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27 de maio de 2026

Sustentabilidade

Chicago fecha no vermelho, com pressão sobre o trigo diante de estoques acima do esperado nos EUA – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (9) em baixa. O mercado foi pressionado pelos dados do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que reforçaram o cenário de ampla oferta global.

Após uma abertura sustentada por recuperação técnica, apoio do petróleo e dólar mais fraco, o cereal perdeu força ao longo do dia com a divulgação dos números. Eles vieram acima das expectativas do mercado.

O USDA elevou os estoques finais norte-americanos de trigo para 938 milhões de bushels na safra 2025/26, acima dos 931 milhões projetados anteriormente e também superiores à expectativa do mercado, de 921 milhões. A produção foi mantida em 1,985 bilhão de bushels.

No cenário global, os estoques finais de trigo em 2025/26 foram estimados em 283,12 milhões de toneladas, acima dos 276,96 milhões projetados anteriormente e também superiores à expectativa do mercado, de 277,3 milhões de toneladas. A produção mundial foi elevada para 844,15 milhões de toneladas.

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Os contratos com entrega em maio fecharam cotados a US$ 5,74 1/2 por bushel, baixa de 5,75 centavos, ou 0,99%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em julho encerraram a US$ 5,85 por bushel, com queda de 6,25 centavos, ou 1,05%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

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Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja estreia novo formato, revela recordes históricos e consolida protagonismo técnico do CESB – MAIS SOJA

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Foto de capa: Assessoria

“O Fórum será mais moderno e dinâmico, propiciando uma maior divulgação dos dados técnicos, com o objetivo de contribuir para que a sojicultura nacional atinja índices cada vez maiores”. É dessa forma que Daniel Glat, presidente do CESB, descreve o novo formato do Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja, que terá a sua 18ª edição nos dias 07 e 08 de julho, no Royal Palm Tower, em Indaiatuba (SP).

Com vagas limitadas, o evento, organizado pelo CESB e pelo FB GROUP, terá painéis com os novos campeões do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, que serão anunciados no evento, além de mesas-redondas técnicas exclusivas sobre os principais gargalos produtivos, análise de sistemas produtivos de alto rendimento, discussões sobre genética, manejo, fisiologia e agricultura digital, e apresentação de soluções tecnológicas com impacto comprovado.

Glat destaca que cada tema será conduzido com foco em aplicação prática e tomada de decisão. “Vamos abordar, ao longo dos dois dias, o estabelecimento da cultura e qualidade do plantio, a agricultura digital e de precisão, a sanidade da soja em sistemas de alta produtividade, e o manejo nutricional da soja, entre outros pontos fundamentais para unir produtividade, sustentabilidade e rentabilidade”.

Luiz Silva, Diretor Executivo do CESB, explica que a escolha dos temas reflete os principais fatores que influenciam o desenvolvimento do cultivo. “Notáveis da cultura da soja e membros do CESB vão apresentar os fatores que sempre estão presentes nos altos níveis de produtividade, tais como a construção de perfil de solo, a variedade da soja a ser plantada sempre com vigor acima de 95%, o controle de doenças/pragas/ervas daninhas de forma preventiva, e uma boa parceria/consultoria técnica”.

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De acordo com Sergio Abud, vice-presidente do CESB, esse novo formato do Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja representa uma evolução importante do papel do CESB como plataforma de geração e transferência de conhecimento. “Mais do que apresentar campeões, o Fórum busca aprofundar a discussão técnica por trás dos resultados, conectando dados, manejo, ambiente, genética e tomada de decisão. O objetivo é que produtores, consultores, pesquisadores e empresas possam sair do evento não apenas inspirados pelos recordes, mas com aprendizados práticos e aplicáveis ao campo”.

“Além disso, o Fórum consolida-se como um dos principais encontros técnicos da sojicultura nacional, reunindo experiências reais, dados auditados e discussões estratégicas sobre o futuro da produção de soja no Brasil”, acrescenta Abud.

Números Expressivos do Desafio

João Vitor Ganem, Coordenador Técnico e de Pesquisa do CESB, observa que, em comparação à safra anterior, o Desafio CESB registrou crescimento expressivo tanto no número de inscrições, quanto no volume de auditorias realizadas.

Segundo ele, na safra 2025/26, foram contabilizadas 5.300 inscrições, frente a 4.726 na safra 2024/25, representando um incremento de aproximadamente 12%. Sojicultores de 1.061 municípios e de 18 Estados participaram do Desafio, que teve 86% das áreas inscritas na categoria Sequeiro. A iniciativa abrangeu 4,8 milhões de hectares de soja, ou seja, 10% da área brasileira destinada para essa cultura.

“O avanço foi ainda mais significativo no número de auditorias realizadas, que passou de 812 para 922 áreas, resultando em crescimento de 13,5%. Esses números demonstram o fortalecimento do Desafio CESB no cenário nacional e evidenciam o crescente interesse dos produtores e consultores em validar tecnicamente seus resultados de produtividade por meio de um processo criterioso e reconhecido pelo setor”.

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Historicamente, de acordo com Ganem, a Região Sul concentra o maior número de inscrições no Desafio CESB, com destaque para o Paraná, que tradicionalmente lidera em participação, seguido pelo Rio Grande do Sul. “Esse cenário reflete, entre outros fatores, o elevado nível tecnológico adotado pelos produtores da região, a forte cultura de busca por eficiência produtiva, além do grande número de propriedades de pequeno e médio porte”.

Entretanto, acrescenta o Coordenador Técnico e de Pesquisa do CESB, nas últimas safras, observa-se um avanço consistente da participação das regiões Centro-Oeste e Sudeste. Na safra 2025/26, o Mato Grosso alcançou a terceira colocação em número de inscrições, enquanto o estado de São Paulo assumiu a segunda posição no volume de auditorias acionadas. “Esse movimento demonstra a expansão do interesse pelo Desafio CESB em diferentes regiões produtoras e reforça a evolução técnica dos sistemas de produção de soja em âmbito nacional”.

O grande momento

Os campeões do Desafio serão anunciados no 18º Fórum Nacional de Máxima Produtividade da Soja – Safra 25/26, que ocorrerá nos dias 07 e 08 de julho de 2026, no Royal Palm Tower Indaiatuba. A programação completa, os palestrantes convidados e as inscrições para o evento podem ser realizadas no site do evento: www.forumcesb.com.br

Na ocasião, serão anunciados os vencedores em duas categorias: sequeiro e irrigado. Na categoria sequeiro, serão reconhecidos os campeões regionais das cinco grandes regiões produtoras do país — Centro-Oeste, Sul, Nordeste, Norte e Sudeste. Já na categoria irrigado, será definido diretamente o campeão nacional. O maior resultado entre ambas as categorias será consagrado como o grande campeão CESB.

Ao longo das últimas safras de soja, as médias dos produtores participantes do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), têm registrado uma sólida evolução. Dentro deste contexto, um fato merece destaque: todos os TOP 10 da última edição do Desafio estão com produtividades acima de 120 sc /ha, marca que era considerada improvável há poucos anos.

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De acordo com Luiz Silva, Diretor Executivo do CESB, esse cenário reforça o compromisso do Comitê com sua missão de estabelecer novos patamares de produtividade, transformando-se assim em uma ferramenta de transferência de tecnologia, criando um ambiente provocativo e fértil de aprendizado e inovações.

“Com abrangência em todas as regiões produtoras, o Desafio CESB oferece um retrato técnico privilegiado e de alta performance da sojicultura brasileira”, acrescenta o Diretor Executivo do CESB.

O Fórum Nacional de Máxima Produtividade do CESB se tornou um termômetro da evolução tecnológica do agronegócio brasileiro e da capacidade dos produtores em superar limites de produtividade com responsabilidade socioambiental. Todas as informações obtidas pelo CESB são tratadas com sigilo e confidencialidade, sem divulgação de detalhes específicos das fazendas e em conformidade com as leis vigentes de proteção de dados.

Após conclusão do Desafio CESB, todos os participantes receberão um laudo/relatório das áreas auditadas, contendo georreferenciamento da área auditada, descritivo do campo de produção, informações técnicas de manejo, registro fotográfico e informações adicionais, além de um Certificado de Participação emitido pela organização do evento, contendo sua classificação nacional, regional e estadual no Desafio CESB de Máxima Produtividade da Soja.

O CESB é uma OSCIP – organização sem fins lucrativos, composta por 20 membros especialistas e 31 organizações patrocinadoras que acreditam e contribuem para o avanço sustentável dos mais altos índices de produtividade de soja no Brasil, são elas: BASF, INTACTA I2X, JOHN DEERE, SYNGENTA, JACTO, SIMBIOSE, BIOMA, BIOGRASS, 3tentos, Acadian, Agro-sol Sementes, Alltech, Atto Sementes, Brandt, Brasmax, Cordius, Fecoagro, FMC, Gran7, HO Genética, ICL, Lallemand, Mosaic, Nitro, Solferti, Stine Seeds, Stoller, Timac Agro, Union Agro, Ubyfol, Valence, Elevagro e IBRA.

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Serviço:
18º Fórum Nacional de Máxima Produtividade da Soja – Safra 25/26
  • Organização: Comitê Estratégico Soja Brasil.
  • Quando: 07 e 08 de julho de 2026.
  • Onde: Royal Palm Tower Indaiatuba.
  • Mais informações e inscrições podem ser realizadas no site do evento, clicando aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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Sustentabilidade

Pulgões em trigo o os impactos dos seus danos indiretos à cultura – MAIS SOJA

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Integrando o grupo das principais pragas do trigo, os pulgões são frequentes nas áreas de cultivo desse cereal. Embora possam causar danos diretos por meio da sucção de seiva, o maior impacto econômico dessas pragas está associado aos danos indiretos, especialmente pela transmissão do vírus do nanismo amarelo da cevada (Barley/Cereal yellow dwarf virus – BYDV/CYDV).

Entre as espécies de maior importância econômica destacam-se o pulgão-verde-dos-cereais (Schizaphis graminum), o pulgão-do-colmo (Rhopalosiphum padi), o pulgão-da-folha (Metopolophium dirhodum), o pulgão-da-espiga (Sitobion avenae) e o pulgão-amarelo-da-cana-de-açúcar (Sipha flava), este último menos frequente na cultura do trigo. Os danos variam conforme a suscetibilidade da cultivar e o momento da infecção viral.

De modo geral, quanto mais precoce ocorre a infecção pelo vírus do nanismo amarelo da cevada, maiores são as perdas de produtividade. Para cultivares de trigo adaptadas às condições brasileiras, perdas médias de até 40% na produtividade de grãos podem ocorrer quando a infecção acontece no início do ciclo da cultura (Salvadori et al., 2022).

Segundo Salvadori et al.  (2022), os danos diretos decorrentes da alimentação dos pulgões normalmente variam entre 5% e 10%, sobretudo em situações de alta infestação e condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da praga. Entretanto, os maiores prejuízos à produtividade do trigo estão relacionados à transmissão do vírus do nanismo amarelo da cevada (Figura 1).

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Figura 1. Danos diretos e indiretos causados por afídeos: necrose em sítio de alimentação de Schizaphis graminum (A); clorose e necrose no sítio de alimentação de Sipha flava (B). Danos indiretos devido à transmissão de Barley yellow dwarf virus (BYDV): sintoma de amarelecimento em folha bandeira (C); visão geral dos sintomas, planta sadia (à esquerda) e planta infectada (à direita) (D); grãos em planta sadia (E) e grãos menores, mal formados e encarquilhados, de planta infectada por BYDV (F).
Fonte: Salvadori et al. (2022)

Os principais sintomas do vírus do nanismo amarelo da cevada incluem amarelecimento das folhas, podendo ocorrer avermelhamento ou coloração púrpura, além de enrijecimento e deformações foliares. A infecção também compromete o funcionamento do floema, reduzindo o desenvolvimento radicular, encurtando os entrenós e ocasionando diminuição da estatura e atraso no ciclo das plantas. Em situações severas, observam-se espigas menores, esterilidade, redução no número de grãos, formação de grãos malformados e ocorrência de espigas melanizadas, conhecidas como “espigas chocolate” (Salvadori et al., 2022).



Considerando a elevada importância dos danos indiretos causados pelos pulgões, especialmente pela transmissão viral, e a maior suscetibilidade do trigo nas fases iniciais de desenvolvimento, torna-se fundamental o manejo dessas pragas desde o início do ciclo da cultura, principalmente em condições climáticas favoráveis ao seu desenvolvimento, como temperaturas entre 15 °C e 25 °C.

Além disso, em razão da ocorrência de diferentes espécies de pulgões e de suas distintas preferências alimentares, essas pragas podem causar prejuízos em praticamente todos os estádios de desenvolvimento do trigo (Figura 2). Dessa forma, é indispensável adotar estratégias de manejo que permitam o controle eficiente dos pulgões antes que suas populações atinjam níveis capazes de comprometer significativamente a produtividade e a qualidade dos grãos.

Figura 2. Período de ocorrência e nível de controle de pulgões, lagartas e corós no trigo.
Adaptado: Pereira; Salvadori; Lau (2010). Imagem adaptada com o uso de Inteligência Artificial.

Considerando que os pulgões são os únicos vetores do vírus do nanismo amarelo da cevada, o manejo eficiente dessas pragas constitui uma importante medida para reduzir as perdas de produtividade do trigo associadas aos danos indiretos causados pela doença. Entre as medidas de manejo mais eficazes destacam-se o ajuste da época de semeadura, a utilização de cultivares tolerantes ao vírus, o tratamento de sementes com inseticidas e o controle químico via pulverização.

De acordo com Cunha & Cairão (2023), recomenda-se a adoção do controle químico quando forem observadas 10% de plantas infestadas entre os estádios de emergência e emborrachamento, ou média de 10 pulgões por espiga entre as fases de espigamento e grão em massa. Dessa forma, o monitoramento constante das lavouras torna-se fundamental para a tomada de decisão no momento adequado, permitindo reduzir os prejuízos causados tanto pela alimentação dos pulgões quanto pela transmissão do vírus do nanismo amarelo da cevada.

Confira os inseticidas registrados para o controle dos pulgões em trigo clicando aqui!

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Referências:

CUNHA, G. R.; CAIRÃO, E. INFORMAÇÕES TÉCNICAS PARA TRIGO E TRITICALE: SAFRA 2023. Embrapa, 2023. Disponível em: < https://www.conferencebr.com/conteudo/arquivo/informacoestecnicastrigotriticalesafra2023-1683736866.pdf >, acesso em: 27/05/2026.

PEREIRA, P. R. V. S; SALVADORI, J. R.; LAU, D. TRIGO: MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS. Embrapa Trigo, Senar – PR, 2010. Disponível em: < https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/887068/trigo-manejo-integrado-de-pragas >, acesso em: 27/05/2026.

SALVADORI, J. R. et al. PRAGAS DA CULTURA DO TRIGO. Embrapa Trigo, Documentos, n. 200, 2022. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1148374/pragas-da-cultura-do-trigo >, acesso em: 27/05/2026.

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Sustentabilidade

Safra 2026/27: falta de planejamento tributário reduz margem de lucro no campo, alerta especialista – MAIS SOJA

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O agronegócio brasileiro atravessa um momento de alerta financeiro. De acordo com dados da Serasa Experian, as empresas do agronegócio lideraram os pedidos de recuperação judicial em 2025, um reflexo direto da queda de margens e do endividamento. No entanto, para o advogado tributarista e produtor rural Fernando Melo de Carvalho, existe um vilão silencioso que muitos produtores ignoram: o imposto.

Diferente do diesel, do adubo ou da semente, o tributo é frequentemente tratado como uma consequência do negócio, e não como um custo de produção. Segundo Carvalho, essa percepção é o que ele chama de “custo invisível”.

“O tributo é um custo invisível. O produtor rural sabe quanto custa a semente, o adubo e o preço do diesel, mas ele não coloca nessa conta o imposto. Muitos ainda ignoram o impacto tributário no resultado final. E, se ele não incluir isso no planejamento, isso pode ser a diferença entre ele ter lucro ou ter prejuízo no final da safra”, afirma o especialista.

Imposto como ferramenta de lucro

O cenário atual de recorde em recuperações judiciais mostra que a margem de erro do produtor ficou ainda mais estreita. Para Fernando, o planejamento tributário não deve ser visto apenas como uma obrigação burocrática, mas como uma estratégia de sobrevivência e aumento de lucratividade.

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Ao não enxergar o imposto antecipadamente, o produtor muitas vezes descobre o impacto fiscal apenas após a venda da colheita, quando já não há margem para manobra. “O que acontece na prática é que o produtor produz, vende e acha que teve lucro. Só depois ele descobre o peso dos impostos e percebe que aquele resultado positivo, na verdade, virou prejuízo. Quando ele passa a enxergar o imposto antes e faz o planejamento dentro da legalidade, ele consegue reduzir esse impacto e, consequentemente, aumentar o lucro real”, explica Carvalho.

Decisões estratégicas: CPF ou CNPJ?

Um dos pontos centrais da orientação do especialista para a próxima safra é a revisão das estruturas jurídicas. Com as mudanças no cenário econômico e a iminência da reforma tributária, a decisão entre atuar como pessoa física ou jurídica tornou-se crítica.

“Diante desse cenário de inadimplência, o produtor tem que revisar suas posições. Às vezes, o planejamento fiscal, decidir entre pessoa física e jurídica ou ajustar um contrato de arrendamento, traz um ganho de lucro que ele não conseguiria nem se negociasse o preço do adubo ou da semente ao limite”, destaca Fernando.

O planejamento começa agora

O especialista reforça que o momento de agir é agora, antes do início do novo ciclo. A orientação é que o produtor inclua o custo fiscal na planilha de custos variáveis, ao lado dos defensivos e da logística.

“O planejamento tributário permite que o produtor pague o imposto de forma legal e justa. Em um ano de alta inadimplência, ter essa gestão eficiente pode ser o que vai manter a porteira aberta e evitar que o negócio rural entre nas estatísticas de recuperação judicial”, afirma Carvalho.

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Dicas para o Planejamento Fiscal da próxima safra

Para evitar que o “custo invisível” comprometa a rentabilidade, o especialista sugere quatro passos fundamentais:

  • Inclua o imposto no custo de produção: Não espere o final da safra para calcular o tributo. Trate o imposto como um insumo, assim como a semente e o fertilizante, e insira-o na planilha de custos variáveis.
  • Revise o modelo jurídico (CPF x CNPJ): Avalie se a produção deve continuar na Pessoa Física ou se é o momento de migrar para uma Pessoa Jurídica. Dependendo do faturamento, a economia tributária é a chave para o lucro.
  • Audite seus contratos de arrendamento: Verifique se os contratos estão adequados às normas da Receita Federal para evitar multas pesadas (que podem chegar a 250%) e o aumento da carga tributária.
  • Organize a documentação em tempo real: Mantenha o Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR) atualizado mensalmente para evitar surpresas na malha fina e inconsistências patrimoniais.

Sobre o Especialista

Fernando Melo de Carvalho é advogado tributarista do agronegócio com mais de 10 anos de experiência. Ele assessora produtores rurais, empresas e cooperativas. É também produtor rural, o que lhe permite uma visão prática dos desafios enfrentados no campo. Atua na defesa da segurança jurídica no agro e na orientação tributária voltada à sustentabilidade dos negócios rurais.

Fonte: Assessoria


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