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Sustentabilidade

Soja/BR: Colheita da soja atinge 85,7% no Brasil com clima impactando ritmo no Sul – MAIS SOJA

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Em MT, a colheita foi concluída. No RS, as chuvas prejudicaram o avanço da colheita e a qualidade dos grãos obtidos na semana. No PR, as chuvas interromperam a colheita em alguns locais, mas as altas temperaturas ajudam na maturação dos grãos. Em GO, a colheita está em fase final. Em MS, a colheita está praticamente finalizada. Em MG, o tempo firme ajudou no avanço da colheita. Na BA, mesmo com as chuvas, a colheita segue e alcança 75% da área total. Em SP, colheita em fase final, com bons resultados. No TO, o tempo firme favoreceu o avanço da colheita, que se aproxima da conclusão.

No MA, a colheita segue nas regiões Sul, Leste e Central. Nas demais, as lavouras estão entre floração e maturação. No PI, a colheita ultrapassa 84% da área. As lavouras tardias remanescentes estão no Sudoeste e no Norte. Em SC, as chuvas foram intermitentes e permitiram o avanço da colheita nas lavouras de primeira safra e melhores condições para as lavouras tardias. No PA, a colheita segue avançando. Os grãos apresentam boa qualidade, mesmo com as chuvas durante a maturação e colheita.

Previsão Agrometeorológica (13/04/2026 a 20/04/2026)

N-NE: Os maiores acumulados de chuva estão previstos para o AM, Nordeste do PA, Centro e Norte do MA e do PI, além de partes do CE. No restante da região Norte e na faixa Leste da região Nordeste, há previsão de menores volumes. Em todas essas áreas, as condições serão favoráveis para o manejo e o desenvolvimento dos cultivos de primeira e segunda safra. Partes do semiárido nordestino ainda devem permanecer sob restrição hídrica, devido à previsão de tempo seco.

CO: As chuvas tendem a se concentrar no Noroeste de MT, podendo atingir áreas no Norte e Leste do estado, porém, em menor volume. No restante da região, o cenário será mais seco, favorecendo a colheita dos cultivos de primeira safra. Na maioria das áreas, a umidade no solo será suficiente para o desenvolvimento dos cultivos de segunda safra, com exceção do Sudoeste de MS, onde deve haver restrição hídrica.

SE: Sem previsão de chuva na região, exceto em áreas do Norte de MG e no ES, onde podem ocorrer chuvas esporádicas. Devido à redução das temperaturas e à umidade disponível no solo, prevalecerá a condição favorável aos cultivos de grãos, cana-de-açúcar e café, com exceção em áreas de SP, onde a umidade no solo encontra-se mais baixa e parte do milho segunda safra encontra-se em floração.

S: Há previsão de chuvas mais volumosas no Centro do PR e no RS. No RS, as precipitações devem ocorrer, principalmente, no final da semana. Devido à redução das temperaturas e à umidade disponível no solo, as condições serão, no geral, favoráveis para o manejo e o desenvolvimento das lavouras. Porém, em parte do PR, pode haver restrição hídrica para o milho segunda safra.

Fonte: Conab


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Sustentabilidade

Mercado de soja recua no Brasil com pressão de Chicago e dólar abaixo de R$ 5

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Fechamento da soja. Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja registrou mais um dia de pouca movimentação e queda nos preços, refletindo um cenário externo e cambial desfavorável. A combinação entre recuo na Bolsa de Chicago e o dólar abaixo de R$ 5 segue limitando a comercialização no país.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o ambiente atual não contribui para o avanço dos negócios. Apesar de momentos de alta ao longo do pregão, Chicago encerrou o dia no campo negativo, enquanto o câmbio permanece pressionando diretamente as cotações internas.

Com isso, os preços apresentaram recuo, principalmente nos portos, e o spread entre compradores e vendedores continua elevado. A comercialização segue lenta, com vendas concentradas em produtores que precisam fazer caixa. Os prêmios também seguem sem força, o que reforça o cenário de dificuldade.

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Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 122,00 para R$ 121,50
  • Santa Rosa (RS): desceu de R$ 123,00 para R$ 122,50
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 117,00
  • Rondonópolis (MT): desceu de R$ 107,00 para R$ 106,50
  • Dourados (MS): desceu de R$ 110,00 para R$ 109,50
  • Rio Verde (GO): desceu de R$ 108,00 para R$ 107,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 127,00
  • Rio Grande (RS): desceu de R$ 128,00 para R$ 127,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram a terça-feira (14) em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), refletindo um conjunto de fatores que reforçaram a pressão sobre as cotações. Entre eles, a forte queda do petróleo, influenciada pela perspectiva de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã em meio ao conflito no Oriente Médio, além do bom início do plantio norte-americano e da confirmação de uma safra recorde no Brasil.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou na segunda-feira (13) que o plantio de soja atingiu 6% da área prevista no país. No mesmo período do ano passado, o índice era de 2%, em linha com a média dos últimos cinco anos.

Conab

No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou a estimativa de produção da safra 2025/26 para 179,151 milhões de toneladas, avanço de 4,5% em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas 171,48 milhões de toneladas. Na projeção anterior, o número era de 177,85 milhões de toneladas.

Na Bolsa de Chicago, os contratos de soja em grão para maio fecharam em baixa de 4,25 centavos de dólar, ou 0,36%, a US$ 11,58 por bushel. O vencimento julho recuou 4,75 centavos de dólar, ou 0,40%, cotado a US$ 11,72 3/4 por bushel.

Entre os subprodutos, o farelo de soja para maio caiu US$ 2,20, ou 0,66%, a US$ 329,70 por tonelada. O óleo de soja também recuou, com baixa de 0,06 centavo, ou 0,09%, a 66,44 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou o pregão em queda de 0,08%, cotado a R$ 4,9929 para venda e R$ 4,9909 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana variou entre a mínima de R$ 4,9717 e a máxima de R$ 4,9957.

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Arroz/BR: Colheita do arroz atinge 8,4% no Brasil e desacelera no Sul com chuvas – MAIS SOJA

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No RS, a colheita reduziu velocidade devido às chuvas ocorridas. Em SC, as chuvas ocasionaram dificuldades pontuais na colheita, especialmente, em regiões do Litoral e Vale do Itajaí. Em GO, a colheita em São Miguel do Araguaia foi encerrada. A colheita está por acontecer em poucas áreas sob pivô que ainda estão em maturação.

No MA, as lavouras encontram-se em boas condições. No TO, as lavouras predominam em estádio de maturação, enquanto a colheita avança para a metade final. Em MT, as condições de clima têm sido favoráveis, beneficiando tanto a colheita quanto o processo de maturação das lavouras. No PR, predomina a maturação dos grãos, que estão em boas condições.

Fonte: Conab



 

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Ecofisiologia do milho: O impacto da temperatura no balanço energético e na produtividade – MAIS SOJA

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Apesar de não fornecer energia de forma direta, a temperatura têm efeito nas reações metabólicas das plantas, sendo capaz de acelerar (altas temperaturas) ou desacelerar (baixas temperaturas) ditas reações em diferentes partes das fases do ciclo de desenvolvimento.

Figura 1. Temperaturas limites letais e temperaturas cardinais por fase do milho.
Fonte: Equipe Field Corps

Conhecer as temperaturas letais e cardinais no milho, é fundamental para entender a fotossíntese líquida (é a diferença entre a fotossíntese bruta e a respiração). Quando a temperatura do ar é mais amena (próximo da temperatura ótima) se acentua a fotossíntese líquida, porém, temperaturas acima da ótima, a assimilação fotossintética diminui, já que os gastos por respiração aumentam e a taxa fotossintética é a mesma.

Para exemplificar o gasto de energia da planta causado por temperaturas altas, verificou-se a relação entre produtividade e temperatura do ar diária (média e máxima) durante todo o ciclo de desenvolvimento do milho. As produtividades foram simuladas para quatro regiões no Rio Grande do Sul (RS) através do modelo Hybrid-Maize (Yang et al., 2004). Assim, foi identificado um decréscimo na produtividade potencial do milho com temperaturas médias acima de 21ºC e máximas acima de 26ºC (Figura 2), nesse caso a menor amplitude térmica na região Nordeste do RS proporciona temperaturas médias mais amenas para o desenvolvimento do milho e, consequentemente, menor gasto energético com o processo de respiração.

Figura 2. Fotossíntese líquida, bruta e respiração de plantas de milho em função da temperatura (A). Adaptado de: Bergonci e Bergamaschi (2002). Redução do potencial de produtividade de milho em função da temperatura média e máxima do ar durante todo o ciclo de desenvolvimento do milho em quatro regiões no Rio Grande do Sul (Nordeste, Sul, Centro e Noroeste) (B).
Fonte: Equipe Field Crops


Referências Bibliográficas

BERGONCI, J. I.; BERGAMASCHI, H. Ecofisiologia do milho. In: XXIV Congresso Nacional de Milho e Sorgo, Anais. Florianópolis, SC: ABMS/ EMBRAPA/EPAGRI, 2002.

PILECCO, I. B. et. al. Ecofisiologia do milho visando altas produtividades. Santa Maria, ed. 2, 2024.

YANG, H. S. et al. Hybrid-maize—a maize simulation model that combines two crop modeling approaches. Field Crops Research, v. 87, n. 2-3, p. 131–154, 2004.

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