Connect with us
27 de maio de 2026

Business

Seguro rural deve ter queda de 4% em 2026, estima CNSeg

Published

on


Foto: Divulgação

A projeção de desempenho do seguro rural em 2026 foi revisada para baixo pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). A expectativa anterior apontava crescimento nominal de 2,3%, mas a nova estimativa indica queda de 3,9%.

Segundo o presidente da entidade, Dyogo Oliveira, o novo cenário decorre, principalmente, da falta de recursos suficientes no orçamento federal destinados ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), mecanismo que subsidia parte do custo da apólice para o produtor. Sem esse apoio, a contratação de seguros tende a diminuir.

“O principal fator é que ainda não tivemos, no orçamento deste ano, os recursos necessários para retomar a trajetória de crescimento do seguro rural”, afirmou Oliveira. “Isso acaba travando o mercado e levou à revisão da projeção.”

Dados apresentados pela entidade indicam que a arrecadação do segmento rural alcançou R$ 12,9 bilhões em 2025, uma queda de 8,8% em relação a 2024. Em janeiro deste ano, a queda foi de 12,2%, totalizando R$ 1,1 bilhão.

Advertisement

Redução da cobertura

A proporção da área agrícola segurada no país caiu significativamente nos últimos anos, destaca a CNseg.

A entidade lembra que o Brasil chegou a ter cerca de 13,7 milhões de hectares da área plantada protegida, mas o índice recuou para pouco mais de 3 milhões em 2025, o que representa 3,3% do total de área plantada do Brasil.

Para Oliveira, a diminuição da cobertura cria um ciclo negativo. Com menos produtores contratando apólices, o risco médio da carteira aumenta, pressionando o preço do seguro e desestimulando novas contratações e a entrada de seguradoras no mercado.

“O seguro funciona pela diluição do risco. Quando menos produtores participam, o custo médio sobe e o mercado perde competitividade”, ressalta.

A queda na proteção ocorre em um momento de aumento dos riscos climáticos para o agronegócio. De acordo com levantamento citado pela CNseg, o Brasil registrou perdas médias de cerca de R$ 60 bilhões por ano em eventos climáticos nos últimos anos, sendo o setor agrícola um dos mais impactados.

A entidade defende a criação de mecanismos estruturais para fortalecer o seguro rural no país. Entre as propostas apresentadas estão a garantia de orçamento estável para o PSR e a criação de um fundo de estabilização do seguro rural, que permitiria compensar anos de alta sinistralidade e reduzir a volatilidade dos prêmios.

Advertisement

PL contra contigenciamento de recursos

Também está em discussão no Congresso um projeto de lei relatado pelo deputado Pedro Lupion e de autoria da senadora Tereza Cristina, que busca impedir o contingenciamento de recursos do programa e estruturar o fundo de estabilização.

Segundo Oliveira, o fortalecimento do seguro rural é considerado estratégico diante da mudança no modelo de financiamento do agronegócio brasileiro que, conforme ele, está cada vez mais baseado em capital privado.

“Com mais financiamento privado no campo, cresce a necessidade de mecanismos que transmitam segurança ao investidor. O seguro é uma peça fundamental para garantir estabilidade e confiança no sistema”, afirmou.

O post Seguro rural deve ter queda de 4% em 2026, estima CNSeg apareceu primeiro em Canal Rural.

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Business

Conab entrega etapa de modernização de armazém em Ponta Grossa nesta sexta-feira

Published

on


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza nesta sexta-feira (29), em Ponta Grossa (PR), a entrega da primeira etapa da reforma e modernização de sua unidade armazenadora no município. Segundo informações divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), a estrutura é a maior da estatal e teve a capacidade operacional ampliada de 180 mil para 400 mil toneladas de grãos, como soja, milho e trigo. A agenda oficial no Paraná também prevê, em Curitiba, um evento voltado ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e ao abastecimento de cozinhas solidárias.

De acordo com a Conab e o MDA, a unidade de Ponta Grossa exerce função estratégica na formação de estoques públicos e no apoio à Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). Nesta primeira etapa, foram investidos R$ 21,5 milhões, sendo R$ 9,5 milhões da Conab e R$ 12 milhões da Itaipu Binacional. O material oficial informa que outros R$ 30 milhões devem ser destinados à continuidade da obra ainda em 2026.

As intervenções incluem recuperação de telhados, impermeabilização, pintura, modernização de motores, balanças e equipamentos operacionais, além de reforço estrutural dos silos. Segundo os órgãos envolvidos, as obras foram organizadas de forma escalonada para manter o funcionamento da armazenagem durante a execução.

Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

Advertisement

Para o setor agropecuário, a ampliação da capacidade pública de estocagem tem relação direta com a gestão de oferta, o suporte a políticas de abastecimento e a operação de instrumentos oficiais de comercialização. No caso do Paraná, estado com produção relevante de soja, milho e trigo, a estrutura pode reforçar a logística de recebimento e movimentação desses grãos.

Na agenda da tarde, em Curitiba, será realizado o evento “PAA e Cozinhas Solidárias”, com entrega de alimentos adquiridos da agricultura familiar para atendimento de populações em situação de vulnerabilidade. Segundo o material divulgado pelo MDA, o PAA atende 200 mil agricultores familiares, com R$ 1,7 bilhão pagos entre 2023 e fevereiro de 2026. O texto também cita a aquisição de 842 mil toneladas de alimentos entre 2023 e 2025. Não foram detalhados, no material encaminhado, os volumes específicos que serão entregues no evento do Paraná.

A agenda no estado reúne dois eixos de política pública com impacto no agro: armazenagem e compras institucionais. O alcance operacional da nova estrutura e os efeitos sobre estoques e comercialização dependerão da continuidade das obras, da execução orçamentária e do uso da unidade pela política de abastecimento federal.

Fonte: gov.br

O post Conab entrega etapa de modernização de armazém em Ponta Grossa nesta sexta-feira apareceu primeiro em Canal Rural.

Advertisement
Continue Reading

Business

Candidata à chefia da Embrapa Roraima apresenta plano com foco em inovação e transferência de tecnologia

Published

on


A pesquisadora Hyanameyka Evangelista de Lima Primo, candidata ao cargo de chefe-geral da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Roraima, apresentou nesta terça-feira (19) ao Comitê de Seleção de Chefes um plano de trabalho voltado ao próximo biênio da unidade. A proposta reúne medidas de gestão, inovação, sustentabilidade institucional e ampliação da transferência de tecnologia para atender demandas produtivas e sociais do estado.

Durante a apresentação, a pesquisadora destacou a condição territorial de Roraima, com 46% de terras indígenas e 21% de áreas de conservação, como um fator que exige tecnologias de maior eficiência para compatibilizar produção e preservação ambiental. Segundo ela, a unidade precisa priorizar cadeias produtivas estratégicas e ampliar a articulação com políticas públicas e parcerias institucionais.

O plano menciona alinhamento ao Plano Diretor da Embrapa 2024-2030 e referência a instrumentos como o Plano ABC+, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Entre as frentes técnicas citadas estão o desenvolvimento de bioinsumos locais, a validação de genótipos tolerantes para adaptação climática e soluções de processamento e agregação de valor para a agroindústria.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Advertisement

Na área social e produtiva, a candidata afirmou que pretende manter projetos de inclusão socioprodutiva, segurança alimentar de povos indígenas, ações com mulheres da agricultura familiar e trabalho com associações e cooperativas. Também citou a implantação de quintais produtivos e iniciativas de pós-colheita e agroindustrialização.

Na parte administrativa, a proposta inclui criação de um escritório de negócios para apoiar planejamento estratégico e captação de recursos extraorçamentários, além de automatização de fluxos, uso de ferramentas digitais e maior transparência na gestão orçamentária. Durante a sabatina, a candidata afirmou que a pesquisa deve focar qualidade e geração de dados para responder às demandas do setor produtivo, do grande ao pequeno produtor.

Como a apresentação ocorreu no âmbito do processo de seleção interna da Embrapa, os pontos apresentados ainda integram uma proposta de gestão. A execução das medidas dependerá do resultado da escolha para a chefia-geral e do desdobramento administrativo da unidade em Roraima.

Fonte: embrapa.br

O post Candidata à chefia da Embrapa Roraima apresenta plano com foco em inovação e transferência de tecnologia apareceu primeiro em Canal Rural.

Advertisement
Continue Reading

Business

Mapa lança projeto para ampliar cacau agroflorestal na Bahia e no Pará

Published

on


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), lançou nesta quarta-feira (27), em Belém (PA), o Projeto Cacau Brasil Agrofloresta. A iniciativa já havia sido apresentada na Bahia na última segunda-feira (25) e concentra ações nos dois principais estados produtores do país. Segundo o ministério, o programa terá investimentos de US$ 30,9 milhões ao longo de 48 meses.

De acordo com o Mapa, o projeto contará com US$ 23,1 milhões do Fundo Verde para o Clima e US$ 7,8 milhões em cofinanciamento. A proposta prevê a implantação de 12,5 mil hectares de sistemas agroflorestais com cacau nos biomas Amazônia e Mata Atlântica.

A estrutura da iniciativa combina produção agrícola, conservação ambiental e adaptação às mudanças climáticas. Entre os resultados projetados pelo ministério estão a redução de 5,18 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente e o atendimento direto de cerca de 69 mil beneficiários, além de impacto indireto sobre outras 397 mil pessoas.

Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!

Advertisement

Durante o lançamento, o diretor da Ceplac, Thiago Guedes, informou que o Brasil tem atualmente cerca de 620 mil hectares de cacau, distribuídos em seis grandes estados produtores, com expansão da cultura para mais de 26 unidades da federação. Esse dado ajuda a dimensionar o peso da cadeia cacaueira na estratégia de ampliação de sistemas produtivos de menor impacto ambiental.

No campo regulatório, o Mapa também publicou a Portaria nº 909, que institui o Plano Inova Cacau 2030. Segundo o ministério, a medida estabelece mecanismos de governança, coordenação, monitoramento e transparência, com vigência até 31 de dezembro de 2030.

Para produtores, cooperativas e assistência técnica, o avanço do projeto tende a concentrar esforços em manejo, capacitação e organização territorial, já que o próprio ministério destacou a necessidade de plantas saudáveis e de práticas adequadas para sustentar produtividade em áreas cacaueiras.

A execução do projeto nos próximos quatro anos deve indicar a capacidade de expansão do cacau agroflorestal em escala comercial na Bahia e no Pará. Neste momento, o Mapa não detalhou, no material divulgado, o cronograma operacional por município nem os critérios completos de seleção dos beneficiários.

Fonte: gov.br

Advertisement

O post Mapa lança projeto para ampliar cacau agroflorestal na Bahia e no Pará apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT