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25 de julho de 2026

Sustentabilidade

Preços do algodão em pluma disparam em março com demanda aquecida – MAIS SOJA

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Após meses operando em faixa relativamente estreita, os preços do algodão em pluma ganharam força em março, impulsionados pela resistência vendedora, pelo aquecimento da demanda e pelo suporte do mercado externo. Com isso, o Indicador CEPEA/ESALQ voltou a superar a casa dos R$ 3,91/lp e registrou a maior alta mensal desde agosto de 2022.

Ao longo de março, vendedores se mantiveram firmes, atentos à valorização internacional, enquanto compradores – tanto os agentes da indústria doméstica quanto de tradings voltadas à exportação – ampliaram sua atuação.

O movimento de avanço nos preços internos também foi sustentado por fatores como a valorização externa do petróleo, o encarecimento do frete e o elevado comprometimento da safra 2024/25.

Em março, o Indicador CEPEA/ESALQ (pagamento em oito dias) acumulou expressivo aumento de 11,2%, encerrando a R$ 3,9173/lp no dia 31 – o maior valor nominal desde 22 de agosto de 2025 (R$ 3,9407/lp). Trata-se da maior variação mensal positiva desde agosto de 2022, quando o aumento foi de 12,08%. No mês, a cotação doméstica ficou, em média, 4,6% acima da paridade de exportação.

A média mensal do Indicador atingiu R$ 3,6587/lp em março/26, alta de 3,93% em relação a fevereiro/26. Em termos reais (deflacionados pelo IGP-DI de fevereiro/26), o valor, contudo, ainda é 11,05% inferior ao de março/25. Em dólar, a média doméstica foi de US$ 0,6972/lp, sendo 5% acima do primeiro vencimento na Bolsa de Nova York (ICE Futures), mas 9,4% abaixo do Índice Cotlook A, referente à pluma posta no Extremo Oriente.

MERCADO INTERNACIONAL

Entre 27 de fevereiro e 31 de março, a paridade de exportação (FAS), calculada pelo Cepea, avançou 6%, alcançando R$ 3,6114/lp (US$ 0,6957/lp) no porto de Santos (SP) e R$ 3,6219/lp (US$ 0,6977/lp) no de Paranaguá (PR). Esse movimento foi impulsionado pela alta de 4,91% do Índice Cotlook A, que atingiu US$ 0,8020/lp no dia 31 – maior valor nominal desde o dia 28 de abril de 2025 (US$ 0,8055/lp) –, além da valorização de 1,05% do dólar frente ao Real, cotado a R$ 5,191 também no dia 31.

Na Bolsa de Nova York, os contratos também registraram ganhos ao longo do mês. Entre 27 de fevereiro e 31 de março, o contrato Maio/26 avançou 6,69%, para US$ 0,70/lp; o Julho/26 subiu 7,14%, para US$ 0,7213/lp; o Outubro/26 teve alta de 7,99%, para US$ 0,7416/lp; e o Dezembro/26 se valorizou 6,66%, fechando a US$ 0,7434/lp.

Esse cenário externo mais firme, aliado às fixações de contratos em aberto, tem estimulado a negociação de novos contratos a termo, tanto para a pluma da temporada 2025/26 quanto para a 2026/27.

OFERTA E DEMANDA MUNDIAIS 

Segundo o USDA, em relatório divulgado em 10 de março, a produção mundial de algodão na safra 2025/26 deve alcançar 26,343 milhões de toneladas, aumentos de 0,9% frente ao mês anterior e de 2,1% em relação à safra passada. O destaque continua sendo o Brasil, cuja produção foi revisada para cima em 4% no comparativo mensal e pode atingir o recorde de 4,246 milhões de toneladas, 14,7% acima da temporada anterior.

O consumo global foi estimado em 25,817 milhões de toneladas, leves quedas de 0,1% frente ao relatório anterior e de 0,3% na comparação anual, mesmo diante de uma recuperação parcial da demanda chinesa. Assim, o consumo deve ficar cerca de 2% abaixo da oferta na safra 2025/26.

As transações globais foram revisadas para cima em 0,5% no mês, totalizando 9,56 milhões de toneladas. Em relação à safra 2024/25, são esperados aumentos de 2% nas importações e de 3,5% nas exportações, com o Brasil mantendo a liderança global.

Os estoques mundiais estão projetados em 16,631 milhões de toneladas, altas de 1,7% no mês e de 3,6% no ano. No caso do Brasil, os estoques foram novamente revisados para cima, podendo atingir um recorde de 1,094 milhão de toneladas, com expressivos aumentos de 17,6% frente a fevereiro e de 47% na comparação anual.

Quanto aos preços, o valor médio pago ao produtor norte-americano permanece estimado em US$ 0,60/lp, estável em relação ao relatório anterior.

CAROÇO DE ALGODÃO

A liquidez no mercado de caroço de algodão permaneceu enfraquecida ao longo de março. A menor disponibilidade na entressafra, aliada às chuvas favoráveis às pastagens, reduziu a movimentação.

Além disso, agentes priorizam o recebimento de cargas previamente negociadas. Quanto aos preços, dados do Cepea indicam que, em março, a média foi de R$ 939,98/t em Primavera do Leste (MT), leve alta de 0,6% frente a fevereiro/26, mas queda de 30,6% em relação a março/25. Em Campo Novo do Parecis (MT), a média foi de R$ 811,76/t (-2,8% no mês e -36,3% no ano). Em Lucas do Rio Verde (MT), o valor médio atingiu R$ 763,67/t, com recuos de 4,9% no mês e de 41,2% no ano. Em Barreiras (BA), a média foi de R$ 1.272,22/t, quedas de 4,6% no mês e de 13,9% no comparativo anual. Já em São Paulo (SP), a média ficou em R$ 1.379,53/t, com alta de 1,1% no mês, mas retração de 18,8% em relação a março/25.

Para a temporada 2025/26, mesmo após o encerramento da semeadura, a liquidez permanece limitada. A expectativa de boa oferta e as divergências entre as ofertas de vendedores e compradores continuam restringindo os negócios.

Segundo o Imea, até 9 de março, apenas 8,14% do caroço da safra 2025/26 havia sido comercializado em Mato Grosso, principal estado produtor. O percentual é bem inferior aos 38,49% registrados no mesmo período do ano passado e também abaixo da média dos últimos cinco anos, de 28,8%.

Fonte: Cepea



 

FONTE

Autor:CEPEA

Site: CEPEA

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Agro Mato Grosso

FMC lança fungicida Onsuva® para citros na Coopercitrus Expo 2026

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Empresa leva soluções para cana-de-açúcar e cereais à maior feira da cooperativa e apresenta oficialmente o Onsuva®, novo fungicida para o manejo de doenças dos citros

A FMC, empresa global de ciências para agricultura, participa da Coopercitrus Expo 2026, realizada entre 27 e 31 de julho, em Bebedouro (SP), reforçando uma parceria construída ao longo de muitos anos com a Coopercitrus e apresentando tecnologias para a cana-de-açúcar, citros e cereais. Entre os destaques da participação está o lançamento do fungicida Onsuva® para citricultura, novidade que amplia o portfólio da companhia com mais tecnologia e inovação.

Leonardo Brusantin, gerente da cultura de cana-de-açúcar da FMC

“A Coopercitrus Expo é um momento importante para reforçarmos uma parceria sólida, construída ao longo de muitos anos, e estarmos próximos dos cooperados. Levaremos um portfólio robusto para diferentes culturas e apresentaremos, em primeira mão na feira, o Onsuva® para citros, ampliando nossas soluções para o manejo de doenças nessa cultura tão importante para a cooperativa e seus produtores”, destaca Leonardo Brusantin, gerente da cultura de cana-de-açúcar da FMC.
Com formulação exclusiva à base da molécula fluindapir, o fungicida já é referência no manejo das principais doenças da soja, milho e algodão e agora passa a integrar o portfólio destinado à citricultura. O produto oferece controle eficiente do complexo de manchas dos citros, incluindo pinta preta (Phyllosticta citricarpa), Alternaria spp.Cercospora spp. e antracnose, protegendo folhas e frutos e contribuindo para ganhos de produtividade e qualidade.
“O Onsuva® chega para compor o nosso portfólio que já é muito completo e robusto para citricultura. Esse novo fungicida tem como a proposta agregar ao manejo de doenças e elevar ainda mais o padrão de proteção dos pomares, oferecendo mais eficiência para o controle das principais doenças dos citros e contribuindo para a produtividade e a qualidade da produção”, ressalta Brusantin.
A FMC ainda apresenta um portfólio completo para a cana-de-açúcar, uma das principais culturas de investimento da companhia. Entre os destaques está o Boral® Full, herbicida que combina duas moléculas em uma única formulação para ampliar o controle de plantas daninhas de folhas largas e estreitas, oferecendo maior seletividade, flexibilidade de aplicação e segurança no manejo da cana-de-açúcar.
Outro destaque é o Reator®, herbicida pré-emergente seletivo e desenvolvido com tecnologia exclusiva de microencapsulação. O produto proporciona liberação gradual do ingrediente ativo conforme a disponibilidade de umidade no solo, mantendo elevado desempenho no manejo de plantas daninhas como capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) e picão-preto (Bidens pilosa), tanto em períodos úmidos quanto em condições mais secas.
A companhia também evidencia o Verimark®, inseticida à base de diamidas antranílicas indicado para o controle de importantes pragas, como Sphenophorus levis, cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata) e broca-da-cana (Diatraea saccharalis). Sua alta sistemicidade garante proteção prolongada das plantas, enquanto sua seletividade contribui para a preservação dos inimigos naturais e para o equilíbrio do sistema produtivo.
A participação na Coopercitrus Expo inclui ainda o Premio® Star, com amplo espectro de controle e atuação simultânea sobre diferentes pragas, e o Malathion®, que oferece efeito de choque e rápida ação, sendo fundamental em estratégias de manejo integrado para melhoria da qualidade da colheita.
No portfólio de biológicos, o destaque é o Sofero™ Fall, tecnologia baseada em feromônio que atua na interrupção do ciclo reprodutivo da Spodoptera frugiperda, reduzindo a formação de novas gerações da praga de forma altamente seletiva e compatível com programas de manejo integrado de pragas. Sua formulação microencapsulada favorece a estabilidade e amplia a permanência no campo, aumentando a eficiência do manejo em momentos críticos das culturas.

 

Campanha exclusiva com o programa Bônus Mais

Durante a Coopercitrus Expo, a FMC também promove uma campanha em parceria com a Coopercitrus por meio do programa Bônus Mais.
Os produtores que adquiriremBoral®, Boral® Full e Stone® durante a feira terão acesso a condições comerciais diferenciadas dentro do programa, reforçando a estratégia conjunta de oferecer tecnologias inovadoras e, também, vantagens exclusivas aos cooperados.
Além disso, a companhia lança uma campanha promocional voltada aos produtores rurais. Na compra dos inseticidas Benevia®, Dimexion® e Verimark®, os clientes poderão ser premiados conforme o volume adquirido.
Os produtores que atingirem os volumes mínimos de 200 litros de Benevia®, 500 litros de Dimexion® ou 80 litros de Verimark® serão contemplados com uma Mini Starlink, ampliando a conectividade no campo. Já aqueles que alcançarem 2.000 litros de Benevia®, 5.000 litros de Dimexion® ou 800 litros de Verimark® receberão um iPhone 17 Pro.
“Nossa parceria com a Coopercitrus vai muito além da participação na feira. Trabalhamos juntos para levar inovação, tecnologia e benefícios concretos aos cooperados, contribuindo para uma agricultura cada vez mais produtiva e sustentável”, conclui o gerente.

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Sustentabilidade

Mercado de soja tem preços firmes, mas retenção dos produtores limita os negócios

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O mercado brasileiro de soja voltou a registrar cotações firmes, impulsionadas pela alta da Bolsa de Chicago e pelos prêmios, que seguem em patamares elevados. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os portos chegaram a testar a faixa de R$ 150,00 por saca no mercado spot, enquanto as ofertas para outubro ficaram entre R$ 155,00 e R$ 157,00, com prazos de pagamento mais longos.

Silveira destaca que o mercado interno também segue indicando cotações elevadas, sustentadas pelo basis positivo e pela demanda compradora. Segundo ele, as ofertas continuam escassas, com menor volume disponível de soja e algumas regiões mais pressionadas.

O analista acrescenta que os produtores seguem retendo a soja, o que limitou o volume de negócios ao longo da sessão. Apesar disso, ele ressalta que a semana foi marcada por preços significativamente altos e que, mesmo com negociações moderadas, as cotações representam excelentes oportunidades neste momento.

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Confira como ficaram as cotações de soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 142,00 para R$ 144,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 143,00 para R$ 145,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 136,00 para R$ 138,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 130,00 para R$ 132,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 128,50 para R$ 130,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 131,00 para R$ 133,00
  • Paranaguá (PR): avançou de R$ 147,00 para R$ 149,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 148,00 para R$ 150,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ampliando os ganhos acumulados na semana. Após um movimento de realização de lucros durante a manhã, os fundamentos voltaram a prevalecer e levaram os preços aos melhores patamares em cerca de três anos. A posição novembro acumulou valorização de 4,2% na semana.

Os agentes seguem atentos às condições climáticas nos Estados Unidos. As previsões indicam temperaturas elevadas e pouca chuva, cenário que pode comprometer o potencial produtivo da safra norte-americana.

Outro fator de sustentação para a oleaginosa é a demanda aquecida nos Estados Unidos. O mercado continua repercutindo os acordos firmados entre Pequim e Washington, que impulsionaram as compras por parte dos asiáticos e deram suporte adicional às cotações.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 10,50 centavos de dólar, ou 0,84%, a US$ 12,48 por bushel. A posição novembro encerrou cotada a US$ 12,53 1/2 por bushel, com valorização de 9,75 centavos de dólar, ou 0,78%.

Nos subprodutos, o farelo para setembro subiu US$ 2,00, ou 0,60%, para US$ 330,80 por tonelada. Já o óleo de soja, com vencimento em setembro, fechou a 73,47 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 1,22 centavo, ou 1,63%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,03%, cotado a R$ 5,0803 para venda e R$ 5,0783 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0498 e a máxima de R$ 5,0903. Na semana, a divisa acumulou queda de 0,58%.

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Sustentabilidade

Publicada portaria que regulamenta a equalização de juros das operações do Plano Safra 2026/2027 – MAIS SOJA

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Foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (23) a portaria que estabelece os critérios, limites, normas operacionais e procedimentos para o pagamento da equalização das taxas de juros pelo Tesouro Nacional às instituições financeiras que operam financiamentos rurais no âmbito do Plano Safra 2026/2027.

A norma aplica-se aos financiamentos rurais concedidos no ano agrícola compreendido entre 1º de julho de 2026 e 30 de junho de 2027, bem como às operações de capital de giro contratadas até 30 de dezembro de 2026 destinadas a cooperativas agropecuárias no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro).

Os recursos contemplam diversas linhas de crédito rural, entre elas Custeio Empresarial, Custeio Pronamp, Inovagro, Moderfrota, PCA, Prodecoop, Proirriga, RenovAgro, Procap-Agro e linhas voltadas à produção sustentável.

Ao todo, 26 instituições financeiras, entre bancos, cooperativas de crédito e agências de fomento, estão autorizadas a operacionalizar as linhas de crédito com equalização de juros.

Os recursos estão divididos entre R$ 97,5 bilhões destinados aos médios e grandes produtores e R$ 44,3 bilhões destinados à agricultura familiar.

Fonte: MAPA



 

FONTE

Autor:MAPA

Site: MAPA

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