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17 de setembro de 2026

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Chuvas afetam colheita de soja em MT; volumes ultrapassam 200 mm

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Imagem de Mate Holdosi por Pixabay

As chuvas intensas e frequentes registradas nos últimos dias em Mato Grosso têm prejudicado o andamento das operações agrícolas, com impactos diretos na colheita da soja. A sequência de dias chuvosos e a baixa incidência de radiação solar mantêm o solo com elevados níveis de umidade, reduzindo a janela operacional e limitando o tráfego de máquinas nas lavouras.

Em fevereiro, os acumulados de chuva já ultrapassam 200 milímetros no norte do estado. Em Sorriso, o volume alcançou 254,2 mm, enquanto em Cotriguaçu chegou a 318,4 mm, índices que se aproximam e, em alguns casos, já atingem a média histórica do mês, estimada entre 250 e 350 mm na região.

O

cenário preocupa pelos volumes elevados e, também, pela frequência e duração prolongada das precipitações ao longo do dia, diferentemente do padrão mais comum de pancadas isoladas concentradas no fim da tarde.

A maior nebulosidade também reduz a disponibilidade de radiação solar, o que pode afetar o potencial produtivo da soja. Além disso, áreas encharcadas atrasam a colheita, aumentam o risco de perdas na qualidade dos grãos e elevam a suscetibilidade ao desenvolvimento de doenças fúngicas, fator que pode resultar em descontos no momento da comercialização.

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Milho e algodão

O cenário também pressiona o calendário de implantação da segunda safra, especialmente de milho e algodão, culturas que dependem de uma janela adequada para garantir bom desempenho.

Previsão do tempo

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão indica continuidade das chuvas nos próximos dias, com volumes entre 70 e 150 mm. A tendência é de manutenção do excedente hídrico no solo, principalmente no extremo norte do estado, mantendo elevados os níveis de saturação até o fim da semana.

Mesmo com a expectativa de redução gradual dos volumes diários, os acumulados seguem suficientes para sustentar boas reservas de água no solo, sem indicação de déficit hídrico no curto prazo. Diante disso, a recomendação é de acompanhamento constante das atualizações meteorológicas e do monitoramento da umidade do solo para minimizar riscos e otimizar as operações no campo.

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‘Precisamos verticalizar a cadeia da soja para gerar mais valor na propriedade’, afirma diretor da Fazenda Horizontina

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Foto: Luiz Augusto

E começou! A Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 ocorre nesta quinta-feira (17), em Ipiranga do Norte (MT). O dia será marcado por palestras, troca de informações e discussões sobre os desafios, oportunidades e perspectivas para o setor produtivo brasileiro.

Família Pozzobon mostra produção integrada

A programação teve início com a recepção da família Pozzobon, anfitriã do evento. Com décadas de trabalho no campo, a família apresentou sua trajetória e mostrou como a produção rural pode gerar valor por meio da diversificação, da inovação e da verticalização da cadeia produtiva.

Fernando Pozzobon, diretor de Negócios da Fazenda Horizontina, contou parte da história da família e falou sobre o trabalho desenvolvido na propriedade, que reúne soja, milho, algodão, pecuária, produção de etanol e geração de energia em uma cadeia integrada.

Segundo Fernando, a verticalização se tornou uma das principais estratégias da família para ampliar a geração de valor dentro da propriedade e fortalecer a atividade rural diante dos desafios enfrentados pelo produtor brasileiro.

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“Hoje, a situação é a verticalização dentro da cadeia produtiva. Se cada um fizer sua parte, teremos as devidas respostas dos maiores interessados. Nós precisamos de previsibilidade, porque somos uma indústria a céu aberto. Precisamos de oportunidade, previsibilidade e políticas públicas para continuar fazendo o que sabemos fazer”, disse.

Fernando também destacou a importância de preservar o legado construído pelos pais e de manter a propriedade em constante transformação. Para ele, integrar diferentes atividades é uma forma de fortalecer a produção e criar novas oportunidades dentro da fazenda.

Ipiranga do Norte: de estradas de chão à potência agrícola

Os participantes também conheceram um pouco da história de Ipiranga do Norte e da transformação vivida pelo município ao longo das últimas décadas. O local, que começou com estradas de chão, coragem e a disposição de quem decidiu recomeçar, cresceu junto com a expansão da agricultura no norte de Mato Grosso.

A soja se consolidou como uma das principais culturas da região e passou a ocupar um papel fundamental na economia local. A história do município se mistura com a evolução do agronegócio mato-grossense e com a trajetória de produtores que ajudaram a transformar a realidade da região.

Na sequência, o prefeito de Ipiranga do Norte, Juliano Berticelli, subiu ao palco e agradeceu a presença dos participantes. Ele destacou o esforço para levar um evento desse porte ao município e reforçou a importância de receber representantes de diferentes áreas do agronegócio.

“Ipiranga está de portas abertas”, disse o prefeito, ao destacar a satisfação do município em receber produtores, estudantes, autoridades e representantes da cadeia produtiva para a abertura de mais uma safra de soja.

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O presidente do Sindicato Rural de Ipiranga do Norte, Eder Ferreira, também participou da abertura e agradeceu a presença dos jovens e estudantes de Agronomia. Ele destacou a importância de aproximar a nova geração do campo e criar oportunidades para quem está chegando ao setor.

15 anos do Soja Brasil

O presidente do Canal Rural, Julio Cargnino, ressaltou a importância da família Pozzobon como representante dos produtores rurais de todo o país. Para ele, a abertura em Ipiranga do Norte simboliza a força de milhares de famílias que trabalham diariamente para produzir e movimentar o agronegócio brasileiro.

“A família Pozzobon está representando todos os agricultores do Brasil. Em ano de desafios climáticos, é necessário que os produtores tenham cada vez mais resiliência”, disse Julio.

Julio também lembrou a trajetória do Soja Brasil, que completa 15 anos acompanhando a cadeia produtiva da oleaginosa e aproximando informação, conhecimento e produtores de diferentes regiões do país.

“Essa semente plantada há 15 anos hoje é o maior evento. A gente conversa com o agro e com a sociedade, conta histórias de heróis, e hoje a família de vocês são os heróis”, disse.

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O momento também marca uma celebração importante para o Canal Rural, que completa 30 anos de história. Segundo Julio, a emissora mantém o compromisso de estar próxima dos produtores e contribuir com informação para a tomada de decisão no campo.

CESB é novo parceiro do Soja Brasil

Durante a cerimônia, o Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB) foi destacado como novo parceiro do projeto. A programação também celebra os 15 anos do Soja Brasil, projeto do Canal Rural que acompanha a cadeia produtiva da soja e mantém uma relação próxima com produtores de diferentes regiões do país.

Spyer analisa dólar, juros e cenário global

Na sequência, o economista e influenciador financeiro Pablo Spyer, da XP, participou do debate sobre o cenário macroeconômico global e os impactos sobre o agronegócio brasileiro.

Durante sua apresentação, Spyer abordou temas como dólar, juros, poupança e o cenário econômico internacional. Ao explicar o papel dos juros na economia, o economista destacou a relação do indicador com o preço do dinheiro.

“Os juros nada mais são do que o preço do dinheiro. A nossa poupança”, explicou Spyer.

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Segundo o economista, os juros influenciam diretamente as condições de crédito e as decisões de investimento, inclusive no setor produtivo. Para o produtor rural, o ambiente de juros interfere no acesso ao financiamento e na definição dos investimentos necessários para a condução da safra.

Spyer também falou sobre o dólar e os efeitos da variação da moeda americana sobre o agronegócio brasileiro. Como o setor possui forte ligação com o mercado internacional, o câmbio influencia a formação dos preços das commodities e também os custos de determinados insumos utilizados na produção.

“O dólar é muito importante para o agro brasileiro porque nós somos uma potência exportadora. Então, quando a gente fala de soja, milho, algodão e outras commodities, estamos falando de produtos que têm seus preços influenciados pelo mercado internacional”, afirmou.

O economista ainda comentou as perspectivas para a produção brasileira de soja e destacou a dimensão da nova safra. A temporada 2026/27 projeta uma produção superior a 180 milhões de toneladas, reforçando o peso do Brasil no mercado mundial da oleaginosa.

“A gente está falando de uma safra de mais de 180 milhões de toneladas. Isso mostra o tamanho do Brasil dentro do mercado mundial de soja e a responsabilidade que o produtor brasileiro tem”, disse Spyer.

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A análise econômica ampliou o debate sobre os fatores que podem influenciar as decisões dos produtores ao longo da nova temporada. Além de dólar e juros, o cenário internacional, a demanda, os preços das commodities e as condições climáticas estão entre os pontos de atenção para o setor.

Programação e debates

A programação da Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 segue ao longo desta quinta-feira, com transmissão pelo Canal Rural e pelo YouTube. Ao longo do dia, os participantes acompanham painéis e debates sobre temas importantes para a nova safra, incluindo verticalização, clima e mercado da oleaginosa.

Fique de olho no Canal Rural e acompanhe a cobertura completa da abertura da safra de soja 2026/27.

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É nesta quinta! A Abertura Nacional do Plantio da Soja 26/27 vem aí; saiba como assistir ao vivo

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Imagem gerada por IA

Está chegando a hora! É amanhã, 17 de setembro, que acontece a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27. A partir das 9h, pelo horário de Brasília, você poderá acompanhar ao vivo pelo Canal Rural e pelo YouTube tudo o que acontece na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte (MT).

Ao longo da programação, os participantes vão acompanhar debates sobre os principais assuntos que devem movimentar o setor durante o novo ciclo. Entre os destaques está a discussão sobre a verticalização da soja na produção de alimentos e energia.

Além de marcar oficialmente a largada da safra 2026/27, a Abertura Nacional terá um significado especial neste ano. O evento também dará início às comemorações dos 15 anos do Projeto Soja Brasil, iniciativa que acompanha de perto as transformações, os desafios e os avanços da produção de soja no país.

Falta pouco! Amanhã, acompanhe a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 pelo Canal Rural e pelo YouTube.

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Leilão de compra de arroz da Conab adquire apenas 5% do ofertado

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Foto: Paulo Lanzetta

O primeiro leilão de compra de arroz para formação de estoques públicos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (16) não obteve o sucesso esperado.

A expectativa do governo era adquirir até 127,3 mil toneladas do cereal a granel da safra 2025/26, classe longo-fino em casca, Tipo 1, a fim de mitigar os possíveis impactos associados ao fenômeno climático El Niño e, assim, assegurar o abastecimento no país.

No entanto, o pregão eletrônico realizado pelo Sistema de Comercialização Eletrônica da entidade (Siscoe), resultou na compra de apenas 4,05 mil toneladas, ou 5,1% do total ofertado.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Evandro Oliveira, o leilão ocorreu em um momento inoportuno, sem qualquer pedido de ajuda por parte dos produtores, e ofereceu preços pouco atrativos, até mesmo abaixo das referências do mercado físico, dependendo da região.

De acordo com ele, já se esperava baixa adesão diante dos preços máximos oferecidos pelo leilão, entre R$ 80 a R$ 82 reais por saca, valores semelhantes aos praticados hoje no mercado físico. “Então, os preços não foram suficientemente atrativos para movimentar volumes significativos nesse leilão”, pontuou.

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No Rio Grande do Sul, nas praças de produção e comercialização de Pelotas e ainda no litoral, o arroz está sendo negociado na faixa de R$ 80,00 a R$ 85,00 por saca, chegando a R$ 90 no porto.

“Logo, os valores oferecidos pelo leilão ficaram bem abaixo do necessário para atrair uma demanda significativa, o que explica o fracasso da operação”, salientou o analista.

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