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10 de junho de 2026

Business

Preço do arroz reage no RS com avanço das exportações e alta do dólar

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Foto: Freepik

Os preços do arroz em casca voltaram a apresentar leve recuperação no Rio Grande do Sul, impulsionados principalmente pelo aumento da demanda internacional pelo cereal. A avaliação é de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o Cepea, o avanço das exportações brasileiras, aliado à valorização dos indicadores externos e à alta do dólar, fortaleceu o interesse de compradores por lotes destinados ao mercado externo.

Apesar da melhora nos preços, o mercado interno ainda segue com baixa liquidez. Pesquisadores apontam que as dificuldades na comercialização do arroz beneficiado e a menor participação dos agentes nas negociações continuam limitando o ritmo dos negócios no país.

Outro fator que ajudou a sustentar as cotações foi a menor disponibilidade de arroz com rendimento de 56% de grãos inteiros, padrão mais utilizado nas exportações. Com a necessidade de recompor volumes, exportadores passaram a buscar também lotes com 58% de inteiros, ampliando a procura pelo produto e contribuindo para o movimento de alta.

De acordo com o Cepea, esse cenário reforça a influência do mercado externo sobre a formação dos preços do arroz no Brasil neste momento, especialmente em meio à valorização cambial e ao maior apetite internacional pelo cereal brasileiro.

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Colheita de café avança no Brasil, mas qualidade dos grãos preocupa

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Foto: Governo do Estado de Rondônia

A colheita de café começou a ganhar ritmo nas principais regiões produtoras do Brasil neste início de junho, após um avanço mais lento até a segunda quinzena de maio. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as chuvas frequentes e a maturação irregular dos grãos vinham dificultando os trabalhos no campo.

Com o retorno do tempo mais seco neste começo de mês, produtores conseguiram acelerar a colheita. De acordo com o Cepea, mesmo com as temperaturas mais baixas, as condições climáticas recentes favoreceram tanto o amadurecimento dos frutos quanto o rendimento das operações nas lavouras.

Apesar da melhora no ritmo da safra, produtores demonstram preocupação com a peneira do café colhido até agora. Segundo o Centro de Pesquisas, o tamanho dos grãos estaria abaixo do registrado na safra passada, principalmente nas regiões do Sul de Minas Gerais e da Mogiana Paulista.

Ainda assim, pesquisadores ressaltam que é cedo para uma avaliação definitiva da qualidade da safra, já que pouco volume foi beneficiado até o momento e a colheita ainda está em fase inicial.

O Cepea também aponta que muitos produtores têm aproveitado o início da colheita para negociar os primeiros lotes disponíveis. O movimento ocorre tanto pela necessidade de reforçar o caixa quanto pela tentativa de aproveitar os atuais patamares de preços do café.

A expectativa é que esse cenário mantenha o ritmo de comercialização aquecido nas próximas semanas, mesmo diante das incertezas sobre o desempenho final da safra.

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Agro Mato Grosso

Indústria de MT ultrapassa 203 mil trabalhadores e amplia participação na economia do estado

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A indústria de Mato Grosso alcançou um novo patamar de crescimento e chegou a 203,5 mil trabalhadores com carteira assinada em 2025, consolidando-se como um dos principais motores da economia estadual. O número representa cerca de 16% de todos os empregos formais existentes no estado.

Os dados são da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), por meio do Observatório de Mato Grosso, e mostram que o setor vive uma trajetória de expansão contínua. Em comparação com 2024, quando havia 197,9 mil trabalhadores formais, o avanço foi de 9,7%.

O crescimento se torna ainda mais expressivo quando analisado o período de quase dez anos. Em 2016, Mato Grosso contabilizava aproximadamente 130 mil trabalhadores na indústria. Desde então, foram criados mais de 73 mil novos postos de trabalho, o que representa uma alta superior a 56%.

Além da geração de empregos, a quantidade de indústrias em funcionamento também aumentou significativamente. Em 2025, o estado registrou 16.891 estabelecimentos industriais ativos, contra 10.781 em 2016, uma expansão de 53,8%. Na comparação com o ano anterior, quando havia 16.588 unidades, o crescimento foi de 8,9%.

A presença da indústria se espalha por diversas regiões de Mato Grosso, impulsionando setores como alimentos, construção civil, biocombustíveis, madeira, mineração, frigoríficos e serviços industriais. A atividade também fortalece a agroindústria ao agregar valor à produção local.

Segundo o presidente do Sistema Fiemt, Silvio Rangel, os indicadores refletem a capacidade de crescimento do setor e seu impacto direto na economia. Para ele, os resultados são fruto da atuação conjunta de empresários, trabalhadores e entidades voltadas ao fortalecimento da indústria e ao aumento da competitividade estadual.

Pequenos negócios dominam o setor

O levantamento aponta que as microempresas são maioria no parque industrial mato-grossense. Elas representam 82,11% dos estabelecimentos, o equivalente a cerca de 13,8 mil indústrias.

As pequenas empresas correspondem a 14,59% do total, com aproximadamente 2,4 mil unidades. Já as médias empresas somam 288 estabelecimentos, ou 1,71% do setor, enquanto as grandes indústrias representam 1,59%, com 268 unidades.

Os números evidenciam o papel dos pequenos negócios na manutenção da atividade industrial e na geração de empregos em diferentes municípios do estado.

Participação no PIB e na arrecadação

A relevância da indústria também aparece nos indicadores econômicos. O Produto Interno Bruto (PIB) industrial de Mato Grosso alcançou R$ 36,8 bilhões, valor equivalente a 15% de toda a riqueza produzida no estado.

Outro destaque é a contribuição para os cofres públicos. Em 2025, o setor industrial foi responsável por R$ 12,75 bilhões em arrecadação de ICMS, montante que corresponde a 49,53% de todo o imposto recolhido em Mato Grosso.

Os dados reforçam o papel estratégico da indústria no desenvolvimento econômico estadual, tanto pela geração de empregos quanto pela capacidade de impulsionar investimentos, inovação e arrecadação tributária.

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Business

Mato Grosso proíbe uso de biomassa oriunda de desmatamento

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

O uso de biomassa proveniente de desmatamento por grandes consumidores está proibido em Mato Grosso. A medida foi formalizada por meio de um Termo de Compromisso Ambiental (TCA) assinado na segunda-feira (8) entre o Governo do Estado e o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).

O acordo revoga a Instrução Normativa nº 06/2022, que permitia o aproveitamento de biomassa oriunda de áreas desmatadas. Pelo termo, o Governo do Estado não poderá emitir licenças para novos empreendimentos ou ampliações de unidades já existentes que dependam de matéria-prima nativa.

A decisão ocorre em um momento de discussão sobre a oferta de biomassa para atender a demanda crescente da indústria mato-grossense, especialmente das usinas de etanol de milho, que ampliaram a necessidade de madeira para geração de energia.

Representantes do setor florestal avaliam que a medida pode estimular novos investimentos em florestas plantadas e fortalecer a participação do eucalipto reflorestado no abastecimento das indústrias instaladas no estado.

Acordo prevê rastreabilidade e fiscalização

Além de revogar a norma, o termo estabelece novas obrigações para o Governo do Estado relacionadas ao monitoramento do consumo de biomassa pelos grandes usuários.

Conforme o acordo, Mato Grosso terá 30 dias para editar o Decreto do Plano de Desenvolvimento Florestal e Biomassa 2026-2040 e 120 dias para regulamentar mecanismos de rastreabilidade da matéria-prima utilizada pelas indústrias.

Presidente da Associação dos Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), Fausto Takizawa considera que a medida cria um ambiente mais favorável para o desenvolvimento das florestas plantadas no estado.

“Enfim, nosso estado começa a construir uma trajetória clara para o florestamento no Estado, substituindo a biomassa de desmatamento pela biomassa de fonte sustentável, renovável, escalável e perene, como é o caso das florestas plantadas”.

Segundo Takizawa, o acordo também prevê mecanismos para acompanhar se os grandes consumidores estão cumprindo os compromissos assumidos para garantir o abastecimento futuro de biomassa.

“O governo terá que criar um sistema informatizado para acompanhar se os grandes consumidores estão, de fato, executando seus Planos de Suprimento Sustentável (PSS). Ou seja, se estão investindo em florestas plantadas de forma proporcional ao consumo previsto”.

O termo prevê ainda sanções administrativas, aplicação de multas e impedimentos para renovação de licenças em caso de descumprimento das exigências estabelecidas.

Área plantada precisará mais que dobrar até 2030

A discussão sobre a origem da biomassa ocorre em meio aos alertas do setor florestal sobre a necessidade de ampliar a área plantada de eucalipto em Mato Grosso para atender à demanda projetada para os próximos anos.

De acordo com a Arefloresta, a participação das florestas plantadas no mercado estadual de biomassa caiu de 59% em 2022 para 47,5% em 2025, movimento atribuído ao avanço da biomassa proveniente de desmatamento.

Atualmente, Mato Grosso possui cerca de 165 mil hectares de florestas plantadas. A estimativa da entidade é que, considerando apenas a demanda das indústrias de etanol de milho, essa área precisará alcançar 436 mil hectares até 2030.


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