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Clima favorável aumenta a expectativa de safra recorde do café, aponta Cepea

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Foto: Pixabay

Após um final de ano de 2025 preocupante por ter poucas chuvas e por altas temperaturas, o clima nas últimas semanas tem favorecido a produção do café brasileiro em boa parte das regiões. A boa expectativa para a safra 2026/27, principalmente do café arábica, em que são esperados volumes recordes do grão, parece estar próximo de se confirmar.

Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) relatam que as boas condições climáticas do mês de março tem auxiliado no enchimento dos grãos do café arábica, o que aumenta a possibilidade de produções mais elevadas para os próximos meses.

Ainda de acordo com o Cepea, o café robusta, que tinha projeções menores, também se recuperou nesse início de ano sob influencia do bom clima. Agentes já apostam em colheitas próximas à observada safra passada do grão.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Mesmo com mercado travado, preços do arroz avançam no RS, diz Cepea

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Foto: Paulo Lanzetta

O valor de mercado do arroz, no Rio Grande do Sul, está em alta na parcial de março. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o motivo dessa crescente decorre da alta demanda recente, tanto no varejo, quanto no atacado. Industrias estão a procura do arroz em casca, o que faz as disputas pelo produto serem mais acirradas, elevando os preços.

Apesar do aumento na procura pelo cereal, pesquisadores relatam que a liquidez do mercado segue baixa. Isso ocorre porque, em algumas regiões, as colheitas ainda não tem bons números, além das preocupações com a alta do diesel e as incertezas geopolíticas. Diante disso, a postura dos produtores é mais retraída, aguardando um melhor momento para negociar.

Ao enxergar o cenário atual do mercado, industrias têm sido mais ofensivas em suas ofertas aos vendedores, na expectativa de aumentar seu estoque. O receio de um aumento nos preços do diesel e nos fretes também tem influenciado na decisão desses compradores, a estratégia é comprar em grade volume agora, antes que as cotações disparem.

Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Brasil abre mercado para castanhas na Turquia e carne suína em Singapura

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Fotos: Freepik

O Brasil concluiu negociações para exportar novos produtos agropecuários à Turquia e a Singapura, ampliando o acesso a mercados estratégicos e diversificando a pauta de vendas externas.

As autorizações incluem o envio de macadâmia e castanha de caju para a Turquia e de carne suína resfriada para Singapura, conforme nota conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Turquia amplia demanda por castanhas

A abertura do mercado turco deve impulsionar as vendas brasileiras de castanhas, em um país que figura entre os dez maiores importadores mundiais de castanha de caju.

Em 2025, o Brasil exportou mais de US$ 3,2 bilhões em produtos agropecuários para a Turquia, com destaque para soja em grãos, algodão e café.

Singapura busca produtos de maior valor

No caso de Singapura, a liberação para carne suína resfriada tende a elevar o valor agregado das exportações brasileiras.

O país asiático importou mais de US$ 710 milhões em produtos agropecuários do Brasil em 2025, com predominância de carnes, café e itens de origem vegetal.

Avanço nas aberturas de mercado

Com as novas autorizações, o agronegócio brasileiro soma 548 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Segundo o governo, os resultados são fruto da atuação conjunta entre Mapa e MRE nas negociações internacionais.

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Guerra no Irã muda cenário de juros no Brasil e pressiona Plano Safra

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Foto: Mapa

As atenções do mercado financeiro estão voltadas para Brasília, onde o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central define, nesta quarta-feira (18), o rumo da taxa básica de juros, a Selic.

As expectativas indicam alívio nos juros, mas o tamanho do corte segue incerto, com o mercado dividido entre corte moderado e manutenção da taxa em 15%.

No campo, essas incertezas se traduzem em um possível impacto no Plano Safra, principal instrumento no financiamento da produção agropecuária no Brasil. A Selic é fundamental na referência para o custo do dinheiro na economia, impactando diretamente o crédito rural.

Segundo Hulisses Dias, mestre em Finanças pela Universidade de Sorbonne, quando a taxa de juros sobe, o custo de captação dos bancos aumenta e esse movimento é repassado ao produtor, tanto nas linhas livres quanto nas subsidiadas.

“Juro mais alto não machuca só o consumidor urbano, ele também encarece o capital de giro, o custeio e o investimento no campo”, afirma.

Ele ressalta que o efeito não é imediato nem uniforme, mas tende a encarecer capital de giro, custeio e investimentos no campo, já que o crédito fica mais caro ao longo de toda a cadeia.

Para Marcelo Bassani, economista e sócio da Boa Brasil Capital, o impacto varia conforme a origem dos recursos.

Nas linhas livres, que dependem da captação de mercado, o custo acompanha o Certificado de Depósito Interbancário (CDI) e já supera 20% o ao ano em alguns casos, o que encarece principalmente operações fora dos programas oficiais.

Linhas subsidiadas também sentem efeito da Selic

Mesmo nas linhas controladas, com taxas definidas pelo governo, a pressão dos juros aparece. Isso ocorre por meio da equalização, mecanismo que cobre a diferença entre a taxa de mercado e a cobrada do produtor.

Bassani explica que, com a Selic elevada, o custo dessa conta aumenta para o Tesouro, o que reduz a capacidade de oferta de crédito subsidiado. “Com o mesmo orçamento, o governo consegue bancar um volume menor de crédito”, diz.

Na prática, isso tende a forçar produtores a migrarem para linhas livres, historicamente mais caras.

Guerra pressiona inflação e muda cenário de juros

O avanço do conflito no Oriente Médio trouxe novas incertezas para a política monetária. Dias afirma que o principal impacto vem da alta do petróleo, que encarece energia, combustíveis e frete, com efeito disseminado sobre a inflação.

Segundo ele, o risco está na contaminação das expectativas, o que exige maior cautela dos bancos centrais.

Já Bassani classifica o cenário como um choque de oferta com potencial estagflacionário. “O aumento dos combustíveis eleva os custos de frete e de produção de alimentos”, afirma.

Diante disso, a tendência é de manutenção de juros elevados por mais tempo ou cortes mais lentos, mesmo com impacto sobre o crescimento econômico.

Mercado reduz apostas e Plano Safra entra no radar

A decisão do Copom desta semana ocorre em um ambiente de maior incerteza. Antes do ataque de Estados Unidos e Israel contra o Irã, no fim de fevereiro, a expectativa do mercado girava em torno de um corte de meio ponto percentual na Selic. Portanto, um quadro mais otimista.

Dias avalia que o mercado ainda vê espaço para queda da taxa básica de juros ao longo de 2026, mas agora com ritmo mais moderado. A discussão, segundo ele, deixou de ser apenas sobre o início dos cortes e passou a incluir o tamanho e a velocidade desse movimento.

Já Bassani aponta que o mercado se divide entre um corte menor ou a manutenção da taxa, após a piora nas expectativas de inflação.

“O financiamento tende a ficar mais sensível, mais caro e mais dependente da capacidade do Tesouro de sustentar subsídios”, afirma.

Na prática, isso pode resultar em maior pressão sobre o orçamento, disputa por recursos subsidiados e maior dependência de linhas livres por parte do produtor, em um cenário de custos ainda elevados.

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