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Chapada de Minas conquista indicação geográfica e projeta cafés do Vale do Jequitinhonha para o mercado global

Sebrae e ICCM (Instituto do Cafe da Chapada de Minas) | Banco de Imagens do Cafe da Chapada de Minas
Na imagem, a Fazenda Matilde
Foto: Leo Drumond/Nitro/Sebrae
Os cafés da Chapada de Minas passam a integrar oficialmente o mapa das regiões brasileiras reconhecidas por sua identidade produtiva e excelência. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) concedeu à região o registro de indicação geográfica (IG), na modalidade indicação de procedência (IP). A conquista é fruto de um trabalho conjunto entre o Instituto do Café da Chapada de Minas (ICCM) e o Sebrae Minas.
Composta por 22 municípios do Vale do Jequitinhonha, a Chapada de Minas conta com aproximadamente 5,8 mil produtores em uma área cultivada de 30 mil hectares. Com uma safra anual estimada em 400 mil sacas, a atividade sustenta cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos, exercendo um papel socioeconômico vital para uma população de 362 mil habitantes.
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Com este reconhecimento, Minas Gerais passa a contar com oito regiões cafeeiras certificadas, colocando a Chapada de Minas ao lado de polos tradicionais como Cerrado Mineiro, Mantiqueira de Minas e Matas de Minas. No cenário nacional, o Brasil atinge agora a marca de 156 indicações geográficas registradas.
Valorização territorial e acesso a novos mercados
A indicação geográfica funciona como uma ferramenta de proteção do “saber-fazer” local e de valorização do patrimônio rural. O selo atesta oficialmente que o café produzido naquela região possui características únicas ligadas à sua origem, o que confere segurança jurídica e comercial aos produtores da porteira para dentro.
Mais do que um reconhecimento simbólico, a certificação abre portas para novos mercados. Com a IG, a região ganha força para padronizar a qualidade e fortalecer sua marca territorial, facilitando o acesso a nichos de cafés especiais com maior valor agregado, tanto no Brasil quanto no exterior.
Desde 2018, o setor conta com o apoio do Sebrae em programas de gestão, consultorias técnicas e no Programa Educampo, focado na melhoria dos indicadores de desempenho das propriedades.
Perfil sensorial e diferencial competitivo
O café da Chapada de Minas destaca-se no segmento de especiais pelo seu perfil sensorial marcante. De acordo com o Sebrae, na xícara, os grãos apresentam doçura acentuada, com notas de chocolate e caramelo, além de nuances de frutas vermelhas.
O aroma é descrito como intenso e elegante, apresentando características amanteigadas.
*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo
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Vendas de soja ficam em ‘segundo plano’; mercado trava apesar da alta em Chicago

O mercado brasileiro de soja registrou em fevereiro mais um mês de comercialização arrastada, com preços entre estáveis e mais baixos na maior parte das praças. Apesar da valorização dos contratos futuros na Bolsa de Chicago, o impacto no mercado interno foi neutralizado por prêmios mais fracos e pelo comportamento do câmbio.
Com a colheita avançando em diversas regiões, os produtores deixaram as vendas em segundo plano, aguardando melhores oportunidades. Mesmo com problemas climáticos pontuais, o Brasil caminha para colher a maior safra da história, fator que mantém pressão sobre as cotações globais.
Cenário internacional
No cenário internacional, a Bolsa de Chicago apresentou desempenho positivo ao longo do mês, sustentada por expectativas favoráveis em relação à demanda. Internamente, o mercado acompanha a possibilidade de confirmação de incentivos ao setor de biodiesel pelo governo de Donald Trump, o que pode ampliar a demanda pela soja.
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Parte dos ganhos acumulados em Chicago também esteve ligada às especulações sobre um possível acordo comercial entre China e Estados Unidos. A expectativa é de que, após encontro previsto entre Donald Trump e Xi Jinping nos próximos dias, novas metas comerciais envolvendo a soja possam ser estabelecidas.
Para a próxima safra norte-americana, o sentimento inicial aponta para ampliação da área de soja em detrimento do milho, conforme sinalização do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos durante seu Fórum Anual. A primeira estimativa oficial de plantio será divulgada em 31 de março.
Safra recorde, com ajustes regionais
A produção brasileira de soja em 2025/26 está estimada em 177,72 milhões de toneladas, alta de 3,4% frente às 171,84 milhões de toneladas da temporada anterior, segundo a consultoria Safras & Mercado. Em janeiro, a projeção era de 179,28 milhões de toneladas, indicando leve revisão para baixo.
A área plantada deve crescer 1,5%, alcançando 48,33 milhões de hectares, ante 47,64 milhões no ciclo anterior. A produtividade média nacional tende a subir de 3.625 quilos por hectare para 3.696 quilos.
De acordo com o analista de soja da equipe de Inteligência de Mercado da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a safra brasileira permanece como recorde, apesar de ajustes pontuais de produtividade, especialmente no Rio Grande do Sul, em função do estresse climático.
No estado gaúcho, a produção foi revisada de um potencial entre 22 milhões e 23 milhões de toneladas para cerca de 20,9 milhões, com possibilidade de novas revisões. A produtividade média está estimada em 51 sacas por hectare.
No Centro-Oeste, houve ajuste para Mato Grosso, com produção projetada em 49,27 milhões de toneladas e produtividade média de 64,33 sacas por hectare, impactada pelo excesso de chuvas.
Em Minas Gerais e São Paulo, as expectativas seguem favoráveis, com possibilidade de revisões positivas. Já no Nordeste, o quadro permanece positivo, inclusive na região do Matopiba, onde as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras.
Oferta e demanda indicam alta nos estoques
As exportações brasileiras de soja devem atingir 105 milhões de toneladas em 2026, recuo de 3% frente às 108,2 milhões embarcadas em 2025. A estimativa foi mantida em relação ao relatório anterior.
O esmagamento está projetado em 60 milhões de toneladas em 2026, acima das 58,5 milhões previstas para 2025. As importações devem somar 200 mil toneladas em 2026, contra 969 mil toneladas estimadas para 2025.
Com isso, a oferta total de soja em 2026 deverá crescer 5%, alcançando 182,43 milhões de toneladas. A demanda total é estimada em 168,42 milhões de toneladas, recuo de 1% na comparação anual. Nesse cenário, os estoques finais tendem a avançar de 4,51 milhões para 14,01 milhões de toneladas, uma elevação de 211%, reforçando o ambiente de maior disponibilidade interna.
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Agro Mato Grosso
Gargalos logísticos pressionam custos e desafiam a qualidade da produção em MT

Os produtores de Mato Grosso enfrentam uma safra marcada por custos logísticos elevados e menor previsibilidade no escoamento. No eixo de exportação que conecta o estado ao distrito de Miritituba, no estado do Pará, as limitações de acesso e a saturação operacional têm ampliado o tempo de viagem e encarecido o transporte, com efeitos diretos sobre a competitividade.
O corredor logístico que integra a BR-163 ao sistema portuário registrou forte expansão de demanda. Em 2025, a movimentação na região de Miritituba alcançou cerca de 15.3 milhões de toneladas, avanço de 24,6% frente a 2024. O crescimento, no entanto, ocorre em um ambiente ainda sensível a restrições de fluxo e intervenções no trecho final de acesso aos terminais, o que reduz a eficiência do transporte justamente no período de maior concentração de embarques.
A pressão operacional já aparece no frete e, para o produtor, isso significa menor margem em um cenário de preços internacionais mais comprimidos. Para a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), o quadro reforça a necessidade de melhorias estruturais de capacidade e previsibilidade logística.
O acesso atual aos terminais segue em processo de melhorias emergenciais, enquanto um novo acesso pavimentado, em traçado paralelo, está em construção com previsão de conclusão em novembro de 2026. Até lá, o sistema permanece sensível ao alto volume de caminhões e às limitações físicas do trecho.
De acordo com vice-presidente norte da Aprosoja MT, Ilson José Redivo, o crescimento do volume exportado não foi acompanhado por melhorias proporcionais na infraestrutura. “A produção aumenta ano após ano, mas as condições das rodovias continuam precárias. Há trechos finais de acesso que não são asfaltados e, em períodos de chuva, caminhões precisam ser rebocados um a um em subidas íngremes, formando filas que podem ultrapassar 30 quilômetros”, afirmou.
Segundo ele, o impacto econômico é direto na renda do produtor. “Hoje o frete entre Sinop (MT) e Miritituba (PA) gira em torno de R$ 20 por saca. Com a soja sendo comercializada próxima de R$ 106 bruto, e menos de R$ 100 líquidos após encargos, o custo logístico compromete significativamente a margem e reduz a competitividade do produtor”, destacou. Ilson Redivo também chama atenção para um problema estrutural adicional: a capacidade de armazenamento do estado, estimada em cerca de 52% do volume produzido, o que obriga a comercialização e o escoamento em ritmo acelerado.
A produtora do município de Santa Rita do Trivelato, Katia Hoepers, acrescenta que os custos operacionais e a estrutura insuficiente nos pontos de recebimento agravam o cenário. “Para nós, o que mais impacta a rentabilidade é o frete e o custo do diesel, que pressiona toda a conta do transporte. O problema também está no porto em Miritituba, onde falta estrutura para receber os caminhões e tudo acaba travando. Além disso, houve expansão das áreas plantadas sem crescimento proporcional da armazenagem, o que gera longas filas nas tradings durante a colheita”, relatou.
No campo, os efeitos são percebidos no dia a dia da operação. A incerteza quanto a prazos de entrega e a elevação do custo logístico impactam decisões de manejo, armazenamento e comercialização, além de ampliar riscos ao produto até a chegada ao porto.
Produtor no extremo norte do estado, Mateus Berlanda relata que as dificuldades começam ainda nas estradas regionais. “Nossa região tem alto índice de chuvas e solos com muita argila, o que dificulta o tráfego. Há muitos trechos de estrada de chão, pontes e bueiros danificados e, em períodos críticos, os caminhões simplesmente não conseguem avançar”, explicou. Ele acrescenta que o problema se estende à etapa seguinte da cadeia: “Mesmo quando conseguimos transportar a produção, enfrentamos filas de três a quatro dias nos armazéns, reflexo do déficit estrutural de capacidade e da pressão logística sobre toda a região”.
Berlanda, que produz na região de Alta Floresta, ressalta que a combinação entre infraestrutura precária, chuvas intensas e limitações de armazenagem aumenta custos operacionais e amplia o risco de perdas indiretas. “O produtor da ponta do estado enfrenta uma sucessão de obstáculos desde a colheita até a entrega final, o que encarece o processo e aumenta a insegurança da operação”, afirmou.
A expectativa do setor produtivo é que a conclusão do novo acesso pavimentado traga maior fluidez ao corredor, reduzindo o tempo de viagem e contribuindo para estabilizar os custos logísticos. Até que as melhorias estruturais se consolidem, produtores de Mato Grosso seguem absorvendo os efeitos dos gargalos sobre a competitividade da produção destinada ao mercado internacional.
“O produtor contribui com o FETHAB esperando que os recursos sejam destinados à melhoria da logística e da infraestrutura das estradas. No entanto, esse retorno não tem chegado de forma efetiva à ponta. Reconhecemos os avanços promovidos pela atual gestão do governo do estado, mas, em um cenário de margens cada vez mais apertadas, é necessário reavaliar o FETHAB. O produtor não pode seguir arcando com esse custo sem perceber resultados concretos na infraestrutura fundamental para o escoamento da produção”, afirma o diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol.
Nesse cenário, o fortalecimento de políticas públicas voltadas à armazenagem rural se apresenta como estratégia complementar para reduzir a pressão sobre o sistema logístico. Com maior capacidade de estocagem nas propriedades, o produtor pode planejar melhor o escoamento e evitar a concentração do transporte no pico da colheita, quando a demanda por frete aumenta e o fluxo intenso de caminhões sobrecarrega os principais corredores de exportação.
Em uma perspectiva estrutural, a Ferrogrão, ainda não leiloada e distante da entrada em operação, é apontada pelo setor produtivo como um projeto estratégico e potencialmente disruptivo para o enfrentamento dos gargalos da BR-163. A migração de parte significativa das cargas para o modal ferroviário tende a reduzir o volume de caminhões nos acessos ao distrito de Miritituba, promovendo maior eficiência logística, melhor distribuição do fluxo de transporte e alívio da pressão sobre os principais corredores de exportação com destino aos portos do Arco Norte.
Agro Mato Grosso
Aprosoja MT leva bandeira do Brasil e orgulho aos produtores do estado

O projeto Pátria no Campo, da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), leva aos produtores rurais a bandeira do Brasil como símbolo de patriotismo e amor à nação. Com sete anos, o projeto já distribuiu mais de 15,5 mil bandeiras aos produtores rurais, refletindo o comprometimento de um setor que sustenta a economia estadual.
No interior do estado, o verde e amarelo está presente em muitos ambientes, principalmente nas lavouras na fase da dessecação da soja, momento em que os horizontes se pintam com as cores do Brasil. Agora, com o projeto, também é possível avistar de longe a representação das riquezas de um país que preserva as matas e as águas.
O delegado do núcleo de Tapurah, Rodrigo Martelli, recebeu a bandeira do Brasil na propriedade e destacou que tem muito orgulho de honrar um símbolo representativo da luta dos brasileiros. Ele contou que o amor pelo ofício, repassado pelo pai, só cresceu com o tempo.
“Eu tenho muito orgulho de ser produtor rural, que vem de uma história de sucessão do meu pai. Tenho muito amor pela terra, vemos como a natureza é bela. Colocamos uma semente e ela nos dá tantos frutos. Sou formado em agronomia, então nós criamos ainda mais amor pela terra, pela agricultura, pelas culturas que temos e por tudo que plantamos”, disse.
Assim como Rodrigo, o produtor rural de Porto dos Gaúchos, Peterson Piovezan Staniszewski, também recebeu um exemplar e contou sobre o símbolo da bandeira do Brasil na vida dele. Piovezan ainda destacou que o produtor rural representa a força do país que produz todos os tipos de alimentos.
“Eu tenho muito orgulho de receber essa bandeira, ela representa tudo que lutamos, representa a fé, a perseverança, o amor pela produção, por fazer parte desse processo de produzir. O Brasil é o nosso país do coração, é o país com vocação para o agro, vocação para a produção e eu sinto muito orgulho de fazer parte desse processo de alimentar o mundo”, afirmou.
Também orgulhoso pela representação da bandeira, em Nova Mutum, o produtor rural Luiz Alberto Oliveira descreveu o sentimento de ser brasileiro e o orgulho de carregar no dia a dia os valores de quem acredita no futuro do país.
“Eu me sinto muito orgulhoso de ser brasileiro, trabalhar nessa pátria e lutar pelo meu país. Nós temos que ter amor ao Brasil, que é um país lindo, e incentivar os jovens de hoje em dia que ainda vale a pena amar o Brasil”, disse.
Através desse projeto, a Aprosoja MT estimula nos produtores o amor e o orgulho pela pátria. A bandeira hasteada consolida a posição de Mato Grosso como o terceiro maior produtor de soja e milho do mundo. Cada produtor que a hasteia em sua propriedade carrega a dedicação de uma vida no campo.
Para participar do projeto, basta o associado solicitar aos supervisores de cada núcleo ou via Canal do Produtor pelo número (65) 3027-8100.
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