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3 de junho de 2026

Business

Banana do Vale do Ribeira conquista Indicação Geográfica e valoriza produção paulista

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Foto: Secretaria de Agricultura e Abastecimento

A região do Vale do Ribeira, localizada no sul do estado de São Paulo, conquistou a Indicação Geográfica (IG) da banana Cavendish e Prata, reconhecimento que impulsiona o setor produtivo da fruta e consolida a região como um dos grandes pólos produtivos do Brasil. 

A banana é uma das frutas mais consumidas no mundo e está presente em todo o Brasil. Em São Paulo, o cultivo começou no litoral e, a partir da década de 1930, avançou para o Vale do Ribeira. A região ganhou espaço por ter solos mais adequados e menos sujeitos a inundações.

Emitido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), que reconhece produtos ou serviços com origem geográfica específica com qualidades, tradição ou reputação únicas devido ao local de produção, a Indicação Geográfica é a 14ª conquistada pelo estado de São Paulo.

Como fazer a solicitação?

Para solicitar uma IG ao Inpi, a entidade precisa comprovar a notoriedade do produto; em São Paulo, a Secretaria de Agricultura emite o Instrumento Oficial de Delimitação de Área Geográfica (IOD), enquanto a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) recebe, protocola e encaminha a documentação para análise de uma comissão técnica que avalia o pedido.

Com o registro, o nome “Vale do Ribeira-SP” fica protegido e passa a identificar oficialmente a origem das bananas produzidas na região. 

“Essa IG representa um novo horizonte para o bananicultor, protegendo a origem das variedades Cavendish (Nanica) e Prata e gerando novas oportunidades de mercado que valorizam o trabalho no campo. Mais do que um selo técnico, é uma ferramenta de desenvolvimento regional que combate a desvalorização do produto”, disse Tais Canola, chefe de Divisão da CATI Regional de Registro.

Augusto Aranha, presidente da Abavar, também celebrou a conquista da Indicação Geográfica da Banana do Vale do Ribeira, destacando que o selo impulsiona cada vez mais a agricultura da região, principalmente a familiar.

“Mais do que um selo, esta é uma conquista da dedicação do nosso setor produtivo. Ele reafirma o compromisso do Vale com uma agricultura moderna, que respeita o meio ambiente e fortalece a agricultura familiar. Esse selo sintetiza tudo o que acreditamos e praticamos no campo”, destacou.

Delimitação e importância

Na delimitação geográfica da IG da Banana do Vale do Ribeira, farão parte 13 municípios: Cajati, Cananéia, Eldorado, Iguape, Itariri, Iporanga, Jacupiranga, Juquiá, Miracatu, Pariquera-Açu, Pedro de Toledo, Registro e Sete Barras.

A Indicação Geográfica reforça a força do Vale do Ribeira na produção não apenas estadual, mas nacional da banana. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Projeto Lupa, a região corresponde a 7,07% de toda a área nacional destinada à bananicultura.

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Cooxupé informa que colheita de café atingiu 8,9% até 29 de maio

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A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) informou, nesta quarta-feira (3), que a colheita de café em sua área de atuação alcançou 8,9% até quinta-feira (29). A cooperativa, que atua em cerca de 370 municípios de Minas Gerais e São Paulo, também anunciou que passará a divulgar semanalmente o andamento dos trabalhos. Segundo a entidade, a colheita está em fase inicial e, no momento, não há atraso.

O levantamento reúne informações das regiões do Sul de Minas, Cerrado Mineiro, média mogiana do Estado de São Paulo e Matas de Minas, áreas relevantes para a produção brasileira de café. Na abertura da série semanal, a Cooxupé informou que o ritmo de retirada do grão ainda é de começo de safra, sem indicação de atraso operacional até o momento.

Por região, o avanço da colheita até quinta-feira (29) era de 11,1% no Sul de Minas Gerais, 3,5% no Cerrado Mineiro, 14,8% em São Paulo e 14% nas Matas de Minas. Os números mostram diferença no estágio dos trabalhos entre as praças acompanhadas, o que pode refletir características locais de clima, maturação e calendário operacional.

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Na comparação com anos anteriores para o mesmo período, a colheita da área monitorada pela cooperativa estava em 6,9% em 2025, 8,5% em 2024, 9,1% em 2023 e 4,5% em 2022. O dado atual, de 8,9%, coloca o início da safra próximo ao observado nos dois últimos ciclos mais adiantados da série apresentada.

A divulgação semanal tende a oferecer referência mais frequente ao mercado e aos produtores sobre o ritmo da safra em uma das principais origens de café do país. O material divulgado pela cooperativa, no entanto, não detalha volume colhido em sacas, produtividade estimada ou perfil por variedade nesta atualização inicial.

Com a colheita ainda em estágio inicial, os próximos boletins semanais da Cooxupé devem indicar se o ritmo será mantido nas principais regiões produtoras. Até esta atualização, a cooperativa informa que não há atraso considerado nos trabalhos, mas ainda não apresentou estimativas adicionais de produção ou produtividade.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Agro Mato Grosso

Custos de transporte pressionam preços de frete no agro, aponta Conab

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Cotações do diesel e de outros insumos logísticos contribuem para sustentar os níveis de valores em patamares mais elevados no mercado de fretes

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Mapa e Embrapa lançam notas técnicas para reconstrução rural no RS

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) promovem, nos dias 9 e 10 de junho de 2026, em Porto Alegre (RS), o encontro “Balanço Recupera Rural RS: 2 anos de reconstrução da agropecuária gaúcha”. A programação reúne pesquisadores, gestores públicos e instituições do setor para avaliar ações de recuperação após as enchentes de maio de 2024 e apresentar novos subsídios técnicos para os territórios atingidos.

Um dos principais pontos da programação será o lançamento de duas notas técnicas elaboradas por especialistas da Embrapa. A primeira trata das Áreas de Preservação Permanente hídricas teóricas do Rio Grande do Sul e apresenta um mapeamento voltado ao planejamento de ações de conservação e recuperação ambiental. A segunda analisa os solos atingidos pela inundação de maio de 2024 e identifica tipos de solo impactados e áreas prioritárias para recuperação ambiental e produtiva.

Segundo as instituições organizadoras, os documentos reúnem informações científicas e orientações práticas para produtores rurais, técnicos, gestores públicos e entidades que atuam na reconstrução do território gaúcho. O foco está em apoiar o planejamento de medidas de adaptação e recuperação em áreas afetadas por eventos climáticos extremos.

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Além das notas técnicas, o evento fará um balanço das iniciativas desenvolvidas desde 2024 em frentes como recuperação de encostas na Serra Gaúcha, restauração de vegetação nativa, água e saúde única, recuperação de solos e produção de sementes e mudas. A programação também prevê a participação de representantes de instituições de pesquisa, extensão rural, universidades, órgãos públicos e organizações da sociedade civil.

A abertura contará com palestra de Caio Rocha, consultor internacional do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) para Mercosul e Chile, sobre impactos de eventos climáticos extremos no Brasil e no exterior. Para o setor agropecuário, o conteúdo técnico pode servir de base para decisões de manejo, recuperação de áreas produtivas e definição de prioridades em territórios ainda afetados pelos efeitos das enchentes.

O encontro será realizado a partir das 8h, no Auditório do Ministério da Agricultura e Pecuária, em Porto Alegre. A tendência é que as notas técnicas passem a servir como referência para ações de recuperação produtiva e ambiental no estado, embora o alcance prático dessas orientações dependa da aplicação pelas instituições e pelos agentes que atuam no meio rural.

Fonte: embrapa.br

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