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17 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Milho/Ceema: Milho recua em Chicago e mercado acompanha relatório do USDA e cenário da safrinha no Brasil – MAIS SOJA

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Comentários referentes ao período entre 03/04/2026 e 09/04/2026

A cotação do milho, em Chicago, igualmente perdeu um pouco de fôlego nesta semana, com o bushel, para o primeiro mês cotado, fechando a quinta-feira (09) em US$ 4,44, contra US$ 4,52 uma semana antes.

O relatório de oferta e demanda, anunciado no dia 09/04, apontou manteve os números de março para a produção e estoques finais dos EUA, enquanto alterou um pouco para cima a produção mundial, com a mesma atingindo, agora, 1,301 bilhão de toneladas do cereal, enquanto os estoques finais mundiais ficariam em 294,8 milhões de toneladas. A produção da Argentina seria de 52 milhões de toneladas (bem abaixo do que as estimativas da Bolsa de Rosário) e a produção do Brasil em 132 milhões para 2025/26 (no ano anterior o Brasil colheu 136 milhões de toneladas).

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Por outro lado, os embarques de milho estadunidense, na semana encerrada em 02/04, chegaram a 2 milhões de toneladas, também superando o esperado pelo mercado. Com isso, o total já exportado, no atual ano comercial, chega a 48,5 milhões de toneladas, sendo 36% acima do ano anterior.

Enquanto isso, a colheita de milho na Argentina, nesta safra 2025/26, deverá atingir a 67 milhões de toneladas, sendo um recorde histórico (cf. Bolsa de Cereais de Rosário).

E no Brasil, os preços do cereal melhoraram um pouco, com as principais praças gaúchas trabalhando com R$ 57,00/saco, enquanto no restante do país os preços oscilaram entre R$ 50,00 e R$ 68,00/saco.

De forma geral, o milho continua com preços interessantes ao consumidor nacional, pois está ainda barato. A preocupação é com os meses futuros, já que se espera uma safra menor no total, especialmente a safrinha, devido a redução de área semeada e questões climáticas. Isso deverá elevar os preços no segundo semestre. Além disso, ainda haverá a pressão das exportações (cf. Brandalize Consulting).

Neste momento, cerca de 18% da safrinha 2025/26 já teria sido comercializada, para uma produção estimada em 100,6 milhões de toneladas, sendo que o Paraná teria vendido 10,8% de sua produção esperada; outros 4,3% o foram em São Paulo, 19,8% em Mato Grosso do Sul, 10,5% em Goiás/Distrito Federal, 3,3% em Minas Gerais e 24,4% em Mato Grosso. No Matopiba, a comercialização da safrinha 2026 atingia 15,8% da produção esperada, com 14,9% na Bahia, 20,2% no Maranhão, 6,7% no Piauí e 14,6% no Tocantins (cf. Safras & Mercado). O plantio da mesma está praticamente encerrado no Brasil.

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Por outro lado, segundo a Conab, a colheita da safra de verão chegava a 51,3% da área total, ficando em linha com a média histórica para este início de abril. Quanto à segunda safra, a preocupação é com o Paraná, que continua com importantes problemas climáticos que estão levando a uma quebra de safra.

E no Mato Grosso, o Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) indica que a demanda de milho no estado deverá crescer 1,5%. A safrinha local teve 1,17 milhão de hectares semeados fora da janela ideal de plantio. Mesmo assim, se espera uma produção final local de 51,7 milhões de toneladas, sobre uma área de 7,39 milhões de hectares e produtividade média esperada de 116,6 sacos/hectare.

Por sua vez, a Secex indicou que o Brasil exportou, em março, 983.029 toneladas do cereal, superando em 12,8% o volume exportado em março do ano passado. O preço pago por tonelada caiu 4,1% ficando em US$ 230,40 em março de 2026 contra os US$ 240,30 de março de 2025.

Enfim, um estudo inédito trouxe informações assustadoras. As conclusões do mesmo foram publicadas na revista internacional Crop Protection e indicam que a cigarrinhado-milho, entre 2020 e 2024, provocou uma perda média de 22,7% da safra brasileira de milho anual. Isso gerou um prejuízo de US$ 6,5 bilhões anuais. Na soma dos quatro anos as perdas chegam a US$ 25,8 bilhões, na medida em que cerca de 2 bilhões de sacos de milho deixaram de ser produzidos. O estudo foi conduzido pela Embrapa Cerrados (DF), Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

“Atualmente, os dois tipos de enfezamentos – o pálido e o vermelho – são a maior ameaça fitossanitária à produção brasileira do grão. As duas doenças são causadas pela cigarrinha-do-milho, que também transmite os vírus do mosaico-estriado e da risca do milho.” Lembrando que o impacto negativo da cigarrinha “ultrapassa a porteira da fazenda, já que o milho é base para a produção de proteína animal (aves, suínos e leite) e biocombustíveis, e as quebras de safra elevam os preços para o consumidor e afetam a balança comercial brasileira”.

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Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

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Site: CEEMA

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Sustentabilidade

Efeitos da compactação do solo vão além da redução do volume de raízes – MAIS SOJA

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A compactação do solo constitui um dos principais fatores limitantes ao crescimento das plantas e, consequentemente, à produtividade das culturas agrícolas. Na soja, além de desempenharem funções essenciais na absorção de água e nutrientes, as raízes estabelecem uma importante relação simbiótica com bactérias do gênero Bradyrhizobium, responsáveis pela fixação biológica de nitrogênio (FBN), que constitui a principal fonte de N para a cultura.

Nesse contexto, a compactação do solo pode provocar uma série de efeitos negativos sobre o desenvolvimento da soja, abrangendo desde a restrição ao crescimento e à distribuição do sistema radicular, limitando o acesso das raízes às camadas mais profundas do solo, até alterações na nodulação e na fixação biológica de nitrogênio. Além disso, condições de compactação podem favorecer ambientes com menor aeração e drenagem, alterando as condições físicas do solo e podendo contribuir para o desenvolvimento de determinados patógenos de solo, de origem fúngica e parasitária.

Esses efeitos podem comprometer a formação dos componentes de produtividade e, consequentemente, o rendimento final da cultura. Entre as principais alterações físicas decorrentes da compactação estão o aumento da densidade e da resistência mecânica do solo e a redução do volume total de poros, especialmente dos macroporos (Debiasi; Santos; Gonçalves, 2021).

Conforme observado por Rosa et al. (2019), o aumento da resistência do solo à penetração decorrente da compactação pode refletir negativamente em diferentes características de crescimento e componentes de produtividade da soja. Os autores observaram alterações em variáveis como altura de plantas, diâmetro do caule, número de legumes e número de folhas, com impactos negativos sobre o desempenho produtivo da cultura.

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Resultados semelhantes foram observados por Savioli et al. (2021). Ao avaliar a influência da compactação do solo sobre os componentes de produtividade da soja, os autores verificaram que o número de legumes (vagens) por planta, o número de grãos por planta e a massa de grãos estiveram entre os componentes mais afetados. Os resultados indicaram influência negativa significativa da compactação sobre esses componentes a partir da densidade do solo de 1,3 g cm⁻³ (Mg m⁻³).

Figura 1. Massa seca de grãos de soja em função de diferentes densidade de solo. (1,1; 1,2; 1,3; 1,4 e 1,5 g cm-3).
Fonte: Savioli et al. (2021)

Esses resultados reforçam a importância das condições físicas do solo para o adequado desenvolvimento da soja e evidenciam os impactos que a compactação pode exercer sobre a formação dos componentes de produtividade e o rendimento final da cultura. Dessa forma, o diagnóstico e o manejo da compactação do solo devem integrar as estratégias de manejo da lavoura, buscando favorecer o crescimento radicular, a exploração do perfil do solo e o aproveitamento de água e nutrientes.

Além dos efeitos diretos sobre o crescimento e a produtividade, a compactação do solo também pode influenciar a capacidade das plantas de tolerar períodos de restrição hídrica. A redução do crescimento radicular e do acesso das raízes às camadas mais profundas pode limitar a exploração de água armazenada no perfil, especialmente durante períodos de déficit hídrico. Assim, o manejo adequado da estrutura do solo constitui uma importante estratégia para melhorar as condições de desenvolvimento da soja e contribuir para maior resiliência da cultura diante de condições de estresse hídrico.



Referências:

DEBIASI, H.; SANTOS, J. C. F.; GONÇALVES, S. L. COMPACTAÇÃO DO SOLO. Embrapa, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/web/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/soja/producao/manejo-do-solo/compactacao-do-solo >, acesso em: 16/09/2026.

ROSA, H. A. et al. INFLUÊNCIA DA COMPACTAÇÃO DO SOLO EM PARÂMETROS PRODUTIVIDOS DA CULTURA DA SOJA. Revista Técnico-Científica do CREA-PR, 2019. Disponível em: < https://revistatecie.crea-pr.org.br/index.php/revista/article/view/548/333 >, acesso em: 16/09/2026.

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SAVIOLI, M. R. et al. Componentes de produção da soja sob níveis de compactação do solo. Acta Iguazu, Cascavel, v.10, n.2, p. 1-12, 2021. Disponível em: < https://e-revista.unioeste.br/index.php/actaiguazu/article/view/26312 >, acesso em: 16/09/2026.

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Exportações e expectativas de compras públicas sustentam preços – MAIS SOJA

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A concorrência entre os mercados interno e externo, somada à expectativa de compras governamentais, mantém os preços do arroz em casca firmes no Rio Grande do Sul.

De acordo com o Cepea, negócios voltados ao fechamento de navios aconteceram a valores próximos de R$ 90/sc de 50 kg, no Porto do Rio Grande (RS), nos últimos dias, levando produtores a ampliar a oferta, especialmente nas regiões próximas ao terminal. Ao mesmo tempo, parte das indústrias domésticas reduziu a atuação diante da dificuldade em acompanhar os valores da exportação.

Segundo o Centro de Pesquisas, a disputa ocorre em um contexto de maior demanda das indústrias por matéria-prima. Em agosto, o beneficiamento de arroz no estado avançou, e os preços ao consumidor também registraram alta.

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Depois de meses de alta, inadimplência dá primeiro sinal de trégua em MT e Cuiabá – MAIS SOJA

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Mato Grosso encerrou agosto de 2026 com uma leve queda na inadimplência dos consumidores no estado, 2,23% na comparação entre julho e agosto. Os números apurados pelo SPC Brasil para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá) mostram que o mês trouxe o primeiro sinal de redução no ano entre quase 1,5 milhão de consumidores mato-grossenses em idade adulta que estão com restrição de crédito.

O mesmo recuo apareceu na quantidade de dívidas em atraso, que caiu 2,38% no mês, mesmo acumulando alta de 8,90% em 12 meses.

Entre os mato-grossenses inadimplentes, o perfil é majoritariamente masculino (53,42% ante 46,56% de mulheres) e concentrado na faixa entre 30 e 49 anos.

O valor médio das dívidas no estado é de R$ 6.119,63, somando-se todos os débitos por consumidor, com tempo médio de atraso de 29,5 meses. Em torno de 35,70% das dívidas estão em aberto entre um e três anos e outras 40,13% ultrapassam os três anos.

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Os bancos concentram a maior fatia dos débitos, com 54,81%, seguidos por comércio, com 21,94%, outros segmentos (10,91%), água e luz (8,17%) e comunicação (4,17%).

Cuiabá

Na capital, aproximadamente 258 mil consumidores adultos apresentaram restrição de crédito em agosto. Na comparação mês a mês, o SPC Brasil apontou queda de 2,52% no total de inadimplentes cuiabanos. Em relação à quantidade de dívidas em atraso, a redução foi de 2,95% no mês.

O perfil dos inadimplentes cuiabanos também é predominantemente masculino (52,10% ante 47,90% de mulheres), com idade média de 45,4 anos — ligeiramente acima da média estadual — e concentração também entre 30 e 49 anos.

Em Cuiabá, o valor médio das dívidas é de R$ 6.631,99, acima da média estadual, com tempo médio de atraso de 30,2 meses. Mais da metade das dívidas da capital, 58,28%, está em aberto há mais de um ano, distribuídas entre as faixas de um a três anos (34,93%), três a quatro anos (17,48%) e quatro a cinco anos (24,35%).

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Os bancos também lideram entre os credores na capital, com 61,09% das dívidas registradas, seguidos por comércio, 14,85%, água e luz (8,76%), outros segmentos (12,33%) e comunicação (2,97%).

“Os números mostram que a inadimplência ainda é uma realidade que pesa no bolso do consumidor cuiabano e mato-grossense, mas o recuo mensal é um indício importante de que as famílias estão conseguindo se reorganizar. Do lado do comércio, isso significa reforçar o diálogo com o cliente, oferecer condições de negociação viáveis e ajudar quem quer voltar a comprar e a pagar em dia. A CDL Cuiabá segue acompanhando esses indicadores para orientar o lojista sobre a melhor forma de negociar com o consumidor”, observou o presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam.

CDL Cuiabá – Com 53 anos de história e cerca de 10 mil empresas associadas, a CDL Cuiabá tem como missão transformar a Capital em um dos melhores lugares para empreender e morar. Com origem no comércio varejista, hoje a entidade representa empresários e empresárias de diferentes setores, oferecendo facilidades como economia operacional, certificação digital, inteligência para concessão de crédito, telefonia móvel, redução de custos com energia e proteção de crédito em parceria com o SPC Brasil.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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