Sustentabilidade
ZCAS avança no Brasil e chuvas podem chegar a 150 mm na primeira quinzena de março; saiba onde

O clima segue marcado por extremos nas principais regiões produtoras de soja do país. O mapa de umidade do solo aponta excesso hídrico em Minas Gerais, Tocantins, Mato Grosso e Goiás, condição que tem prejudicado o avanço das operações em campo, especialmente em áreas onde a colheita depende de janelas de tempo firme.
Em contrapartida, a restrição hídrica ainda persiste em áreas do interior de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, mantendo um cenário de preocupação para parte dos produtores.
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Zona de Convergência do Atlântico Sul
Nos próximos cinco dias, a atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul deve direcionar volumes expressivos para o Matopiba, com acumulados entre 100 e 150 milímetros no período. A tendência é de manutenção do solo encharcado nessas áreas.
Para o sul de Goiás e o centro-sul de Mato Grosso, o momento é de atenção. A atual janela de tempo mais firme deve ser aproveitada, já que a partir da próxima semana a chuva volta a ganhar força, com previsão de cerca de 50 milímetros em cinco dias.
As precipitações também retornam gradualmente ao Sul e ao interior de São Paulo e de Mato Grosso do Sul. Conforme o país avança para o fim da primeira quinzena de março, a tendência é de que a chuva se espalhe de forma mais abrangente, com volumes entre 50 e 80 milímetros em cinco dias em áreas do interior de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e em todo o estado de Mato Grosso.
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Sustentabilidade
Arroz/RS: Colheita inicia e chega a 3% da área total cultivada no estado – MAIS SOJA

A colheita da cultura do arroz está em fase inicial, alcançando aproximadamente 3% da área cultivada, com avanço concentrado em áreas mais precoces da Metade Oeste e Central do Estado.
A maior parte das lavouras se encontra em estádios reprodutivos, com predomínio de áreas em enchimento de grãos (45%), seguidas por floração (22%). A maturação alcança 28% dos cultivos, o que indica aceleração das operações de colheita nos próximos dias. Pequena
parte (2%) ainda permanece em desenvolvimento vegetativo.
As condições meteorológicas do período foram marcadas por precipitações intercaladas com períodos de maior nebulosidade, situação menos favorável às lavouras, que se encontram predominantemente em floração e enchimento de grãos, fases sensíveis à redução de radiação solar. Por outro lado, as chuvas contribuíram para a recomposição dos níveis de armazenamento em barragens e para a melhoria da disponibilidade hídrica nos quadros, reduzindo parcialmente a demanda diária de irrigação.
De modo geral, o desenvolvimento da cultura é considerado adequado para a época, mas há variações associadas ao regime de radiação, à temperatura e ao manejo da lâmina de água. A área cultivada é de 891.908 hectares (IRGA). A produtividade está projetada em 8.752 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as lavouras se encontram predominantemente em floração e enchimento de grãos, mas há impactos pontuais de nebulosidade e precipitações sobre a radiação incidente. A colheita está concentrada na Fronteira Oeste; cerca de 2% da área colhida em Alegrete, Itaqui, Maçambará e São Borja.
Em Uruguaiana, aproximadamente 1.000 hectares foram colhidos, representando 1,4% da área cultivada. Em Manoel Viana, há registros de restrição hídrica pontual e problemas de fornecimento de energia elétrica em assentamento, nas áreas dependentes de bombeamento, o que traz risco operacional para aproximadamente 400 hectares de cultivo. As chuvas contribuíram para a manutenção da umidade nos quadros, reduzindo a demanda hídrica diária. O manejo se concentra no controle da lâmina de irrigação, monitoramento e aplicação de fungicidas para brusone e manchas foliares, além de inseticidas para lagarta-da-panícula.
As lavouras tardias em diferenciação de panícula receberam adubação nitrogenada em cobertura. Na de Pelotas, 48% da área está em floração, 43% em enchimento de grãos, 2% em desenvolvimento vegetativo, e 7% em maturação. O desenvolvimento é considerado normal para a época, favorecido pela elevada radiação solar registrada em janeiro e fevereiro. No entanto, temperaturas superiores a 35 °C durante a antese podem ter ocasionado esterilidade de espiguetas, com potencial redução de produtividade. As primeiras colheitas são previstas para o final de fevereiro, e há expectativa de avanço rápido das operações nas áreas precoces.
Na de Soledade, as lavouras têm sido favorecidas pela elevada radiação solar e temperaturas típicas do período, com ressalvas para picos térmicos associados à baixa umidade relativa do ar, que podem causar esterilidade floral e falhas de granação. O quadro
produtivo geral é considerado normal. As adubações nitrogenadas de cobertura estão em fase final, e o manejo fitossanitário se concentra no monitoramento e no controle de percevejos e brusone.
A disponibilidade hídrica em reservatórios e cursos d’água está adequada, e é realizado manejo intensivo da lâmina de irrigação nos quadros. A distribuição fenológica indica 48% da área em desenvolvimento vegetativo, 25% em floração, 23% em enchimento de grãos, 3% em maturação e 1% em colheita.
Comercialização (saca de 50 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 2,09%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 52,17 para R$ 53,26.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
Oferta restrita e demanda cautelosa mantém mercado de trigo lento em fevereiro – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de trigo durante fevereiro foi caracterizado por uma postura defensiva e baixa fluidez nas negociações, operando em compasso de espera. Segundo o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento, o período foi marcado por um equilíbrio delicado entre oferta restrita e demanda cautelosa, resultando em um ambiente de ajuste gradual onde a formação de preços seguiu condicionada pelo nível de estoques da indústria e pela ausência de urgência compradora.
Ao longo do mês, os moinhos mantiveram-se relativamente bem abastecidos, aproveitando apenas negócios de oportunidade quando produtores precisavam liberar espaço em armazéns para a entrada da safra de verão de milho e soja. Essa lentidão foi reforçada pela dificuldade da indústria em repassar custos à farinha em um ambiente de consumo enfraquecido, o que impôs cautela adicional nas compras.
Regionalmente, o Paraná apresentou um comportamento seletivo, com maior dinamismo no Norte devido à oferta local restrita, enquanto no Rio Grande do Sul o excedente de oferta foi sendo gradualmente absorvido pelas exportações, que permaneceram elevadas na primeira metade do mês.
“O mercado operou com lentidão e desalinhamento, com produtores segurando o cereal na expectativa de preços melhores na entressafra e compradores mantendo uma postura defensiva”, destacou Bento.
Anec
O Brasil deve exportar 371,676 mil toneladas de trigo em fevereiro. Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), em fevereiro do ano passado, as exportações ficaram em 559,704 mil toneladas. Em janeiro, foram 279,699 mil toneladas.
Na semana encerrada em 21 de fevereiro, foram previstas 146,225 mil toneladas. Para a semana encerrada em 28 de fevereiro, estão previstos embarques de 145 mil toneladas.
Fonte: Agência Safras
Sustentabilidade
Colheita de soja no Brasil atinge 38,2%, aponta consultoria

A colheita da safra de soja 2025/26 do Brasil está em 38,2% da área total esperada, até o dia 27 de fevereiro. A estimativa parte de levantamento da consultoria Safras & Mercado. Na semana passada, o índice era de 31%.
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Comparação com 2025
Os trabalhos estão em ritmo abaixo do mesmo período do ano passado (48,6%) e da média dos últimos cinco anos, de 43,7%.
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