo e controle de forma coletiva, com esforços reunidos em torno da sanidade animal e vegetal”, afirmou Meirelles.
Para o especialista da CNA Julio Daniel do Vale, o enfrentamento do problema não pode depender apenas da caça. Segundo ele, é necessário estabelecer estratégias de acordo com a realidade de cada região, levando em consideração a presença e a concentração dos animais, os impactos provocados e a capacidade de controle.
A orientação apresentada durante o encontro é que regiões onde a espécie ainda não está presente priorizem ações de prevenção. Em locais onde existem populações em baixa densidade, o objetivo deve ser a erradicação, enquanto áreas com maior concentração exigem medidas de contenção, monitoramento e avaliação dos prejuízos.
A preocupação também está relacionada à sanidade animal. A circulação de javalis entre propriedades pode ampliar riscos sanitários e exige atenção às medidas de biossegurança, principalmente em regiões onde há criação de animais e intensa movimentação de pessoas, máquinas e veículos entre propriedades rurais.
Em Mato Grosso, onde a agricultura ocupa extensas áreas e a produção de soja, milho e outras culturas tem forte participação na economia regional, o controle dos animais representa um desafio adicional para os produtores. Imagens aéreas mostram estrago feito pelos animais em lavoura de milho (Reprodução)
A proposta defendida no fórum é a construção de uma estratégia nacional de controle, combinando prevenção, monitoramento, manejo, tecnologia e rastreabilidade.
Para regiões produtoras como Lucas do Rio Verde e Sorriso, a discussão ganha importância justamente pela necessidade de evitar que a expansão da população de javalis resulte em novos prejuízos às lavouras e aumente os custos de produção para quem vive da atividade rural.
Agro Mato Grosso
Syngenta leva inovações para os desafios da cotonicultura no 15º Congresso do Algodão

Companhia destaca portfólio completo e reforça parcerias em prol da qualidade e sustentabilidade da fibra brasileira
A Syngenta participa da 15ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), principal encontro da cadeia produtiva da fibra no País, que acontece entre os dias 22 e 24 de setembro, em Belo Horizonte (MG). Durante o evento, a companhia apresentará soluções voltadas aos principais desafios da cotonicultura, reforçando seu compromisso com a produtividade, a rentabilidade e a sustentabilidade das lavouras brasileiras.
Entre os destaques está o lançamento de INVENCIS®, inseticida de última geração desenvolvido para o controle do bicudo-do-algodoeiro, considerada a principal praga da cultura. A solução também oferece alta eficácia no manejo de ácaros, tripes e lagartas, contribuindo para um manejo integrado mais eficiente e sustentável. A empresa também destaca VICTRATO®, tratamento de sementes baseado na incomparável tecnologia TYMIRIUM®, que protege as lavouras contra doenças de solo e foliares e contra todos os nematoides, preservando o potencial produtivo da cultura.
O portfólio apresentado no congresso inclui ainda soluções biológicas, como o bioativador YIELDON™, desenvolvido para potencializar a produtividade e apoiar o desenvolvimento das culturas em fases estratégicas. Combinando inovação química, biológica e digital, a Syngenta reforça sua atuação como parceira do produtor na construção de sistemas agrícolas mais resilientes e competitivos.
“O Congresso Brasileiro do Algodão é um dos momentos mais importantes para o setor, pois reúne produtores, pesquisadores, empresas e lideranças que ajudam a construir o futuro da cotonicultura nacional. Para a Syngenta, estar presente nesse encontro é uma oportunidade de apresentar tecnologias que respondem aos desafios atuais do campo e que contribuem para elevar os padrões de produtividade, qualidade e sustentabilidade da fibra brasileira”, afirma Rafael Borba, Gerente de Marketing Algodão da Syngenta.
“Nosso compromisso vai além da oferta de soluções. Trabalhamos lado a lado com o produtor rural e com entidades representativas do setor para fortalecer toda a cadeia do algodão. Essa parceria de longo prazo nos permite apoiar o desenvolvimento de uma produção cada vez mais eficiente, rentável e alinhada às demandas dos mercados globais, consolidando o protagonismo do algodão brasileiro no cenário internacional”, completa o executivo.
Sustentabilidade22 horas ago‘Precisamos transformar a capacidade de produzir em capacidade de gerar riqueza’, diz Jerônimo Goergen
Sustentabilidade20 horas agoCotações de soja avançam no dia, mas negócios seguem travados; veja os preços de hoje
Agro Mato Grosso24 horas agoSyngenta leva inovações para os desafios da cotonicultura no 15º Congresso do Algodão
Business20 horas agoMenos milho para a China, mais espaço para o etanol no mercado brasileiro
Featured18 horas agoSebrae Mato Grosso oferece vagas com salários que podem chegar a quase R$ 7 mil
Featured20 horas agoSoja pode ser plantada antes do calendário regular no RS a partir de hoje
Featured22 horas agoFila andou: tempo de espera por transplante de córnea em MT cai para duas semanas
Featured19 horas agoOperação mira ‘gatos’ em motéis e boates de VG; prejuízo passa de R$ 600 mil

















