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Sustentabilidade

Veranicos reduzem produtividade da soja no PI, mas colheita avança para 25%, diz Aprosoja

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Foto: Pedro Silvestre

A colheita de soja no estado Piauí avançou nos últimos dias e já alcança 25% da área estimada em 1,148 milhão de hectares, segundo levantamento da Associação dos Produtores de Soja do Piauí (Aprosoja PI). A expectativa é que a área cultivada registre avanço de 4,6% em relação à temporada anterior, refletindo o quadro de chuvas mais amenas no estado.

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O diretor-executivo da Aprosoja PI, Rafael Maschio, explica que os veranicos ocorridos em novembro e em janeiro comprometeram a produtividade média das lavouras, que inicialmente variava entre 3.420 e 3.480 quilos por hectare. Já a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta rendimento final um pouco maior, de 3.554 quilos por hectare.

Segundo Maschio, o curto prazo deve apresentar chuvas mais esparsas, especialmente no sul do estado, o que pode impactar o ritmo da colheita. Ainda assim, a Conab projeta produção total de 4,081 milhões de toneladas para a safra 2025/26, representando uma alta de 8% em relação às 3,777 milhões de toneladas da safra anterior.

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Capim-amargoso: Manejo no rebrote é estratégia para aumentar a eficiência no controle – MAIS SOJA

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O capim-amargoso (Digitaria insularis) é considerada atualmente uma das principais a mais complexas plantas daninhas que infestam culturas anuais como soja e milho. Além de apresentar elevada habilidade competitiva, populações de capim-amargoso apresentam resistência aos principais herbicidas utilizados no manejo das plantas daninhas de folha estreita, como glifosato (inibidora da EPSPs), Fenoxaprop e Haloxyfop (Inibidores da ACCase) e resistência múltipla a ambos os herbicidas (Heap, 2024HRAC-BR, s.d.).

Tendo em vista a dificuldade em controlar essa planta daninha na pós-emergência das culturas agrícolas, é comum observar falhas de manejo que resultam na persistência de populações do capim-amargoso ao final do ciclo das culturas de verão, o que atrelado ao elevado fluxo de emergência dessa espécie sob condições adequadas, resulta em elevadas infestações na pós-colheita.

Considerando que, durante a colheita, ocorre o corte das plantas remanescentes de capim-amargoso, que posteriormente rebrotam, o manejo outonal na pós-colheita torna-se uma estratégia fundamental para reduzir suas populações. Nesse período, as plantas encontram-se debilitadas, direcionando energia ao rebrote, o que favorece maior eficiência do controle químico.

De acordo com Grigolli (2017) e Gaspar et al. (2019), o controle químico do capim-amargoso é mais eficiente quando realizado no estádio de rebrote, em comparação a plantas adultas (perenizadas). Até os 21 dias após a aplicação, o nível de controle em plantas rebrotadas é superior ao observado em plantas já perenizadas.

Ao avaliar a influência da altura de roçada no controle do capim-amargoso perenizado, Raimond et al. (2019) verificaram que a aplicação da mistura de herbicidas (clethodim + glyphosate) imediatamente após o corte, eleva os níveis de controle em até 4,8%. Além disso, quanto menor a altura de roçada, maior é a eficiência do controle quando associada ao manejo químico.

Resultados similares foram observados por Grigolli (2017), que demonstrou o aumento da eficiência do controle químico do capim-amargoso ao realizar a aplicação dos herbicidas após manejo da roçada das plantas entouceiradas, mais especificamente, no início das brotações (figura 1). Nesse contexto, tanto a roçada quanto a colheita, ao promoverem o corte das plantas, favorecem o controle do capim-amargoso durante o rebrote, configurando-se como estratégias importantes no manejo dessa planta daninha.

Figura 1. Eficiência de controle de capim-amargoso com roçada mecânica aos 28 dias após a aplicação dos tratamentos. Maracaju, MS, 2017.
Barras seguidas da mesma cor são estatisticamente iguais pelo teste de Scott-Knott (p<0,05). Fonte: Grigolli (2017)

Vale destacar que, além dos herbicidas avaliados nos estudos supracitados, o uso de herbicidas pré-emergentes e a aplicação sequencial na pré-semeadura da cultura sucessora (safrinha) têm contribuído para maior eficiência no controle do capim-amargoso. Esse efeito é ainda mais evidente com o uso de herbicidas inibidores da Protox e da glutamina sintetase, especialmente quando posicionados no estádio de rebrote da planta daninha.



Referências:

GASPAR, S. L. L. et al. CONTROLE DO CAPIM AMARGOSO EM DIFERENTES MANEJOS E ASSOCIAÇÕES DE AGROQUÍMICOS. Revista Cultivando o Saber, v. 12, p. 280 – 291, 2019. Disponível em: < https://www.fag.edu.br/upload/revista/cultivando_o_saber/5dbc4989c30d7.pdf >, acesso em: 18/03/2026.

GRIGOLLI, J. F. J. MANEJO E CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DA SOJA. Fundação MS, Tecnologia e Produção: Soja 2016/2017, 2017. Disponível em: < https://www.fundacaoms.org.br/wp-content/uploads/2021/02/Tecnologia-e-Producao-Soja-20162017.pdf >, acesso em: 18/03/2026.

HEAP. I. THE INTERNATIONAL HERBICIDE-RESISTANT WEED DATABASE, 2024. Disponível em: < https://weedscience.org/Pages/Species.aspx >, acesso em: 18/03/2026.

HRAC-BR. RESISTÊNCIA: PLANTAS DANINHAS III. Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas, s. d. Disponível em: < https://www.hrac-br.org/_files/ugd/48f515_18aa1de86830499d9d8b3827af2121f4.pdf?index=true >, acesso em: 18/03/2026.

RAIMONDI, R. T. et al. ALTURA DE ROÇADA AFETA O CONTROLE DE CAPIM-AMARGOSO PERENIZADO. Cultura Agronômica, 2019. Disponível em: < https://ojs.unesp.br/index.php/rculturaagronomica/article/view/2446-8355.2019v28n3p254-267 >, acesso em: 18/03/2026.

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Fim do vazio sanitário libera plantio da soja em RR a partir de hoje

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Foto: Alcione Nicoletti/ Alto Alegre (RR)

O período do vazio sanitário da soja chega ao fim nesta quarta-feira (18), em Roraima, permitindo oficialmente o início do plantio da safra 2026 no estado. A medida segue o calendário oficial definido pela Portaria nº 1618 da Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (Aderr), publicado em setembro de 2023, que estabelece o plantio entre 19 de março e 26 de junho de cada ano, sujeito a eventuais ajustes do Ministério da Agricultura.

O vazio sanitário é uma estratégia fitossanitária fundamental para conter a ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, uma das doenças mais agressivas da cultura da soja. Durante esse período, fica proibida a presença de plantas vivas no campo, interrompendo o ciclo do fungo e reduzindo significativamente o risco da doença, que pode causar desfolha precoce e perdas de produtividade.

O governador Antonio Denarium ressaltou a importância do avanço da soja no estado. “A soja em Roraima tem apresentado crescimento expressivo nos últimos anos, fortalecendo a produção agrícola, gerando emprego e renda, e consolidando o estado como uma nova fronteira produtiva do país”, afirmou.

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O presidente da Aderr, Marcelo Parisi, destacou que o período de 90 dias sem cultivo permite maior controle da ferrugem, facilita o manejo da cultura e garante mais produtividade e rentabilidade aos produtores. Ele lembra que agora, com o fim do vazio sanitário, o plantio pode começar assim que as condições climáticas forem favoráveis.

A doença foi registrada oficialmente em Roraima em 2021, em propriedades dos municípios de Alto Alegre e Iracema, após análises laboratoriais do Ministério da Agricultura. Segundo Marcos Prill, diretor de Defesa Vegetal da Aderr, embora o controle químico seja eficaz, seu uso contínuo pode gerar resistência do fungo, reforçando a importância das medidas preventivas como o vazio sanitário.

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ALGODÃO/CEPEA: Vendedores se mantêm firmes e preços reagem – MAIS SOJA

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Os preços do algodão em pluma reagiram nos últimos dias no Brasil, superando os R$ 3,60/lp, após operarem desde outubro de 2025 em um intervalo mais estreito, entre R$ 3,40/lp e R$ 3,50/lp. O impulso, segundo pesquisadores do Cepea, veio das recentes valorizações externas da pluma, do período de entressafra no País e do aumento dos custos logísticos, sobretudo com a alta do diesel, fatores que têm mantido vendedores firmes nos valores pedidos. Parte dos compradores, por sua vez, ainda de acordo com o Cepea, se mostra disposta a pagar mais por novos lotes no mercado spot, enquanto outra parcela permanece focada no cumprimento de contratos a termo e atenta às vendas de manufaturados.

Fonte: Cepea



 

FONTE

Autor:CEPEA

Site: CEPEA

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