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Capital próprio, armazenagem e disciplina financeira sustentam crescimento da Estância VN

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Foto: Maruan Bello/Canal Rural Mato Grosso

A gestão baseada em capital próprio, investimento em armazenagem e controle rigoroso dos custos é o que sustenta a produção de grãos da Estância VN, em Querência, região Araguaia-Xingu de Mato Grosso. À frente da propriedade, o produtor rural Irio Guisolphi conduz a atividade com foco na independência financeira e em decisões estratégicas que permitam maior previsibilidade e rentabilidade ao negócio.

Natural de Vargeão, no Oeste de Santa Catarina, ele chegou ao município em 1987, quando decidiu recomeçar a vida no Centro-Oeste. O destino em Mato Grosso era Querência. Após trabalhar em cooperativa e manter um escritório de assessoria agronômica por mais de duas décadas, iniciou o próprio cultivo e expandiu a área ao longo dos anos.

Hoje, a Estância VN soma 7,4 mil hectares. Na propriedade, a soja abre espaço para o milho segunda safra, cultura que ganhou protagonismo no resultado financeiro. “A soja com os preços que está e a logística também não temos, tem muito pouco, ela empata o custo total. Ela acaba deixando muita pouca margem. O que está sobrando um pouco é no milho”, explica. Para ele, a segunda safra é determinante. “Eu digo o seguinte, o produtor sem a segunda safra, aqui nessa região nossa hoje, é praticamente inviável entrar”.

A estratégia produtiva é acompanhada de metas claras de desempenho. Para esta safra, a expectativa média é de até 140 sacas por hectare, com potencial superior nas áreas mais precoces. “A gente sempre cria expectativa para colher pelo menos aí 130, 140 sacas de milho na média geral. Esse primeiro milho aqui, eu acho que estamos trabalhando para colher umas 170, 180 sacas”, projeta à reportagem do Especial Mais Milho.

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Foto: Maruan Bello/Canal Rural Mato Grosso

Na safra anterior, o desempenho confirmou a importância do manejo e da tecnologia. “O ano passado a gente colheu 180 sacas o primeiro plantado e com mais tecnologia e o outro colhemos na faixa de 100 sacas. Deu uma média de 135 sacas por hectare nas duas fazendas. O que determina muito a produtividade no final é bastante a chuva”, relata.

Armazenagem garante autonomia e melhor comercialização

Um dos pilares da gestão da Estância VN é o investimento em estrutura própria de armazenagem, decisão tomada ainda no início da expansão da propriedade. Atualmente, a capacidade é de 560 mil sacas e uma nova unidade está em construção, com capacidade adicional de 630 mil sacas.

Segundo o produtor, a armazenagem permite independência logística e maior poder de negociação. “Pensamos muito no início no que iriamos investir? Fomos para armazenagem e, graças a Deus, consegui montar essa unidade aqui. Na outra fazenda também tem a armazenagem. A gente colhe no ponto bom de colher, sempre damos uma controlada nisso pelo fato de ter o armazém”, conta ao Canal Rural Mato Grosso.

A estratégia também reduz custos operacionais e permite comercializar nos melhores momentos. “Você tendo o produto depois armazenado no seu armazém, você é dono dele. Você comercializa a hora que você quer, nas melhores oportunidades”, ressalta. O ganho financeiro é direto. “Se eu hoje tenho um produto no armazém fora de época, principalmente o milho, a gente consegue agregar aí pelo menos uns R$ 10 a saca, com certeza, no milho”.

Além disso, a estrutura diminui a dependência de transporte externo e gargalos logísticos comuns na região. “Aonde numa fazenda dessa precisaria de 15, 18, 20 caminhões, eu com quatro caminhões faço todo o operacional da fazenda”, diz.

Querência Irio Guisolphi Especial Mais Milho foto Pedro Silvestre Canal Rural Mato Grosso1
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Capital próprio e disciplina financeira como estratégia

Outro diferencial da gestão é a decisão de operar exclusivamente com recursos próprios, tanto para investimentos quanto para custeio da lavoura. A estratégia foi construída ao longo dos anos e hoje garante autonomia financeira.

“Com o tempo, graças a Deus, a gente conseguiu trabalhar com recursos próprios 100%, tanto investimento quanto custeio. Então todo nosso recurso é 100% próprio”, pontua. Conforme ele, evitar financiamentos reduz custos e aumenta a rentabilidade. “Eu acho que esse juro fica com a gente, a gente consegue agregar, pelo menos hoje eu digo que você agrega 10% em cima”.

A disciplina é regra na propriedade. “Você tem o recurso, você investe. Se você não tem, você não investe”, resume.

Para o filho e engenheiro agrônomo Vinícius Guisolphi, que já atua na condução técnica da lavoura, o modelo implantado pelo pai é referência. “É seguir o mesmo jeito que ele faz. E hoje a agricultura, tanto adubo quanto insumo estão muito caro, então tem que tentar diminuir um pouco mais esse custo, tentando comprar à vista e fazer as coisas certo”, frisa ao projeto Mais Milho.

Ele destaca ainda o valor da convivência e da sucessão familiar no campo. “Cara, ficar lado do meu pai é tudo. Quando tem um pai que fica junto com a gente, eu acho que é a melhor coisa que existe para um filho”.

Querência Irio Guisolphi Especial Mais Milho foto Maruan Bello Canal Rural Mato Grosso4
Foto: Canal Rural Mato Grosso

Tecnologia e manejo impulsionam produtividade

O uso de cultivares adaptadas e manejo técnico são parte da estratégia produtiva da Estância VN. De acordo com o engenheiro agrônomo Maurício Silva, representante comercial Bayer – Agroeste, que presta suporte técnico à fazenda, o desempenho recente confirma o potencial da área.

“Já é o terceiro ano consecutivo que o senhor Irio vem plantando o híbrido AS 1868 Pro4. É um material super precoce, que entrega produtividade, sanidade e alta caixa produtiva. No ano passado e no ano retrasado, a gente atingiu a marca de 183 sacas por hectare”, explica.

Para esta safra, o manejo foi ajustado para buscar resultados ainda melhores. “Nós ajustamos uma população um pouco para cima, nós colocamos 70.000 sementes por hectare. Aumentamos a adubação. Tanto na primeira cobertura, quanto na segunda cobertura, a gente vai ajustar um pouco para cima e também o manejo de pragas e doenças”, detalha.

Além da tecnologia, seu Irio destaca a troca constante de informações como fator essencial para a tomada de decisão. “O produtor de Querência a gente sempre fala que ele é um pouquinho diferenciado. A gente troca muita informação. Toda quarta-feira temos no Sindicato café da manhã onde é conversado entre produtores, vendedores, consultores”, conta.

Após quase quatro décadas dedicadas ao agro em Mato Grosso, o produtor resume o que a atividade representa em sua vida. “É um prazer sempre estar na lavoura, sabe? Eu chegar um final de semana, se não der uma volta na fazenda, não está certo. Então, para mim a minha vida é em campo, sabe?”.

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Agro Mato Grosso

Famato alerta para golpes com embalagens de defensivos

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Entidade orienta produtores a recusar propostas e seguir sistema oficial de devolução

Produtores rurais de Mato Grosso têm relatado a abordagem de pessoas e empresas que oferecem a compra e trituração de embalagens vazias de defensivos agrícolas, sob a promessa de uma “retirada facilitada” e a alegação, não comprovada, de que possuem autorização para realizar o serviço. Diante dessas ocorrências, o Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato) emitiu um alerta sobre a irregularidade da prática e reforçou a importância do cumprimento da logística reversa prevista em lei.

De acordo com a Lei Federal nº 14.785/2023, é obrigatória a devolução das embalagens vazias aos estabelecimentos comerciais ou pontos de recebimento autorizados, como parte do sistema de logística reversa. A comercialização fora desse sistema é considerada irregular e pode trazer consequências legais e ambientais.

Segundo o presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, a adesão a práticas ilegais coloca em risco a atividade rural. “É fundamental que o produtor fique atento a esse tipo de abordagem e não entregue as embalagens a empresas ou pessoas não autorizadas. O caminho correto é seguir o sistema oficial, que já está estruturado para garantir a destinação adequada e a segurança de toda a cadeia produtiva”, afirma.

O analista de Agricultura da entidade, Alex Oliveira Rosa, destaca que o descarte inadequado pode resultar em contaminação ambiental, já que as embalagens contêm resíduos de defensivos. Além disso, o produtor pode ser responsabilizado por crime ambiental.

“Em caso de fiscalização pelo Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), o produtor pode ser autuado e receber multas que chegam a 5.000 UPFs (Unidade Padrão de Fiscalização), com cada unidade equivalente a R$ 243,49”, explica.

Para evitar riscos, a recomendação é que o produtor realize a tríplice lavagem das embalagens ainda na propriedade, perfure o fundo para inutilizá-las e, posteriormente, faça a devolução em postos ou unidades de recebimento autorizados — indicados na nota fiscal de compra do produto.

Nesses locais, as embalagens passam por triagem e são encaminhadas para reciclagem conforme as normas ambientais. O processo integra o Sistema Campo Limpo, que define responsabilidades compartilhadas entre produtores, distribuidores, indústria e poder público para garantir a destinação correta dos resíduos.

Após a devolução, o produtor deve exigir o comprovante oficial de entrega, documento que assegura o cumprimento da legislação e evita penalizações futuras.

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Business

Manejo pós-colheita pode dobrar teor de açúcar e elevar proteínas de abóboras, diz estudo

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Foto: Divulgação

A abóbora caiu no gosto de quem busca dietas funcionais por substituir carboidratos simples e ser fonte de fibras e proteínas em suas sementes.

Essa demanda pode abrir novas oportunidades de mercado para os produtores, que têm a oportunidade de potencializar seus ganhos ao compreender as características específicas de cada variedade.

De acordo com um estudo da pesquisadora sênior da Enza Zaden, Anne Marie Schoevaars, o perfil nutricional e o comportamento pós-colheita variam significativamente entre os diferentes tipos do fruto.

Segundo as avaliações de macronutrientes, a abóbora vermelha e a kabocha se destacam por teores mais elevados de fibras e proteínas em comparação à butternut.

Assim, no caso da kabocha, observa-se ainda um nível significativamente maior de carboidratos totais e matéria seca, enquanto a butternut apresenta uma concentração superior de sacarose.

Já no campo dos micronutrientes, a kabocha lidera nos níveis de vitaminas C e E, enquanto a butternut apresenta-se como uma fonte robusta de betacaroteno.

Impactos no armazenamento da abóbora

Outro ponto destacado pela pesquisa é o impacto do armazenamento na composição final do produto. A conservação estratégica, por aproximadamente três meses, eleva os teores de proteínas e vitamina E em todos os tipos.

Em variedades específicas, o teor de açúcar e a percepção de doçura podem chegar a dobrar após esse período. No entanto, é necessário equilíbrio logístico, uma vez que o armazenamento prolongado pode causar uma redução nos níveis de vitamina C e folato (B9).

De acordo com a pesquisadora Tâmmila Klug, especialista da área de pós-colheita da Enza Zaden, o entendimento sobre essas variáveis permite aos produtores uma seleção de sementes direcionada para focar em nichos específicos, como a nutrição personalizada e a alimentação infantil.

“A abóbora vermelha e a kabocha fornecem insumos para papinhas e produtos voltados ao bem-estar. A segmentação permite que o cultivo seja planejado não apenas pelo volume de colheita, mas pelo perfil nutricional exigido pelos compradores e consumidores”, destaca.

Ela também enfatiza a importância da maturidade no momento da colheita como fator determinante para a qualidade comercial. Isso porque, conforme as análises, variedades como a butternut apresentam níveis baixos de açúcares quando colhidas precocemente, o que pode prejudicar o valor de mercado.

“O cultivo da abóbora envolve certa complexidade, que exige um olhar cuidadoso no campo. No entanto, quando produtores dominam essas nuances, se tornam aptos para entregar mais sabor e nutrição, com maior valor de mercado e lucro real”, diz a pesquisadora.

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Agro Mato Grosso

Valtra destaca tratores eficientes para setor sucroenergético I MT

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Marca apresenta na Agrishow 2026 soluções que vão do desempenho da Série BH HiTech até a robustez da Série S6

O setor sucroenergético brasileiro entra na safra 2026/27 em um cenário de alta exigência técnica e econômica. Segundo estimativas da Datagro, a safra de cana-de-açúcar na região Centro-Sul deve alcançar 635 milhões de toneladas, um aumento de 4% ante a temporada anterior. Para dar conta desse volume operacional das usinas, a Valtra destaca um portfólio focado na robustez, inovação tecnológica e economia de combustível. As máquinas estarão presentes na Agrishow 2026, que acontece em Ribeirão-Preto (SP) de 27 de abril a 1º de maio.

A marca se consolidou como referência no segmento sucroenergético, oferecendo soluções que vão desde o preparo do solo até a entrega da cana na usina. “Nossas máquinas são fáceis de operar e foram pensadas para os produtores que precisam de resultados em produtividade com muita economia, simplicidade e sem perder o conforto”, ressalta Elizeu dos Santos, Gerente de Marketing de Produto da Valtra.

Uma das máquinas mais premiadas do setor por seu ótimo desempenho, o BH HiTech dispõe de modos automáticos para otimizar a operação e um sistema hidráulico com reservatório exclusivo, entregando a maior vazão do mercado. Isso economiza tempo no descarregamento e aumenta a agilidade do transbordo. O modelo conta ainda com eixo traseiro passante e eixo dianteiro com opção de 3 metros, que atende perfeitamente ao espaçamento entre as linhas e livra o canavial de pisoteios indesejáveis.

Pensando nas severas operações de preparo de solo, a Valtra destaca a “gigante” Série S6, a família de tratores mais forte da marca. Fabricado na Finlândia, o modelo alcança até 425 cv de potência e 1.750 Nm de torque. Equipado com transmissão CVT e um motor AGCO Power de 8,4L, o S6 entrega entre 10% a 15% menos consumo de combustível, garantindo máximo controle e conforto.

A força extrema também é garantida pelas Séries Q5 (265 cv a 305 cv) e T CVT. A Série T, especificamente, possui a maior tecnologia em tração da categoria, com transmissão continuamente variável que permite movimentar, parar ou arrancar o trator com carga em subidas apenas com o pedal do acelerador. O modelo gera economia média de 25% de combustível e conta com eixo dianteiro com opção de 3 metros, livrando o canavial de pisoteios indesejáveis.

Trator da Série T CVT no cultivo de Cana
Trator da Série T CVT no cultivo de Cana

A tradição da marca também se faz presente na quarta geração da Linha BM, que possui mais de 20 anos de história no setor sucroenergético, desempenhando os serviços com alto rendimento e levando até 15% de economia ao produtor. Já na fase de tratos culturais, os Pulverizadores da Série R garantem a aplicação precisa de insumos, eliminando desperdícios.

Olhando para o futuro, a Valtra reafirma seu compromisso com a descarbonização ao investir em motores para combustíveis alternativos, como biometano e etanol. Essas soluções permitem que a usina utilize o combustível gerado em seu próprio ecossistema, fechando o ciclo de sustentabilidade. “Nosso investimento em combustíveis alternativos reflete o DNA de inovação da Valtra. Queremos que o produtor e a usina tenham autonomia, utilizando a própria cana ou seus resíduos para abastecer frotas de alta performance. É a eficiência operacional encontrando a economia circular”, conclui Elizeu Santos.

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