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17 de setembro de 2026

Business

Desembolso de crédito rural avança, mas linhas tradicionais perdem espaço

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Foto: Canal Rural

O crédito rural empresarial alcançou R$ 404 bilhões entre julho de 2025 e março de 2026, alta de 10% na comparação com igual período da safra anterior. Os dados constam no Boletim do Crédito Rural do Plano Safra 2025/2026, elaborado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura com base no Banco Central.

Do total contratado, R$ 387 bilhões já foram efetivamente liberados aos produtores, crescimento de 5% em relação ao ciclo passado.

O principal destaque foi a expansão das Cédulas de Produto Rural (CPR), que avançaram 38% e somaram R$ 183,1 bilhões. Considerando esse instrumento junto ao crédito tradicional de custeio, o volume destinado à produção chegou a R$ 303,1 bilhões, alta de 13%.

Segundo a Secretaria de Política Agrícola, o resultado reflete a resiliência do financiamento agropecuário, mesmo em um cenário de maior seletividade por parte de produtores e instituições financeiras.

Industrialização avança, mas linhas tradicionais recuam

A análise por finalidade mostra comportamento desigual entre as linhas de crédito.

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A industrialização liderou o crescimento, com alta de 74% nas contratações, totalizando R$ 28,1 bilhões, e avanço de 64% nas concessões, que chegaram a R$ 26,4 bilhões.

Por outro lado, as linhas tradicionais registraram retração:

  • Custeio: queda de 11% nas contratações e 15% nas concessões
  • Investimento: recuo de 16% nas contratações e 30% nas concessões
  • Comercialização: baixa de 10% nas contratações e 16% nas concessões

O boletim aponta que a redução no investimento está ligada à cautela do produtor diante das taxas de juros elevadas, em um cenário de expectativa de queda da Selic até o fim de 2026.

Entre os programas, apenas o Prodecoop apresentou crescimento, com alta de 20% e R$ 900 milhões concedidos. O número total de contratos caiu 24%, passando de 534 mil para 408 mil operações.

Na distribuição regional, o Sul segue com o maior número de contratos, enquanto o Sudeste concentra os maiores volumes financeiros.

Fontes de recursos: avanço da LCA

Nas fontes controladas, o crédito somou R$ 106,5 bilhões, queda de 7%. Os Recursos Obrigatórios cresceram 19%, atingindo R$ 42,8 bilhões.

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O destaque foi a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) controlada, que saltou 3.564% e alcançou R$ 26,9 bilhões.

Entre as fontes não controladas, o volume chegou a R$ 97,3 bilhões. A LCA livre somou R$ 47,8 bilhões, enquanto a poupança rural livre atingiu R$ 44,4 bilhões, com alta de 39%.

Execução do Plano Safra ainda tem espaço

Até março, 38% dos recursos equalizáveis do Plano Safra 2025/2026 haviam sido concedidos — R$ 43,4 bilhões de um total programado de R$ 113,4 bilhões.

Por finalidade:

  • Custeio: 39% executado
  • Investimento: 37%
  • Comercialização: 36%

O Banco do Brasil lidera a execução, enquanto cooperativas financeiras como Sicoob e Cresol apresentam níveis elevados de cumprimento das metas, especialmente no custeio.

Ainda há R$ 21,7 bilhões em crédito já contratado, mas não liberado.

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Perspectiva: seletividade e espaço para avançar

O boletim indica que, apesar do crescimento no volume total, o crédito rural passa por um momento de maior seletividade, influenciado pelo ambiente de juros elevados.

Ao mesmo tempo, com 62% dos recursos equalizáveis ainda disponíveis, há espaço para avanço das contratações até o fim do Plano Safra.

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É nesta quinta! A Abertura Nacional do Plantio da Soja 26/27 vem aí; saiba como assistir ao vivo

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Imagem gerada por IA

Está chegando a hora! É amanhã, 17 de setembro, que acontece a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27. A partir das 9h, pelo horário de Brasília, você poderá acompanhar ao vivo pelo Canal Rural e pelo YouTube tudo o que acontece na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte (MT).

Ao longo da programação, os participantes vão acompanhar debates sobre os principais assuntos que devem movimentar o setor durante o novo ciclo. Entre os destaques está a discussão sobre a verticalização da soja na produção de alimentos e energia.

Além de marcar oficialmente a largada da safra 2026/27, a Abertura Nacional terá um significado especial neste ano. O evento também dará início às comemorações dos 15 anos do Projeto Soja Brasil, iniciativa que acompanha de perto as transformações, os desafios e os avanços da produção de soja no país.

Falta pouco! Amanhã, acompanhe a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 pelo Canal Rural e pelo YouTube.

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Leilão de compra de arroz da Conab adquire apenas 5% do ofertado

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Foto: Paulo Lanzetta

O primeiro leilão de compra de arroz para formação de estoques públicos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (16) não obteve o sucesso esperado.

A expectativa do governo era adquirir até 127,3 mil toneladas do cereal a granel da safra 2025/26, classe longo-fino em casca, Tipo 1, a fim de mitigar os possíveis impactos associados ao fenômeno climático El Niño e, assim, assegurar o abastecimento no país.

No entanto, o pregão eletrônico realizado pelo Sistema de Comercialização Eletrônica da entidade (Siscoe), resultou na compra de apenas 4,05 mil toneladas, ou 5,1% do total ofertado.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Evandro Oliveira, o leilão ocorreu em um momento inoportuno, sem qualquer pedido de ajuda por parte dos produtores, e ofereceu preços pouco atrativos, até mesmo abaixo das referências do mercado físico, dependendo da região.

De acordo com ele, já se esperava baixa adesão diante dos preços máximos oferecidos pelo leilão, entre R$ 80 a R$ 82 reais por saca, valores semelhantes aos praticados hoje no mercado físico. “Então, os preços não foram suficientemente atrativos para movimentar volumes significativos nesse leilão”, pontuou.

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No Rio Grande do Sul, nas praças de produção e comercialização de Pelotas e ainda no litoral, o arroz está sendo negociado na faixa de R$ 80,00 a R$ 85,00 por saca, chegando a R$ 90 no porto.

“Logo, os valores oferecidos pelo leilão ficaram bem abaixo do necessário para atrair uma demanda significativa, o que explica o fracasso da operação”, salientou o analista.

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Conab fará leilões para comprar até 224 mil toneladas de milho

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Duas operações de compra de milho em grãos preveem a aquisição de até 224 mil toneladas para formação de estoques públicos. Os leilões eletrônicos serão realizados na sexta-feira (18) e na segunda-feira (21), às 9h, com recebimento do produto em unidades armazenadoras de oito unidades da Federação. A medida também prevê oferta posterior por meio do Programa de Vendas em Balcão (ProVB).

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume de até 224 mil toneladas corresponde ao total das duas operações. O segundo leilão ofertará apenas os lotes que não forem negociados no primeiro certame, sem que a compra total ultrapasse esse limite.

A operação da sexta-feira (18), referente ao Aviso nº 64/2026, será exclusiva para a agricultura familiar. Poderão participar produtores rurais familiares, cooperativas de produtores rurais familiares e associações da agricultura familiar com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP) válida.

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Já o leilão da segunda-feira (21), Aviso nº 65/2026, será em ampla concorrência. O certame admite a participação de produtores rurais, cooperativas e comerciantes, desde que atendam às exigências de cadastramento, habilitação jurídica e regularidade fiscal previstas no aviso.

O milho será recebido em unidades armazenadoras localizadas na Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. As operações serão realizadas pela Conab no Sistema de Comercialização Eletrônica da Companhia (Siscoe), em Brasília.

Os participantes precisam estar cadastrados na bolsa por meio da qual apresentarão propostas e em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) e no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican).

O produto deverá seguir os padrões de classificação estabelecidos nos avisos e vir acompanhado de certificado emitido por entidade credenciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O preço máximo de compra será divulgado com pelo menos dois dias úteis de antecedência. Os arrematantes deverão apresentar garantia de 5% do valor da operação e organizar o cronograma de entrega com a unidade regional responsável pelo recebimento.

Após a aprovação do milho entregue, o pagamento aos fornecedores deverá ocorrer em até dez dias úteis. Caso todo o volume seja negociado na operação exclusiva para a agricultura familiar, não haverá lotes remanescentes para a disputa em ampla concorrência.

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Fonte: gov.br

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