Connect with us
3 de novembro de 2026

Featured

Operação Dupla Face investiga esquema milionário de corrupção em Livramento

Published

on


Mandados miram grupo suspeito de desviar recursos da saúde, educação e assistência social e bloqueiam mais de R$ 500 mil

A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (14.04), a Operação Dupla Face, para cumprimento de mandados decorrentes de investigação que apura a prática de desvio de recursos da área da educação, saúde e assistência social da Prefeitura Municipal de Nossa Senhora do Livramento.

A denúncia de irregularidades foi feita pela própria Prefeitura de Nossa Senhora do Livramento e a investigação é da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor). Estão sendo cumpridas 27 ordens judiciais e medidas cautelares expedidas pelo Poder Judiciário. São alvos cinco pessoas físicas e uma pessoa jurídica.

A Operação Dupla Face resultou no bloqueio de R$ 532 mil em bens e valores dos investigados e no rastreamento de mais de R$ 2,7 milhões em movimentações financeiras suspeitas.

Advertisement

Os suspeitos possuem vínculos com órgãos públicos de diferentes esferas, demonstrando caráter associativo e organizado dos envolvidos, os quais respondem por peculato-desvio, associação criminosa, ordenação de despesa não autorizada e crimes licitatórios.

Investigação

As diligências investigativas da Deccor apontaram que em apenas dois anos (2022 e 2023), foram desviados cerca de R$ 532 mil, representando aproximadamente 5% do orçamento municipal de saúde de Nossa Senhora do Livramento.

Foram descobertos pagamentos indevidos no valor de R$ 564 mil através das análises técnicas, bem como esse valor foi superior ao inicialmente apurado pela sindicância. Ao todo se apura a movimentação suspeita de mais de R$ 2,7 milhões.


Os indícios indicam que o prejuízo real ao erário pode ser ainda maior, sobretudo porque a apuração ficou limitada a apenas uma das 10 contas bancárias utilizadas nas transações.

Desvios

Advertisement

Os suspeitos desviavam recursos públicos da Prefeitura Municipal de Nossa Senhora do Livramento, de contas vinculadas à educação, saúde e assistência social, através de empresa privada, com a participação de servidores municipais, um servidor estadual e um policial militar.

Os pagamentos públicos eram realizados sem empenho, sem lastro contratual e com duplicação deliberada de despesas já quitadas, com os valores desviados sendo fracionados e distribuídos entre os integrantes do grupo para dificultar a detecção.

Descoberta

As irregularidades vieram à tona de forma fortuita. Uma fiscal de tributos do município, ao questionar a ausência do pagamento de sua própria gratificação por desempenho, apresentou documentação divergente daquela exibida pela secretaria de finanças.

A inconsistência revelou a existência de receitas deliberadamente omitidas nos registros contábeis oficiais. A partir daí, a contadora municipal chefe instaurou auditoria interna, que evoluiu para sindicância administrativa e, posteriormente, para inquérito policial instaurado pela Deccor.

Advertisement


Ao tomar conhecimento dos fatos, a Prefeitura de Nossa Senhora do Livramento comunicou as irregularidades ao Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, que converteu o procedimento em tomada de contas especial.

Esquema

Uma servidora que acumulava os cargos de operador financeiro e operador de contabilidade da Prefeitura explorou seu acesso privilegiado ao sistema bancário municipal para realizar transferências ilegais em favor de uma empresa privada fornecedora do município. Os pagamentos eram efetuados sem empenho, sem lastro contratual e, em diversos casos, de forma duplicada em relação a despesas já regularmente liquidadas.

A técnica utilizada para dificultar a detecção era sofisticada: os valores irregulares eram liberados primeiro, e os pagamentos legítimos realizados posteriormente, de modo a mascarar as transferências indevidas nos registros financeiros.

A empresa privada, por sua vez, não prestava contas da origem dos créditos e funcionava como uma câmara de distribuição: recebia os recursos públicos desviados e os repassava de forma fracionada a servidores públicos municipais, a um servidor estadual e a um policial militar.

A investigação revelou que a empresa realizou transferências a partir de 10 contas bancárias diferentes da prefeitura, abrangendo a gestão de educação, o fundo municipal de saúde e o fundo municipal de assistência social, o que demonstra a amplitude do esquema dentro da estrutura municipal. A análise financeira identificou ainda que a empresa movimentou o montante de mais de R$ 2,7 milhões em operações suspeitas em apenas um ano.

Advertisement

Envolvidos

Participaram do esquema uma ex-servidora municipal que detinha acesso exclusivo ao sistema bancário e operacionalizava os desvios diretamente; o proprietário da empresa privada que recebia os recursos públicos desviados e os distribuía aos demais; um secretário municipal da pasta responsável pela maior parte dos repasses à empresa investigada; um servidor público estadual que é cônjuge da principal operadora do esquema que recebeu repasses da empresa; e um policial militar que é o maior beneficiário individual.


A Corregedoria da Polícia Militar acompanhou os policiais civis durante o trabalho operacional, para cumprimento do mandados de busca e apreensão decretado em desfavor do policial militar investigado.

Continuidade

Após cumprimento dos 27 mandados judiciais as investigações da Deccor continuam para a conclusão do inquérito policial e indiciamentos dos investigados.

A Polícia Civil reafirma o seu compromisso permanente com o combate à corrupção e à proteção do patrimônio público, destacando que ações como esta são fundamentais para coibir práticas ilícitas que desviam recursos essenciais à população.

Advertisement

 

Continue Reading
Advertisement

Featured

Fred Gahyva propõe que SUS de Cuiabá aceite exames feitos na rede particular para agilizar atendimento de pacientes

Published

on


Projeto busca permitir que pacientes que, diante da demora para realizar exames pelo SUS, conseguem custear o procedimento na rede privada possam utilizar o resultado na continuidade do atendimento público

O vereador Fred Gahyva (Republicanos) apresentou, nesta terça-feira (3), na Câmara Municipal de Cuiabá, projeto de lei que prevê a aceitação, pela rede municipal de saúde, de exames realizados na rede privada, desde que estejam dentro do prazo de validade e atendam aos requisitos técnicos e aos padrões de qualidade exigidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Durante fala na sessão ordinária, Fred chamou atenção para uma situação enfrentada por muitas famílias: o paciente passa pela consulta na rede pública, recebe a solicitação de um exame necessário para dar continuidade à investigação ou ao tratamento, mas encontra uma fila de espera que pode prolongar esse processo.

Diante da demora e da preocupação com a própria saúde, algumas famílias acabam buscando alternativas. Pedem ajuda, recorrem a empréstimos ou comprometem parte do orçamento para realizar o exame em uma clínica particular e, assim, conseguir retornar mais rapidamente ao médico.

Advertisement

O problema, segundo o vereador, é que esse exame realizado fora da rede pública pode não ser aceito pelo SUS, fazendo com que o paciente continue dependendo da fila para realizar novamente o procedimento antes de prosseguir com seu atendimento.

“O médico pede um exame. A pessoa procura o SUS e descobre que vai precisar esperar. Só que ela tem pressa, porque a dúvida sobre a própria saúde não espera. Então faz um esforço, tira dinheiro do orçamento da casa e paga o exame em uma clínica particular”, afirmou Fred.

Para o parlamentar, se o exame realizado na rede privada estiver válido, atender aos critérios técnicos e possuir a qualidade exigida pelo sistema público, ele deve poder ser considerado na continuidade do atendimento.

“Com o resultado na mão, ela volta à rede pública. E pode ouvir uma resposta difícil de entender: esse exame não serve, faça outro. Muitas vezes, o problema não é a qualidade do exame. É apenas a origem do papel”, destacou.

A proposta apresentada por Fred estabelece que o SUS municipal possa aceitar exames realizados na rede privada quando eles estiverem dentro do prazo de validade e cumprirem os requisitos técnicos definidos pela própria rede pública.

Advertisement

A medida não altera a ordem da regulação e não cria prioridade em consultas, cirurgias ou outros procedimentos para quem tenha realizado um exame particular.

“Este projeto não dá a ninguém o direito de passar na frente. Quem pagou um exame não fura a fila da consulta, da cirurgia ou de qualquer outro atendimento. A ordem da regulação continua sendo respeitada”, explicou.

O projeto também preserva a autonomia médica. Caso o profissional entenda, com fundamento técnico, que é necessária a realização de um novo exame, poderá solicitá-lo. Da mesma forma, exames vencidos ou que não atendam aos padrões de qualidade exigidos pelo SUS não deverão ser aceitos.

A intenção, segundo Fred, é permitir que o paciente que conseguiu antecipar o exame por conta própria não perca esse esforço e possa avançar mais rapidamente para a próxima etapa do atendimento.

O parlamentar também argumentou que a medida pode gerar reflexos positivos para a própria rede pública, já que pacientes que conseguem realizar determinados exames fora do SUS deixam de ocupar essas vagas, permitindo que sejam destinadas a quem depende exclusivamente do sistema público.

Advertisement

“Cada exame que não precisa ocupar novamente uma vaga na rede pública representa a possibilidade de outro paciente ser atendido. Quem depende exclusivamente do SUS também ganha quando essa fila consegue andar”, afirmou.

Fred defendeu que a proposta seja analisada e aperfeiçoada em conjunto com as comissões da Câmara, a Secretaria Municipal de Saúde, médicos, laboratórios e o Conselho Municipal de Saúde.

“Política pública boa é aquela que resolve o problema real de quem está na ponta. E, para a família que já fez o sacrifício de pagar para conseguir avançar no próprio atendimento, a resposta do poder público não pode ser: comece tudo de novo”, concluiu.

Advertisement
Continue Reading

Featured

Câmara de Cuiabá muda data de concurso com salários de até R$ 11,6 mil; veja novo prazo

Published

on


Provas foram transferidas para 20 de dezembro após pedidos de candidatos; seleção oferece 26 vagas para níveis médio e superior.

Quem pretende disputar uma das 26 vagas do concurso público da Câmara Municipal de Cuiabá terá mais uma semana para estudar. A aplicação das provas, inicialmente marcada para 13 de dezembro, foi transferida para o dia 20 do mesmo mês.

A mudança foi anunciada nesta terça-feira (3) pela presidente do Legislativo municipal, vereadora Paula Calil (PL). Segundo ela, a decisão atende a pedidos de candidatos que solicitaram o adiamento.

A Câmara entrou em contato com o Instituto Selecon, responsável pela organização do certame, para solicitar a alteração do cronograma. Um edital de retificação deverá ser publicado nos próximos dias.

Advertisement

O concurso oferece 26 vagas efetivas, além de cadastro reserva, com salários que variam de R$ 5.518,91 a R$ 11.629,67. A jornada de trabalho é de 30 horas semanais.

Os aprovados também poderão receber auxílio-alimentação de R$ 1.500 e auxílio-saúde de R$ 1.000, conforme as regras de concessão.

Vagas e inscrições

Para candidatos com ensino médio completo, são oferecidas 15 vagas, distribuídas entre Técnico Legislativo, Sonorização e Cerimonial. O salário inicial é de R$ 5.518,91.

Já as oportunidades de nível superior incluem cargos nas áreas de Tecnologia da Informação, Jornalismo, Psicologia, Serviço Social e outras funções administrativas.

Advertisement

A maior remuneração é destinada ao cargo de Controlador Interno, com salário de R$ 11.629,67. Também haverá cadastro reserva para Contador, com o mesmo vencimento.

As inscrições continuam abertas até 30 de novembro, exclusivamente pelo site do Instituto Selecon. A taxa é de R$ 90 para nível médio e R$ 120 para nível superior.

Com o adiamento, as provas objetivas e discursivas estão previstas para 20 de dezembro. O resultado final deverá ser divulgado em 25 de fevereiro de 2027.

Advertisement
Continue Reading

Featured

Mulher é presa com 40 porções de cocaína e maconha em imóvel com crianças vulneráveis em MT

Published

on


Ação da Cavalaria em Sapezal flagrou suspeito fugindo por muro; Conselho Tutelar foi acionado para cuidar dos menore

Policiais militares da unidade de Cavalaria prenderam uma mulher, de 21 anos, por tráfico ilícito de drogas, na noite desta segunda-feira (2.11), na cidade de Sapezal. Com a suspeita, identificada como integrante de uma facção criminosa, a PM apreendeu 40 porções de substância análoga a cocaína.

Durante patrulhamento noturno, a equipe da Cavalaria flagrou um homem em cima do muro de uma residência. Diante da atitude suspeita, os policiais se aproximaram para abordagem, momento em que o homem pulou o muro e fugiu, não sendo localizado.

Ao se aproximarem da casa, os militares flagraram a suspeita no quintal da residência. A mulher, ao ver a chegada da Polícia Militar arremessou o seu celular no chão e danificou o aparelho, mas foi detida rapidamente. Dentro da casa, foram encontradas 40 porções de cocaína, uma porção de maconha e materiais utilizados para o tráfico de drogas.

Advertisement

Dentro da casa, os policiais também encontraram três crianças pequenas, em estado de vulnerabilidade e com fácil acesso às drogas apreendidas e todo o material dos entorpecentes, que estavam em uma mesa. Uma equipe do Conselho Tutelar foi acionada e ficou responsável pelos menores.

A mulher recebeu voz de prisão e foi conduzida até a delegacia de Sapezal, com todo o material apreendido, para registro da ocorrência e demais providências.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT