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21 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Avanço de daninhas em sistema com soja acende alerta no campo

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O avanço das plantas daninhas nas lavouras brasileiras tem acendido um alerta entre técnicos, cooperativas e pesquisadores. Nas últimas safras, o problema tem se intensificado, impulsionado tanto por falhas no manejo quanto por fatores climáticos e biológicos que favorecem a rápida disseminação dessas espécies. A temática foi debatida ontem, 13 de abril, durante a ExpoLondrina, no painel “Plantas Daninhas de difícil controle – desafios no manejo”, promovido pela Embrapa Soja, com as cooperativas Cocamar, Coamo e Integrada.

O pesquisador Rafael Romero Mendes, da Embrapa Soja, contextualizou o aumento da infestação de caruru-roxo, nas últimas quatro safras, destacando que essa espécie apresenta crescimento rápido, alta agressividade e grande capacidade de dispersão. Como prevenção, o pesquisador recomenda algumas práticas integradas como a limpeza de equipamentos e a manutenção de palhada no solo, assim como o uso de cultivares com novas biotecnologias e ainda o uso de herbicidas pré-emergentes, especialmente em áreas com resistência ao glifosato. “No entanto, o uso desses produtos exige observação quanto ao solo, o clima e a cultivar utilizada. Esse cuidado pode evitar o risco de fitotoxicidade, que causa danos como falhas na população de plantas e também emergência irregular”, ressalta.

A percepção de Rafael Furlanetto, da Cocamar, é de que muitos produtores ainda deixam a decisão de controle de plantas daninhas para o último momento, o que compromete a eficiência das estratégias adotadas. A recomendação é antecipar o manejo e diversificar as práticas, incluindo maior cobertura do solo, uso de herbicidas pré-emergentes e aplicação de pós-emergentes no momento adequado. “Além disso, o controle deve ser contínuo, abrangendo tanto as culturas de verão quanto as de inverno”, lembra Furlanetto.

Para Lucas Pastre Dill, da cooperativa Integrada, parte dos desafios relaciona-se ao abandono de práticas tradicionais após a adoção de tecnologias como as cultivares tolerantes ao glifosato. A facilidade proporcionada por esse sistema levou muitos produtores a reduzirem o uso de estratégias como rotação de culturas, alternância de mecanismos de ação de herbicidas e controle cultural e mecânico. O cenário se agrava com a presença de plantas daninhas de crescimento acelerado e alta capacidade reprodutiva, especialmente em condições tropicais. “Nesse contexto, práticas como formação de palhada, por exemplo, ganham importância para reduzir a germinação dessas invasoras”, ressalta Dill.

As cooperativas têm intensificado também ações de orientação técnica para enfrentar o problema. Segundo Bruno Lopes Paes, da cooperativa Coamo, treinamentos e capacitações vêm sendo realizados com equipes e produtores, com foco no uso correto de herbicidas, manejo integrado e atenção especial às plantas daninhas quarentenárias, que têm se tornado uma ameaça crescente. “O objetivo é promover um processo educativo que aumente a conscientização e melhore a tomada de decisão no campo!, diz Paes.

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O pesquisador Dionísio Gazziero aponta que o Brasil já dispõe de conhecimento e tecnologias suficientes para controlar grande parte das infestações, mas a adoção dessas práticas ainda é insuficiente. Além disso, fatores climáticos podem interferir diretamente na dinâmica das plantas daninhas, favorecendo, por exemplo, períodos mais longos de emergência em determinadas condições. “A principal recomendação é encarar o controle de plantas daninhas como parte de um sistema de produção contínuo, com ações ao longo de todo o ano”, diz. “A rotação de culturas, especialmente no inverno, é essencial, assim como o manejo do banco de sementes no solo. Sem esse cuidado, a tendência é de que as infestações se tornem cada vez mais severas, elevando os custos e reduzindo a produtividade”, conclui Gazziero.

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Agro Mato Grosso

Menor cidade de MT é a 2ª melhor em ranking de qualidade de vida no estado, diz pesquisa

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Araguainha, a cidade menos populosa de Mato Grosso e a quarta menor do Brasil, foi classificada como a segunda melhor do estado em qualidade de vida, segundo o Índice de Progresso Social (IPS Brasil 2026), divulgado nesta quarta-feira (20). A pesquisa faz uma avaliação de 0 a 100 pontos.

O levantamento apontou que Araguainha registrou 67,13 pontos, nove centésimos a menos que Cuiabá que lidera o ranking estadual. O melhor desempenho do município foi no indicador de Necessidades Humanas Básicas, no qual alcançou 82,41 pontos, ficando a frente até da capital, que pontuou 78,26.

📈Veja os principais pontos do município:

  • Necessidades Humanas Básicas: 82,41
  • Fundamentos do Bem-estar: 66,64
  • Oportunidades: 52,35

A cidade tem 997 moradores, conforme a última atualização do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Localizada a 471 km de Cuiabá, Araguainha se mantém como a quarta menor cidade do país há três anos.

📝História do município

 

Araguainha foi colonizada nos anos 40, com a chegada de garimpeiros. O nome foi escolhido pela fato da cidade estar situada à margem esquerda do rio Araguainha que deságua no rio Araguaia.

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Atualmente, a economia local é fomentada pelo turismo, plantações de soja, extração vegetal e silvicultura.

☄️O município também é berço da maior cratera criada por um meteoro na América do Sul, o Domo de Araguainha. A cratera é um dos 100 principais sítios geológicos do mundo, com um diâmetro de 40 km e área total de aproximadamente 1,3 mil km². A cratera é maior que a cidade do Rio de Janeiro, que tem 1,2 mil km².

🔍Entenda o Índice de Progresso Social (IPS)

 

Mapa de Mato Grosso com dados do Índice de Progresso Social (IPS Brasil 2026) — Foto: g1 arte

Mapa de Mato Grosso com dados do Índice de Progresso Social (IPS Brasil 2026) — Foto: g1 arte

O Índice de Progresso Social (IPS) é um indicador que mede a qualidade de vida da população para além dos dados econômicos, como o Produto Interno Bruto (PIB). A metodologia avalia se as pessoas têm acesso a serviços e condições básicas para viver bem, como saúde, moradia, segurança, educação e oportunidades. Entenda:

  • Necessidades Humanas Básicas: avalia nutrição/ cuidados médicos básicos, água e Saneamento, moradia e segurança pessoal;
  • Fundamentos do Bem-estar: mede acesso ao conhecimento básico, acesso à informação/ comunicação, saúde e bem-estar e qualidade do Meio Ambiente
  • Oportunidades: interpreta os direitos individuais, liberdades individuais e de escolha, inclusão social e acesso à educação superior.

 

O abismo entre a capital e o interior

O IPS Brasil 2026 mostra que Mato Grosso, como um todo, ocupa uma posição intermediária no ranking nacional de qualidade de vida. Com média de 61,38 pontos, o estado aparece na 14ª colocação do país, abaixo da média brasileira, que foi de 63,40 pontos.

Cuiabá se consolidou como o município com o melhor índice de qualidade de vida no estado. A capital conquistou a 10ª colocação no ranking das capitais do país, garantindo um desempenho intermediário de destaque a nível nacional.

Por outro lado, o levantamento evidencia um forte contraste interno, com municípios menores e mais afastados registrando índices muito baixos de progresso social e sérias limitações no acesso a serviços básicos e oportunidades.

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Até mesmo na capital o relatório acende um alerta: o desempenho cuiabano foi considerado moderado na dimensão “Oportunidades” (51,74 pontos), indicando que a cidade ainda enfrenta desafios históricos em áreas como inclusão social e acesso ao ensino superior.

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Agro Mato Grosso

Cuiabá lidera ranking de qualidade de vida em MT e fica entre as 10 melhores capitais

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Cuiabá se consolidou como o município com o melhor índice de qualidade de vida de Mato Grosso. De acordo com o Índice de Progresso Social (IPS Brasil 2026), divulgado nesta quarta-feira (20), a capital mato-grossense conquistou a 10ª colocação no ranking das capitais do país, garantindo um desempenho intermediário de destaque a nível nacional.

No panorama geral que avalia todos os 5.570 municípios brasileiros, Cuiabá registrou 67,22 pontos, quase 9 pontos acima da última capital do ranking, Porto Velho (RO) que ficou com 58,59.

O principal motor para o bom resultado da capital foi o índice de fundamentos do bem-estar, onde atingiu 71,64 pontos, impulsionada por bons indicadores em saúde, acesso à informação e qualidade urbana.

Apesar do avanço da capital, o estudo revela que o crescimento econômico e o bem-estar social ainda caminham em passos desiguais no estado. Enquanto Cuiabá brilha no topo, diversos municípios do interior seguem entre os mais vulneráveis do Brasil.

O abismo entre a capital e o interior

O IPS Brasil 2026 mostra que Mato Grosso, como um todo, ocupa uma posição intermediária no ranking nacional de qualidade de vida. Com média de 61,38 pontos, o estado aparece na 14ª colocação do país, abaixo da média brasileira, que foi de 63,40 pontos.

Logo atrás de Cuiabá, as cidades do interior que apresentaram os melhores resultados foram:

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  • Araguainha: 67,13 pontos
  • Primavera do Leste: 66,89 pontos

Por outro lado, o levantamento evidencia um forte contraste interno, com municípios menores e mais afastados registrando índices muito baixos de progresso social e sérias limitações no acesso a serviços básicos e oportunidades.

Até mesmo na capital o relatório acende um alerta: o desempenho cuiabano foi considerado moderado na dimensão “Oportunidades” (51,74 pontos), indicando que a cidade ainda enfrenta desafios históricos em áreas como inclusão social e acesso ao ensino superior.

Veja o desempenho de Cuiabá:

Entenda o Índice de Progresso Social (IPS)

O Índice de Progresso Social (IPS) é um indicador que mede a qualidade de vida da população para além dos dados econômicos, como o Produto Interno Bruto (PIB). A metodologia avalia se as pessoas têm acesso a serviços e condições básicas para viver bem, como saúde, moradia, segurança, educação e oportunidades. Entenda:

  • Necessidades Humanas Básicas: avalia nutrição/ cuidados médicos básicos, água e Saneamento, moradia e segurança pessoal;
  • Fundamentos do Bem-estar: mede acesso ao conhecimento básico, acesso à informação/ comunicação, saúde e bem-estar e qualidade do Meio Ambiente
  • Oportunidades: interpreta os direitos individuais, liberdades individuais e de escolha, inclusão social e acesso à educação superior.

 

PIB de MT

A desigualdade social apontada pelo índice ocorre em meio a um período de forte expansão econômica no estado. O agronegócio representa cerca de 56,2% de todo PIB estadual e que lidera as produções nacionais de soja, milho, algodão e carne bovina.

Nos últimos dez anos, o PIB industrial do estado triplicou, puxado especialmente pelos segmentos de alimentos (carne bovina e derivados), bebidas e combustíveis renováveis (etanol de milho), de acordo com a Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (FIEMT). Conforme últimos dados, o PIB industrial foi de R$ 37,7 bilhões, o que correspondeu a cerca de 16,3 % do PIB do estado.

Mais da metade de toda a riqueza gerada localmente vem das atividades agropecuárias e de sua cadeia produtiva, garantindo a Mato Grosso a maior taxa de crescimento econômico do país nas últimas duas décadas.

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Segundo boletim do Banco do Brasil, a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso subiu de 4,1%, em janeiro, para 6,6% em setembro de 2025. O desempenho coloca o estado acima da média nacional em crescimento econômico. O diferencial de Mato Grosso nos últimos anos tem sido a combinação entre agropecuária e agroindústria, criando um novo ciclo de produção e geração de renda no estado.

Entre os municípios com maior número de estabelecimentos agroindustriais, Cuiabá também lidera:

  1. Cuiabá: 364 unidades;
  2. Sinop: 263;
  3. Rondonópolis: 203;
  4. Várzea Grande: 195.
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Agro Mato Grosso

Líder do agro, MT tem cidades entre as piores do país em qualidade de vida

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Mato Grosso, um dos principais motores do agronegócio brasileiro, vive um cenário de extremos. Segundo o Índice de Progresso Social (IPS Brasil 2026), divulgado nesta quarta-feira (20), o estado demonstra um forte contraste: enquanto a economia avança a passos largos puxada pelas lavouras, o crescimento econômico ainda não se traduziu em qualidade de vida para parte da população no interior do estado.

O exemplo disso é que algumas cidades mato-grossenses figuram entre os piores desempenhos de todo o país. Os índices mais baixos do estado foram registrados em Nova Nazaré (48,27), Campinápolis (48,40) e Vila Bela da Santíssima Trindade (48,49). Essas cidades apresentam desempenho considerado baixo pelo instituto, refletindo limitações severas no acesso à educação de qualidade, inclusão social e serviços básicos, especialmente nas dimensões de Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades.

Estes municípios, junto com Colniza, ficaram entre os 100 piores em desempenho do país. Em comparação nacional, Mato Grosso não emplacou nenhum município entre os 100 melhores avaliados do país.

Veja abaixo os municípios com melhor e pior desempenho no índice:

Riqueza no campo, vulnerabilidade nas cidades

Apesar da economia de Mato Grosso ser impulsionada principalmente pelo agronegócio e pela expansão da indústria ligada ao setor agrícola, o levantamento aponta um cenário de grandes desigualdades regionais internas.

O estado registra avanços importantes em serviços essenciais, saúde e estrutura urbana, concentrados principalmente nos grandes polos e na capital, porém, uma parcela significativa dos municípios menores e mais afastados dos eixos do agro continua presa em bolsões de vulnerabilidade social.

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Um exemplo disso é Cuiabá, que se destacou no topo do ranking estadual e conseguiu se posicionar entre as dez capitais mais bem colocadas do Brasil. De forma geral, as cidades que pontuaram melhor no estado conseguiram garantir bons resultados no atendimento a necessidades humanas básicas e em fundamentos do bem-estar, evidenciando o abismo que separa os grandes centros das regiões mais isoladas.

PIB de MT

Nos últimos dez anos, o PIB industrial do estado triplicou, puxado especialmente pelos segmentos de alimentos (carne bovina e derivados), bebidas e combustíveis renováveis (etanol de milho), de acordo com a Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (FIEMT). Conforme últimos dados, o PIB industrial foi de R$ 37,7 bilhões, o que correspondeu a cerca de 16,3 % do PIB do estado.

Segundo boletim do Banco do Brasil, a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso subiu de 4,1%, em janeiro, para 6,6% em setembro de 2025. O desempenho coloca o estado acima da média nacional em crescimento econômico. O diferencial de Mato Grosso nos últimos anos tem sido a combinação entre agropecuária e agroindústria, criando um novo ciclo de produção e geração de renda no estado.

Entre os municípios com maior número de estabelecimentos agroindustriais estão:

  1. Cuiabá: 364 unidades;
  2. Sinop: 263;
  3. Rondonópolis: 203;
  4. Várzea Grande: 195.

Dois desses municípios — Cuiabá e Rondonópolis — também aparecem entre os que tiveram melhor desempenho no Índice de Progresso Social (IPS), indicador que mede a qualidade de vida da população com base em critérios como saúde, educação, segurança e acesso a serviços básicos.

O que é o Índice de Progresso Social (IPS)

O Índice de Progresso Social (IPS) é um indicador que mede a qualidade de vida da população para além dos dados econômicos, como o Produto Interno Bruto (PIB). A metodologia avalia se as pessoas têm acesso a serviços e condições básicas para viver bem, como saúde, moradia, segurança, educação e oportunidades.

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Ao todo, 12 componentes são avaliados para compor o Índice, são eles:

  1. Nutrição e Cuidados Médicos Básicos
  2. Água e Saneamento
  3. Moradia
  4. Segurança Pessoal
  5. Acesso ao Conhecimento Básico
  6. Acesso à Informação e Comunicação
  7. Saúde e Bem-Estar
  8. Qualidade do Meio Ambiente
  9. Direitos Individuais
  10. Liberdades Individuais e de Escolha
  11. Inclusão Social
  12. Acesso à Educação Superior
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