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Fórum do Canal Rural debate clima, mercado e desafios do agro na Expodireto Cotrijal

A 26ª edição da Expodireto Cotrijal destaca, além das tecnologias e dos negócios, debates importantes para o setor. Entre os principais temas estão o avanço da produção de soja destinada aos biocombustíveis e a crise do setor leiteiro, que será discutida em uma audiência pública.
Produtores e visitantes passam pela feira para conhecer lançamentos em tecnologia, cultivares, soluções e máquinas, além de fechar negócios e acompanhar debates sobre o setor.
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Nesta terça-feira (11), o Fórum da Soja discutiu questões que vêm impactando a cultura no Rio Grande do Sul, entre elas os efeitos do clima. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) apontou uma quebra superior a 11% na safra de soja.
Diante desse cenário, especialistas discutem alternativas para enfrentar os desafios de preços e de mercado. Uma das possibilidades é ampliar a destinação da soja para a produção de biodiesel. A estimativa é que, até 2030, cerca de 30% da produção da oleaginosa seja destinada aos biocombustíveis.
Destaques do evento
Durante a feira, o governador Eduardo Leite entregou a licença prévia para a instalação de uma usina processadora de biodiesel. O empreendimento será operado pelas cooperativas Cotrijal, Cotrisal e Cotripal e deve ser instalado no município de Cruz Alta, com início das operações previsto para 2028.
Outro tema em destaque é a crise no setor leiteiro. Nesta sexta-feira (13), uma audiência pública será realizada na feira para discutir o PL 4.712/25, que proíbe a reidratação de leite em pó importado para comercialização como leite fluido no Rio Grande do Sul.
A medida é considerada fundamental por produtores para reduzir a concorrência com as importações de lácteos do Mercosul. Estados como Goiás, Santa Catarina e Paraná já possuem legislações semelhantes. O setor pede que a Assembleia Legislativa analise o projeto com celeridade, diante da crise enfrentada pelos produtores, marcada pela forte queda nos preços pagos pelo litro de leite.
Fórum do Canal Rural
Nesta quinta-feira (12), às 13h30, será realizado no auditório da Expodireto o Fórum do Canal Rural, que vai discutir clima, mercado e os desafios enfrentados pelos produtores gaúchos após safras marcadas por dificuldades. O evento terá transmissão pelo YouTube.
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Entidades contestam prazos de acordo sobre biomassa e alertam para impactos na indústria de MT

A transição da indústria mato-grossense para o uso de biomassa proveniente de florestas plantadas e manejo florestal sustentável tem gerado preocupação entre representantes do setor produtivo. A Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho) e o Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem) questionam os prazos estabelecidos no acordo firmado entre o Governo do Estado e o Ministério Público Estadual (MPE), que prevê a eliminação gradual da biomassa oriunda de supressão vegetal legalmente autorizada.
O termo criou o Plano de Desenvolvimento Florestal de Mato Grosso e estabelece metas para ampliar as áreas de florestas plantadas e reduzir a dependência da madeira proveniente de áreas de desmatamento autorizado como fonte energética para a indústria.
Pelo cronograma definido, a substituição ocorrerá de forma progressiva até 2034, quando os grandes consumidores deverão utilizar apenas biomassa oriunda de florestas plantadas, manejo florestal sustentável e outras fontes renováveis.
Enquanto Governo e Ministério Público defendem a medida como uma estratégia para fortalecer a sustentabilidade e garantir o abastecimento futuro da indústria, entidades ligadas ao agronegócio e ao setor florestal afirmam que a transição proposta não acompanha a disponibilidade atual de matéria-prima no Estado.
Setor pede revisão dos prazos
A Abramilho afirma que reconhece a importância da expansão das florestas plantadas e da construção de uma matriz energética cada vez mais renovável. A entidade, porém, avalia que os prazos previstos no acordo desconsideram aspectos técnicos e produtivos da realidade mato-grossense.
Em nota, a associação destaca que “a transição para fontes dedicadas de biomassa é um objetivo legítimo e desejável. No entanto, a forma e os prazos estabelecidos precisam considerar a realidade técnica, econômica e produtiva do estado”.
Entre os pontos de preocupação está a exigência de que novos empreendimentos industriais passem a depender exclusivamente de fontes alternativas de biomassa. Na avaliação da entidade, a medida pode restringir investimentos, dificultar a expansão da agroindústria e comprometer projetos geradores de emprego e renda.
A associação também argumenta que a ampliação da oferta de madeira proveniente de florestas plantadas não ocorrerá no ritmo necessário para atender às metas estabelecidas. Segundo a entidade, um plantio de eucalipto realizado atualmente leva cerca de seis anos para atingir idade adequada para colheita.
Debate sobre aproveitamento da madeira legal
Outro ponto questionado pelas entidades é o destino da biomassa gerada a partir da supressão vegetal autorizada.
A Abramilho sustenta que a madeira resultante de processos legalmente licenciados passa por fiscalização, compensações ambientais e monitoramento do poder público. Para a entidade, impedir seu uso energético significa abrir mão do aproveitamento de um recurso renovável que poderia contribuir para a geração de energia e para a competitividade industrial.
O Cipem segue a mesma linha e afirma que a medida gera insegurança jurídica ao restringir o uso de uma matéria-prima cuja exploração foi autorizada pelo próprio Estado.
“Ao proibir o aproveitamento, o Estado impede que uma atividade legal e legítima seja desenvolvida, provocando insegurança jurídica e instabilidade socioeconômica”, afirma a entidade.
O centro industrial também argumenta que o cavaco produzido a partir desses resíduos substitui combustíveis fósseis em diversos processos industriais e contribui para a redução das emissões de carbono.
Oferta insuficiente preocupa setor
Na avaliação do Cipem, a principal dificuldade está na capacidade atual de abastecimento por florestas plantadas.
De acordo com a entidade, Mato Grosso possui aproximadamente 120 mil hectares de florestas plantadas, enquanto apenas as usinas de etanol de milho já instaladas demandariam cerca de 380 mil hectares para suprimento energético.
O setor também ressalta que o ciclo do eucalipto pode chegar a sete anos entre plantio e colheita. Diante desse cenário, questiona a retirada gradual da biomassa proveniente de supressão legal.
“As caldeiras não podem esperar. A oferta de cavaco de floresta plantada é insuficiente para a demanda industrial do estado. Então, por que proibir a única fonte complementar legal e ambientalmente correta disponível?”.
Como alternativa, a Abramilho propõe que empreendimentos novos, em operação ou em expansão possam utilizar biomassa oriunda de supressão vegetal legalmente autorizada pelos próximos seis anos, prazo considerado necessário para a ampliação efetiva da base florestal do Estado.
Governo defende segurança para o abastecimento futuro
Ao anunciar o acordo, o Governo de Mato Grosso destacou que a medida busca estimular o reflorestamento, ampliar a oferta de matéria-prima renovável e dar maior previsibilidade ao crescimento industrial.
O plano estabelece metas para expandir as florestas plantadas para mais de 700 mil hectares até 2040 e ampliar as áreas de manejo florestal sustentável para pelo menos 6,5 milhões de hectares.
Conforme o governador Otaviano Pivetta, a proposta cria um período de adaptação para o setor e representa uma oportunidade de desenvolvimento econômico sustentável.
A secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que o objetivo é promover uma transição gradual para reduzir a dependência da biomassa oriunda de supressão autorizada e fortalecer alternativas renováveis de fornecimento.
Já a procuradora de Justiça Ana Luiza Peterlini avaliou que a iniciativa incentiva a ampliação da produção florestal no Estado e contribui para tornar mais sustentável o abastecimento dos grandes empreendimentos industriais.
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Debate discutirá oportunidades para a cadeia da Cannabis no Brasil e na América Latina

Governo e setor privado devem discutir, no dia 2 de julho, oportunidades para a cadeia da Cannabis no Brasil e na América Latina. De acordo com o material divulgado, o debate será aberto ao público e terá transmissão pelo canal da empresa no YouTube. A fonte não informa o nome da empresa no trecho fornecido.
O conteúdo informado aponta que a proposta do encontro é reunir representantes do poder público e da iniciativa privada para tratar de oportunidades ligadas à cadeia da Cannabis. O material, porém, não detalha a programação, os participantes confirmados, o horário do debate nem o formato das discussões.
A menção à cadeia da Cannabis indica abordagem voltada a um segmento produtivo, mas o texto original não especifica quais elos serão tratados no evento. Também não há, no material fornecido, informações sobre produção, processamento, regulação, mercado, investimentos ou áreas de aplicação relacionadas ao tema.
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Segundo a divulgação, o debate terá alcance público por meio do canal da empresa no YouTube. A fonte não informa se haverá inscrição prévia, disponibilização posterior do conteúdo ou documentos de apoio.
O texto original também não detalha quais países da América Latina estarão representados, nem apresenta estimativas, dados de mercado ou medidas em discussão.
Até o momento, a informação disponível se limita à realização do debate em 2 de julho e à abertura da transmissão ao público. O material divulgado não informa prazos, participantes, números ou impactos diretos para produtores e demais agentes da cadeia.
Fonte: embrapa.br
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Cultivar de eucalipto adaptada ao frio é apresentada em dia de campo no Paraná

Produtores, viveiristas, técnicos e representantes do setor florestal participaram de um dia de campo em Candói, no Paraná, para conhecer a cultivar BRSGTR 0701 Versátil, de Eucalyptus benthamii. Segundo o material fornecido, a apresentação destacou o desempenho do material em regiões sujeitas a geadas no Sul do Brasil e as possibilidades de uso comercial, especialmente para geração de energia.
A atividade reuniu diferentes agentes da cadeia florestal com foco na avaliação prática da cultivar em condições de frio. De acordo com o conteúdo informado, a proposta do evento foi demonstrar o comportamento do eucalipto em regiões onde as geadas fazem parte do ambiente produtivo.
O material destaca a BRSGTR 0701 Versátil como uma cultivar de Eucalyptus benthamii adaptada a esse contexto climático. A apresentação em campo foi direcionada a produtores, viveiristas e técnicos, público diretamente ligado à formação de mudas, implantação de florestas e definição de uso comercial da madeira.
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Entre as aplicações citadas, o conteúdo menciona a geração de energia como um dos principais destinos comerciais. Essa indicação associa a cultivar à cadeia florestal voltada ao uso energético da biomassa, embora o texto original não detalhe escala de produção, rendimento, custo, produtividade ou prazo de adoção comercial.
A fonte também não informa área plantada, desempenho comparativo com outras cultivares, volume de madeira esperado, dados de mercado ou quais regiões específicas do Sul devem concentrar o uso do material. Não há, no conteúdo fornecido, identificação de instituições responsáveis pela cultivar ou pela realização do evento.
A apresentação em Candói mostrou uma alternativa florestal voltada a áreas com ocorrência de geadas e com uso comercial ligado à geração de energia. O material divulgado, porém, não informa números de desempenho, cronograma de expansão ou impactos econômicos diretos para os produtores.
Fonte: embrapa.br
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