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Piloto automático e agricultura de precisão destacam nova Série A de tratores da Valtra

A Valtra, referência global na fabricação de máquinas agrícolas, apresentou ao mercado brasileiro a nova geração de tratores de média potência: a Série A5 e a A5 HiTech. Os novos modelos estarão expostos durante a Expodireto Cotrijal 2026, que ocorre de 9 a 13 de março em Não-Me-Toque (RS).
O lançamento foi acompanhado pelo Canal Rural durante o evento Eu Sou + Valtra, realizado na última semana em Londrina (PR), onde a fabricante revelou em primeira mão os detalhes da nova linha.
A quinta geração representa uma evolução da consagrada Série A4 e chega com renovação no design, atualizações no conjunto de motorização e um avanço tecnológico voltado à agricultura de precisão.
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Uma das principais mudanças está no visual. A nova Série A5 passa a seguir o premiado design global da marca, desenvolvido na Finlândia. No Brasil, a linha mantém a tradicional cor amarela da fabricante, mas ganha um capô redesenhado e mais moderno, alinhado a conceitos inspirados no design automobilístico.
Segundo Winston Quintas, coordenador de Marketing e Produto de Tratores da Valtra, a identidade visual também evoluiu nos detalhes. “Ela chega com um novo design da Valtra, trazendo conceitos automobilísticos. A gente deixou de usar adesivos e agora utiliza plaquetas de identificação próximas ao farol”, explica.
Outro avanço importante está na motorização. “A nova geração utiliza motores AGCO Power com potência entre 105 e 145 cavalos, projetados para oferecer maior eficiência térmica. Na prática, isso significa mais desempenho no campo aliado a melhor aproveitamento do combustível”, comenta o coordenador.
A linha também amplia o acesso às tecnologias da marca, com soluções de agricultura de precisão embarcadas em todos os modelos. Entre elas está o piloto automático hidráulico, que permite maior precisão nas operações e reduz a necessidade de traçados manuais por parte do operador.
Entre as ferramentas disponíveis estão o Wayline Assist, que auxilia na criação e no gerenciamento de linhas de orientação dentro da área cultivada, e o TaskDoc, sistema que registra automaticamente dados das operações agrícolas e permite o acompanhamento remoto das atividades da máquina.
Para produtores que buscam versatilidade, a versão A5 HiTech ganha destaque com a transmissão PowerShift HiTech4. Reconhecida pela robustez e facilidade de operação, a tecnologia permite trocas de marcha sem o uso da embreagem e oferece diferentes modos de trabalho para aumentar a produtividade.
“A Série A5 HiTech possui uma versatilidade que faz com que ela seja a solução ideal para operações que exigem agilidade e precisão, como preparo de solo, plantio de grãos graúdos e miúdos e diversas aplicações”, afirma Quintas.
A cabine também recebeu melhorias para ampliar o conforto do operador. O espaço interno foi projetado para oferecer mais amplitude e permitir que duas pessoas permaneçam no interior da cabine com comodidade durante as operações no campo.
Outro destaque é a integração com o sistema SmartTouch, interface que simplifica a interação entre operador e máquina. Segundo a fabricante, em apenas sete toques é possível configurar funções e colocar o trator em operação, enquanto outros sistemas podem exigir até 30 comandos. Com isso, a Valtra busca tornar a operação mais intuitiva, reduzir a complexidade no uso da tecnologia e aumentar a eficiência das atividades no campo.
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Agro Mato Grosso
Investimentos em rodovia acompanham expansão da produção agrícola em MT

Desde 2019, o crescimento da produção agropecuária de Mato Grosso tem sido acompanhado pelos investimentos na ampliação da malha rodoviária asfaltada. Nos últimos sete anos, o Estado viu sua produção de grãos aumentar em 55%, passando de 69,3 para 107,7 milhões de toneladas.
Ao mesmo tempo, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), asfaltou 6.197 quilômetros de rodovias e construiu 261 pontes de concreto. Além disso, investiu na substituição de quase mil pequenas pontes de madeira por aduelas de concreto.
Os impactos dos investimentos em infraestrutura são avaliados de forma positiva pelo vice-prefeito de Lucas do Rio Verde, Joci Piccini, que também é produtor rural e presidente da Fundação Rio Verde. “Isso transformou a vida do produtor, o seu trabalho, porque ele tem segurança no dia a dia, no prazo, na janela de plantio, na janela de colheita, além do principal, que é trazer qualidade de vida para o produtor e para os seus colaboradores”, disse.
Segundo Piccini, as rodovias asfaltadas trazem mais segurança para investir mais. “Isso se transforma, tudo isso que aconteceu é um seguro que o Estado fez para o produtor”, completou.
Uma análise regionalizada desses números mostra que o crescimento da produção agrícola coincide com os investimentos em logística. A Sinfra separou a produção agrícola e os investimentos em asfalto novo nas suas 12 regiões de manutenção, e o ranking de estradas pavimentadas é similar ao ranking de produção. A única exceção é a região de Cuiabá, que não concentra produção agropecuária, apesar de também ter investimentos em estradas.
A região de Sinop foi a que mais recebeu asfalto novo desde 2019, com 1.129 km de asfalto novo. Esta região é a que viu o maior incremento de sua produção de grãos desde 2019, registrando 9,3 milhões de toneladas a mais neste período.
Em Santa Rita do Trivelato, que faz parte da região de Sinop, os investimentos em asfalto novo impactaram o desenvolvimento da cidade, destacou o prefeito da cidade, Volmir Bassani. Segundo ele, há uma procura grande de empresas que querem conhecer o município para se instalar.
“Todos os investimentos em infraestrutura que foram feitos aqui nós estamos começando a colher os frutos e isso se reflete na procura das empresas. A melhoria da infraestrutura rodoviária prepara o município para continuar crescendo nos próximos anos”, afirmou o prefeito.
A segunda região que mais recebeu asfalto novo também é a segunda que mais aumentou sua produção total. No caso, é a região de Juara, que recebeu 641 km de asfalto e aumentou a produção em 4,7 milhões de toneladas.
Depois aparecem as regiões de Barra do Garças e Alta Floresta, onde foram asfaltados 591 km e 559 km de estradas, respectivamente. Na primeira, o aumento da produção foi de 4,2 milhões de toneladas e, na segunda, houve aumento de 4,6 milhões de toneladas.
O acompanhamento segue nas regiões seguintes, que são as de Primavera do Leste e de Confresa. Enquanto a primeira teve 500 km de asfalto novo e aumento de 3,2 milhões de toneladas de produção, a segunda, no Norte Araguaia, aumentou sua produção em 3,8 milhões de toneladas e teve 452 km de asfalto novo executado.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, pontuou que os investimentos em infraestrutura reduzem os custos logísticos e permitem a abertura de novas fronteiras agrícolas em Mato Grosso.
“As rodovias asfaltadas e a construção de pontes de concreto garantem uma maior previsibilidade para o escoamento da produção agrícola. Toda vez que o Governo de Mato Grosso asfalta uma estrada, é uma nova fronteira que se expande, atraindo investidores que passam a ter condições de viabilizar sua produção”, afirmou.
É importante ponderar que as estradas não explicam totalmente o aumento da produção. Mato Grosso, nos últimos anos, viu o aumento da sua produção de etanol de milho, assim como do DDG, um subproduto do etanol rico em proteína e energia e que é utilizado na alimentação de animais. Isso permite o aumento da produtividade pecuária, com sistemas intensivos de produção.
Sinop, Alta Floresta, Barra do Garças, Confresa e Juara são as cinco regiões, nesta ordem, que mais aumentaram a sua área de produção. O que provavelmente significa que está ocorrendo uma migração da pecuária extensiva para a produção de grãos.

“São vários fatores que permitem que o produtor passe a investir mais. Mas, para escoar a produção de grãos, é preciso ter estradas asfaltadas e pontes de concreto, garantindo o transporte ao longo do ano. Mato Grosso é um estado longe dos portos e precisa de melhorias na logística”, finalizou o secretário.
Veja no gráfico abaixo a comparação entre a produção e a pavimentação nas rodovias. Além de Cuiabá, a única exceção é a região de Campo Novo dos Parecis, que tem a menor malha rodoviária das 12 regiões e já era a segunda maior produtora de grãos.
Business
Selo federal abre mercado nacional para queijos e ovos de Araçatuba

A integração do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) de Araçatuba (SP) ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), abre novos mercados para agroindústrias locais.
A portaria que oficializa a adesão foi publicada na última segunda-feira (2). Com a equivalência ao sistema federal, produtos de origem animal inspecionados pelo município passam a poder ser comercializados em todo o território nacional.
Atualmente, o SIM de Araçatuba conta com 13 empresas registradas, das quais duas já receberam autorização para vender fora dos limites do município: um laticínio e uma granja de ovos.
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Segundo o superintendente do Ministério da Agricultura em São Paulo, Estanislau Steck, a integração ao Sisbi-POA tem sido incentivada junto às prefeituras por ampliar oportunidades de mercado para agroindústrias locais, além de estimular geração de emprego, renda e arrecadação municipal.
A auditora fiscal federal agropecuária, Amélia Cristina Cruz da Silva Teixeira, que acompanha os processos de adesão no estado, orientou as equipes envolvidas na estruturação do sistema em Araçatuba.
Processo de adequação
O veterinário do SIM de Araçatuba, Rafael Silva Cipriano, explica que o processo de mobilização para atender às exigências do sistema começou em 2016, com mudanças na legislação municipal.
Pouco antes da pandemia, a prefeitura identificou a possibilidade de integração ao Sisbi-POA, mas o avanço foi interrompido pelas restrições daquele período.
Os trabalhos foram retomados em 2023, com a publicação da lei que instituiu o SIM conforme as exigências do sistema nacional. Equipes do município também visitaram São José do Rio Preto (SP), que já integra o Sisbi, para conhecer o funcionamento do modelo.
A partir disso, foram realizadas as adequações necessárias na estrutura do serviço e nos estabelecimentos que buscavam a certificação.
Expansão das agroindústrias
Uma das empresas habilitadas é um laticínio familiar que produz diferentes tipos de queijos. De acordo com um dos proprietários, a estrutura da unidade passou por adaptações para atender às exigências sanitárias, incluindo a instalação de novas câmaras frias e a reorganização do fluxo de produção.
Hoje, a atividade envolve 13 pessoas, entre familiares e funcionários, desde a produção de leite até a fabricação, venda e entrega dos queijos. A expectativa inicial é ampliar a comercialização para cidades da região.
A outra empresa autorizada é uma granja de ovos. A responsável técnica, Aline Carvalho, afirma que a intenção também é expandir o mercado, embora a produção esteja limitada no momento pela falta de matrizes.
Atualmente, cinco funcionários atuam na produção de ovos, que são vendidos em loja própria e distribuídos para mercados, padarias e restaurantes da cidade. A granja foi fundada na década de 1950 por imigrantes japoneses.
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Milho segue em alta, apesar de possíveis impacto da guerra no Oriente Médio

O preço do milho segue em alta nesse inicio de mês na região de Campinas. Apesar da alta demanda no mercado, alguns produtores não estão com pressa para realizarem vendas no período. Isso ocorre pois suas atenções estão voltadas para a colheita e novo plantio, visto que estamos no fim da primeira safra anual e iniciando a segunda. Indicadores de mercado mostram que valores chegam a R$ 70/saca, valor que não era registrado desde dezembro de 2025.
Pesquisadores do Cepea relatam que em outras regiões os valores também vem de crescentes, principalmente em locais onde o consumo do grão é grande. Zonas em que a produção de soja vem sendo o foco, elevação de cotações também ocorre.
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No Sul, a situação é oposta
Na parte mais baixa do país, os preços seguem caindo. O motivo decorre da grande oferta de milho da região. O local ficou marcado no inicio do ano como o maior produtor dessa primeira safra. Outro fator que influencia na queda de valores é fato das colheitas estarem adiantadas no território sulista.
De olho no Oriente Médio
O conflito no Oriente Médio tem deixado agentes consultados pelo Cepea em alerta. Principal importador do milho brasileiro em 2025, o Irã consumiu 9 milhões de toneladas no ano passado. Apesar da preocupação, as exportações do cereal costumas se intensificar apenas no segundo semestre do ano, então os impacto ainda são pequenos nesse momento.
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
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