Sustentabilidade
Semana será marcada por bons volumes de chuvas na Região Norte, Matopiba e parte do Nordeste – Rural Clima – MAIS SOJA

De acordo com o alerta agroclimático da Rural Clima, a semana deverá ser marcada por bons volumes de chuvas na Região Norte, Matopiba e parte do Nordeste. O agrometeorologista Marco Antonio dos Santos salienta que essas chuvas elevam a preocupação dos produtores com relação à colheita da soja e a realização de tratos culturais nas lavouras.
Nesta segunda-feira (30), o alerta de chuvas fica voltado para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Maranhão, Pará, Tocantins, extremo norte do Mato Grosso e o interior do Nordeste. “Nas demais regiões do país, o dia será marcado pelo tempo aberto”, alerta.
Santos acrescenta que, a partir de amanhã (31), chuvas devem atingir o Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.
O agrometeorologista informa que as chuvas devem se prolongar em boa parte do Brasil durante a primeira quinzena de abril, com uma diminuição mais para o período de virada para maio.
Santos volta a reiterar que o outono e o inverno deverão ser bastante úmidos e com temperaturas mais elevadas frente a 2025.
Paraguai
A agrometeorologista Ludmila Camparotto comenta que o Paraguai deverá ter uma semana de tempo aberto e de temperaturas elevadas. “Na região do Chaco, as temperaturas deverão variar entre 36 e 38 graus na semana”, argumenta.
As chuvas estão previstas para retornar ao Paraguai no início da próxima semana, com a chegada de um sistema vindo do norte da Argentina.
Camparotto enfatiza ainda que a segunda semana de abril poderá ser marcada por melhores volumes de chuvas no Paraguai.
Fonte: Safras News
Sustentabilidade
Associação entre herbicidas maximiza o controle químico do capim-pé-de-galinha na pós-emergência do milho – MAIS SOJA

O controle de espécies daninhas de folha estreita é um dos principais desafios enfrentados no manejo da cultura do milho. Além de apresentar similaridade com a cultura, algumas gramíneas apresentam elevado potencial competitivo, rápido crescimento e desenvolvimento, além de resistência a determinados herbicidas seletivos.
Uma dessas daninhas é o capim-pé-de-galinha (Eleusine indica), espécie com ampla distribuição no território nacional, que infesta culturas agrícolas como soja e milho, capaz de causar perdas de produtividade por matocompetição de até 80% (HRAC-BR, 2022).
Tendo em vista o impacto econômico que essa planta daninha pode causar no milho, o controle eficiente do capim-pé-de-galinha é crucial para a manutenção do potencial produtivo da cultura. Sobretudo, além de pertencer a mesma família do milho (Poaceae), a espécie apresenta resistência a determinados herbicidas pós-emergentes, o que dificulta ainda mais o controle efetivo dessa planta daninha.
Atualmente, há relatos de populações do capim-pé-de-galinha com resistência aos herbicidas cialofop-butil, fenoxaprop-etil e setoxidim (ACCase -2003), ao glifosato (EPSPs – 2016) e aos herbicidas fenoxaprop-etil, glifosato e haloxifop-metil (ACCase, EPSPs – 2017) (Heap, 2026).
Em regiões em que populações resistentes são predominantes, as opções de controle do capim-pé-de-galinha da pós-emergência são limitadas. No entanto, em casos em que as populações ainda não expressam resistência, tem-se uma maior amplitude de produtos para o manejo químico do pé-de-galinha no milho.
Ao avaliar o controle químico do capim-pé-de-galinha na pós-emergência da cultura do milho, Pengo et al. (2025) observaram que herbicidas como glufosinato de amônio, terbutilazina, tembotriona e até mesmo o glifosato, têm possibilitado um bom controle do capim-pé-de-galinha, desde que posicionados adequadamente com base no biotecnologia do híbrido, período de controle, dose e estádio da planta daninha. Em contraste, herbicidas usualmente comuns no milho como atrazina e nicossulfurom apresentam baixa eficiência em relação aos demais (figura 1).
Figura 1. Controle do capim-pé-de-galinha em pós-emergência da cultura do milho.

Vale destacar que a eficiência desses herbicidas pode variar de acordo com a resistência das populações do capim-pé-de-galinha a herbicidas, especialmente se tratando do glifosato. Além disso, os resultados observados por Pengo et al. (2025) demonstram que a associação entre herbicidas tende a potencializar o controle do capim-pé-de-galinha, ultrapassando 99% de controle como observado para tembotriona + atrazina e atrazina + mesotriona, sendo, portanto, interessantes alternativas para o controle de áreas altamente infestadas.
Figura 2. Pós-emergentes na cultura do Milho para o controle do capim-pé-de-galinha aos 28 dias após a aplicação.

Embora os resultados observados por Pengo et al. (2025) auxiliem no posicionamento de herbicidas no milho, vale destacar que não constituem recomendações de manejo, sendo necessário para tanto, seguir as orientações técnicas para a cultura. Confira o conteúdo completo do estudo desenvolvimento por Pengo e colaboradores (2025) clicando aqui!
Referências:
HEAP, I. THE INTERNATIONAL HERBICIDE-RESISTANT WEED DATABASE, 2026. Disponível em: < https://www.weedscience.org/Pages/Species.aspx >, acesso em: 30/03/2026.
HRAC-BR. CAPIM-PÉ-DE-GALINHA: SAIBA MAIS SOBRE ESSA PLANTA DANINHA. Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas, 2022. Disponível em: < https://www.hrac-br.org/post/capim-p%C3%A9-de-galinha-saiba-mais-sobre-essa-planta-daninha >, acesso em: 30/03/2026.
PENGO, R. et al. CONTROLE DO CAPIM-PÉ-DE-GALINHA EM PÓS-EMERGÊNCIA DA CULTURA DO MILHO. Fundação De Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico Rio Verde, 2025. Disponível em: < https://www.fundacaorioverde.com.br/wp-content/uploads/2025/07/4-Controle-do-capim-pe-de-galinha-em-pos-emergencia-da-cultura-do-milho.pdf >, acesso em: 30/03/2026.

Sustentabilidade
Abril começa quente e chuvas ganham força pelo Brasil; veja como fica o tempo no mês

O mês de abril deve manter temperaturas elevadas em grande parte das regiões produtoras de soja no Brasil. De acordo com a tendência climática, o calor será mais intenso no Sul, em São Paulo e em Mato Grosso do Sul, o que pode agravar o déficit hídrico em fase final de desenvolvimento, além de prejudicar o início do ciclo do milho segunda safra.
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Em contrapartida, áreas de Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e parte do Matopiba devem registrar temperaturas mais amenas, influenciadas pela maior frequência de chuvas. A previsão indica um mês tipicamente chuvoso, sem interrupção precoce das precipitações, inclusive com o retorno das chuvas ao Sul dentro da média histórica.
O que esperar para os próximos dias?
No Matopiba, os volumes tendem a ficar acima da média, beneficiando principalmente as lavouras da segunda safra. Já nos próximos dias, a chuva volta a ganhar força no Paraná, em São Paulo e em Santa Catarina, com acumulados que podem atingir cerca de 50 milímetros em cinco dias.
Diante desse cenário, produtores do Sudeste, Centro-Oeste e também da Bahia devem aproveitar janelas de tempo mais firme para avançar com os trabalhos no campo. A tendência para os próximos dez dias é de chuvas mais regulares e distribuídas, sem volumes excessivos.
Na segunda quinzena, porém, a expectativa é de intensificação das precipitações. Regiões do Sudeste, Sul, Centro-Oeste, Matopiba e também o Pará podem registrar os maiores acumulados do mês, com volumes que podem superar 150 milímetros nos últimos 15 dias de abril.
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Sustentabilidade
Você sabe os benefícios da rotação em áreas de arroz? – MAIS SOJA

Com foco na sustentabilidade e na rentabilidade do produtor, torna-se crucial explorar novas estratégias que visam integrar, diversificar e otimizar a sinergia dentro do sistema produtivo. A cultura do arroz (Oryza sativa L.), historicamente criticada pelo uso extensivo do monocultivo, encontra hoje na rotação com culturas como a soja (Glycine max L. Merril) uma alternativa para a intensificação do sistema, promovendo maior sustentabilidade e rentabilidade ao produtor. Essa prática já é adotada há anos no Rio Grande do Sul (RS), assim como em outros países da América Latina, como Uruguai, Paraguai, Argentina, Colômbia e Venezuela.
Em geral, a introdução de uma cultura de sequeiro em solos de terras baixas apresenta desafios significativos, principalmente devido à dificuldade de drenagem imposta pela camada compactada do solo, resultando em baixa percolação e risco de deficiência hídrica, dada a profundidade limitada de exploração radicular. No entanto, os benefícios que a rotação de culturas incorpora ao sistema produtivo são notáveis. Estudos realizados em 324 lavouras do RS, revelaram um aumento de 20% na produtividade com a adoção do sistema arroz-soja em relação ao monocultivo contínuo de arroz (Ribas et al., 2021; Meus et al., 2020).
Resultados semelhantes foram observados por Martinez et al. (2024) na Venezuela, onde a introdução da soja em áreas de monocultivo de arroz proporcionou um ganho de produtividade de 26%. Esse incremento é atribuído principalmente ao controle mais eficaz de plantas daninhas, possibilitado pela alternância de herbicidas com diferentes mecanismos de ação. Essa estratégia não só promove um manejo mais eficiente das plantas invasoras, como também contribui para a redução dos custos associados nos ciclos subsequentes de arroz. Adicionalmente, a rotação de culturas oferece vantagens como a ciclagem de nutrientes e a melhoria da estrutura do solo.
Outra técnica empregada por produtores para o controle de plantas daninhas é o pousio. Essa prática tem como objetivo reduzir o banco de sementes no solo e impedir a produção de novas sementes pelas plantas invasoras. Embora o pousio possa apresentar um aumento na produtividade, seu impacto não é tão expressivo quanto o da rotação com soja (Figura 1).
Figura 1. Produtividade de arroz irrigado em áreas de arroz com diferentes sistemas de cultivo no Rio Grande do Sul, Brasil, nos anos agrícolas 2015 – 2019 em 324 campos avaliados.
Referências Bibliográficas.
Martinez, W. I. C. et al. AGRONOMÍA DIGITAL: INTENSIFICACIÓN DEL SISTEMA PRODUCTIVO DE ARROZ Y SOYA EN VENEZUELA. ed. 1, Santa Maria, 2024. 248p.
Meus, L. D. et al. ECOFISIOLOGIA DO ARROZ VISANDO ALTAS PRODUTIVIDADES. ed. 1, Santa Maria, 2021.
Ribas, G. G. et al. ASSESSING YIELD AND ECONOMIC IMPACT OF INTRODUCING SOYBEAN TO THE LOWLAND RICE SYSTEM IN SOUTHERN BRAZIL. Agricultural Systems, 188, 1-36. Disponible: < https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0308521X20308970 >, Acceso: 28/04/2025

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