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28 de maio de 2026

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Como ficou o mercado de soja nesta quinta-feira? Confira as cotações por região

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Imagem de Александр Пономарев por Pixabay

O mercado brasileiro de soja teve um dia de pouca movimentação, com ofertas limitadas e cotações mistas, sem mudanças relevantes. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os preços continuam abaixo do nível considerado ideal pelos produtores, o que reduz o interesse em negociar.

De acordo com o analista, as margens seguem apertadas e a indústria mantém uma postura cautelosa, já relativamente abastecida. Com isso, as compras ocorrem de forma cadenciada. Nos portos, as cotações seguem pressionadas, girando entre R$ 129 e R$ 131 para pagamentos mais curtos.

Confira os preços de soja por região do Brasil:

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 123,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 124,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 119,00
  • Rondonópolis (MT): desceu de R$ 109,00 para R$ 108,00
  • Dourados (MS): desceu de R$ 110,50 para R$ 110,00
  • Rio Verde (GO): desceu de R$ 109,50 para R$ 109,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 129,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 129,00

Soja em Chicago

No cenário externo, o dia também foi de poucas novidades. O USDA divulgou relatório sem grandes surpresas, considerado neutro pelo mercado, enquanto o dólar recuou frente ao real, retirando competitividade da soja brasileira. A combinação desses fatores limitou qualquer reação mais consistente nos preços.

Mesmo assim, os contratos futuros da soja encerraram o dia em alta na CBOT, sustentados pela valorização do petróleo e pela expectativa de avanço nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China. O contrato maio fechou a US$ 11,65 1/4 por bushel, enquanto julho foi a US$ 11,81.

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USDA

O relatório do USDA manteve praticamente inalteradas as projeções para a safra norte-americana 2025/26, estimada em 116 milhões de toneladas, com estoques finais de 9,53 milhões de toneladas. Para o Brasil, a estimativa foi mantida em 180 milhões de toneladas, enquanto a safra 2024/25 foi elevada para 172,5 milhões. A produção da Argentina segue projetada em 48 milhões de toneladas para 2025/26.

No mercado físico brasileiro, os preços apresentaram estabilidade na maior parte das praças, com quedas pontuais no Centro-Oeste.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial fechou em queda de 0,77%, cotado a R$ 5,0629 para venda, após oscilar entre R$ 5,0580 e R$ 5,1060 ao longo do dia.

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Conab entrega etapa de modernização de armazém em Ponta Grossa nesta sexta-feira

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza nesta sexta-feira (29), em Ponta Grossa (PR), a entrega da primeira etapa da reforma e modernização de sua unidade armazenadora no município. Segundo informações divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), a estrutura é a maior da estatal e teve a capacidade operacional ampliada de 180 mil para 400 mil toneladas de grãos, como soja, milho e trigo. A agenda oficial no Paraná também prevê, em Curitiba, um evento voltado ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e ao abastecimento de cozinhas solidárias.

De acordo com a Conab e o MDA, a unidade de Ponta Grossa exerce função estratégica na formação de estoques públicos e no apoio à Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). Nesta primeira etapa, foram investidos R$ 21,5 milhões, sendo R$ 9,5 milhões da Conab e R$ 12 milhões da Itaipu Binacional. O material oficial informa que outros R$ 30 milhões devem ser destinados à continuidade da obra ainda em 2026.

As intervenções incluem recuperação de telhados, impermeabilização, pintura, modernização de motores, balanças e equipamentos operacionais, além de reforço estrutural dos silos. Segundo os órgãos envolvidos, as obras foram organizadas de forma escalonada para manter o funcionamento da armazenagem durante a execução.

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Para o setor agropecuário, a ampliação da capacidade pública de estocagem tem relação direta com a gestão de oferta, o suporte a políticas de abastecimento e a operação de instrumentos oficiais de comercialização. No caso do Paraná, estado com produção relevante de soja, milho e trigo, a estrutura pode reforçar a logística de recebimento e movimentação desses grãos.

Na agenda da tarde, em Curitiba, será realizado o evento “PAA e Cozinhas Solidárias”, com entrega de alimentos adquiridos da agricultura familiar para atendimento de populações em situação de vulnerabilidade. Segundo o material divulgado pelo MDA, o PAA atende 200 mil agricultores familiares, com R$ 1,7 bilhão pagos entre 2023 e fevereiro de 2026. O texto também cita a aquisição de 842 mil toneladas de alimentos entre 2023 e 2025. Não foram detalhados, no material encaminhado, os volumes específicos que serão entregues no evento do Paraná.

A agenda no estado reúne dois eixos de política pública com impacto no agro: armazenagem e compras institucionais. O alcance operacional da nova estrutura e os efeitos sobre estoques e comercialização dependerão da continuidade das obras, da execução orçamentária e do uso da unidade pela política de abastecimento federal.

Fonte: gov.br

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Candidata à chefia da Embrapa Roraima apresenta plano com foco em inovação e transferência de tecnologia

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A pesquisadora Hyanameyka Evangelista de Lima Primo, candidata ao cargo de chefe-geral da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Roraima, apresentou nesta terça-feira (19) ao Comitê de Seleção de Chefes um plano de trabalho voltado ao próximo biênio da unidade. A proposta reúne medidas de gestão, inovação, sustentabilidade institucional e ampliação da transferência de tecnologia para atender demandas produtivas e sociais do estado.

Durante a apresentação, a pesquisadora destacou a condição territorial de Roraima, com 46% de terras indígenas e 21% de áreas de conservação, como um fator que exige tecnologias de maior eficiência para compatibilizar produção e preservação ambiental. Segundo ela, a unidade precisa priorizar cadeias produtivas estratégicas e ampliar a articulação com políticas públicas e parcerias institucionais.

O plano menciona alinhamento ao Plano Diretor da Embrapa 2024-2030 e referência a instrumentos como o Plano ABC+, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Entre as frentes técnicas citadas estão o desenvolvimento de bioinsumos locais, a validação de genótipos tolerantes para adaptação climática e soluções de processamento e agregação de valor para a agroindústria.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

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Na área social e produtiva, a candidata afirmou que pretende manter projetos de inclusão socioprodutiva, segurança alimentar de povos indígenas, ações com mulheres da agricultura familiar e trabalho com associações e cooperativas. Também citou a implantação de quintais produtivos e iniciativas de pós-colheita e agroindustrialização.

Na parte administrativa, a proposta inclui criação de um escritório de negócios para apoiar planejamento estratégico e captação de recursos extraorçamentários, além de automatização de fluxos, uso de ferramentas digitais e maior transparência na gestão orçamentária. Durante a sabatina, a candidata afirmou que a pesquisa deve focar qualidade e geração de dados para responder às demandas do setor produtivo, do grande ao pequeno produtor.

Como a apresentação ocorreu no âmbito do processo de seleção interna da Embrapa, os pontos apresentados ainda integram uma proposta de gestão. A execução das medidas dependerá do resultado da escolha para a chefia-geral e do desdobramento administrativo da unidade em Roraima.

Fonte: embrapa.br

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Mapa lança projeto para ampliar cacau agroflorestal na Bahia e no Pará

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), lançou nesta quarta-feira (27), em Belém (PA), o Projeto Cacau Brasil Agrofloresta. A iniciativa já havia sido apresentada na Bahia na última segunda-feira (25) e concentra ações nos dois principais estados produtores do país. Segundo o ministério, o programa terá investimentos de US$ 30,9 milhões ao longo de 48 meses.

De acordo com o Mapa, o projeto contará com US$ 23,1 milhões do Fundo Verde para o Clima e US$ 7,8 milhões em cofinanciamento. A proposta prevê a implantação de 12,5 mil hectares de sistemas agroflorestais com cacau nos biomas Amazônia e Mata Atlântica.

A estrutura da iniciativa combina produção agrícola, conservação ambiental e adaptação às mudanças climáticas. Entre os resultados projetados pelo ministério estão a redução de 5,18 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente e o atendimento direto de cerca de 69 mil beneficiários, além de impacto indireto sobre outras 397 mil pessoas.

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Durante o lançamento, o diretor da Ceplac, Thiago Guedes, informou que o Brasil tem atualmente cerca de 620 mil hectares de cacau, distribuídos em seis grandes estados produtores, com expansão da cultura para mais de 26 unidades da federação. Esse dado ajuda a dimensionar o peso da cadeia cacaueira na estratégia de ampliação de sistemas produtivos de menor impacto ambiental.

No campo regulatório, o Mapa também publicou a Portaria nº 909, que institui o Plano Inova Cacau 2030. Segundo o ministério, a medida estabelece mecanismos de governança, coordenação, monitoramento e transparência, com vigência até 31 de dezembro de 2030.

Para produtores, cooperativas e assistência técnica, o avanço do projeto tende a concentrar esforços em manejo, capacitação e organização territorial, já que o próprio ministério destacou a necessidade de plantas saudáveis e de práticas adequadas para sustentar produtividade em áreas cacaueiras.

A execução do projeto nos próximos quatro anos deve indicar a capacidade de expansão do cacau agroflorestal em escala comercial na Bahia e no Pará. Neste momento, o Mapa não detalhou, no material divulgado, o cronograma operacional por município nem os critérios completos de seleção dos beneficiários.

Fonte: gov.br

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