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16 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Painel apresenta cultivos de cereais como alternativa de rotação de cultura do arroz e da soja – MAIS SOJA

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O segundo dia da programação técnica da Embrapa na 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas foi aberto com a realização do painel Diversificação de Culturas: Inverno e Verão, envolvendo cultivos alternativos como cereais, oleaginosas e a descarbonização da soja como referência para a cultura do arroz.

A primeira palestra tratou de apresentar alguns materiais que compõem o portfólio de cereais e oleaginosas da pesquisa agropecuária para os cultivos de inverno, conduzidos pela Embrapa Trigo, em Passo Fundo/RS, e seus resultados na lavoura. “A implantação do trigo e triticale em áreas de soja em terras baixas têm demonstrado a capacidade de resiliência e suporte em culturas com dificuldades de drenagem como a soja”, disse o pesquisador Giovani Faé. Ele deu exemplos de propriedades em Eldorado do Sul e Capivari do Sul que estão tendo êxito de produção ao redor de 96 sacas/hectare.

O pesquisador André Andrés falou na palestra Cereais em Terras Baixas, que os cultivos na estação de inverno são sempre os mais desafiadores e a pesquisa está investindo nas cultivares de trigo da linha amplium – que superou a produção de seis mil kilos – em terras baixas na região de Pelotas, com o apoio da Embrapa Trigo. “Estamos com experimentos com mais de cinco hectares, iniciado na época do Programa Duas Safras pela Farsul e Governo do Estado (2021), com materiais em teste a campo da Embrapa Trigo, onde se conseguiu antecipar a época de semeadura – maio – para realização da colheita em outubro, e poder ser feita a rotação de culturas, ao utilizar a cultura do arroz, mas os estudos têm indicado a cultura da soja em função do seu ciclo”, explicou. Segundo o pesquisador, ao implantar o trigo, após a lavoura de soja, o produtor vai otimizar tempo, recursos e mão de obra. “Ele recebe o preparo de lavoura pronto. Ele pode colher a soja hoje, e plantar o trigo amanhã. Ele garantirá alimentação de qualidade para sua produção pecuária”.

CULTIVO DA CARINATA

Durante a manhã, o cultivo da carinata foi tema da palestra de Phillip Herbst Minarelli, da Nufarm Brasil. Ele abordou os desafios futuros relacionados à sustentabilidade, apresentou um panorama mundial do uso do Combustível Sustentável de Aviação (SAF) e explicou o ProBioQAV (Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação). Também destacou a importância das políticas públicas de descarbonização e sua influência no cultivo da carinata. Segundo Minarelli, a carinata se destaca como cultura de rotação por ser resistente ao calor, à seca, às geadas e à debulha. Além disso, produz maior quantidade de palhada e contribui para a redução de nematoides. Ele também explicou as diferenças entre carinata e canola, destacando a cor e volume. Ambas são oleaginosas de inverno da mesma família, porém com finalidades distintas: a canola é destinada principalmente à produção de óleo alimentar, enquanto a carinata é voltada à produção de combustível sustentável de aviação.

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PROGRAMA SOJA BAIXO CARBONO

Ainda pela manhã, o Programa Soja Baixo Carbono foi apresentado pela pesquisadora Roberta Monteiro, da Embrapa Soja. A iniciativa busca valorizar a soja produzida de forma mais sustentável, por meio de práticas que reduzem a emissão de gases de efeito estufa. O programa certifica que a soja brasileira foi cultivada com técnicas e tecnologias que diminuem as emissões ao longo do processo produtivo. Durante a apresentação, Roberta destacou a participação das práticas agropecuárias nas emissões globais de gases de efeito estufa, ressaltando que, segundo sua análise, essa contribuição ainda é relativamente pequena. Além da soja, a palestra abriu espaço para a discussão da possibilidade de iniciativas de descarbonização serem aplicadas à cultura do arroz.

Fonte: Embrapa



 

FONTE

Autor:Cristiane Betemps MTb 7418/RS (com colaboração de Emily do Amaral) Embrapa Clima Temperado

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Site: Embrapa

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Sustentabilidade

Efeitos da compactação do solo vão além da redução do volume de raízes – MAIS SOJA

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A compactação do solo constitui um dos principais fatores limitantes ao crescimento das plantas e, consequentemente, à produtividade das culturas agrícolas. Na soja, além de desempenharem funções essenciais na absorção de água e nutrientes, as raízes estabelecem uma importante relação simbiótica com bactérias do gênero Bradyrhizobium, responsáveis pela fixação biológica de nitrogênio (FBN), que constitui a principal fonte de N para a cultura.

Nesse contexto, a compactação do solo pode provocar uma série de efeitos negativos sobre o desenvolvimento da soja, abrangendo desde a restrição ao crescimento e à distribuição do sistema radicular, limitando o acesso das raízes às camadas mais profundas do solo, até alterações na nodulação e na fixação biológica de nitrogênio. Além disso, condições de compactação podem favorecer ambientes com menor aeração e drenagem, alterando as condições físicas do solo e podendo contribuir para o desenvolvimento de determinados patógenos de solo, de origem fúngica e parasitária.

Esses efeitos podem comprometer a formação dos componentes de produtividade e, consequentemente, o rendimento final da cultura. Entre as principais alterações físicas decorrentes da compactação estão o aumento da densidade e da resistência mecânica do solo e a redução do volume total de poros, especialmente dos macroporos (Debiasi; Santos; Gonçalves, 2021).

Conforme observado por Rosa et al. (2019), o aumento da resistência do solo à penetração decorrente da compactação pode refletir negativamente em diferentes características de crescimento e componentes de produtividade da soja. Os autores observaram alterações em variáveis como altura de plantas, diâmetro do caule, número de legumes e número de folhas, com impactos negativos sobre o desempenho produtivo da cultura.

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Resultados semelhantes foram observados por Savioli et al. (2021). Ao avaliar a influência da compactação do solo sobre os componentes de produtividade da soja, os autores verificaram que o número de legumes (vagens) por planta, o número de grãos por planta e a massa de grãos estiveram entre os componentes mais afetados. Os resultados indicaram influência negativa significativa da compactação sobre esses componentes a partir da densidade do solo de 1,3 g cm⁻³ (Mg m⁻³).

Figura 1. Massa seca de grãos de soja em função de diferentes densidade de solo. (1,1; 1,2; 1,3; 1,4 e 1,5 g cm-3).
Fonte: Savioli et al. (2021)

Esses resultados reforçam a importância das condições físicas do solo para o adequado desenvolvimento da soja e evidenciam os impactos que a compactação pode exercer sobre a formação dos componentes de produtividade e o rendimento final da cultura. Dessa forma, o diagnóstico e o manejo da compactação do solo devem integrar as estratégias de manejo da lavoura, buscando favorecer o crescimento radicular, a exploração do perfil do solo e o aproveitamento de água e nutrientes.

Além dos efeitos diretos sobre o crescimento e a produtividade, a compactação do solo também pode influenciar a capacidade das plantas de tolerar períodos de restrição hídrica. A redução do crescimento radicular e do acesso das raízes às camadas mais profundas pode limitar a exploração de água armazenada no perfil, especialmente durante períodos de déficit hídrico. Assim, o manejo adequado da estrutura do solo constitui uma importante estratégia para melhorar as condições de desenvolvimento da soja e contribuir para maior resiliência da cultura diante de condições de estresse hídrico.



Referências:

DEBIASI, H.; SANTOS, J. C. F.; GONÇALVES, S. L. COMPACTAÇÃO DO SOLO. Embrapa, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/web/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/soja/producao/manejo-do-solo/compactacao-do-solo >, acesso em: 16/09/2026.

ROSA, H. A. et al. INFLUÊNCIA DA COMPACTAÇÃO DO SOLO EM PARÂMETROS PRODUTIVIDOS DA CULTURA DA SOJA. Revista Técnico-Científica do CREA-PR, 2019. Disponível em: < https://revistatecie.crea-pr.org.br/index.php/revista/article/view/548/333 >, acesso em: 16/09/2026.

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SAVIOLI, M. R. et al. Componentes de produção da soja sob níveis de compactação do solo. Acta Iguazu, Cascavel, v.10, n.2, p. 1-12, 2021. Disponível em: < https://e-revista.unioeste.br/index.php/actaiguazu/article/view/26312 >, acesso em: 16/09/2026.

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Exportações e expectativas de compras públicas sustentam preços – MAIS SOJA

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A concorrência entre os mercados interno e externo, somada à expectativa de compras governamentais, mantém os preços do arroz em casca firmes no Rio Grande do Sul.

De acordo com o Cepea, negócios voltados ao fechamento de navios aconteceram a valores próximos de R$ 90/sc de 50 kg, no Porto do Rio Grande (RS), nos últimos dias, levando produtores a ampliar a oferta, especialmente nas regiões próximas ao terminal. Ao mesmo tempo, parte das indústrias domésticas reduziu a atuação diante da dificuldade em acompanhar os valores da exportação.

Segundo o Centro de Pesquisas, a disputa ocorre em um contexto de maior demanda das indústrias por matéria-prima. Em agosto, o beneficiamento de arroz no estado avançou, e os preços ao consumidor também registraram alta.

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Depois de meses de alta, inadimplência dá primeiro sinal de trégua em MT e Cuiabá – MAIS SOJA

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Mato Grosso encerrou agosto de 2026 com uma leve queda na inadimplência dos consumidores no estado, 2,23% na comparação entre julho e agosto. Os números apurados pelo SPC Brasil para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá) mostram que o mês trouxe o primeiro sinal de redução no ano entre quase 1,5 milhão de consumidores mato-grossenses em idade adulta que estão com restrição de crédito.

O mesmo recuo apareceu na quantidade de dívidas em atraso, que caiu 2,38% no mês, mesmo acumulando alta de 8,90% em 12 meses.

Entre os mato-grossenses inadimplentes, o perfil é majoritariamente masculino (53,42% ante 46,56% de mulheres) e concentrado na faixa entre 30 e 49 anos.

O valor médio das dívidas no estado é de R$ 6.119,63, somando-se todos os débitos por consumidor, com tempo médio de atraso de 29,5 meses. Em torno de 35,70% das dívidas estão em aberto entre um e três anos e outras 40,13% ultrapassam os três anos.

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Os bancos concentram a maior fatia dos débitos, com 54,81%, seguidos por comércio, com 21,94%, outros segmentos (10,91%), água e luz (8,17%) e comunicação (4,17%).

Cuiabá

Na capital, aproximadamente 258 mil consumidores adultos apresentaram restrição de crédito em agosto. Na comparação mês a mês, o SPC Brasil apontou queda de 2,52% no total de inadimplentes cuiabanos. Em relação à quantidade de dívidas em atraso, a redução foi de 2,95% no mês.

O perfil dos inadimplentes cuiabanos também é predominantemente masculino (52,10% ante 47,90% de mulheres), com idade média de 45,4 anos — ligeiramente acima da média estadual — e concentração também entre 30 e 49 anos.

Em Cuiabá, o valor médio das dívidas é de R$ 6.631,99, acima da média estadual, com tempo médio de atraso de 30,2 meses. Mais da metade das dívidas da capital, 58,28%, está em aberto há mais de um ano, distribuídas entre as faixas de um a três anos (34,93%), três a quatro anos (17,48%) e quatro a cinco anos (24,35%).

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Os bancos também lideram entre os credores na capital, com 61,09% das dívidas registradas, seguidos por comércio, 14,85%, água e luz (8,76%), outros segmentos (12,33%) e comunicação (2,97%).

“Os números mostram que a inadimplência ainda é uma realidade que pesa no bolso do consumidor cuiabano e mato-grossense, mas o recuo mensal é um indício importante de que as famílias estão conseguindo se reorganizar. Do lado do comércio, isso significa reforçar o diálogo com o cliente, oferecer condições de negociação viáveis e ajudar quem quer voltar a comprar e a pagar em dia. A CDL Cuiabá segue acompanhando esses indicadores para orientar o lojista sobre a melhor forma de negociar com o consumidor”, observou o presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam.

CDL Cuiabá – Com 53 anos de história e cerca de 10 mil empresas associadas, a CDL Cuiabá tem como missão transformar a Capital em um dos melhores lugares para empreender e morar. Com origem no comércio varejista, hoje a entidade representa empresários e empresárias de diferentes setores, oferecendo facilidades como economia operacional, certificação digital, inteligência para concessão de crédito, telefonia móvel, redução de custos com energia e proteção de crédito em parceria com o SPC Brasil.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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