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Brasil começará a exportar carne suína e mel para dois países

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Foto: Pixabay. Montagem: Canal Rural

O Brasil concluiu negociações sanitárias para exportar novos produtos agropecuários para dois países: Nova Zelândia e Turquia, anunciou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta terça-feira (10).

Para os neozelandeses, serão vendidas carne suína termoprocessada e de bile ovina. Segundo o governo brasileiro, essa abertura de mercado aumenta as possibilidades de exportação nacional para um mercado de alto poder aquisitivo, com população estimada em 5,3 milhões.

Em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 107 milhões em produtos agropecuários para a Nova Zelândia, com destaque para cereais, farinhas e preparações.

Já para a Turquia, a autorização é voltada à exportação de mel e produtos apícolas. O país, com cerca de 87 milhões de habitantes, importou mais de US$ 3,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025, com destaque para soja em grãos, algodão e café.

Com esses anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 544 novas aberturas de mercado desde o início de 2023.

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Incentivo à habitação rural garante sucessão familiar

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Programas estaduais estão incentivando a construção e a reforma de novas moradias no campo em Santa Catarina, um apoio para a sucessão rural e para garantir que a juventude permaneça nas propriedades com habitações de qualidade. O recurso, limitado a R$ 100 mil por família em financiamentos do PRONAF, é facilitado pelo governo catarinense, que subsidia parte dos juros para jovens produtores entre 18 e 29 anos por meio do PRONAMPE AGRO SC – Projeto Fortalecimento de Cadeias Produtivas.

A produtora rural Andrielli Caraffa, de Erval Velho, no Meio Oeste catarinense, é a terceira geração em sua propriedade de 50 hectares. A chegada da casa nova, construída conforme desejavam, concretizou um sonho antigo da família.

“É um sonho que a gente tem desde que o pai trabalhava na lavoura de arrendamento, sempre guardava aquele dinheiro e dizia: ‘vamos fazer nossa casa’. Fomos atrás de uma construtora e vimos que nosso dinheiro não dava. Então fomos fazer um financiamento,” relata Andrielli.

O jovem Nathan Del Re, que supervisiona a construção de seu novo imóvel, compartilha o mesmo anseio. Produtor de leite e suínos, ele busca conquistar a casa própria na propriedade da família para ter mais autonomia. “Começar a minha vida, minha vez de avançar na propriedade. Ter minhas próprias coisas, minhas granjas. Está na hora já, né?”, diz Nathan.

A habitação de qualidade é um fator fundamental, especialmente considerando que quase um milhão de habitantes escolheram viver no campo em Santa Catarina, com a maior concentração populacional rural (quase 300 mil pessoas) no Oeste catarinense.

Incentivo direto para o jovem

O programa de subsídio do governo estadual tem o foco em tornar o crédito mais acessível para os jovens.

Carlos Chiodini, Secretário da Agricultura/SC, explica a visão do governo: “As pessoas vão trabalhar no meio rural e não têm onde morar. Então o governador Jorginho nos demandou essa pauta, tratar de habitação rural junto com sucessão familiar, melhorando a condição do homem no campo. Nós entendemos que isso só será vencido com a participação ativa do governo, com a união das esferas de poder, e vamos sim, dentro de vários outros desafios que nós temos, levar esse assunto a sério.”

A Epagri/SC atua na orientação aos produtores. “Eles buscam fornecedores ou empresas que constroem a casa, ou só material, ou ainda, material e mão de obra. Não interferimos nisso, no tipo de casa ou custo. Orientamos as melhores formas de crédito e a ter o melhor custo-benefício,” esclarece Túlio Dassi, gerente regional da Epagri/SC.

Conforto motiva a permanência

O incentivo à moradia é um forte motivador para a permanência dos jovens na atividade. Na propriedade de Andrielli, a casa antiga, feita com materiais reaproveitados, está sendo desmontada para dar lugar a mais conforto.

“Questão de conforto nem se fala, né. Ver o nosso antes e o nosso depois nem se compara. Ficou do jeitinho que a gente imaginou e até melhor. Então não tem explicação,” comemora Andrielli.

Nathan, que está construindo sua casa e investindo na ampliação de sua granja, vê o programa como um grande auxílio. “Isso ajuda bastante, incentivo bom que ajuda todos os jovens. Juro a 3%, ajuda muito. Não é só ter uma granja boa, galpão, tem que ter uma casa boa também, um conforto. […] Não vejo a hora de me mudar para cá. Vai ser uma vida ótima.”

Assista esta reportagem da Série Santa Catarina e o Agro 5.0 aqui:

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Votação aberta: escolha seu pesquisador e produtor favorito (a) ao Prêmio Personagem Soja Brasil 25/26!

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Reprodução Canal Rural

Está aberta a votação para o Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26 e, para participar, basta acessar o link da votação e escolher um produtor e um pesquisador que fazem a diferença na cadeia da soja no país. A iniciativa reconhece profissionais que contribuem para o desenvolvimento da produção, da tecnologia e da sustentabilidade no campo.

Pesquisadores

Ricardo Andrade

O pesquisador Ricardo Andrade atua no desenvolvimento de tecnologias que ajudam a soja a produzir bem mesmo em condições climáticas adversas no oeste da Bahia. Engenheiro agrônomo e especialista em fisiologia vegetal, ele trabalha principalmente com estudos voltados à adaptação das plantas a estresses como a seca. Seu trabalho busca entender como a soja reage ao ambiente e como pode se tornar mais resiliente diante das mudanças climáticas.

Entre as linhas de pesquisa estão técnicas com bioestimulantes que aumentam a tolerância da planta a condições adversas e elevam o potencial produtivo. Andrade também destaca a importância da educação e da formação de novos profissionais para o avanço do agro brasileiro. Para ele, a maior recompensa da pesquisa é ver tecnologias desenvolvidas no laboratório sendo aplicadas nas lavouras pelos produtores.

Fernando Adegas

Pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Adegas construiu carreira dedicada ao manejo de plantas daninhas e ao desenvolvimento de estratégias para evitar perdas na produção agrícola. Filho de família ligada ao campo, decidiu seguir a agronomia ao perceber a importância da agricultura para a economia brasileira. Após atuar na extensão rural no Paraná, aprofundou seus estudos na área de plantas daninhas, tema que se tornou central em sua trajetória científica.

Na Embrapa, acompanha a evolução dos sistemas de produção e o surgimento de plantas resistentes a herbicidas, trabalhando no desenvolvimento de técnicas de manejo integrado. O objetivo é garantir que os produtores consigam controlar as invasoras e manter a produtividade das lavouras, respeitando as diferenças entre regiões e biomas do país.

Leandro Paiola

O pesquisador Leandro Paiola Albrecht desenvolve estudos voltados ao manejo de plantas daninhas e à busca por soluções que aumentem a produtividade e a rentabilidade da soja. Seu trabalho vai além do uso de herbicidas, envolvendo práticas de manejo como rotação de culturas, cobertura do solo e estratégias integradas dentro do sistema produtivo.

Ele também participa de pesquisas sobre resistência de plantas daninhas em áreas de soja no Brasil e no Paraguai, avaliando espécies como buva, caruru e capim-amargoso. Esses estudos ajudam a identificar novas formas de controle e evitar perdas significativas nas lavouras. Segundo o pesquisador, o objetivo é integrar diferentes tecnologias para gerar soluções práticas e acessíveis aos produtores, garantindo produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo.

Produtores

João Damasceno

Produtor rural do Tocantins, João Damasceno levou o sonho da soja para o Norte do Brasil e ajudou a consolidar a produção na região. A história da fazenda começou ainda com seu pai, que adquiriu a propriedade na década de 1940. A partir da safra 1993/94, a família passou a investir na soja, substituindo outras culturas e ampliando gradualmente a área plantada e o parque de máquinas.

Com apoio técnico da Embrapa, adotou sistemas de rotação de culturas e integração com a pecuária, garantindo mais sustentabilidade à produção. Hoje a fazenda reúne soja como cultura principal, além de milho safrinha, gergelim, confinamento de gado e seringueira, além de estrutura própria de secagem e armazenamento. Mesmo com oportunidades de expansão, a família decidiu investir na propriedade original, que carrega valor histórico e sentimental. Para Damasceno, produzir soja também significa preservar o legado familiar construído ao longo de gerações.

Maira Lelis

Produtora rural de Guaíra (SP), Maira Lelis representa uma nova geração do agro que une tradição, tecnologia e sustentabilidade. A história da fazenda começou há mais de 80 anos com seu avô, quando a área ainda era formada por cerrado. Ao longo do tempo, a propriedade evoluiu com mecanização, adoção de tecnologias e ampliação da produção de grãos. Hoje a gestão é focada em inovação, eficiência e redução de custos. Entre as práticas adotadas estão rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e aplicação de microrganismos para fortalecer a saúde do solo e aumentar a produtividade da soja.

Uma das iniciativas recentes é a criação de um corredor ecológico com árvores que produzem pólen ao longo do ano, ajudando a atrair inimigos naturais das pragas e equilibrar o sistema produtivo. Para Maira, produzir alimento com responsabilidade ambiental e preparar o solo para as próximas gerações é parte essencial da missão no campo.

Carlos Eduardo Carnieletto

A trajetória de Carlos Eduardo Carnieletto nasceu dentro da agricultura familiar no Paraná. A produção começou com os pais, em uma pequena área cultivada com muito trabalho e dedicação. Ao longo dos anos, a estrutura da propriedade foi ampliada e consolidada. Formado em agronomia pela UTFPR, ele manteve a ligação com o campo e hoje administra sua área com foco em eficiência e gestão. Diante de custos elevados e preços pressionados, busca aumentar a produtividade sem elevar os gastos da lavoura.

Entre as práticas adotadas estão o uso de biológicos, coinoculação e acompanhamento constante das lavouras. Para ele, o solo é o principal patrimônio do agricultor, por isso investe em conservação, cobertura e manejo adequado da terra. Mesmo diante dos desafios do setor, Carlos acredita nos ciclos da agricultura e mantém a convicção de seguir produzindo. Encerrar uma safra com bons resultados continua sendo sua maior motivação.

A votação para escolher o Personagem Soja Brasil da safra 2025/26 vai até o dia 10 de abril. Participe!

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Trigo importado mais caro impulsiona mercado interno, aponta Cepea

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Foto: Divulgação

A importação de trigo pelo Brasil registrou forte queda no mês de fevereiro. O volume importado atingiu o menor nível para o período em 18 anos. No acumulado dos últimos 12 meses, a quantidade adquirida também recuou e é a menor desde setembro de 2024.

A queda nas importações está ligada à valorização do dólar. A redução das compras externas, combinada com estoques ajustados dos moinhos, tende a fortalecer a liquidez do mercado interno nos próximos meses, já que uma queda da moeda norte-americana no curto prazo é pouco provável. Com a demanda aquecida, produtores brasileiros têm elevado os preços de venda.

Agentes do mercado consultados pelo Cepea relatam estar atentos aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio, diante da possibilidade de uma disparada nos preços internacionais do trigo.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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