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10 de junho de 2026

Sustentabilidade

Milho/Ceema: Chicago recua na semana, exportações dos EUA surpreendem e mercado brasileiro se mantém firme – MAIS SOJA

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Comentários referentes ao período entre 13/02/2025 e 19/02/2026

Nesta semana cheia de feriados, aqui e nos EUA, o bushel do milho, em Chicago, acabou recuando um pouco, após ensaiar uma pequena reação. O fechamento desta quinta-feira (19) ficou em US$ 4,25 para o primeiro mês cotado, contra US$ 4,31 uma semana antes.

Enquanto o Fórum Outlook do USDA projeta uma redução na área estadunidense do cereal em 4,8%, como já indicamos anteriormente, as exportações de milho pelos EUA continuam firmes. Na semana encerrada em 12/02 o volume atingiu a 1,5 milhão de toneladas, superando o esperado pelo mercado. Com isso, o total já exportado, no atual ano comercial, chega a 35,7 milhões de toneladas, superando em 44% o volume exportado no mesmo período do ano passado.

E aqui no Brasil, os preços do cereal continuaram estáveis, com algum viés de alta. As principais praças gaúchas praticaram valores entre R$ 56,00 e R$ 57,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os valores giraram entre R$ 51,00 e R$ 65,00/saco. Já na B3, o fechamento do dia 18/02 apontou que o vencimento março/26 foi cotado a R$ 70,95/saco, maio/26 valeu R$ 70,39, julho/26 foi negociado por R$ 68,65 e o setembro/26 ficou em R$ 68,18/saco.

Por enquanto, a colheita da safra de verão, e as dificuldades em exportar maior volume de milho, dada a forte concorrência dos EUA, têm segurado os preços do cereal nacional. Neste último caso, segundo a Anec, para fevereiro espera-se exportação ao redor de 1,12 milhão de toneladas, contra 1,32 milhão no mesmo mês de 2025. Para o segundo semestre, o comportamento dos preços irá depender da safrinha, porém, há expectativas de melhoria de preço graças a uma demanda interna que está mais forte nestes últimos anos, particularmente quanto ao uso do milho para a fabricação de etanol.

Dito isso, o plantio da safrinha, no Centro-Sul brasileiro, atingia a 31% da área esperada até o dia 12/02, contra 36% no mesmo período do ano passado (cf. AgRural). Por sua vez, a colheita do milho verão atingia a 22% da área na mesma região, contra 29% um ano atrás nesta época. Há perdas no Rio Grande do Sul devido a estiagem. Por outro lado, em todo o Brasil, segundo a Conab, o plantio da safrinha atingia a 32,2% da área até o dia 14/02, sendo que a média histórica é de 38,6%. Até a data indicada, o Mato Grosso havia semeado 52,7%, Tocantins 30%, Paraná 22%, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul 14%, Maranhão 10% e Goiás 7%. Ao mesmo tempo, a colheita da safra de verão teria alcançado 14,9% no país, contra 18,2% da média. Até então, o Rio Grande do Sul havia colhido 49% da área, Paraná 18%, Santa Catarina 16%, São Paulo e Bahia 3%.

Enquanto isso, segundo o Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária), o custo de produção para o milho da safrinha 2026/27 deverá ser 7,2% maior do que em 2025/26, sendo estimado em R$ 3.558,08 por hectare. “Diante deste custeio, o custo operacional efetivo (COE) registrou alta de 9,46% no comparativo de safra, com média de R$ 5.260,69/ha, indicando maior desembolso direto do produtor. Já o custo operacional total (COT) apresentou incremento de 8,08%, fechando em R$ 5.830,02/ha, movimento associado ao avanço dos custos operacionais e de manutenção das lavouras. Por fim, o custo total (CT) apresentou elevação de 6,36% frente à safra anterior, finalizando na média de R$ 7.153,73/ha”. Portanto, diante de preços baixos, este é mais um ano de preocupações ao produtor mato-grossense na questão econômica-financeira da safra do cereal, lembrando que a comercialização da safra 2026/27 ainda não teria iniciado.

Enfim, em termos conjunturais, neste momento os produtores tentam vender menos milho visando melhorar os preços, porém, os compradores relutam em aceitar novos preços.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).



 

FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Milho/BR: Colheita da 1ª safra atinge 87,7% da área e segunda safra chega a 3% – MAIS SOJA

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Milho 1ª Safra: 87,7% colhido. Em MG, a colheita se aproxima da finalização com boas produtividades. No RS, a colheita ainda ocorre nas áreas de agricultura familiar. Na BA, a colheita evolui lentamente.

No PI, a colheita avança no sudoeste do estado com produtividades superiores às alcançadas na última safra. No MA, a colheita já ocorre nas regiões sul, leste, centro e oeste do estado, devendo acelerar em meados de junho.

Milho 2ª Safra – 3,0% colhido.

Em MT, o tempo seco acelera a maturação e o avanço da colheita, com boas produtividades sendo obtidas. No PR, a colheita se aproxima do início e boa parte das lavouras se encontram em boas condições. Em MS, a redução da umidade no solo, no sudoeste, compromete o potencial produtivo das lavouras. Em GO, a persistente falta de precipitações continua a impor um estresse hídrico severo nas lavouras, além de acelerar o ciclo do cereal.

Em SP, a redução das chuvas compromete o potencial produtivo das lavouras, principalmente, no noroeste do estado. Em MG, o clima seco já comprometeu o potencial produtivo do cereal de forma irreversível.

No TO, a maioria das lavouras está em maturação. A colheita avança. No MA, a colheita foi iniciada no sudoeste do estado devendo acelerar no final de junho. No PI, a maioria das áreas apresenta bom desenvolvimento, porém algumas áreas já manifestam sintomas de deficit hídrico devido à redução das precipitações.

No PA, as lavouras dos polos de Santarém e Paragominas continuam se desenvolvendo em boas condições. Na BR-163 e Redenção, a colheita avança.

Fonte: Conab



 

FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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Sustentabilidade

Algodão/BR: Colheita inicia em MT e GO sob bom desenvolvimento; restrição hídrica acende alerta em MS – MAIS SOJA

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Algodão: 0,9% colhido, Em MT, predominou a insolação, com chuvas isoladas de baixo volume. As lavouras apresentam desenvolvimento satisfatório, com manejo de reguladores de crescimento e controle fitossanitário conforme o planejado. Permanece a atenção para Spodoptera spp. e para o controle do bicudodo-algodoeiro.

Na BA, a colheita segue lentamente. No MA, nos Gerais de Balsas, as lavouras de primeira e segunda safra encontram-se majoritariamente em maturação e abertura de capulhos. As condições gerais são boas. Em MS, na região dos Chapadões, os cultivos seguem sob atenção quanto à disponibilidade hídrica, principalmente, nas áreas em florescimento.

Na região central, o armazenamento de água no solo permanece favorável e seguem os manejos preventivos. Em GO, as primeiras lavouras já foram colhidas na região sul do estado. O algodão de sequeiro encontra-se predominantemente em maturação, enquanto áreas em pré-colheita passam pelo processo de desfolha. As lavouras irrigadas de segunda safra seguem em boas condições.

Em MG, as áreas mais adiantadas já receberam aplicações de dessecantes e aguardam a queda das folhas para o início da colheita. No PI, as lavouras seguem com bom desenvolvimento, favorecidas pelas condições climáticas ao longo do ciclo. Em SP, a colheita avançou na região sudoeste, onde mais da metade das áreas já foi colhida.

Previsão Agrometeorológica (08/06/2026 a 15/06/2026)

N-NE: A previsão indica maiores volumes de chuva no Norte do país, especialmente, entre o AM, RR, AP e norte do PA, além de parte da faixa litorânea do Nordeste. No AC, centro-norte do PA e RO, as chuvas devem ocorrer de forma mais irregular. No TO e interior do NE, o tempo permanece firme e favorecerá a secagem natural do milho no Matopiba, mas deve persistir a restrição hídrica para as lavouras ainda em estádios reprodutivos. No Sealba, as condições seguirão favoráveis nas áreas próximas da costa, mas o armazenamento hídrico deve permanecer baixo nas áreas do interior.

CO: Há previsão de chuvas pontuais com baixos acumulados, principalmente, no noroeste de MT e centro-sul de MS. Em GO e DF, predomina o tempo mais firme. A condição será favorável para a secagem natural do milho segunda safra, mas, para as áreas ainda estádio reprodutivo, permanece a restrição hídrica.

SE: Há previsão de chuvas para todo o estado de SP, sul de MG e RJ, no final da semana, devido à passagem de uma frente fria. Nas demais regiões, a previsão é de tempo estável, com chances reduzidas de chuva. Na maioria das áreas, a umidade no solo será insuficiente para os cultivos de segunda safra e as lavouras de inverno não irrigadas em estádios mais avançados.

S: Há previsão de chuvas para toda região, no início da semana, com volumes significativos no noroeste do RS, Oeste de SC e Sul do PR. A passagem de uma frente fria instabilizará novamente o tempo, promovendo novos acumulados de chuva. As chuvas devem favorecer o incremento de umidade no solo e os cultivos de segunda safra e inverno. Pode ocorrer a suspensão da semeadura do trigo e da colheita do feijão devido às precipitações.

Fonte: Conab


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Autor:Conab

Site: Conab

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Sustentabilidade

Semeadura do trigo avança no RS e SC, enquanto seca afeta lavouras em SP e MG – MAIS SOJA

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No RS, a semeadura avança de acordo com o período de plantio ideal da cultura. Houve interrupções pontuais em áreas com baixa umidade no solo, porém as chuvas recentes devem favorecer a reposição hídrica e o estabelecimento das lavouras.

No PR, predominam lavouras em desenvolvimento vegetativo. Os dias nublados e o excesso de umidade desde o mês passado têm contribuído para o aumento da proporção de áreas com desenvolvimento considerado regular.

Em SC, a semeadura avança no Oeste e Extremo Oeste, favorecida pela boa disponibilidade hídrica e pelas temperaturas amenas. As áreas implantadas apresentam emergência uniforme e bom desenvolvimento vegetativo inicial.

Em SP, as lavouras encontramse majoritariamente em desenvolvimento vegetativo e começam a sentir os efeitos da falta de chuva. Em MS, predomina o estádio vegetativo, com lavouras apresentando boa uniformidade e sanidade. Apesar da ausência de chuvas no período avaliado, as condições climáticas permanecem favoráveis ao desenvolvimento da cultura.

Em MG, restam áreas irrigadas pontuais a serem semeadas na região Noroeste. As lavouras de sequeiro apresentam menor porte devido à falta de chuvas nas regiões do Triângulo Mineiro. Em GO, as lavouras de sequeiro encontram-se próxima de colheita, com produtividade afetada pelo baixo volume de chuvas ao longo do ciclo. As áreas irrigadas seguem em boas condições.

Na BA, o plantio foi iniciado e as lavouras apresentam bom desenvolvimento.

Fonte: Conab



 

FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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