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27 de maio de 2026

Sustentabilidade

Produtor segue retraído e trava negócios da soja na semana; veja como ficaram as cotações hoje

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Foto: Arquivo Canal Rural, aperfeiçoada por IA

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com baixa movimentação e poucos negócios, refletindo principalmente a queda do dólar e a perda de referência nos portos. Mesmo com alta na Bolsa de Chicago, o mercado interno não sustentou o movimento de valorização.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o câmbio foi o principal fator de pressão sobre os preços. “Apesar da CBOT ter subido, os preços caíram cerca de R$ 1 no porto por conta do dólar”, afirma. No físico, o produtor seguiu retraído, aguardando melhores níveis de negociação, o que manteve a comercialização fraca ao longo da semana.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): permaneceu em R$ 123,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 124,00
  • Cascavel (PR): desceu de R$ 119,00 para R$ 118,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 108,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 110,00 para R$ 111,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 109,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 129,00 para R$ 128,00 por saca
  • Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 129,00 por saca

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta sexta-feira na Bolsa de Mercadorias de
Chicago (CBOT), elevando os ganhos acumulados na semana. Um movimento de compras técnicas e o comportamento dos investidores procurando posicionar suas carteiras frente ao final de semana garantiram a sustentação dos contratos.

Antes das negociações entre Irã e Estados Unidos em busca de uma solução para o conflito no Oriente Médio, os participantes preferiram a cautela e evitar correr riscos. O relatório de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) seguiu no radar, mas foi considerado neutro.
O destaque do dia fica por conta da forte alta do farelo. "O movimento tem origem predominantemente técnica e não reflete uma mudança nos fundamentos do mercado", alerta o analista de Safras & Mercado, Gabriel Viana. "O principal driver da alta é o desmonte de posições especulativas que vinham apostando simultaneamente na valorização do óleo de soja e na queda do farelo o chamado spread long oil/short meal", completou.
Segundo Viana, com o óleo recuando nesta sessão, operadores passaram a reverter essas posições, gerando pressão compradora artificial sobre o farelo independentemente de qualquer alteração nos fundamentos de oferta e demanda do derivado.
"Os fundamentos de médio prazo seguem apontando para um cenário mais pressionado para o farelo, com a expectativa de aumento do esmagamento nos Estados Unidos em decorrência dos novos mandatos de biodiesel, maior oferta sul-americana com o avanço da safra argentina e prêmios de exportação no Brasil ainda descolados da realidade de oferta crescente", conclui o analista.

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 10,50 centavos de dólar, ou 0,90%, a US$ 11,75 3/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 11,91 1/4 por bushel, com elevação de 10,25 centavos de dólar ou 0,86%.
Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com alta de US$ 14,60 ou 4,59% a US$ 332,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 67,10 centavos de dólar, com perda de 0,60 centavo ou 0,88%.

Câmbio

O dólar encerrou o dia em queda de 1,03%, reforçando a pressão sobre os preços internos da soja e limitando a competitividade das exportações brasileiras.

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Sustentabilidade

Safra 2026/27: falta de planejamento tributário reduz margem de lucro no campo, alerta especialista – MAIS SOJA

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O agronegócio brasileiro atravessa um momento de alerta financeiro. De acordo com dados da Serasa Experian, as empresas do agronegócio lideraram os pedidos de recuperação judicial em 2025, um reflexo direto da queda de margens e do endividamento. No entanto, para o advogado tributarista e produtor rural Fernando Melo de Carvalho, existe um vilão silencioso que muitos produtores ignoram: o imposto.

Diferente do diesel, do adubo ou da semente, o tributo é frequentemente tratado como uma consequência do negócio, e não como um custo de produção. Segundo Carvalho, essa percepção é o que ele chama de “custo invisível”.

“O tributo é um custo invisível. O produtor rural sabe quanto custa a semente, o adubo e o preço do diesel, mas ele não coloca nessa conta o imposto. Muitos ainda ignoram o impacto tributário no resultado final. E, se ele não incluir isso no planejamento, isso pode ser a diferença entre ele ter lucro ou ter prejuízo no final da safra”, afirma o especialista.

Imposto como ferramenta de lucro

O cenário atual de recorde em recuperações judiciais mostra que a margem de erro do produtor ficou ainda mais estreita. Para Fernando, o planejamento tributário não deve ser visto apenas como uma obrigação burocrática, mas como uma estratégia de sobrevivência e aumento de lucratividade.

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Ao não enxergar o imposto antecipadamente, o produtor muitas vezes descobre o impacto fiscal apenas após a venda da colheita, quando já não há margem para manobra. “O que acontece na prática é que o produtor produz, vende e acha que teve lucro. Só depois ele descobre o peso dos impostos e percebe que aquele resultado positivo, na verdade, virou prejuízo. Quando ele passa a enxergar o imposto antes e faz o planejamento dentro da legalidade, ele consegue reduzir esse impacto e, consequentemente, aumentar o lucro real”, explica Carvalho.

Decisões estratégicas: CPF ou CNPJ?

Um dos pontos centrais da orientação do especialista para a próxima safra é a revisão das estruturas jurídicas. Com as mudanças no cenário econômico e a iminência da reforma tributária, a decisão entre atuar como pessoa física ou jurídica tornou-se crítica.

“Diante desse cenário de inadimplência, o produtor tem que revisar suas posições. Às vezes, o planejamento fiscal, decidir entre pessoa física e jurídica ou ajustar um contrato de arrendamento, traz um ganho de lucro que ele não conseguiria nem se negociasse o preço do adubo ou da semente ao limite”, destaca Fernando.

O planejamento começa agora

O especialista reforça que o momento de agir é agora, antes do início do novo ciclo. A orientação é que o produtor inclua o custo fiscal na planilha de custos variáveis, ao lado dos defensivos e da logística.

“O planejamento tributário permite que o produtor pague o imposto de forma legal e justa. Em um ano de alta inadimplência, ter essa gestão eficiente pode ser o que vai manter a porteira aberta e evitar que o negócio rural entre nas estatísticas de recuperação judicial”, afirma Carvalho.

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Dicas para o Planejamento Fiscal da próxima safra

Para evitar que o “custo invisível” comprometa a rentabilidade, o especialista sugere quatro passos fundamentais:

  • Inclua o imposto no custo de produção: Não espere o final da safra para calcular o tributo. Trate o imposto como um insumo, assim como a semente e o fertilizante, e insira-o na planilha de custos variáveis.
  • Revise o modelo jurídico (CPF x CNPJ): Avalie se a produção deve continuar na Pessoa Física ou se é o momento de migrar para uma Pessoa Jurídica. Dependendo do faturamento, a economia tributária é a chave para o lucro.
  • Audite seus contratos de arrendamento: Verifique se os contratos estão adequados às normas da Receita Federal para evitar multas pesadas (que podem chegar a 250%) e o aumento da carga tributária.
  • Organize a documentação em tempo real: Mantenha o Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR) atualizado mensalmente para evitar surpresas na malha fina e inconsistências patrimoniais.

Sobre o Especialista

Fernando Melo de Carvalho é advogado tributarista do agronegócio com mais de 10 anos de experiência. Ele assessora produtores rurais, empresas e cooperativas. É também produtor rural, o que lhe permite uma visão prática dos desafios enfrentados no campo. Atua na defesa da segurança jurídica no agro e na orientação tributária voltada à sustentabilidade dos negócios rurais.

Fonte: Assessoria


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Sustentabilidade

El Niño deve transformar gestão operacional em fator decisivo da safra 2026/27 – MAIS SOJA

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A possível formação do El Niño ao longo de 2026 pode trazer um efeito cada vez mais presente dentro das fazendas brasileiras: menos tempo para errar. Com maior instabilidade climática, operações como plantio, aplicação e manejo fitossanitário passam a depender de intervalos mais curtos, aumentando o risco de atrasos, aplicações fora do momento ideal e perdas difíceis de recuperar ao longo do ciclo.

Segundo Rafael Mancini, gerente de Desenvolvimento de Mercado da ADAMA, o desafio da próxima safra pode ir além da interpretação das previsões meteorológicas. “O desafio não será apenas entender a previsão climática. Será conseguir operar dentro das janelas corretas”, afirma. Na prática, isso significa que atividades normalmente tratadas como rotina passam a ter peso estratégico dentro da safra. Em regiões com maior volume de chuva, por exemplo, a redução das janelas de trabalho no campo pode dificultar a entrada de máquinas, atrasar pulverizações, comprometer qualidade de aplicação e aumentar o risco de intervenções fora do momento mais adequado.

“Em muitos casos, o produtor até sabe o que precisa ser feito, mas encontra dificuldade para executar no momento correto. E, em um cenário mais instável, alguns dias e a escolha correta do produto podem fazer diferença importante no resultado final”, explica Mancini. Em sua avaliação, o El Niño tende a pressionar diretamente a capacidade de resposta da operação no campo. Isso porque o fenômeno interfere simultaneamente em diferentes etapas do manejo, desde plantabilidade e emergência até residual de herbicidas, desenvolvimento radicular, compactação do solo, qualidade das aplicações e janela de colheita.

Além dos impactos operacionais, a mudança no padrão climático também altera o comportamento fitossanitário das lavouras. Em soja e milho, cenários de maior umidade e molhamento foliar aumentam a pressão de doenças como ferrugem asiática, antracnose, cercosporiose, doenças de final de ciclo e podridões. Já em regiões mais secas, o cenário muda: plantas sob estresse tendem a apresentar pior fechamento de linhas, menor competitividade e maior vulnerabilidade a escapes de plantas daninhas e pragas favorecidas por calor e déficit hídrico.

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Para a ADAMA, esse contexto deve acelerar uma mudança que já vinha ocorrendo no campo: produtores mais preparados tendem a ganhar vantagem em ambientes mais imprevisíveis. “Anos assim normalmente ampliam a diferença entre quem consegue antecipar decisões e quem depende de correções ao longo do ciclo”, reforça Mancini.

Segundo ele, isso envolve uma combinação de fatores que começa antes mesmo do plantio, como escolha de cultivares mais estáveis, posicionamento adequado de pré-emergentes, manejo de palhada, definição de população de plantas, logística de aplicação e monitoramento mais frequente da lavoura. “O clima continua sendo determinante, mas a forma como o produtor se prepara e reage ao longo do ciclo passa a ter impacto ainda maior sobre o resultado da safra”, conclui.

Sobre a ADAMA

A ADAMA Ltda. (leia-se ADAMÁ) é uma empresa global líder em proteção de cultivos, oferecendo soluções inovadoras para agricultores no combate a plantas daninhas, insetos e doenças. A companhia possui um dos portfólios mais amplos e diversificados de ingredientes ativos do setor, apoiado por capacidades avançadas de Pesquisa & Desenvolvimento, fabricação e formulação.

Com presença em mais de 100 países, a ADAMA combina escala global com forte foco local, desenvolvendo produtos de alta qualidade e soluções customizadas, orientadas pelas necessidades reais dos agricultores e de seus parceiros comerciais.

Para mais informações, visite nosso site www.adama.com e nossos canais no FacebookLinkedInInstagram e Youtube.

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Fonte: Assessoria




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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Colheita se encerra no RS; agentes focam na comercialização – MAIS SOJA

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Com a colheita da safra 2025/26 oficialmente encerrada no Rio Grande do Sul, o mercado de arroz em casca segue operando com baixa liquidez e com pressão sobre os preços. De acordo com o Cepea, sem a urgência das atividades de campo, as atenções se voltam agora às estratégias de comercialização e às perspectivas para os próximos movimentos do mercado.

Nesse cenário, as estratégias dos produtores seguem distintas. Segundo pesquisadores do Cepea, enquanto parte dos orizicultores amplia a oferta para geração de caixa e cumprimento de compromissos de curto prazo, outros permanecem retraídos, avaliando que os atuais patamares de preços seguem insuficientes frente aos custos da atividade.

Do lado comprador a cautela predomina. Ainda de acordo com o Centro de Pesquisas, apesar do interesse na aquisição do cereal, as indústrias vêm reduzindo os valores ofertados diante do desempenho mais fraco das vendas de arroz beneficiado. Além disso, parte das empresas tem priorizado a compra de produtos já armazenados em suas unidades.

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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