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3 de novembro de 2026

Sustentabilidade

Milho/Ceema: Chicago recua na semana, exportações dos EUA surpreendem e mercado brasileiro se mantém firme – MAIS SOJA

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Comentários referentes ao período entre 13/02/2025 e 19/02/2026

Nesta semana cheia de feriados, aqui e nos EUA, o bushel do milho, em Chicago, acabou recuando um pouco, após ensaiar uma pequena reação. O fechamento desta quinta-feira (19) ficou em US$ 4,25 para o primeiro mês cotado, contra US$ 4,31 uma semana antes.

Enquanto o Fórum Outlook do USDA projeta uma redução na área estadunidense do cereal em 4,8%, como já indicamos anteriormente, as exportações de milho pelos EUA continuam firmes. Na semana encerrada em 12/02 o volume atingiu a 1,5 milhão de toneladas, superando o esperado pelo mercado. Com isso, o total já exportado, no atual ano comercial, chega a 35,7 milhões de toneladas, superando em 44% o volume exportado no mesmo período do ano passado.

E aqui no Brasil, os preços do cereal continuaram estáveis, com algum viés de alta. As principais praças gaúchas praticaram valores entre R$ 56,00 e R$ 57,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os valores giraram entre R$ 51,00 e R$ 65,00/saco. Já na B3, o fechamento do dia 18/02 apontou que o vencimento março/26 foi cotado a R$ 70,95/saco, maio/26 valeu R$ 70,39, julho/26 foi negociado por R$ 68,65 e o setembro/26 ficou em R$ 68,18/saco.

Por enquanto, a colheita da safra de verão, e as dificuldades em exportar maior volume de milho, dada a forte concorrência dos EUA, têm segurado os preços do cereal nacional. Neste último caso, segundo a Anec, para fevereiro espera-se exportação ao redor de 1,12 milhão de toneladas, contra 1,32 milhão no mesmo mês de 2025. Para o segundo semestre, o comportamento dos preços irá depender da safrinha, porém, há expectativas de melhoria de preço graças a uma demanda interna que está mais forte nestes últimos anos, particularmente quanto ao uso do milho para a fabricação de etanol.

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Dito isso, o plantio da safrinha, no Centro-Sul brasileiro, atingia a 31% da área esperada até o dia 12/02, contra 36% no mesmo período do ano passado (cf. AgRural). Por sua vez, a colheita do milho verão atingia a 22% da área na mesma região, contra 29% um ano atrás nesta época. Há perdas no Rio Grande do Sul devido a estiagem. Por outro lado, em todo o Brasil, segundo a Conab, o plantio da safrinha atingia a 32,2% da área até o dia 14/02, sendo que a média histórica é de 38,6%. Até a data indicada, o Mato Grosso havia semeado 52,7%, Tocantins 30%, Paraná 22%, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul 14%, Maranhão 10% e Goiás 7%. Ao mesmo tempo, a colheita da safra de verão teria alcançado 14,9% no país, contra 18,2% da média. Até então, o Rio Grande do Sul havia colhido 49% da área, Paraná 18%, Santa Catarina 16%, São Paulo e Bahia 3%.

Enquanto isso, segundo o Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária), o custo de produção para o milho da safrinha 2026/27 deverá ser 7,2% maior do que em 2025/26, sendo estimado em R$ 3.558,08 por hectare. “Diante deste custeio, o custo operacional efetivo (COE) registrou alta de 9,46% no comparativo de safra, com média de R$ 5.260,69/ha, indicando maior desembolso direto do produtor. Já o custo operacional total (COT) apresentou incremento de 8,08%, fechando em R$ 5.830,02/ha, movimento associado ao avanço dos custos operacionais e de manutenção das lavouras. Por fim, o custo total (CT) apresentou elevação de 6,36% frente à safra anterior, finalizando na média de R$ 7.153,73/ha”. Portanto, diante de preços baixos, este é mais um ano de preocupações ao produtor mato-grossense na questão econômica-financeira da safra do cereal, lembrando que a comercialização da safra 2026/27 ainda não teria iniciado.

Enfim, em termos conjunturais, neste momento os produtores tentam vender menos milho visando melhorar os preços, porém, os compradores relutam em aceitar novos preços.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

El Niño pode encarecer insumos e frete das empresas em 2027 – MAIS SOJA

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O impacto do El Niño na economia brasileira deve extrapolar o calendário meteorológico e pressionar os custos operacionais do setor produtivo ao longo de 2027. O quarto boletim do Painel El Niño 2026–2027, elaborado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), aponta 95% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2026. A previsão indica chuva acima da média no Sul e estiagem em faixas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Apesar de o pico climático ocorrer no fim deste ano, a transmissão do choque de oferta para a planilha das empresas será defasada. Estudo do Banco Central sobre episódios anteriores mostra que o impacto na alimentação no domicílio acumula mais de 11 pontos percentuais em quatro trimestres. Já relatórios do BC e estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI) projetam alta média de até 5% nos preços internacionais das commodities agrícolas em 12 meses. No campo logístico, o desequilíbrio afeta a navegação nos rios do Norte e o tráfego rodoviário no Sul, encarecendo os fretes.

Para Dema Oliveira, CEO e fundador da Goshen Land, a maior vulnerabilidade das companhias está no descompasso entre o evento climático e o reajuste das tabelas de suprimentos. “O clima muda primeiro, e o custo chega depois, quando a quebra de safra, o frete mais caro e o reajuste dos contratos se espalham pela cadeia. Quem olha só para o calendário do clima percebe o problema tarde”, afirma.

O executivo ressalta que o risco operacional raramente está restrito ao endereço da empresa, concentrando-se na cadeia estendida de suprimentos. A falta de visibilidade sobre a origem primária das matérias-primas expõe os negócios desafios imprevisíveis. “Muitas companhias conhecem bem o fornecedor direto, mas não sabem de onde vêm os insumos dele. É nesses elos mais distantes que a dependência de uma única região aparece. Um insumo agrícola que encarece, uma estrada comprometida ou uma matéria-prima mais difícil de repor chegam ao negócio como atraso, despesa extra e aperto no caixa, mesmo para quem opera longe das áreas atingidas”, explica.

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Para conter riscos sem comprometer a liquidez, a orientação é mapear os insumos críticos, calcular o tempo de reposição (lead time) e buscar rotas e fornecedores alternativos. Formar estoques de segurança reduz a chance de parada de fábrica, mas imobiliza capital e eleva custos de armazenagem. Além disso, a recomendação é renegociar antecipadamente os contratos com transportadoras, fornecedores e seguradoras, ajustando cláusulas de reajuste e força maior antes que a volatilidade se consolide.

Na prática, a estruturação dessa blindagem operacional exige um plano de ação em três etapas imediatas. Primeiro, a auditoria da cadeia de suprimentos deve classificar os itens por grau de essencialidade e vulnerabilidade geográfica, identificando previamente matérias-primas substitutas com homologação técnica pronta para uso.

Em seguida, as empresas precisam estabelecer acordos operacionais flexíveis (SLA) e diversificar as rotas de escoamento, prevendo a migração do modal aquaviário para o rodoviário ou vice-versa em momentos de seca severa ou enchente.  Por fim, recomenda-se a criação de um comitê multifuncional de gerenciamento de riscos que monitore mensalmente indicadores pluviométricos e índices de frete, permitindo acionar compras antecipadas de oportunidade antes das escaladas de preço.

“O que a empresa precisa saber é quais itens não podem ficar sem, quais são difíceis de substituir e quanto custaria, em dias parados e em margem, reagir só depois que o problema aparecer”, conclui o especialista.

Sobre a Goshen Land

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A Goshen Land é uma empresa especializada em expansão de negócios. Fundada por Dema Oliveira, ex-executivo da Samsung e da TIM, desenvolveu a metodologia das “7 Inteligências da Expansão” para apoiar empresas em estratégias de crescimento sustentável. Apenas em 2025, mais de 600 organizações passaram por seus programas, que, segundo a empresa, contribuíram para a geração de R$ 3 bilhões em receitas entre os negócios atendidos. Entre as organizações que já participaram de suas iniciativas estão Unilever, Claro, TIM, Caixa Econômica Federal e Bradesco.

Fonte: Assessoria de imprensa



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Sustentabilidade

Glufosinato de amônio: atenção às condições de aplicação – MAIS SOJA

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O uso do glufosinato de amônio tem se expandido nos sistemas agrícolas, impulsionado por seu amplo espectro de controle e pela eficácia no manejo de espécies daninhas de difícil controle, como buva e capim-amargoso. Essas características têm consolidado o herbicida como uma importante alternativa ao glifosato na dessecação pré-semeadura de culturas como soja e milho. Além disso, diante do avanço da resistência de plantas daninhas ao glifosato, o glufosinato de amônio assume papel estratégico no manejo de espécies como caruru, capim-pé-de-galinha e capim-amargoso, contribuindo para a diversificação dos mecanismos de ação empregados nos programas de controle.

Entretanto, para alcançar resultados satisfatórios de controle, é fundamental observar alguns cuidados relacionados ao posicionamento do herbicida e às condições de aplicação. Pesquisas demonstram que a eficácia do glufosinato de amônio é maior quando as aplicações são realizadas sobre plantas daninhas pequenas, nos estádios iniciais de desenvolvimento. Nessa fase, as plantas apresentam maior suscetibilidade ao herbicida, favorecendo o controle e reduzindo o risco de escapes.

Figura 1. Planta de caruru em período recomendado para o controle pós-emergente.

Quando inserido em programas de dessecação sequencial, o glufosinato de amônio desempenha um papel importante no manejo de espécies daninhas de difícil controle. Conforme observado por Bianchi, Sturmer e Somavilla (2018), o controle da trapoeraba, por exemplo, é mais eficiente quando são realizadas aplicações sequenciais de herbicidas. Nesse caso, a primeira aplicação é composta pela associação de glifosato + 2,4-D (1.458 g e.a. + 1.340 g e.a. ha⁻¹), seguida de uma segunda aplicação com glufosinato de amônio (500 g ha⁻¹). Além de atuar sobre plantas debilitadas e em fase de rebrote, a dessecação sequencial permite atingir plantas daninhas localizadas em camadas mais inferiores do dossel, que podem sobreviver à primeira aplicação em decorrência do chamado “efeito guarda-chuva”, exercido pelas plantas maiores, que limita a interceptação e a chegada do ingrediente ativo aos alvos.

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Entretanto, para alcançar resultados satisfatórios com o uso do glufosinato de amônio na dessecação pré-semeadura, além do posicionamento adequado do herbicida em relação às espécies-alvo, é fundamental observar as condições ambientais no momento da pulverização. Fatores como intensidade luminosa, estádio de desenvolvimento das plantas daninhas, condições de crescimento e horário da aplicação podem interferir na resposta ao herbicida (HRAC-BR, 2026). Isso ocorre porque o glufosinato de amônio apresenta ação fotodependente, ou seja, sua eficácia está relacionada à presença de luz. Dessa forma, recomenda-se priorizar horários de aplicação que proporcionem maior exposição das plantas à radiação solar nas horas seguintes à pulverização, favorecendo a ação do herbicida (Braz et al., 2025).

Figura 2. Mecanismo de ação do glufosinato de amônio e fatores que influenciam sua eficácia no controle de plantas daninhas.
Fonte: HRAC-BR (2026)

Quando aplicado em condições de baixa luminosidade, o glufosinato de amônio pode apresentar menor eficácia, uma vez que a inibição da enzima glutamina sintetase (GS) pode não desencadear o acúmulo expressivo de espécies reativas de oxigênio (EROs). Consequentemente, há menor comprometimento das membranas celulares e menor ocorrência de necrose dos tecidos foliares, reduzindo a eficiência de controle das plantas daninhas (Braz et al., 2025).

Vale destacar que o uso do glufosinato de amônio exige conhecimento técnico e atenção a diferentes aspectos do manejo, incluindo tecnologia de aplicação, monitoramento do desenvolvimento das plantas daninhas e avaliação das condições ambientais no momento da pulverização. Quando corretamente posicionado e aplicado sob condições adequadas, o herbicida constitui uma importante ferramenta para o manejo de espécies daninhas de difícil controle, contribuindo para diversificar as estratégias e os mecanismos de ação empregados nos programas de controle.

Referências:

BIANCHI, M. A.; STURMER, H.; SOMAVILLA, J. C. ESTRATÉGIAS DE CONTROLE PARA TRAPOERABA. CCGL. Boletim Técnica, n. 65, 2018. Disponível em: < https://upherb.com.br/ebook/boletim_t%C3%A9cnico_65.pdf >, acesso em: 03/11/2026.

BRAZ, G. B. P. et al. CAPIM-PÉ-DE-GALINHA: FUNDAMENTOS E RECOMENDAÇÕES PARA MANEJO. FEPAF, Cap. 7, Cuidados com a tecnologia de aplicação para o êxito no controle químico de capim-pé-galinha, 2025. Disponível em: < https://www.fepaf.org.br/loja/fepaf/livro-virtual-e-book/capim-pe-de-galinha-fundamentos-e-recomendacoes-para-manejo/ >, acesso em: 03/11/2026.

HRAC-BR. GLUFOSINATO: MECANISMO DE AÇÃO E CONDIÇÕES AMBIENTAIS. Comitê de Ação a Resistência aos Herbicida, 2026. Disponível em: < https://www.hrac-br.org/post/glufosinato-mecanismo-de-acao-e-condicoes-ambientais >, acesso em: 03/11/2026.

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Sustentabilidade

Plantio de verão 26/27 de milho no Centro-Sul atinge 75,2% – Safras – MAIS SOJA

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O plantio de milho da safra de verão 2026/27 no Centro-Sul do Brasil atingia 75,2% da área estimada de 3,561 milhões de hectares até sexta-feira (30), segundo levantamento de Safras & Mercado.

O cultivo de milho chegou a 97,8% da área prevista de 940 mil hectares no Rio Grande do Sul, a 96,3% dos 597 mil hectares estimados em Santa Catarina e a 92,9% dos 537 mil hectares projetados no Paraná. A semeadura atinge 56,8% da área prevista de 293 mil hectares em São Paulo, a 40,5% dos 24 mil hectares projetados em Mato Grosso do Sul, a 30,2% dos 282 mil hectares previstos em Goiás/Distrito Federal e a 49,5% dos 847 mil hectares projetados em Minas Gerais. No estado de Mato Grosso o plantio atinge 39% dos 10 mil hectares previstos.

No mesmo período do ano passado, o plantio estava concluído em 68,4% da área estimada de 3,608 milhões de hectares. Já a média de plantio dos últimos cinco anos é de 71,8%.

Fonte: Agência Safras

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FONTE

Autor:Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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