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26 de julho de 2026

Sustentabilidade

Trigo/Ceema: Superoferta da Argentina pressiona mercado e mantém preços do trigo brasileiro sob controle, mesmo com alta em Chicago – MAIS SOJA

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Nesta semana de feriados, o bushel de trigo, em Chicago, após recuar, disparou para US$ 5,59 para o primeiro mês cotado, no fechamento do dia 19/02, contra US$ 5,52 uma semana antes, se mantendo bastante firme em relação aos piores momentos de meados de janeiro.

O mercado está atento ao ritmo das exportações estadunidenses de trigo diante da competitividade dos outros países exportadores. Enquanto isso, tais exportações, na semana encerrada em 12/02, atingiram a 375.402 toneladas, ficando pouco acima do nível inferior esperado pelo mercado. Com isso, o total já exportado pelos EUA, no atual ano comercial, soma 17,7 milhões de toneladas, ficando 19% acima do exportado no mesmo período do ano anterior.

Dito isso, a principal notícia vem da Argentina, onde a oferta total de trigo, somando a última colheita recorde e os estoques, alcança 31,1 milhões de toneladas. O vizinho país já teria exportado 9,4 milhões de toneladas em menos de três meses (seu ano comercial iniciou em dezembro/25). Tal volume está 4,6 milhões de toneladas acima do executado no mesmo período do ano anterior e está 87% acima da média dos últimos cinco anos. A oferta total indicada está 50% acima da média da última década. Ou seja, estamos diante de uma superoferta de trigo por parte da Argentina, transformando seu trigo no mais competitivo do mercado mundial neste momento.

Com isso, fica ainda mais em conta importar trigo do vizinho país, impedindo que os preços brasileiros reajam. Tanto é verdade que nestes primeiros meses de exportação, o Brasil é o quarto principal destino do produto argentino, com pouco menos de um milhão de toneladas compradas. Vietnã, Indonésia e Bangladesh concentraram 54% das exportações nos três primeiros meses das vendas 2025/26 da Argentina, com mais de cinco milhões de toneladas embarcadas.

A China, que tradicionalmente compra volumes esporádicos da Argentina, já soma 381.000 toneladas nesta temporada. Países como Argélia, Tailândia e Marrocos receberam entre 300.000 e 420.000 toneladas cada, enquanto mercados regionais como Equador, Chile e Peru superaram 100.000 toneladas. A presença argentina também avança por países da África e da Ásia. Até agora, 15,3 milhões de toneladas da safra 2025/26 já estariam comprometidas, o equivalente a 55% da colheita total. Ainda restam 45% disponíveis, o que mantém a perspectiva de continuidade no ritmo forte de embarques. Lembrando que o vizinho país é o último dentre os grandes exportadores a colher sua safra. Com Estados Unidos, Rússia, União Europeia e Austrália já avançados em seus programas de exportação, a menor disponibilidade dessas origens amplia a janela comercial argentina no primeiro trimestre do ano. Lembrando ainda que o Brasil importa da Argentina, atualmente, até 70% de suas compras externas do cereal. Assim, o comportamento do trigo argentino seguirá como variável central na formação de preços internos em 2026 (cf. Bolsa de Cereais de Rosário e Conab).

Pelo sim ou pelo não, o fato é que o recente cenário de preços no mercado do trigo brasileiro foi moldado pela ampla oferta global em geral e pela oferta argentina em particular. Tem muito trigo no mundo, além de o câmbio no Brasil, com o Real na casa dos R$ 5,20 a R$ 5,25 por dólar, favorecer as importações. Isso também dificulta as exportações. Mesmo assim, neste último caso, a julgar pela contratação de navios, o Brasil deve alcançar, até o final de fevereiro, exportações ao redor de 1,4 milhão de toneladas no acumulado do ano comercial 2025/26, iniciado em agosto/25. “A origem dos embarques permanece altamente concentrada no Rio Grande do Sul, responsável por 98% do volume total registrado para exportação, enquanto o Paraná fica com 2%. Quanto ao destino de nossas exportações de trigo, a predominância é a Ásia.

O Bangladesh lidera as aquisições, com 418.303 toneladas, respondendo por cerca de 29% do total exportado no período. Na sequência, o Vietnã registra 349.095 toneladas, correspondente a aproximadamente 24%. A Indonésia aparece com 139.447 toneladas. Além dos mercados asiáticos, a cabotagem interna soma 155.700 toneladas, refletindo transferências entre regiões do próprio país. Entre os destinos adicionais, destacam-se o Quênia (117.940 toneladas), a Nigéria (104.500 toneladas), o Equador (52.000 toneladas), a África do Sul (37.935 toneladas), a República Dominicana (33.000 toneladas) e a Mauritânia (15.400 toneladas). Já em termos de importação do cereal, o país acumula 3,07 milhões de toneladas no atual ano comercial, considerando já os volumes programados até março/26. Sob a ótica regional, os desembarques permanecem fortemente concentrados em poucos estados.

O Ceará lidera as importações, com 650.955 toneladas, respondendo por 21,2% do total. São Paulo aparece logo em seguida, com 644.216 toneladas (21,0%), confirmando seu papel como principal porta de entrada do trigo destinado ao Sudeste. Na sequência, destacam-se a Bahia, com 412.050 toneladas (13,4%), e Pernambuco, com 367.880 toneladas (12,0%). Esses quatro estados concentram mais de dois terços de todo o trigo importado no período indicado. Depois vem o Rio de Janeiro com 259.693 toneladas (8,4%), enquanto Paraná e Rio Grande do Sul registram volumes semelhantes, de 161.405 toneladas e 159.490 toneladas, respectivamente, cada um com 5,2% de participação. Estados adicionais, como Paraíba (119.959 t / 3,9%), Sergipe (93.100 t / 3,0%), Pará (74.600 t / 2,4%) e Espírito Santo (65.650 t / 2,1%), completam o quadro, com participações mais fragmentadas. Maranhão, Amazonas e Santa Catarina respondem juntos por parcela residual do total”. No período, os principais exportadores ao Brasil são, obviamente, a Argentina, com mais de 60%, seguida do Uruguai e EUA (cf. Safras & Mercado).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


FONTE

Autor:prof. Dr. Argemiro Luís Brum

Site: CEEMA

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Agro Mato Grosso

FMC lança fungicida Onsuva® para citros na Coopercitrus Expo 2026

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Empresa leva soluções para cana-de-açúcar e cereais à maior feira da cooperativa e apresenta oficialmente o Onsuva®, novo fungicida para o manejo de doenças dos citros

A FMC, empresa global de ciências para agricultura, participa da Coopercitrus Expo 2026, realizada entre 27 e 31 de julho, em Bebedouro (SP), reforçando uma parceria construída ao longo de muitos anos com a Coopercitrus e apresentando tecnologias para a cana-de-açúcar, citros e cereais. Entre os destaques da participação está o lançamento do fungicida Onsuva® para citricultura, novidade que amplia o portfólio da companhia com mais tecnologia e inovação.

Leonardo Brusantin, gerente da cultura de cana-de-açúcar da FMC

“A Coopercitrus Expo é um momento importante para reforçarmos uma parceria sólida, construída ao longo de muitos anos, e estarmos próximos dos cooperados. Levaremos um portfólio robusto para diferentes culturas e apresentaremos, em primeira mão na feira, o Onsuva® para citros, ampliando nossas soluções para o manejo de doenças nessa cultura tão importante para a cooperativa e seus produtores”, destaca Leonardo Brusantin, gerente da cultura de cana-de-açúcar da FMC.
Com formulação exclusiva à base da molécula fluindapir, o fungicida já é referência no manejo das principais doenças da soja, milho e algodão e agora passa a integrar o portfólio destinado à citricultura. O produto oferece controle eficiente do complexo de manchas dos citros, incluindo pinta preta (Phyllosticta citricarpa), Alternaria spp.Cercospora spp. e antracnose, protegendo folhas e frutos e contribuindo para ganhos de produtividade e qualidade.
“O Onsuva® chega para compor o nosso portfólio que já é muito completo e robusto para citricultura. Esse novo fungicida tem como a proposta agregar ao manejo de doenças e elevar ainda mais o padrão de proteção dos pomares, oferecendo mais eficiência para o controle das principais doenças dos citros e contribuindo para a produtividade e a qualidade da produção”, ressalta Brusantin.
A FMC ainda apresenta um portfólio completo para a cana-de-açúcar, uma das principais culturas de investimento da companhia. Entre os destaques está o Boral® Full, herbicida que combina duas moléculas em uma única formulação para ampliar o controle de plantas daninhas de folhas largas e estreitas, oferecendo maior seletividade, flexibilidade de aplicação e segurança no manejo da cana-de-açúcar.
Outro destaque é o Reator®, herbicida pré-emergente seletivo e desenvolvido com tecnologia exclusiva de microencapsulação. O produto proporciona liberação gradual do ingrediente ativo conforme a disponibilidade de umidade no solo, mantendo elevado desempenho no manejo de plantas daninhas como capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) e picão-preto (Bidens pilosa), tanto em períodos úmidos quanto em condições mais secas.
A companhia também evidencia o Verimark®, inseticida à base de diamidas antranílicas indicado para o controle de importantes pragas, como Sphenophorus levis, cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata) e broca-da-cana (Diatraea saccharalis). Sua alta sistemicidade garante proteção prolongada das plantas, enquanto sua seletividade contribui para a preservação dos inimigos naturais e para o equilíbrio do sistema produtivo.
A participação na Coopercitrus Expo inclui ainda o Premio® Star, com amplo espectro de controle e atuação simultânea sobre diferentes pragas, e o Malathion®, que oferece efeito de choque e rápida ação, sendo fundamental em estratégias de manejo integrado para melhoria da qualidade da colheita.
No portfólio de biológicos, o destaque é o Sofero™ Fall, tecnologia baseada em feromônio que atua na interrupção do ciclo reprodutivo da Spodoptera frugiperda, reduzindo a formação de novas gerações da praga de forma altamente seletiva e compatível com programas de manejo integrado de pragas. Sua formulação microencapsulada favorece a estabilidade e amplia a permanência no campo, aumentando a eficiência do manejo em momentos críticos das culturas.

 

Campanha exclusiva com o programa Bônus Mais

Durante a Coopercitrus Expo, a FMC também promove uma campanha em parceria com a Coopercitrus por meio do programa Bônus Mais.
Os produtores que adquiriremBoral®, Boral® Full e Stone® durante a feira terão acesso a condições comerciais diferenciadas dentro do programa, reforçando a estratégia conjunta de oferecer tecnologias inovadoras e, também, vantagens exclusivas aos cooperados.
Além disso, a companhia lança uma campanha promocional voltada aos produtores rurais. Na compra dos inseticidas Benevia®, Dimexion® e Verimark®, os clientes poderão ser premiados conforme o volume adquirido.
Os produtores que atingirem os volumes mínimos de 200 litros de Benevia®, 500 litros de Dimexion® ou 80 litros de Verimark® serão contemplados com uma Mini Starlink, ampliando a conectividade no campo. Já aqueles que alcançarem 2.000 litros de Benevia®, 5.000 litros de Dimexion® ou 800 litros de Verimark® receberão um iPhone 17 Pro.
“Nossa parceria com a Coopercitrus vai muito além da participação na feira. Trabalhamos juntos para levar inovação, tecnologia e benefícios concretos aos cooperados, contribuindo para uma agricultura cada vez mais produtiva e sustentável”, conclui o gerente.

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Sustentabilidade

Mercado de soja tem preços firmes, mas retenção dos produtores limita os negócios

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O mercado brasileiro de soja voltou a registrar cotações firmes, impulsionadas pela alta da Bolsa de Chicago e pelos prêmios, que seguem em patamares elevados. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os portos chegaram a testar a faixa de R$ 150,00 por saca no mercado spot, enquanto as ofertas para outubro ficaram entre R$ 155,00 e R$ 157,00, com prazos de pagamento mais longos.

Silveira destaca que o mercado interno também segue indicando cotações elevadas, sustentadas pelo basis positivo e pela demanda compradora. Segundo ele, as ofertas continuam escassas, com menor volume disponível de soja e algumas regiões mais pressionadas.

O analista acrescenta que os produtores seguem retendo a soja, o que limitou o volume de negócios ao longo da sessão. Apesar disso, ele ressalta que a semana foi marcada por preços significativamente altos e que, mesmo com negociações moderadas, as cotações representam excelentes oportunidades neste momento.

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Confira como ficaram as cotações de soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 142,00 para R$ 144,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 143,00 para R$ 145,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 136,00 para R$ 138,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 130,00 para R$ 132,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 128,50 para R$ 130,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 131,00 para R$ 133,00
  • Paranaguá (PR): avançou de R$ 147,00 para R$ 149,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 148,00 para R$ 150,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ampliando os ganhos acumulados na semana. Após um movimento de realização de lucros durante a manhã, os fundamentos voltaram a prevalecer e levaram os preços aos melhores patamares em cerca de três anos. A posição novembro acumulou valorização de 4,2% na semana.

Os agentes seguem atentos às condições climáticas nos Estados Unidos. As previsões indicam temperaturas elevadas e pouca chuva, cenário que pode comprometer o potencial produtivo da safra norte-americana.

Outro fator de sustentação para a oleaginosa é a demanda aquecida nos Estados Unidos. O mercado continua repercutindo os acordos firmados entre Pequim e Washington, que impulsionaram as compras por parte dos asiáticos e deram suporte adicional às cotações.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 10,50 centavos de dólar, ou 0,84%, a US$ 12,48 por bushel. A posição novembro encerrou cotada a US$ 12,53 1/2 por bushel, com valorização de 9,75 centavos de dólar, ou 0,78%.

Nos subprodutos, o farelo para setembro subiu US$ 2,00, ou 0,60%, para US$ 330,80 por tonelada. Já o óleo de soja, com vencimento em setembro, fechou a 73,47 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 1,22 centavo, ou 1,63%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,03%, cotado a R$ 5,0803 para venda e R$ 5,0783 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0498 e a máxima de R$ 5,0903. Na semana, a divisa acumulou queda de 0,58%.

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Sustentabilidade

Publicada portaria que regulamenta a equalização de juros das operações do Plano Safra 2026/2027 – MAIS SOJA

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Foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (23) a portaria que estabelece os critérios, limites, normas operacionais e procedimentos para o pagamento da equalização das taxas de juros pelo Tesouro Nacional às instituições financeiras que operam financiamentos rurais no âmbito do Plano Safra 2026/2027.

A norma aplica-se aos financiamentos rurais concedidos no ano agrícola compreendido entre 1º de julho de 2026 e 30 de junho de 2027, bem como às operações de capital de giro contratadas até 30 de dezembro de 2026 destinadas a cooperativas agropecuárias no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro).

Os recursos contemplam diversas linhas de crédito rural, entre elas Custeio Empresarial, Custeio Pronamp, Inovagro, Moderfrota, PCA, Prodecoop, Proirriga, RenovAgro, Procap-Agro e linhas voltadas à produção sustentável.

Ao todo, 26 instituições financeiras, entre bancos, cooperativas de crédito e agências de fomento, estão autorizadas a operacionalizar as linhas de crédito com equalização de juros.

Os recursos estão divididos entre R$ 97,5 bilhões destinados aos médios e grandes produtores e R$ 44,3 bilhões destinados à agricultura familiar.

Fonte: MAPA



 

FONTE

Autor:MAPA

Site: MAPA

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