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Petrobras confirma investimento de US$ 1 bilhão para retomar obras da UFN-III em Três Lagoas

Unidade paralisada desde 2015 deve entrar em operação comercial em 2029; foco da produção será o suprimento de fertilizantes para Mato Grosso e outros grandes polos agrícolas
O Conselho de Administração da Petrobras decidiu, nesta segunda-feira (13), pela retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, sediada em Três Lagoas (MS).![]()
A implantação da unidade já havia sido aprovada pelo conselho em outubro de 2024, dentro Plano de Negócios 2026-2030. Para a conclusão do projeto, é estimado investimento de cerca de US$ 1 bilhão.
A ideia é que as obras sejam retomadas ainda no primeiro semestre deste ano e que a unidade entre em operação comercial em 2029.
Paralisada desde 2015, a implantação da unidade voltou a ser avaliada a partir de 2023, quando a Petrobras decidiu retornar ao segmento de fertilizantes.
Unidade
O projeto prevê a produção de aproximadamente 3.600 toneladas por dia de ureia e 2.200 toneladas por dia de amônia, das quais 180 toneladas são excedentes e disponíveis para a comercialização.
A produção será destinada majoritariamente aos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo, principais produtores agropecuários do país.
A amônia é matéria-prima para os setores de fertilizantes e petroquímico. A ureia é o fertilizante nitrogenado mais demandado no Brasil, com consumo nacional na ordem de 8 milhões de toneladas por ano.
O agronegócio utiliza do produto nas plantações de milho, cana-de-açúcar, café, trigo e algodão, além de aplicação como suplemento alimentar para ruminantes.
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Veja tudo que se sabe sobre o suposto superfaturamento dos livros que foram comprados pela prefeitura

Um suposto superfaturamento que pode chegar a R$ 80 milhões em compras realizadas entre 2025 e 2026, período em que a pasta era comandada pelo ex-secretário Amauri Monge, agitou o debate político de Cuiabá.
A denúncia foi levantada pelo próprio prefeito Abílio Brunini (PL), que, desconfiando dos contratos, escolheu dar plena transparência ao caso.
O Livre acompanhou de perto a inspeção feita pelo presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, e pelo prefeito Abílio Brunini nesta sexta-feira (30). Nós também tivemos acesso ao material que hoje é investigado.
Mas o que custou tão caro? Livros, palestras e programas!
Os contratos chegariam a R$ 80 milhões em compras já realizadas pela prefeitura. Até o momento, pouco mais de R$ 20 milhões foram pagos.
Desde que a prefeitura encontrou irregularidades, os contratos foram suspensos.
A empresa não fornecia somente livros para alunos, mas também alegava que eram oferecidos livros para os professores, algumas palestras e alguns programas de computador.
E o material? De baixa qualidade e reciclado…
Ao analisar os livros, O Livre percebeu que eles eram feitos do mesmo material dos antigos jornais impressos.
Trata-se do papel newsprint não revestido, feito geralmente de material reciclado. Geralmente, esse material é mais barato que o papel de qualidade padrão, mas tem uma vida útil bem menor.
Quase tudo gerado por IA…
A maior parte do conteúdo dos livros foi gerada por IA, tornando o material ainda mais barato e sem qualquer exclusividade.
Erros de português são a regra
Na pouca intervenção humana que os livros apresentam, há inúmeros erros de português. De erros de concordância até palavras escritas erradas.
O fato chama atenção, pois o material seria usado para ensinar alunos. Mas como ensinar se nem quem escreveu aprendeu direito?

Material não condiz com as matérias…
Outro ponto importante é que foram comprados materiais para disciplinas que nem ao menos fazem parte da grade escolar da Prefeitura de Cuiabá.
É o caso de um livro de educação financeira, uma disciplina importante, mas que não é ensinada nas escolas municipais.
Abílio pegou no pulo…
Foi o prefeito de Cuiabá quem descobriu e denunciou o esquema. Ao suspeitar dos contratos, Abílio levou a denúncia para frente.
Com a denúncia, a Prefeitura de Cuiabá pode reaver valores no futuro ou, ao menos, evitar o pagamento dos outros R$ 60 milhões que ainda faltam ser pagos.
TCE acompanha tudo
As investigações começaram, e o presidente do TCE já disse ter encontrado irregularidades na compra do material.
Sérgio Ricardo também elogiou a transparência de Abílio e a forma como o caso vem sendo tratado pela Prefeitura de Cuiabá de maneira institucional.
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Cavalaria intercepta quadrilha com antena Starlink e frustra megarroubo de defensivos em MT

Três homens foram presos em Nova Mutum; bando usava internet via satélite no carro para coordenar assalto a fazendas
Policiais militares da Cavalaria prenderam na noite desta sexta-feira (29.5), três homens suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em roubo de defensivos agrícolas, em Nova Mutum. As equipes apreenderam armas de fogo, 64 munições, quatro rádios comunicadores e recuperaram grande quantidade de produtos nacionais e internacionais.
As equipes receberam informações de inteligência indicando que um grupo criminoso estaria planejando o roubo de defensivos agrícolas em uma propriedade rural localizada no município de Diamantino. Conforme a denúncia, os suspeitos utilizariam um veículo Hyundai HB20 equipado com uma antena Starlink instalada no para-brisa.
Após a denúncia, os policiais militares abordaram o carro em um trecho da MT-249. Um dos suspeitos informou que transportava uma arma de fogo calibre .22 e confessou participação em um roubo planejado contra uma fazenda da região.
Ele também apontou o líder do grupo criminoso e indicou locais onde estariam armazenados defensivos agrícolas furtados e outros materiais ilícitos.
Durante o patrulhamento tático, as equipes localizaram outros envolvidos e apreenderam defensivos agrícolas de origem ilícita, produtos estrangeiros introduzidos ilegalmente no país, munições, rádios comunicadores, aparelhos GPS, R$ 4.700 mil em cédulas falsas, um rifle e uma espingarda.
Uma das armas apreendidas possuía registro de furto desde o ano de 2011. Os suspeitos foram conduzidos à delegacia para registro do boletim de ocorrência e demais providências que o caso requer.
Com Assessoria
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Endividamento histórico: mais de 80% dos lares brasileiros possuem algum tipo de dívida

O número de famílias endividadas no Brasil atingiu o maior patamar da série histórica em 2026. Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostram que 80,9% dos lares brasileiros possuíam algum tipo de dívida em abril, reflexo dos juros elevados, do aumento do custo de vida e da maior utilização do crédito.
Um terço da renda vai pra dívidas…
Além do crescimento do endividamento, especialistas alertam para o avanço do comprometimento da renda familiar. Atualmente, quase um terço do orçamento das famílias é destinado ao pagamento de dívidas, reduzindo a capacidade de consumo e dificultando investimentos e planejamento financeiro.
Cartão de crédito é o principal vilão
O cartão de crédito segue como o principal responsável pelo cenário. Segundo a CNC, a modalidade concentra a maior parte das dívidas das famílias e possui algumas das taxas de juros mais altas do mercado, agravando o risco de inadimplência.
Embora o percentual de famílias com contas em atraso tenha permanecido relativamente estável, cerca de 12% dos endividados afirmam não ter condições de quitar os débitos acumulados.
Para economistas, o problema está ligado tanto ao alto custo do crédito quanto a fatores estruturais da economia brasileira. A taxa Selic elevada, o aumento das despesas básicas e até o crescimento das apostas online são apontados como elementos que pressionam o orçamento doméstico.
Programa do governo tenta resolver o problema
Diante desse cenário, o governo federal relançou o programa Novo Desenrola Brasil, voltado à renegociação de dívidas de famílias, estudantes e pequenos empreendedores. A iniciativa prevê descontos, juros reduzidos e condições facilitadas de pagamento, mas especialistas e parlamentares divergem sobre a capacidade do programa de resolver o problema de forma permanente.
Enquanto defensores da medida destacam o alívio imediato para os consumidores, críticos argumentam que a renegociação não ataca as causas do endividamento, como a renda insuficiente e o elevado custo do crédito no país.
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