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16 de maio de 2026

Business

Guerra no Oriente Médio pressiona custos do açúcar no Centro-Sul do Brasil

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Foto: Embaixada dos EUA no Brasil

A escalada do conflito no Oriente Médio já começa a impactar diretamente o setor sucroenergético brasileiro. Segundo análise da StoneX, a forte alta do petróleo no mercado internacional tem pressionado os preços dos combustíveis no Brasil, elevando os custos de produção de açúcar e etanol no Centro-Sul.

Desde 28 de fevereiro, o Brent acumula valorização superior a 40%. No mesmo período, estimativas de Preço de Paridade de Importação (PPI) apontam aumento de 48% na gasolina e de 91% no diesel.

De acordo com a análise da consultoria, nas bombas, o diesel B já subiu mais de R$ 1,00 por litro no país, com avanço médio de R$ 1,26/L (20,6%) até 21 de março. Em São Paulo, a alta foi de 12%.

Para o analista de Inteligência de Mercado da empresa, Marcelo Di Bonifacio Filho, o cenário traz efeitos opostos sobre o setor. “Se, por um lado, o petróleo mais caro tende a sustentar os preços do etanol e melhorar a perspectiva de receita das usinas, por outro, a alta do diesel impacta diretamente os custos operacionais, especialmente nas atividades agrícolas”, avalia.

Com forte peso na estrutura de custos, o diesel mantém correlação de 97,46% com o custo agroindustrial total do setor nas últimas 19 safras. Na prática, cada aumento de R$ 1,00 por litro pode elevar os custos entre R$ 29 e R$ 36,5 por tonelada de cana.

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A StoneX aponta que mesmo com a isenção de tributos federais sobre o diesel B, o reajuste de R$ 0,30/L aplicado pela Petrobras em março limitou o alívio nos preços internos.

Pressão nos fertilizantes

A StoneX avalia que o conflito também repercute no mercado global de fertilizantes, com alta generalizada de produtos como ureia e MAP. Isso porque a região do Oriente Médio, relevante na produção de amônia e enxofre, enfrenta restrições de oferta, enquanto o encarecimento do gás natural e dos fretes marítimos amplia a pressão sobre os custos.

“Apesar disso, o impacto tende a ser mais diluído no curto prazo para o Brasil, já que a maior parte das compras ocorre no segundo semestre”, sinaliza a consultoria.

Contudo, para a próxima temporada, o avanço do diesel deve ter efeito mais imediato sobre os custos. A StoneX estima o custo de produção do açúcar VHP no Centro-Sul em R$ 1.730/t (base usina) e R$ 1.875/t (FOB).

Com o câmbio entre R$ 5,20 e R$ 5,30 por dólar, o ponto de equilíbrio do açúcar no contrato #11 varia de US¢ 15,40 a 17,01/lb. Com as cotações pouco acima de US¢ 15,50/lb no fim de março, as usinas operam próximas do equilíbrio.

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“Ainda assim, fatores como ganho de produtividade, menor investimento no canavial e queda esperada no preço do ATR — abaixo de R$ 1,00/kg — devem reduzir o custo total em cerca de R$ 45/t frente à safra anterior. A queda de 10,5% no custo da cana de terceiros pode gerar economia adicional de R$ 35/t”, destaca a empresa.

Mudança no mix ganha força

Diante desse cenário, a tendência é de maior direcionamento da cana para o etanol. “A alta do petróleo melhora a competitividade do etanol, mas o impacto imediato do diesel sobre os custos reduz as margens do açúcar, o que pode incentivar uma maior destinação para biocombustíveis”, realça Di Bonifacio Filho.

De acordo com ele, o avanço do petróleo reforça a dualidade do cenário. “Enquanto sustenta receitas com etanol, amplia a pressão de custos via diesel e insumos, limitando a rentabilidade das usinas e exigindo ajustes estratégicos na safra 2026/27”, conclui o analista.

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Senar Goiás oferta mais de 360 cursos gratuitos; veja como se inscrever

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Foto: Divulgação/Senar.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Goiás (Senar Goiás) anunciou a ampliação da oferta de vagas para cursos voltados ao agronegócio. A instituição disponibiliza treinamentos presenciais em todo o estado (clique aqui), além de cursos gratuitos na modalidade a distância (clique aqui).

As capacitações podem ser acessadas pelo site do Senar Goiás e por meio dos sindicatos rurais. Também estão disponíveis informações sobre os programas de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), presentes em 11 áreas do agro.

Segundo a instituição, mais de 206 mil treinamentos já foram realizados desde a criação do Senar Goiás, com atendimento a cerca de 2,5 milhões de participantes.

Cursos abrangem produção, tecnologia e agroindústria

Na área de Promoção Social, o Senar Goiás oferece 45 cursos presenciais voltados a atividades como culinária rural, panificação, produção de queijos, doces e artesanato.

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Já na Formação Profissional Rural, são disponibilizados 211 treinamentos e seis programas especiais. Entre os temas estão operação de máquinas, sanidade animal, alimentação, drones, agricultura, pecuária, avicultura, suinocultura, ovinocultura e piscicultura.

Na modalidade de Educação a Distância (EAD), a plataforma conta com 112 cursos disponíveis. O número de matrículas já alcançou cerca de 300 mil alunos.

Cursos técnicos estão com inscrições abertas

Por meio da Rede e-Tec, o Senar Goiás também oferece cursos técnicos em Agropecuária, Agricultura e Zootecnia. As inscrições seguem abertas até 26 de maio para 200 vagas. Os cursos têm duração de dois anos e funcionam em formato híbrido (inscrições aqui).

Programas incluem saúde e assistência no campo

Além da qualificação profissional, o Senar Goiás mantém programas voltados à saúde e assistência no meio rural.

O programa Campo Saúde, criado em 2008, realiza atendimentos médicos itinerantes em municípios goianos. Já a Equoterapia, iniciada em 2012, utiliza cavalos em terapias voltadas ao desenvolvimento físico, emocional e cognitivo. Segundo a instituição, os dois programas já atenderam mais de 1 milhão de pessoas.

Outra iniciativa em funcionamento é o Saúde no Campo, que oferece suporte aos produtores atendidos pela ATeG, com equipe de enfermagem, teleconsultas em parceria com o Hospital Albert Einstein e encaminhamento de atendimentos pelo SUS.

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Agro Mato Grosso

Confinamento bovino em MT deve crescer 55% em 2026, aponta projeção do Imea

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Avanço no confinamento deve ser sustentado pela produção de grande porte, que neste ano representa mais de 80%

A engorda de gado em confinamento em 2026 deve atingir 1,44 milhão de cabeças em Mato Grosso, segundo revelou o 1° levantamento do Instituto Mato-Grossensse em Economia Agropecuária (Imea), publicado na quinta-feira (14). A expectativa é que o estado tenha um volume 55,39% superior, na comparação com o ano de 2025.

O levantamento do Imea foi feito durante o mês de abril e, segundo o instituto, esse avanço no confinamento deve ser sustentado pela produção de grande porte.

De acordo com o estudo, os confinamentos com capacidade acima de 5.001 cabeças devem responder por 80,92% de toda a expectativa de confinamento em 2026, representando cerca de 1,17 milhão de bovinos.

A região Oeste lidera a intenção de confinamento com 407.912 cabeças, um aumento de 50% em relação ao ano passado. Em seguida aparece o Norte mato-grossense (333.487). Depois vêm Sudeste (192.500), Nordeste (153.414), Centro-Sul (143.573), Médio-Norte (134.573), e Noroeste (78.154).

Além do avanço projetado, mesmo em um cenário de preços elevados para o boi gordo, os confinadores têm ampliado o uso de mecanismos de proteção de preço em 2026. Esse comportamento reflete uma postura mais cautelosa do setor diante do aumento das incertezas no cenário econômico e geopolítico internacional.

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Neste 1° levantamento do Imea em 2026, outro ponto de destaque é a melhora da relação de troca entre boi gordo e milho. O custo médio da diária confinada apresentou leve queda, passando de R$ 13,15 para R$ 13,05 por cabeça/dia, influenciado principalmente pela desvalorização do milho no estado.

A pesquisa do Imea aponta que os custos seguem pressionados pelo aumento do frete e do diesel, fatores que ainda impactam diretamente a operação dos confinamentos.

A expansão da atividade em Mato Grosso está concentrada nos confinamentos de grande porte, que devem registrar crescimento de 21,83% em relação ao ano anterior. Já os confinamentos menores, especialmente os com capacidade de até 1 mil cabeças, devem apresentar retração de 4,58%, refletindo maior dificuldade em absorver os custos mais elevados da reposição bovina.

Segundo o levantamento, existe uma preocupação crescente com a oferta de bezerros no mercado, consequência do elevado abate de fêmeas registrado nos últimos ciclos pecuários. O cenário reduz a disponibilidade de animais para reposição e mantém os preços elevados.

Projeção para o segundo semestre

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O estudo do Imea mostra que o confinamento deve seguir com um papel estratégico no abastecimento da indústria frigorífica durante a entressafra pecuária, ao longo do segundo semestre de 2026.

Entre julho e dezembro, devem ser enviados para abate 82,6% dos animais confinados, mantendo a forte concentração da oferta no segundo semestre, período em que ocorre uma redução da capacidade de suporte da pastagem e o confinamento ganha importância no sistema engorda.

Texto:Jônatas Boni

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Business

Prêmio pagará R$ 230 mil por melhor iniciativa agropecuária

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Foto: CNA

A Fundación Mapfre, organização sem fins lucrativos da companhia global de seguros, está com inscrições abertas até o dia 25 de maio para a quarta edição de seu Prêmio à Melhor Iniciativa Agropecuária.

Os vencedores pelo projeto ganhador nos âmbitos social, ambiental e de relevância econômica local recebem 40 mil euros (R$ 233,5 mil, na cotação atual).

De caráter bienal e com âmbito mundial, a premiação busca reconhecer e estimular empresários, produtores e profissionais do setor agropecuário a inovar em suas organizações com consequente melhora na rentabilidade.

O regulamento estipula que podem concorrer os produtores agropecuários ou agroindustriais, independentemente de sua organização e/ou forma jurídica, de projetos individuais ou familiares, de cooperativas e associações, que se destacam pela criação e implementação de iniciativas inovadoras, seja na produção, transformação e/ou comercialização de seus produtos durante os dois últimos anos.

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De acordo com a Fundación Mapfre, a iniciativa também é voltada a quem tenha aprimorado os padrões de controle de qualidade e segurança em sua cadeia produtiva; bem como aos atores que otimizaram o uso de recursos, garantindo sua sustentabilidade a longo prazo; e que contribuam para o desenvolvimento de um modelo econômico mais competitivo, sustentável e territorialmente equilibrado.

Os critérios de seleção para escolha do melhor candidato são:

  • Contribuição do projeto para a atividade econômica do território onde é desenvolvido;
  • Contribuição do projeto para a digitalização do setor agropecuário;
  • Sustentabilidade do projeto nos aspectos econômico, ambiental e sociocultural;
  • Contribuição para a empregabilidade, incluindo pessoas de grupos em risco de exclusão social ou qualquer tipo de discriminação;
  • Existência de um plano de gestão de riscos;
  • Apoio de instituições locais, regionais ou nacionais que respaldem a candidatura.

O prêmio será entregue em uma cerimônia pública, prevista para o último trimestre de 2026. As inscrições podem ser feitas aqui.

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Agro MT