Sustentabilidade
Mercado futuro de algodão atinge máxima de mais de dez meses – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com cotações mais altas para o algodão nesta segunda-feira.
Os contratos com entrega em Maio fecharam a 70,19 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,73 centavo, ou de 1,3%. Julho fechou a 72,42 centavos (+1%).
Os futuros atingiram a maior cotação em mais de 10 meses, impulsionados pelo otimismo nos mercados de grãos em Chicago, petróleo bruto e ações, enquanto os investidores também aguardavam o relatório de intenções de plantio do Departamento de Agricultura dos EUA.
Os preços do petróleo ampliaram os ganhos na segunda-feira, com o Brent caminhando para uma alta mensal recorde, após os houthis iemenitas intensificarem a guerra com o Irã ao lançarem seus primeiros ataques contra Israel.
Os preços mais altos do petróleo encarecem o poliéster, uma alternativa ao algodão, para os compradores, aumentando a demanda por algodão.
Os preços mais altos do petróleo bruto também sustentaram o mercado de grãos, já que o aumento das tensões em torno do conflito com o Irã impulsionou os preços da soja e do milho em Chicago.
As atenções agora se voltam para os estoques de grãos e os relatórios de plantio prospectivo do Departamento de Agricultura dos EUA, que serão divulgados na terça-feira e fornecerão estimativas iniciais das intenções de plantio dos agricultores para 2026.
No Delta (EUA), os baixos preços do algodão e os insumos caros provavelmente levarão ao menor plantio de algodão em uma década, já que os agricultores podem optar pela soja, mais lucrativa.
As informações partem da Reuters.
Fonte: Safras News
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Sustentabilidade
MT: Preço do milho sobe em Chicago com demanda por etanol e incertezas no mercado – MAIS SOJA

O preço do milho no contrato corrente da CME Group valorizou 0,51% na última semana, com média de US$ 4,64/bu. Embora o avanço semanal tenha sido moderado, as cotações do milho negociadas até o dia 01 à 27/mar em Chicago acumulam alta de 5,30% ante a fev/26. Esse movimento é apoiado pela liberação da comercialização do E15 no verão em caráter emergencial, a fim de aliviar os preços nos postos de combustíveis, fator que eleva a demanda por milho destinado ao etanol, reforçando a sustentação dos preços no mercado internacional, somado as expectativas de menor área semeada de milho nos EUA, tende a limitar a oferta do país.
Outro fator é a manutenção dos preços do petróleo Brent, afetado por tensões geopolíticas e pelo fechamento de importantes rotas de exportação, o que adiciona pressão ao mercado de energia e ao complexo de grãos. Diante disso, o mercado segue operando sob grau de incerteza quanto ao avanço dos conflitos e seus impactos nas commodities.
Confira os principais destaques do boletim:
- AUMENTO: o preço do milho no estado subiu 0,94% na última semana, encerrando o período na média de R$ 46,54/sc, influenciado pela menor quantidade do grão disponível no mercado
- DECLÍNIO: a paridade do contrato jul/26 de milho encerrou em queda de 1,43%, quando comparada à da semana anterior, devido à constante baixa no prêmio de Santos jul/26 na última semana.
- QUEDA: a cotação do milho no Cepea encerrou a semana com declínio de 1,38%, e finalizou o período em média de R$ 70,68/sc.
De acordo com a EIA, a produção de etanol de milho nos Estados Unidos cresceu 2,09% até 20/03, alcançando 1,12 milhão de barris por dia.
E está 6,24% acima da média dos últimos três anos, indicando um ritmo elevado de atividade nas usinas norte-americanas. Diante disso, a instituição projeta uma produção total de 405,53 mi de barris para 2026. Esse avanço está associado, à melhora na demanda interna por combustíveis, uma vez que o aumento no consumo de gasolina eleva a necessidade de mistura com etanol. Ademais, o volume de etanol processado por refinarias e misturadoras nos EUA cresceu 1,50% na última semana, atingindo 889,0 mil barris por dia, reforçando o aquecimento da demanda.
Esse cenário contribui para sustentar os preços internacionais do biocombustível, no momento em que o Brasil projeta uma safra 25/26 com produção recorde de etanol. Assim, a maior demanda americana ajuda a aliviar a pressão sobre o excesso de oferta, favorecendo a rentabilidade das usinas.
Fonte: IMEA
Autor:IMEA
Site: IMEA
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Soja/BR: Colheita da soja no Brasil atinge 74,3% e clima ainda influencia ritmo dos trabalhos – MAIS SOJA

No MT, as condições fitossanitárias são adequadas, com grãos avariados dentro da tolerância. No RS, o tempo instável tem dificultado o avanço da colheita, enquanto favorece áreas implantadas mais tardiamente. No PR, o período mais seco contribuiu para o avanço das operações de colheita. Em GO, a colheita se aproxima do fim no Sudoeste do estado.
No MS, a colheita perdeu ritmo devido às chuvas. Em MG, a redução das chuvas favoreceu o avanço da colheita. Na BA, a colheita segue em andamento. Em SP, há avanço da colheita com a redução das chuvas. No TO, as chuvas frequentes elevam a umidade dos grãos e atrasam a colheita.No MA, na região sul e parte do Leste, o clima favorece a colheita. Nas demais regiões, a colheita ainda será iniciada. No PI, as lavouras apresentam bom desenvolvimento.
Em SC, lavouras semeadas no Planalto Sul no início da safra apresentam perdas pontuais devido à estiagem, enquanto as últimas plantadas apresentam bom desenvolvimento. No PA, as chuvas recentes reduzem o ritmo da colheita em algumas áreas, mas favorecem bom desenvolvimento das lavouras em campo.
Previsão Agrometeorológica (30/03/2026 a 06/04/2026)
N-NE: Os maiores acumulados de chuva são previstos para o AM, Oeste de RR, Noroeste e Centro-Leste do PA e Norte do TO, além do Centro-Norte do MA, PI e Sul do CE. No restante da região Norte, as chuvas tendem a ser fracas e isoladas. Também há previsão de chuvas no Sul da BA, MA e litoral norte da região Nordeste. No Oeste do RN, PB e PE, os acumulados serão menores. Com exceção de algumas áreas no sertão nordestino, onde a umidade no solo ainda se encontra baixa, as condições serão favoráveis ao desenvolvimento das lavouras.
CO: As chuvas tendem a se concentrar no Norte de MT. Já no Centro Sul do estado, Noroeste de GO e DF, os volumes serão menores. No restante da região, a tendência é de chuvas mal distribuídas. As condições continuarão favoráveis para o desenvolvimento dos cultivos de segunda safra, exceto no Sudoeste de MS, onde deverá haver restrição hídrica.
SE: A semana deve apresentar chuvas persistentes em todo litoral de SP, Vale do Paraíba e litoral sul do RJ. No ES, Triângulo, Zona da Mata e Leste de MG, além do centro de SP, os volumes serão menores. Chuvas mais fracas devem ocorrer no restante da região. No geral, as condições continuarão favoráveis para o manejo e o desenvolvimento dos cultivos de segunda safra, assim como, para o desenvolvimento da cana-de-açúcar e a granação do café.
S: Na faixa litorânea do PR e pontos do litoral de SC, são esperados bons volumes de chuva. No Centro Sul do PR e Norte de Santa Catarina, os acumulados serão menores. No restante da região, são previstos volumes reduzidos, que manterão a umidade no solo baixa em algumas áreas e causarão restrição hídrica no desenvolvimento de parte das lavouras de milho segunda safra no PR e de soja no RS.
Fonte: Conab

Autor:Conab
Site: Conab
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