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Sustentabilidade

Alta do arroz no RS supera 12% em março, mas produtores ainda enfrentam margens negativas – MAIS SOJA

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Em março, os preços do arroz em casca subiram significativamente no Rio Grande do Sul, registrando avanço superior a 12% em relação ao final de fevereiro. No entanto, a liquidez permaneceu restrita durante todo o mês, em razão da retração dos produtores, da discrepância entre os preços e os custos de produção e da cautela dos agentes. Assim, apesar da demanda firme, as negociações seguiram pontuais, envolvendo pequenos volumes.

Levantamentos do Cepea indicam que, mesmo com a recente recuperação dos preços, as margens do produtor permanecem negativas. Em fevereiro, os custos totais de produção foram estimados em R$ 16.938,55/ha em Uruguaiana e em R$ 14.998,12/ha em Camaquã, enquanto os preços necessários para cobrir esses custos seguem significativamente acima das cotações observadas no mercado. Esse cenário tem sustentado a postura mais retraída dos vendedores ao longo de março, limitando a oferta disponível.

Além disso, fatores como a alta do diesel, entraves logísticos e incertezas no ambiente externo contribuíram para reforçar a cautela dos agentes, tanto no campo quanto na indústria. Do lado comprador, a necessidade de aquisição de matéria-prima, impulsionada pela maior demanda por arroz beneficiado, levou indústrias a reajustarem suas ofertas em diversos momentos do mês, ainda que com dificuldade em originar volumes mais expressivos.

Nesse contexto, entidades representativas do setor têm intensificado discussões sobre medidas de apoio ao produtor. Entre os pontos em debate, destaca-se o cronograma de pagamento do financiamento de custeio da safra 2025/26. A proposta de ampliação do número de parcelas, de quatro para oito, busca reduzir a pressão de venda em períodos de maior oferta, quando os preços tendem a ser mais baixos. Além disso, o Governo Federal autorizou leilões de apoio ao escoamento da safra atual, por meio dos mecanismos PEP e Pepro, com recursos de até R$ 70 milhões, mas os editais ainda não foram publicados.

No segmento industrial, o ritmo de beneficiamento manteve-se elevado no período, refletindo a necessidade de atender à demanda do mercado interno, mesmo diante das dificuldades na originação do arroz em casca.

Em março, a média do Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi de R$ 58,83/sc de 50 kg, alta de 7,35% em relação a fevereiro. No acumulado de março (de 27 de fevereiro a 31 de março), o avanço foi de 12,14%.

Considerando-se as médias das microrregiões que compõem o Indicador, houve aumento de 3,26% em março na Planície Costeira Externa, para a R$ 61,98/sc de 50 kg. Na Zona Sul, Fronteira Oeste e na Planície Costeira Interna, as elevações foram de 5,67%, 6,21% e
7,99%, respectivamente, a R$ 60,70/sc, R$ 58,42/sc e R$ 61,3/sc. Na Campanha e na Depressão Central, as altas foram ainda mais expressivas, de 9,72% e 10,24% a R$ 57,06/sc e R$ 55,09/sc, respectivamente.

Em relação aos demais rendimentos acompanhados pelo Cepea, a média de preços do produto com 63% a 65% de grãos inteiros subiu 6,73% entre fevereiro e março, para R$ 61,07/sc de 50 kg.

Para os grãos com 59% a 62% de inteiros, o aumento foi de 7,73%, a R$ 59,88/sc. Quanto ao produto de 50% a 57% de grãos inteiros, o aumento foi de 8,36% no mesmo comparativo, para R$ 58,01/sc.

CAMPO

A colheita de arroz no Rio Grande do Sul, na safra 2025/26, alcançou 39,9% da área semeada até o dia 27 de março, o que equivale a cerca de 355,5 mil hectares, segundo dados do IRGA. O percentual está abaixo dos 51,6% registrados no mesmo período da safra anterior, indicando atraso nos trabalhos, causado em grande parte pelas das condições climáticas desfavoráveis.

Entre as regiões, a Planície Costeira Externa apresenta o maior avanço (51,94%), seguida pela Planície Costeira Interna (48,3%), pela Fronteira Oeste (40,31%), pela Zona Sul (39,75%), pela Campanha (30,41%) e pela Região Central (28,38%).

No Brasil, dados da Conab indicam que, até 28 de março, a colheita havia atingido 39,5% da área cultivada. Os trabalhos estavam mais avançados em Goiás (99%), seguidos por Santa Catarina (83%), Rio Grande do Sul (36%), Tocantins (30%), Mato Grosso (25,9%) e
Maranhão (6,5%).

Fonte: Cepea


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FONTE

Autor:CEPEA

Site: CEPEA

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Sustentabilidade

Condições de mercado estão difíceis para o produtor nacional de soja – MAIS SOJA

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O mercado mundial de soja passa por um momento de dificuldades. A ampla oferta da oleaginosa e as expectativas favoráveis pressionam as cotações. Em termos domésticos, a combinação de queda dos contratos futuros em Chicago e do dólar tornar o ritmo dos negócios ainda mais lento.

O cenário é cada vez mais complexo para a soja, tanto internamente como no exterior. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Rafael Silveira, que participou nesta semana do 11o Safras Agri Week. “Para o Brasil, o maior desafio é o preço”, afirma.

Nos Estados Unidos, a demanda interna está aquecida, com bons esmagamentos, e ainda há a expectativa do retorno da China à ponta compradora. Para o produtor brasileiro, o consultor acredita que pode haver mais oportunidades no segundo semestre, se os estoques norte-americanos apertarem e sustentarem a Bolsa de Mercadorias de Chicago.

Na Argentina, a situação é bastante tranquila, conforme o analista Agustin Geier. “É muito cedo para se falar em atraso de colheita no país”, frisa. “Além disso, são esperadas 49,8 milhões de toneladas, o que é um patamar muito bom para nós”, relata, acrescentando que tudo está correndo bem e sem expectativa de quebra de safra argentina.

Nos subprodutos, a volatilidade tem sido muito grande com a guerra no Irã, que impulsionou os preços do petróleo. “Trouxe suporte ao óleo de soja, que é uma das alternativas para a produção de biodiesel”, finaliza o analista e consultor Gabriel Viana.

Conab e Abiove
A produção brasileira de soja deverá totalizar 179,151 milhões de toneladas na temporada 2025/26, com aumento de 4,5% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 171,48 milhões de toneladas. A projeção faz parte do 7º levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na estimativa anterior, a previsão estava em 177,85 milhões de toneladas.

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) atualizou as estatísticas do complexo soja, elevando as projeções para o ano de 2026. O novo balanço aponta que o Brasil deve atingir um patamar recorde de esmagamento interno, impulsionado pela robustez da safra e pela crescente demanda por derivados.

As estimativas para 2026 foram revisadas positivamente em relação ao levantamento anterior, com o processamento de soja no país devendo alcançar 62,2 milhões de toneladas, um aumento de 1,1%. Esse avanço na atividade industrial reflete-se diretamente na oferta de produtos de maior valor agregado, com a produção de farelo de soja estimada em 47,9 milhões de toneladas e a de óleo de soja em 12,5 milhões de toneladas.

Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da ABIOVE, destaca que a atualização dos dados reforça o amadurecimento e a resiliência da indústria brasileira. “O ajuste positivo nas expectativas de processamento evidencia a resiliência do setor frente à safra recorde. A conversão da matéria-prima em produtos de maior valor agregado fortalece os pilares da matriz energética e do suprimento alimentar brasileiro”, afirma.

Autor/Fonte: Dylan Della Pasqua e Rodrigo Ramos / Safras News

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Sustentabilidade

Volatilidade marca mercado de soja e mantém ritmo moderado de negócios no Brasil

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O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com um ritmo moderado de negócios, em meio a oscilações ao longo do dia. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a sessão foi marcada por dois momentos distintos, refletindo a instabilidade nos principais formadores de preço.

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Pela manhã, o dólar e a Bolsa de Chicago operaram em queda, pressionando as cotações e reduzindo a oferta, especialmente nos portos. Esse movimento deixou os preços mais fracos no início do dia, com pouca disposição de venda por parte dos produtores.

Ao longo da sessão, no entanto, Chicago mudou de direção, ainda que com oscilações limitadas. Com isso, os preços passaram a variar entre estabilidade e leve baixa, dependendo da praça e das condições de pagamento. O produtor segue negociando conforme a necessidade de caixa, enquanto a indústria aproveita os níveis atuais para recompor margens.

No mercado físico brasileiro, as cotações apresentaram comportamento misto entre estabilidade e recursos pontuais. Saiba mais:

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 122,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 123,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 119,00 para R$ 118,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 108,00
  • Dourados (MS): desceu de R$ 111,00 para R$ 110,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 110,00
  • Paranaguá (PR): queda de R$ 129,00 para R$ 128,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 128,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em leve alta nesta sexta-feira (17) na Bolsa de Chicago, em mais uma sessão volátil. O mercado foi influenciado pelo reposicionamento de carteiras antes do fim de semana e pelo comportamento de outros ativos.

Na semana, o contrato maio acumulou queda de 0,71%. A desvalorização do dólar frente a outras moedas trouxe algum suporte às cotações, ao aumentar a competitividade da soja americana no mercado internacional.

Por outro lado, a forte queda do petróleo, diante de expectativas de avanço em negociações no Oriente Médio, limitou a recuperação dos preços da oleaginosa.

O mercado também acompanha o início do plantio da nova safra nos Estados Unidos. A previsão de retorno das chuvas pode atrasar os trabalhos de campo, mas tende a beneficiar o desenvolvimento inicial das lavouras.

Contratos futuros

Os contratos com entrega em maio fecharam com alta de 3,50 centavos de dólar, ou 0,30%, a US$ 11,67 1/4 por bushel. A posição julho encerrou cotada a US$ 11,83 por bushel, com ganho de 2,50 centavos, ou 0,21%.

Entre os subprodutos, o farelo para maio caiu US$ 0,90, ou 0,27%, para US$ 331,80 por tonelada. Já o óleo de soja, também com vencimento em maio, recuou 1,17 centavo, ou 1,68%, para 68,16 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,18%, cotado a R$ 4,9933 para venda e R$ 4,9813 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9502 e a máxima de R$ 4,9922. Na semana, a divisa acumulou desvalorização de 0,54%.

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Soja mantém patamar em Chicago com pressão do plantio nos EUA e cenário global instável – MAIS SOJA

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As cotações da soja, em Chicago, após ensaiarem um recuo, voltaram aos patamares da semana anterior. O primeiro mês cotado fechou a quinta-feira (16) em US$ 11,63/bushel, contra US$ 11,65 uma semana antes.

A continuidade da guerra no Oriente Médio, com um cessar-fogo capenga, não permite que o mercado mundial do petróleo e outras commodities básicas se acomode. Além disso, o plantio da soja nos EUA começa a fazer pressão sobre Chicago, sendo que o chamado “mercado do clima” ganha espaço.

Por enquanto, o mercado vem sendo surpreendido pela aceleração no plantio da safra estadunidense. Até o dia 12/04 a área atingia a 6% do esperado, enquanto o mercado esperava menos, e a média para a data é 2%. Isso significa que, para o plantio, por enquanto, o clima é normal nos EUA.

Dito isso, os embarques de soja estadunidense, na semana encerrada em 9 de abril, chegaram a 814.562 toneladas, elevando o volume total, no ano comercial, para 31,5 milhões de toneladas, representando 25% a menos do que há um ano. Outra notícia que pesou sobre o mercado, e mais especificamente no mercado do farelo, foi o início da greve dos caminhoneiros autônomos na Argentina. Com isso houve bloqueio de rotas direcionadas aos portos de exportação. Isso elevou o preço do farelo em Chicago, com o mesmo atingindo a US$ 334,40/tonelada curta no dia 15/04.

A mais alta cotação para este subproduto desde o dia 02/10/2024. Se não houver acordo com o governo local, a greve pode interromper “a logística da principal colheita e o abastecimento normal dos portos, em um momento crucial para a entrada de divisas no vizinho país” (cf. Clarin).

E na China as importações de soja aumentaram 14,9% em março, sobre o mesmo mês do ano anterior, porém, ficaram abaixo do que esperava o mercado. Houve atraso nos embarques do Brasil devido a inspeções mais rigorosas para descartar contaminação.

O total importado chegou a 4,02 milhões de toneladas, enquanto o mercado esperava 6,4 milhões (cf. Reuters). Entre janeiro e março a China importou 16,6 milhões de toneladas, com um recuo de 3,1% sobre o mesmo período de 2025. Para o período de abril a junho espera-se que a média mensal importada pelos chineses seja de 10 milhões de toneladas.

Já nos EUA, a NOPA (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas) informou que o esmagamento de soja naquele país, em março, atingiu a 6,16 milhões de toneladas, sendo o segundo maior para o mês e 16% maior do que no mesmo período do ano passado.

E no Brasil, diante de um câmbio que rompeu o piso dos R$ 5,00 por dólar, fechando alguns dias da semana em R$ 4,99, os preços recuaram, com as principais praças gaúchas voltando aos R$ 117,00/saco, enquanto no restante do país os valores oscilaram entre R$ 99,00 e R$ 114,00/saco.

Enfim, em seu boletim de abril a Conab apontou que a safra brasileira de soja 2025/26 deverá atingir a 179,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões no ano anterior. O Rio Grande do Sul ficará com 18,9 milhões de toneladas, ou seja, com redução de 13,3% sobre o inicialmente previsto. A área total semeada no Brasil foi de 48,47 milhões de hectares e a produtividade média ficaria em 3.696 quilos/hectare (61,6 sacos/hectare), enquanto a produtividade média gaúcha cai para 46,2 sacos.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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